NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL G1


Número de pacientes com Covid-19 transferidos do Amazonas a outros estados chega a 131

Com mais de 233 mil casos e 6,4 mil mortes decorrentes da Covid-19, o Amazonas vive um caos no sistema de saúde com hospitais lotados. Expectativa é enviar 235 pacientes com a doença para outros estados.

Por G1 Am | Publicada em 20/01/2021 09:12

Chegou a 131 o número de pacientes com Covid-19 transferidos de unidades de saúde do Amazonas para outros estados. Na noite de terça-feira (19), mais 16 pessoas embarcaram de Manaus para o Maranhão, onde seguem internados. A expectativa do governo é enviar 235 pacientes com a doença para outros estados.

Com mais de 233 mil casos e 6,4 mil mortes decorrentes da Covid-19, o Amazonas vive um caos no sistema de saúde com hospitais lotados. As unidades de saúde não têm oxigênio suficiente para todos os pacientes, o que fez o Amazonas enviar doentes para receber atendimento em outros estados.

O último grupo saiu da Base Aérea de Manaus, do aeroporto Ponta Pelada, bairro Crespo, zona sul de Manaus. Treze pacientes estavam internados no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona leste, e três no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Zona Sul. Após análise das equipes médicas, o grupo apresentou condições clínicas para fazer a viagem.

Os pacientes foram transferidos em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou por volta das 19h. Desde sexta-feira, pacientes já foram transferidos para unidades hospitalares no Acre, Distrito Federal, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Goiás. Com o quantitativo desta terça-feira (19), o total alcança 131 transferências.

PORTAL R7


Vacina chega a indígenas do AM, na fronteira com Peru e Colômbia

Doses da CoronaVac são entregues na aldeia Umariaçu I, a mais próxima do centro de Tabatinga, no Amazonas

Por Agência Estado | Publicada em 20/01/2021 08:26

A vacina Coronavac chegou na terça-feira (19), à aldeia Umariaçu I, a mais próxima do centro de Tabatinga, no Amazonas, na tríplice fronteira do Brasil com Peru e Colômbia. Foram quase dois dias de viagem até o Território Ticuna, maior etnia indígena do País. As 1.100 doses foram levadas em dois aviões: o cargueiro C-130 Hércules e o turbo-hélice C-97 Brasília, ambos da FAB.

As ampolas em caixas de isopor climatizadas passaram, nos porões dessas aeronaves, por Guarulhos, Brasília e Manaus, ao longo da segunda-feira. A expectativa era grande, mas o cacique da comunidade, Dikicinei Ticuna, não apareceu para recebê-las. Nem ele nem uma parcela dos ticunas. A desinformação também chegou à aldeia, agora desconfiada pelos "efeitos colaterais" falsos da vacina.

A campanha do Exército de levar as ampolas a uma região isolada da Amazônia enfrentou os efeitos do discurso antivacina propagado especialmente pelo Palácio do Planalto. "Até agora ele não apareceu aqui, né? Então ele ainda está com pensamento duvidoso", disse o técnico de enfermagem Tarcis Marques Mendes, de 34 anos, sobre a ausência do cacique. "Meu povo ticuna aqui está em pânico, porque falaram que a vacina mata, que quem toma vai ficar doido na hora. Uma pessoa que fale um boato ou mentira eles acreditam".

Terceiro indígena aldeado a receber a vacina contra o novo coronavírus na região do Alto Solimões, Marques afirmou que o cacique rechaçou apelos para conversar e tranquilizar a comunidade. O chefe da tribo ecoou o discurso do Planalto de que a vacinação não poderia ser obrigatória. "Ele estava esperando chegar a vacina, achava bom, mas depois falou que estava com dúvida de tomar. Disse que quem quiser toma, mas quem não quiser não pode (ser obrigado a) tomar", contou o técnico de enfermagem.

