NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


MINISTÉRIO DA DEFESA


Forças Armadas completam 9 meses de atividades no combate ao novo coronavírus


Por Isabela Nóbrega | Publicada em 21/12/2020 19:10

Brasília (DF), 21/12/2020 – A Operação Covid-19 do Ministério da Defesa completou 9 meses neste domingo (20/12). Em mais de 270 dias, o Centro de Operações Conjuntas (COC) atuou na coordenação do emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus em todo o país.

Foram realizadas descontaminações em aproximadamente 8 mil locais públicos, produzidos 24,5 mil litros de álcool em gel. Mais de 24 mil toneladas de material foram transportadas por meio da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Além disso, os militares promoveram campanhas de doação de sangue que até então contaram o total de 39.460 voluntários para reabastecerem os estoques dos hospitais em todas as regiões do Brasil.

As Forças Armadas atuaram em 11,2 mil campanhas de conscientização de prevenção e combate ao Covid junto à população. Realizaram mais de 18 mil ações de capacitação de pessoal para descontaminação e aproximadamente 13 mil inspeções navais.

Ainda no contexto da Operação Covid-19, os militares executaram 16 missões em comunidades indígenas, que auxiliaram no atendimento e orientações relacionadas à doença. No dia 14 de dezembro, foi encerrada a Missão Alto Solimões, última do ano, que atendeu aproximadamente 1.700 indígenas e realizou 6,5 mil procedimentos.

Os profissionais da saúde ativos na missão realizaram atendimentos especializados nas comunidades para evitar o deslocamento dos indígenas até as cidades, a fim de evitar a contaminação pelo vírus. As missões indígenas foram realizadas com o apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.

Um dos próximos passos da operação será o apoio logístico das Forças Armadas na distribuição de vacinas para Covid -19. 

Operação Covid-19
O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

PORTAL DEFESANET


KC-390 - EMBRAER entrega quarta aeronave C-390 Millennium à FAB


Da Redação | Publicada em 21/12/2020 14:10

Gavião Peixoto – SP, 19 de dezembro de 2020 – A Embraer entregou à Força Aérea Brasileira (FAB) o quarto avião de transporte multimissão C-390 Millennium, de um total de 28 unidades encomendadas pela FAB. Assim como as unidades já entregues e em operação, esta será operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT). Todas as aeronaves encomendadas pela FAB estão preparadas para realizar missões de reabastecimento aéreo, com a designação KC-390 Millennium.

“Recebemos com grande satisfação mais uma aeronave KC-390 Millennium que está sendo incorporada à nossa frota. Em breve, ela também será operada nas mais diversas missões em diferentes regiões do Brasil e até no exterior, a exemplo das outras três que já demonstraram sua grande capacidade, principalmente no transporte de insumos e materiais durante a Operação COVID-19”, ressaltou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

“Estamos muito satisfeitos com a entrega do quarto C-390 Millennium à Força Aérea Brasileira, pois o avião tem cumprido um papel extremamente relevante em uma série de missões humanitárias dentro do território brasileiro e até mesmo no exterior”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O KC-390 está se estabelecendo por mérito próprio como o avião de transporte tático deste século, abrindo novos mercados, o que é extremamente importante para a estratégia da Embraer nos próximos anos”.

Desde o início da pandemia da COVID-19, a FAB tem empregado as aeronaves KC-390 Millennium em missões de transporte aéreo logístico movimentando toneladas de suprimentos essenciais ao combate à pandemia no Brasil. Além disso, a FAB operou uma das aeronaves em missão humanitária à República do Líbano em apoio à população de Beirute, em agosto deste ano.

No último dia 17 de novembro, o governo da Hungria assinou um contrato com a Embraer para a aquisição de duas aeronaves C-390 Millennium na configuração de reabastecimento aéreo (KC-390 Millennium). A aquisição é parte do processo de fortalecimento das Forças Armadas da Hungria, especificamente nas funções de transporte aéreo tático, reabastecimento de outras aeronaves e evacuação médica, bem como em outras missões de interesse nacional. As entregas para a Hungria estão programadas para começar em 2023.