Redes sociais

A desinformação circula nas aldeias por meios digitais e físicos. São as redes sociais, como Facebook, e aplicativos como WhatAspp, usados pelos indígenas em lan houses ou no celular. Isso quando conseguem conexão ao intermitente sinal das operadoras de telefonia. Até as unidades militares da região sofrem com a precariedade do sinal.

O cacique usou uma forma mais rudimentar de comunicação nas aldeias, um sistema de rádio com alto-falantes espalhados entre as casas e ocas, apelidado de "boca de ferro". A recado dele afastou indígenas da Coronavac.

O enfermeiro Euzimar Tananta, de 45 anos, da etnia Kokama, no Alto Solimões, confirmou a apreensão entre os ticunas. Segundo ele, o cacique faz parte de um grupo na política partidária municipal e tem seus seguidores. Ele também diz que a chuva nessa época do ano dificulta a vacinação e afasta os indígenas do polo de saúde.

"Eles vieram falar que estavam com medo, que o próprio cacique colocou na boca de ferro que não era para ninguém se vacinar, porque a vacina não tinha sido comprovada", disse o enfermeiro, orgulhoso de ter sido o aplicador da primeira dose em Umariaçu. A escolhida foi Isabel Mariano Cezário, de 68 anos. "Não tive medo. Estou muito agradecida", disse ela. "A vacinação é importante para a comunidade, as outras etnias têm que tomar também."

AGÊNCIA BRASIL


Bolsonaro destaca papel da Aeronáutica na comemoração de seus 80 anos

Evento foi na Base Aérea de Brasília

Andreia Verdélio | Publicada em 21/01/2021 11:44

O presidente Jair Bolsonaro participou hoje (20) da cerimônia de comemoração dos 80 anos do Comando da Aeronáutica. Durante seu discurso, Bolsonaro destacou o papel da Força Aérea Brasileira e sua atuação no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Só no corrente ano, o que fizeram pelo próximo? Podemos citar o socorro aos nossos irmãos de Manaus, que passavam momentos difíceis, e a nossa força aérea, transportando em suas asas, meios, materiais e gente para socorrer os nossos irmãos. Também a nossa Força Aérea, nessa primeira parte da entrega de vacinas no Brasil, cumpriu a sua missão no Dia D menos 1. Isso é motivo de orgulho, tendo em vista o seu planejamento, a sua organização, o seu patriotismo e o seu sentimento de defesa dos direitos humanos, que vem da alma, vem do coração de cada militar da nossa força aérea”, disse o presidente.

O evento aconteceu na Base Aérea de Brasília e reuniu ministros e outras autoridades civis e militares. O vice-presidente Hamilton Mourão também participou das comemorações.

PORTAL TECNOLOGIA E DEFESA


A FAB comemora seus 80 anos no mesmo contexto em que foi criada em 1941: na guerra


João Paulo Moralez | Publicada em 20/01/2021 16:00

Em 20 de janeiro de 1941 a Polônia, a Noruega, a França, a Dinamarca, a Bélgica, Luxemburgo e Holanda já haviam sido invadidas por tropas da Alemanha. A Inglaterra lutava bravamente para não ter os seus territórios dominados pelas forças alemãs. Países no mundo todo sentiam o gosto amargo de uma guerra que ceifaria milhões de vidas e deixaria centenas de cidades destruídas. Sons de sirenes, de bombas e batalhas acontecendo em vários locais ao mesmo tempo parecia a nova ordem mundial para a época.

A 2ª Guerra Mundial (1939-1945), que representa o maior conflito armado do século 20 e um dos principais da história da Humanidade, consolidou a arma de aviação como ator principal de todos os combates a partir de então.

Se antes a aviação era mais um serviço de muitos exércitos e marinhas em todo o mundo, na década de 1940 ganhou relevância estratégica para decidir o desfecho de batalhas, campanhas e guerras.

Em vários países foi iniciado o movimento de tornar a aviação uma força independente para que pudesse desenvolver as suas táticas e doutrinas.

No Brasil, não foi diferente. A Marinha do Brasil foi a primeira a ter um serviço aéreo, a partir de 1916. As aeronaves faziam a instrução dos seus aeronavegantes, cumpriam missões de fotografia, de caça, de reconhecimento, de ataque e de transporte, por exemplo, mas sempre inserida no contexto do combate naval.

Em 1919 o Exército Brasileiro criou a Aviação Militar e expandiu a sua atuação do Campo dos Afonsos, onde foi criada, no Rio de Janeiro, para todo o Brasil.

Mas em 20 de janeiro de 1941 o caminho da história era outro. O Decreto-Lei Nº 2.961 de Getúlio Vargas, criava o Ministério da Aeronáutica unificando a Aviação Naval, a Aviação Militar e a Viação de Obras Públicas. As estruturas, aeronaves e pessoal desses três serviços, unificados, culminou na chamada Forças Aéreas Nacionais. E, em 22 de maio do mesmo ano, o nome era alterado para Força Aérea Brasileira.

Os combates que se desenrolavam na Europa, norte da África, Leste Europeu e até no Pacífico durante a 2ª Guerra Mundial reverberaram na costa brasileira.

Navios da marinha mercante foram sucessivamente torpedeados por submarinos alemães e italianos. Em 22 de maio de 1942 a tripulação de um B-25 da FAB atacou o submarino italiano Barbarigo, que navegava no litoral brasileiro, marcando o seu batismo de fogo e cunhando a data como o Dia da Aviação de Patrulha da FAB.

Esse fator, somado a muitos outros de ordem estratégica e política, fizeram com que o Brasil declarasse guerra contra a Alemanha, Itália e Japão em 22 de agosto de 1942.

Em dezembro de 1943 o 1º Grupo de Aviação de Caça foi criado e, em 7 de outubro de 1944, já se apresentava para operar fora do território nacional, em Tarquínia, na Itália.

O 22 de abril de 1945 ficou conhecido como o Dia da Aviação de Caça na FAB e, no mês seguinte, a guerra terminava.

No Brasil, a recém-criada FAB já acumulava uma complexa estrutura de operação, de manutenção, de bases, de tripulações e aviões de todos os tipos.

Nessa trajetória de oito décadas fica difícil de enumerar no espaço de um artigo as milhares de contribuições da FAB para o Brasil.

De fato, a Força Aérea é um fator preponderante para o desenvolvimento do Brasil: ao criar o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o antigo Centro Técnico Aeroespacial, hoje Departamento de Ciência e tecnologia Aeroespacial; ao investir em pesquisa e desenvolvimento, incentivar a indústria aeronáutica nacional, tendo como exemplo máximo a Embraer; ao continuar a integração do território brasileiro, prestando apoio em missões humanitárias, com o Correio Aéreo Nacional; ao se dirigir para pesquisas espaciais, fazer o controle do espaço aéreo, a formação de pessoal técnico e especializado.

Pela natureza da operação, e apesar de todas as dificuldades de ordem econômica, a FAB mantém o esforço para continuar na vanguarda tecnológica, sendo uma das mais avançadas e bem equipadas em todo o continente.

Hoje a FAB celebra os seus 80 anos exatamente no mesmo contexto no qual foi criada em 1941: na guerra.

Não se trata de um combate convencional, mas de correr contra o tempo, se mobilizar em termos nacionais para atender as demandas que não param de surgir. Transportando insumos, equipes de saúde, pessoas, pacientes, remédios, vacinas, equipamentos e o que mais for necessário para conter a pandemia do coronavírus.

Parabéns para aqueles que neste momento estão patrulhando o mar nas 200 milhas de distância do litoral, interceptando ou policiando o espaço aéreo de voos ilegais. Parabéns para aqueles que, agora, estão em missões de reconhecimento tático a baixa altura, ou voando alto e o mais rápido possível para transportar esperança, nas asas fixas e rotativas. Parabéns para os controladores de tráfego aéreo, olhos permanentes na vigilância do céu do Brasil.