As aeronaves serão as primeiras do mundo com a opção de configuração para Unidade de Terapia Intensiva, recurso essencial para o desempenho de missões humanitárias. Também permitirão o reabastecimento do JAS 39, Gripen húngaro, bem como outras aeronaves que usam a mesma tecnologia. Esses KC-390 Millennium serão totalmente compatíveis com as operações da OTAN, não apenas em termos de hardware, mas também em sua configuração de aviônica e de comunicações.

No final de outubro, equipes das Forças Armadas de Portugal (FAP) e da EMBRAERmbraer concluíram o “Critical Design Review – CDR” dos KC-390 Millennium encomendados por Portugal. Esta etapa definiu os requisitos técnicos da aeronave de acordo com as demandas da FAP, possibilitando à Embraer configurar as aeronaves. O governo de Portugal e a Embraer assinaram um contrato para aquisição de cinco aeronaves multimissão que terão como objetivo apoiar as operações das Forças Armadas de Portugal e aumentar a prontidão em missões de interesse nacional. As entregas estão programadas para começar em 2023.

Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o C-390 Millennium é um jato de transporte tático militar projetado para estabelecer novos padrões em sua categoria. Alguns dos pontos fortes da aeronave são a mobilidade, design robusto, maior flexibilidade, tecnologia comprovada de última geração e manutenção mais fácil.

O C-390 Millennium e a variante KC-390 Millennium voam mais rápido e carregam mais carga que outros cargueiros militares de mesmo porte e são as plataformas ideais para os principais cenários de utilização. Exige menos inspeções e manutenção sob demanda, combinado com sistemas e componentes altamente confiáveis, o que reduz o tempo da aeronave no solo e os custos totais da operação, contribuindo para níveis de disponibilidade excelentes e baixo custo do ciclo de vida.

Em outubro de 2019, a aeronave recebeu da revista Aviation Week os prêmios Grand Laureate, na categoria Defesa, e o Laureate Awards, na categoria “Melhor Novo Produto de Defesa".

REVISTA AERO MAGAZINE


FAB realizou ensaio em voo com sistema de comunicação critografado

Link-BR2 permitirá a comunicação segura entre aeronaves e centros de comando e controle

Por Edmundo Ubiratan | Publicada em 21/12/2020 19:00

A Força Aérea Brasileira atingiu um importante marco em sua história ao completar o primeiro ensaio do sistema Link-BR2, que deverá ampliar a capacidade de comunicação e controle de suas aeronaves.

A tecnologia é considerada fundamental para permitir a FAB realizar suas missões no cenário atual, onde é necessário compartilhar informações de forma segura entre aeronaves e centros de controle. Ainda que o Brasil não tenha nenhuma ameaça iminente, a capacidade de resposta da FAB deverá estar apta para atender eventuais ameaças.

A comunicação através do Link-BR2 é realizada por meio de protocolo criptografado e com alto grau de segurança, proporcionando o compartilhamento de mensagens e outras aplicações operacionais, permitindo a ampliação da consciência situacional de todos os participantes da rede, no ar e no solo.

“Para a Força Aérea, o sistema Link-BR2 trará um ganho operacional inigualável, visto que todas as aeronaves que estiverem no Teatro de Operações terão capacidade de receber informações e também enviar mensagens e dados para as estações de solo, de forma a aumentar a consciência situacional de todos os envolvidos nas operações”, disse José Ricardo Drozdz, tenente-coronel e piloto de ensaio do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo.

O sistema permitirá, por exemplo, que os recém-modernizados E-99M possam se comunicar com segurança e de forma efetiva com os futuros caças Gripen E/F. Em caso de uma missão real, por exemplo, E-99M podem acompanhar a distância as ameaças, utilizando seu radar para indicar para onde os Gripen devem seguir, mantendo os caças ‘invisíveis’ das contramedidas eletrônicas das aeronaves inimigas.

“O sistema Link-BR2 é uma realidade e, futuramente, estará embarcado nos caças F-39 Gripen que atualmente estão sendo desenvolvidos na Suécia e no Brasil", informou Valter Borges Malta, major-brigadeiro do ar e Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate.

Outro caso importante é o compartilhamento de dados entre as aeronaves, que podem se comunicar de forma segura, sem que a transmissão de áudio ou informações táticas sejam interceptadas e rapidamente decodificadas.