Parabéns, homens e mulheres da FAB, onde vocês estiverem, seja qual for a sua missão.

Pokers, Centauros, Pampas, Avestruzes, Pif-Pafs, Jokers, Jaguares, Escorpiões, Grifos, Flechas, Adelphis, Pampas e Pacaus. Fumaceiros, Apolos e Cometas. Tracajá, Pastores, Pioneiro, Pégasos, Guarás, Cobras, Araras, Onças, Rumbas, Gordos, Condores, Corsários e Zeus. Carcarás, Guardiões e Hórus. Orugans, Phoenix e Netunos. Falcões, Potis, Pumas, Panteras, Harpias e Pelicanos. Parabéns, onde quer que vocês estejam, no Brasil ou além das nossas fronteiras.

PORTAL AEROFLAP


Com fotos: Comando da Aeronáutica completa 80 anos – AEROFLAP


André Magalhães | Publicada em 20/01/2021 15:00

O Comando da Aeronáutica comemora hoje seus 80 anos. Em alusão a esta data ocorreu na manhã desta quarta-feira (20) uma cerimônia na ALA-1, em Brasília-DF.

A cerimônia contou com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, do Vice-presidente, Hamilton Mourão, do Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez e dos Comandantes da Marinha e do Exército Brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro em sua fala enalteceu o papel das forças armadas e com destaque a FAB, tendo reconhecido a ação da FAB em ter realizado a entrega das vacinas com 24 horas de antecedência. “Isso é motivo de orgulho”, disse Bolsonaro.

Em sua fala, o Comandante Bermudez ressaltou o trabalho da FAB em prol da sociedade brasileira, como por exemplo, as várias missões da Operação Covid-19, seja com transporte de oxigênio, pacientes e vacinas.

Bermudez ainda comentou sobre o passado, presente e futuro da FAB. O então Ten. Brigadeiro lembrou a incorporação do KC-390 Millennium e do F-39 Gripen.

Comandante da Aeronáutica Tenente Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez

A cerimônia contou com desfile de tropas sob som da banda da ALA-1 e com passagens de caças F-5EM.

História:

Nesta mesma data em 1941, nascia o Ministério da Aeronáutica em meio a 2º Guerra Mundial.

A FAB na época desempenhou um papel de grande importância nos céus da Itália por meio de seus bravos pilotos em sues P-47 Thunderbolt.

Com o passar dos anos da FAB foi ganhando espaço e crescendo cada vez mais, nos anos 50 foi criada a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA).

Já nos anos 60 foi concebido o Sistema Integrado de Controle do Espaço Aéreo, um sistema de suma importância para a aviação.

Os anos 70 foi o ano da incorporação da aviação supersônica no Brasil, visto que em 1972, chegou ao Brasil o Mirage III, o vetor de defesa aérea operou até o ano de 2005.

Durante anos o Mirage teve o apoio dos caças F-5 Tiger II, um vetor que até hoje está na ativa, os Tigers passaram por uma modernização em 2006.

Já nos anos 80 o destaque é o ingresso das mulheres na FAB, na década seguinte o aconteceu a criação do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).

Presente e Futuro

Avançando no tempo outras conquistas da FAB aconteceram, como o Bandeirante, o T-27 Tucano e o A-1AMX, nos anos de 2000 a FAB ganhou uma nova incorporada e projetos futuros foram iniciados.

Um deles foi o A-29 Super Tucano, um caça leve que pode ser empregado em diversas funções, como por exemplo, na instrução de futuros caçadores.

Gripen F-39E/F

O ano de 2013 foi crucial para a aviação de caça brasileira, isto devido a escolha do caça Gripen E/F para cumprir nossa defesa aérea

O Brasil terá 36 unidades do caça que ficarão sediados na ALA-2, em Anápolis-GO. Das 36 unidades 28 serão da versão E (monoposta) e 8 da versão F (biposta). A previsão é que as quatro primeiras unidades operacionais cheguem no final de 2021.

O Gripen F-39E brasileiro que fez sua primeira decolagem no Brasil na tarde da quinta-feira (24/09/20), um momento histórico para a aviação de caça brasileira.

No dia 23 de outubro o caça foi apresentado oficialmente na ALA-1, na cerimônia do Dia do Aviador.

A partir do final 2021 as primeiras quatro unidades operacionais do Gripen chegam para Força Aérea Brasileira. As 36 unidades do F-39E/F ficarão sediadas na ALA-2, em Anápolis-GO e serão operadas pelo 1º GDA e pelo 1º/16º Grupo de Aviação, Esquadrão Adelphi.

Dos 36 caças 13 serão produzidos na Suécia, oito começam ser produzidos na Suécia e são finalizados no Brasil e por fim 15 serão totalmente construídos no país.

Para saber mais sobre o Gripen F-39, acesse nossa matéria espacial!

KC-390 Millennium:

Ao mesmo tempo que o Brasil escolhia seu novo caça, outro projeto da FAB ganhava grande destaque, o cargueiro KC-390 Millennium, a maior aeronave militar já fabricada no país. Seu primeiro foi em 3 de fevereiro de 2015.

A FAB vai empregar ao todo 28 unidades da aeronave, hoje a FAB já conta com quatro unidades que são operadas a partir da ALA-2, em Anápolis-GO.

Desde o anopassado a aeronave está passando por um grande emprego por conta da Operação Covid-19.

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Vacina contra a Covid percorre mais de 4 mil km do Butantan até municípios do Ceará

A distribuição da vacina é o mais recente desafio na corrida para salvar vidas na pandemia. No Estado, as primeiras doses, transportadas por avião, helicóptero, caminhões e carros, já estão disponíveis nas 184 cidades

Thatiany Nascimento | Publicada em 20/01/2021 16:09

Se você mora no Ceará, nesse momento, o primeiro lote da vacina contra a Covid, após meses de espera por negociação, aprovação e distribuição, está disponível na sua cidade e provavelmente já sendo aplicado nos trabalhadores da saúde. Nesta quarta-feira (20), os 184 municípios do Estado amanheceram com a vacina. Essa imunização é histórica tendo em vista a dimensão da pandemia, que somente no Ceará já matou mais de 10 mil pessoas.

A Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac, e reproduzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é a primeira vacina disponível no país e chegou ao Ceará no fim da tarde de segunda-feira (18). Desde então, a permanente corrida contra o tempo para salvar vidas, já conhecida nesta pandemia, se acelerou. E, qual o percurso feito com a substância para que, finalmente, seja dada a largada na imunização dos grupos prioritários no Ceará?

Se considerada a saída da sede do Butantan, na cidade de São Paulo até Fortaleza, foram cerca de 3,4 mil km. Essa primeira rota, como já praticada nas tradicionais campanhas de vacinação no Brasil, foi feita pelo ar com o uso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Para seguir até municípios mais distantes da Capital, como, por exemplo, Penaforte, no extremo Sul do Ceará, o itinerário - usando rotas pré-determinadas devido à logística de transporte - totalizou cerca de 4.011 km. 

O transporte das 218 mil primeiras doses da Coronavac, que conforme o Ministério da Saúde, foram armazenadas em 5.730 caixas, usou avião, helicópteros, caminhões e carros, tanto do Governo Federal e Estadual, como equipamento dos municípios. Caso o translado - seguindo exatamente os pontos de parada estabelecidos na rota oficial - fosse feito, por exemplo, somente por terra, seriam necessários cerca de 2 dias e 6 horas ininterruptas de viagem pelas estradas do país da cidade de São Paulo ao município de Penaforte (CE). 