A demonstração da Campanha de Ensaio em Voo do Sistema Link-BR2 ocorreu na última semana, na Ala 3, na base aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul. Um caça F-5M, pertencente ao 1º/14º GAv – Esquadrão Pampa, foi preparado com equipamentos e antenas para a instalação do sistema, que permitirá à FAB a comunicação, em tempo real, aeronaves e estações de Comando e Controle.

“O Link-BR2 realmente vai ser um divisor de águas nas comunicações mais modernas, de dados e de voz, que muito contribuirá com os exercícios e operações que são realizados pelas nossas Forças: Marinha, Exército e Força Aérea”, explicou Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica.

Força aérea recebe mais um avião para vigilância da Amazônia

Embraer avança na modernização das aeronaves radar E-99M

Por Edmundo Ubiratan | Publicada em 22/12/2020 06:55

A Embraer entregou para à Força Aérea Brasileira o segundo E-99E, um avião de alerta aéreo antecipado (AWACS, na sigla em inglês). A aeronave passou por um extenso programa de modernização, ampliando suas capacidades e integrando seus sistemas ao sistema de guerra centrada em rede, que incluirá em breve o caça Gripen E/F.

O avião pousou na última quinta-feira (17) na Ala 2, na base aérea de Anápolis, em Goiás e continuará a ser operado pelo 2°/6° GAv – Esquadrão Guardião. O E-99M faz parte do sistema de vigilância da Amazônia e de defesa aérea nacional, podendo ser utilizado para controle de espaço aéreo contra alvos em caso de guerra e ainda para combater tráfegos aéreos ilegais, como aeronaves a serviço do tráfico internacional de drogas e armas.

O E-99M é capaz de fornecer dados de inteligência precisos, em tempo real, sobre aeronaves voando à baixa altura. Os aviões monitoram o espaço aéreo de uma vasta área visualizando todo andamento da operação entre os caças brasileiros e aeronaves consideradas hostis. Considerado um centro de controle com asas, o E-99M permite controlar a missão, indicar com exatidão o local onde estão as aeronaves hostis, evitar que os caças brasileiros acionem seus radares, entre outros.

Um dos destaques deste tipo de aeronave é sua capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações para o tráfego aéreo da aviação geral. O avião tem sido protagonista em ações interagências, como as operações Ágata e Ostium.

PORTAL TECNOLOGIA E DEFESA


Um tributo ao “Dezesseis”


Por João Paulo Moralez | Publicada em 21/12/2020 15:50

Desde setembro de 2020 temos visto uma série de notícias e reportagens, em texto e vídeo, sobre a chegada do primeiro exemplar do Gripen ao Brasil, o F-39E 4100.

Ainda que não se trata da entrega formal para a Força Aérea Brasileira (FAB), tendo em vista que o exemplar continuará cumprindo a campanha de ensaios em voo no Brasil, é gratificante notar como um programa tão estratégico tem sido ampla e positivamente abordado no país, inclusive na grande mídia.

E são nessas matérias, vídeos, artigos e entrevistas que percebemos como o projeto impacta como um todo na Força Aérea e quão complexo é o processo de implantação de uma nova aeronave de combate.

O Gripen, afinal, além de ser um caça extremamente moderno, vai agregar uma série de tecnologias que são inéditas para a FAB até os dias de hoje. Apenas para mencionar algumas, teremos o radar de varredura eletrônica ativa, IRST, sistemas de guerra eletrônica completos, capacidade de supercruise, armamentos avançados, capacidade de operação em pistas extremamente curtas e simuladores de missão.

Há ainda a preocupação com a preparação de pessoal, de infraestrutura, de logística e mais algumas dezenas (ou centenas) de itens a serem pensados em curto, médio e longo prazo.

Trata-se de uma tarefa muito complexa. Mas felizmente, o material humano da FAB possui a experiência e o profissionalismo para conduzir o processo com seriedade e maestria.

Sabe-se que o Gripen vai equipar, numa primeira fase, o 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), que hoje opera os Northrop F-5EM/FM. O 1º GDA é um esquadrão que já existe, porém é como se estivesse nascendo novamente durante esse processo, tendo em vista que sua sede está sendo reconstruída e o seu pessoal se preparando para um avião totalmente novo.

Além disso, o Gripen também vai equipar o 1º/16º GAv “Esquadrão Adelphi”, cuja sede será junto com o GDA em Anápolis.