Trajetos e pontos de parada

A rota do Butantan até Penaforte, cidade em que 58 doses iniciais da vacina chegaram no final da tarde de terça-feira (19), o trajeto em quilômetros - tendo em vista os pontos de parada - é equivalente à distância de viagem entre Fortaleza e Bogotá, capital da Colômbia.

A substância imunizante que, hoje, está distribuída no Brasil é oriunda da China e chegou ao Butantan entre novembro e dezembro, dividida em seis lotes, sob a forma de doses prontas e litros de insumos. A vacina foi então preparada e envazadas na sede de Instituto.

Após a liberação do uso emergencial por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no último domingo (17), as doses da vacina saíram, na manhã de segunda-feira (18), de São Paulo rumo a Fortaleza e, passaram antes por Guarulhos (SP), Goiânia (GO) e Teresina (PI). Entre o Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, e o pouso em Fortaleza, foram 7h39min de viagem. A Polícia Federal garantiu a segurança desse transporte.

Ao chegarem ao Estado, o primeiro ponto de parada foi o antigo aeroporto de Fortaleza. E, em território cearense, a Polícia Militar fez a segurança e cerca de 200 policiais participaram da operação. Do equipamento, parte das doses foram enviadas imediatamente às demais cidades por rotas de distribuição traçadas pelo Governo.

Na Capital, que recebeu inicialmente 80 mil doses, ocorreu no Hospital Estadual Leonardo da Vinci, por volta das 18h30min a primeira imunização do Estado. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), por cerca de 10 minutos, no trajeto entre o aeroporto e a unidade hospitalar deram suporte com o uso de batedores para garantir o trânsito livre nas vias da Capital.

Vacinas chegaram por helicópteros

Para as demais cidades do Estado, foram estabelecidos, pelo Governo, oito trajetos, dos quais seis foram aéreos e dois terrestres, rumo às cidades que são sedes das Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS). São elas: Maracanaú, Caucaia, Baturité, Itapipoca, Sobral, Tianguá, Camocim, Acaraú, Crateús, Juazeiro do Norte, Crato, Iguatu, Brejo Santo, Icó, Tauá, Quixadá, Canindé, Aracati, Russas e Limoeiro do Norte. No caso do transporte aéreo, segundo o Governo do Ceará, foram utilizadas três aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

As vacinas chegaram às sedes das ADS entre a noite de segunda-feira (18) e a manhã de terça (19). Cada prefeitura manda buscar e levar os imunizantes para a secretaria municipal, locais onde há central de rede de frios. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), até a noite de terça-feira (19), todos os municípios já haviam feito esse procedimento. 

“A diferença desse aporte de aviões e helicópteros fez com que a gente em menos de 24 horas pudesse estar contando com essas vacinas nos municípios. A partir daí, caminhões dos municípios foram receber essas vacinas. Esse controle da rede frios é feito a cada duas horas. A segunda dose da vacina já está armazenada na rede frios assim como uma reserva técnica para casos de contingência”, explica a secretária-executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida. 

Das ADS para os demais municípios, como são distâncias pequenas, as vacinas são levadas, geralmente, em caixas térmicas com termômetros acoplados com a temperatura, no caso da Coronavac, entre 2°C e 4°C graus. Todos esses percursos também são escoltados pela Polícia Militar.

Nos municípios, as vacinas vão para os refrigeradores da rede municipal e a depender de cada plano municipal seguem para a aplicação, nesse momento, nos grupos prioritários.

MINISTÉRIO DA DEFESA


Forças Armadas somam cerca de 20 horas por dia em voos de apoio ao Amazonas


Isabela Nóbrega | Publicada em 20/01/2021 19:17

Brasília (DF), 20/01/2021 - Em 13 dias, os militares das Forças Armadas cruzaram os céus do Brasil, em média 20 horas por dia, para atender às necessidades do Estado do Amazonas, no contexto da Operação Covid-19. Desde 07 de janeiro, foram 45 viagens que somam 267 horas para levar apoio logístico ao estado da Região Norte e transferir 121 pacientes a hospitais de outras unidades da Federação.