E justamente neste momento de expectativas e aguardo pela chegada dos novos aviões, prevista para acontecer em 2021, é que vale relembrar uma história muito semelhante a essa, e que aconteceu há mais de 30 anos.

No final da década de 1980 a FAB se preparava para receber o primeiro de 56 (depois 55), caças Embraer AMX A-1.

Assim como tem sido com o Gripen nos dias de hoje, o AMX, também um avião de pequenas dimensões e fruto de um projeto binacional (Brasil e Itália), trazia consigo tecnologias e doutrinas que não existiam na FAB.

Dentre elas o Head-Up Display, sistema Hands On Throttle and Stick, Radar Warning Receiver, interferidor de contramedida eletrônica ativa na aeronave, Identification Friend or Foe (IFF), lançadores de chaff/flare, sistema de planejamento de missão em computador, modos de ataque por CCIP/CCRP e conceito de Line Replaceable Unit. Dessa forma o AMX e o 1º/16º GAV anteciparam em 15 anos a chegada do século 21 para a FAB, tendo em vista que essas tecnologias foram amplamente difundidas na Força com a chegada dos Super Tucano em 2004 e do F-5M em 2005.

Assim como o Gripen, o AMX proporcionou enorme quantidade de transferência de tecnologia e um salto qualitativo da indústria de defesa nacional, com exemplares sendo construídos no Brasil e com componentes e estruturas sendo enviadas daqui para compor a frota italiana.

Os conhecimentos, tecnologias e equipamentos adquiridos para o seu programa foram utilizados em toda a linha de jatos regionais da Embraer e em projetos mais modernos do segmento militar, como o do KC-390. Aliás, o AMX é o elo entre o passado e o presente, o divisor de águas sem o qual não seríamos uma indústria competitiva mundialmente.

O Brasil e Suécia são até o momento os únicos operadores do Gripen E/F no mundo. Por mais que possa existir alguma semelhança com o Gripen C/D, o fato é que o Gripen é tão avançado que exigirá o desenvolvimento de uma nova doutrina de operação, a ser desenvolvida pelos dois países.

Com o AMX, a situação foi a mesma. Não haviam experiências anteriores. Tudo era novo em relação àquele novo caça que entrava em serviço na FAB introduzindo novas tecnologias e conceitos. O conhecimento acerca do novo caça eram folhas em branco aguardando serem escritas.

“Poucos, porém, bons, os melhores” – Brigadeiro do Ar Teomar Fonseca Quírico, Adelphi 01

No final de década de 1980 a FAB optou em criar uma unidade aérea para operar com o novo caça. A sede seria na Base Aérea de Santa Cruz, mas no local não existia hangar nem infraestrutura para o AMX. Tudo foi construído. Do zero.

Juntando o que havia de melhor em relação ao material humano disponível, liberados pelo Brigadeiro do Ar Quírico, um grupo de voluntários passou a compor o quadro de oficiais e de graduados do Núcleo da primeira Unidade Aérea a operar o AMX, conhecido como NU-A1, criado em 4 de fevereiro de 1988.

Esses militares esboçaram o que seria a operação do novo caça. Manuais, doutrina de emprego e mais um imenso universo de providências tomadas para estruturar a nova unidade aérea e inserir o novo avião na FAB.

Em 7 de novembro de 1988 o NU-A1 foi extinto dando origem ao Núcleo do 1º/16º GAV. Um ano mais tarde, em 17 de outubro de 1989, chegava o primeiro A-1 brasileiro, o FAB 5500.

“Assim, o modo operante da FAB se transformou (ou, depois disso, a FAB nunca mais seria a mesma).” – Ten. Cel. Alfredo Salvatore Leta, Adelphi 28

Em 7 de novembro de 1990 o 1º/16º GAV “Esquadrão Adelphi” foi criado, continuando, de maneira intensa e diária, a sua missão de implantar e desenvolver o que era a mais avançada aeronave da FAB em termos de aviônicos e sistemas. Uma missão desafiadora, que envolve muita dedicação e sacrifício dos envolvidos, além de paciência para aprender, com os erros e os acertos, de como operar com o novo avião. E de extrema responsabilidade, pois essa é a base que servirá de sustentação para todos os que seguirem voando a aeronave pelas próximas décadas.

Com o passar dos anos, o “Dezesseis” alcançou marcas extremamente importantes para a FAB. Além das tarefas que normalmente cumpre uma unidade de caça, de Santa Cruz, o Esquadrão decolou e voou até os Estados Unidos para participar do exercício internacional Red Flag, envolvendo diversos países da Europa e os EUA, onde aprendeu a importante doutrina de operação da guerra moderna, nos chamados voos de “pacote” envolvendo aeronaves de vários tipos e performances, planejada e coordenada pela figura do Mission Commander. Era a primeira vez na história que a FAB participava deste exercício.

Esse aprendizado, depois de absorvido, foi disseminado para demais pilotos e unidades da FAB, sendo aperfeiçoado através dos anos e utilizado até os dias de hoje.

“Profissionalismo na alma e eficiência no cumprimento da missão!” – Brigadeiro do Ar Luiz Carlos Lebeis Filho, Adelphi 06

O Adelphi teve outra fundamental importância no desenvolvimento das outras duas unidades de AMX da FAB. No final dos anos 1990, o “Dezesseis” formou pilotos e mecânicos do 3º/10º GAV “Esquadrão Centauro” e do 1º/10º GAV “Esquadrão Poker”, que receberam o A-1 em 1998 e 1999 respectivamente.

Algumas das suas equipagens de pilotos, mecânicos e especialistas foram transferidos para a Base Aérea de Santa Maria para implantar o A-1 nos dois esquadrões.

Em dezembro de 2016 o “Dezesseis” foi desativado em Santa Cruz. Nessa passagem, deixou marcas que transformaram a FAB em muitos aspectos. Mas seu legado estava longe de acabar.

Parte do seu pessoal e aviões foram para as outras unidades de AMX da FAB, enquanto os demais foram movimentados para as mais variadas organizações da Força Aérea.

Os Adelphis se espalharam ainda mais pelo Brasil afora, influenciando e levando ao conhecimento mais amplo a sua história, cultura, o profissionalismo, raça e tradição. Onde quer que vá, haverá sempre um Adelphi presente.

Tive a oportunidade de conhecer muitos Adelphis, pessoas extremamente carismáticas. Alguns já estão na reserva, como o Brigadeiro Quírico. Outros continuam voando em demais unidades da FAB, alguns em posições de comando em esquadrões de caça.

A FAB hoje é muito bem liderada por um Adelphi, o Tenente Brigadeiro do Ar, Antonio Carlos Moretti Bermudez, personalidade extremamente acessível, carismática e, acima de tudo, operacional com visão de futuro.

O 1º/16º GAV será reativado. Vai voar outra aeronave, o Gripen. Em outra localidade, a de Anápolis.

Mas os seus valores e a sua histórica, essas tenho certeza que não mudarão.

 

PORTAL IG - ÚLTIMO SEGUNDO


FAB recebe quarto avião Embraer KC-390 Millennium


Da Redação | Publicada em 21/12/2020 15:27

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu no último sábado (19), o quarto avião de transporte multimissão KC-390 Millennium. Assim como as unidades já entregues, esta será operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa – Esquadrão Zeus, situado na Ala 2, em Anápolis (GO).

O avião, que recebeu a identificação FAB 2856, decolou da sede da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, às 12:40h, e pousou em sua nova casa às 13:55h. Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 Millennium é um jato de transporte tático militar projetado para estabelecer novos padrões em sua categoria. Alguns dos pontos fortes da aeronave são mobilidade, design robusto, maior flexibilidade, tecnologia comprovada de última geração e manutenção mais fácil.

Desde o início da pandemia da COVID-19, a FAB tem empregado as aeronaves KC-390 Millennium em missões de Transporte Aéreo Logístico, movimentando toneladas de suprimentos essenciais ao combate à pandemia no Brasil. Além disso, a FAB operou uma das aeronaves na missão de Assistência Humanitária à República do Líbano, em agosto deste ano.

Os aviões KC-390 Millennium voam mais rápido e carregam mais carga que outros cargueiros militares de mesmo porte e são as plataformas ideais para os principais cenários de utilização. O vetor exige menos inspeções e passa por manutenção sob demanda, combinando sistemas e componentes altamente confiáveis, o que reduz o tempo da aeronave no solo e os custos totais da operação, contribuindo para níveis de disponibilidade excelentes e baixo custo do ciclo de vida.