Do total de 45 voos, em 32 houve o transporte de 2.686 cilindros de oxigênio, que contemplou, além da capital Manaus, municípios como Parintins, Tefé e Coari. Para chegar a algumas localidades a entrega de 1.150 cilindros ainda seguiu por balsas. Nos voos também foram transportadas 12 usinas de produção de oxigênio e mais 69 tanques de oxigênio líquido, além de aproximadamente meia tonelada de medicamentos.

Em outra frente, o apoio na remoção dos pacientes para outros estados, garantiu a continuidade do tratamento com segurança. As transferências contaram com acompanhamento de profissionais de saúde. Para melhor acolher os doentes que procuram atendimento em Manaus, militares do Exército e da Aeronáutica montaram dois hospitais de campanha com total de 70 leitos disponibilizados.

Já a Marinha doou 40 respiradores do tipo “Inspire” para os pacientes amazonenses. O equipamento foi desenvolvido em parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo (CTMSP) e a Universidade de São Paulo (USP).

O apoio das Forças Armadas continua com novas iniciativas. Nesta quarta-feira (20), o Navio-Patrulha Oceânico Apa parte de Santos, em São Paulo, para Belém com um cilindro de oxigênio de 54 toneladas, o equivalente a 90 mil m³ de oxigênio líquido. Após a chegada no Pará, o cilindro seguirá para Manaus por via fluvial em uma balsa.

Editado por Margareth Lourenço

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4071

 

Jornalistas acompanham distribuição de vacinas e vacinação em terras indígenas do Amazonas a convite da Defesa


Da Redação | Publicada em 20/01/2021 18:04

Manaus e Tabatinga (AM), 20/01/2021 - Eram 11h da segunda-feira (18), quando a viagem de imprensa foi confirmada. Os jornalistas tiveram pouco mais de 2h para reagir ao convite do Ministério da Defesa. Todos precisavam estar às 13h na Ala 1 (Base Aérea de Brasília) para embarcar rumo ao estado do Amazonas. Era a 20ª ação interministerial entre Defesa e Saúde, sendo a 17ª missão em aldeias indígenas, desde o primeiro semestre do ano passado para cá.

Entretanto, antes de o avião C-97 (Brasília), da Força Aérea Brasileira (FAB), decolar, os profissionais de imprensa precisaram passar por uma bateria de exames. Apesar de terem apresentado o resultado negativo do PCR, também tiveram de se submeter a um teste de sorologia.

Foi aí que veio um dos momentos mais difíceis da “press trip”: dois jornalistas testaram positivo no exame sorológico e tiveram que ser cortados da viagem. Passado o primeiro obstáculo, era hora de encarar 5h30 de voo de Brasília até a capital amazonense, com pouso técnico para abastecimento da aeronave da FAB em Cachimbo, no Pará.

A chegada à Ala 8 (Base Aérea de Manaus), às 22h30 (horário de Brasília), foi debaixo de chuva. Mas em um dia histórico. Pouco antes, às 21h (horário de Brasília), pousara, no mesmo local, um avião C-130 (Hércules) com as primeiras vacinas contra a Covid-19, justamente na cidade que mais sofreu com o Coronavírus no Brasil. Todos pernoitaram no Hotel de Trânsito de Oficial (HTO) da Ala 8.

Na terça-feira (19), às 6h30, 17 jornalistas, de 11 veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros, presenciaram o embarque de 10 mil doses de vacinas, da capital amazonense para o município de Tabatinga, no mesmo estado, em avião C-97 (Brasília) da FAB. Desse total, mil vacinas iriam para a aldeia indígena de Umariaçu, em Tabatinga, na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru, onde estava prevista a visita dos profissionais de imprensa.

O repórter Valteno de Oliveira, da TV Bandeirantes, foi um dos jornalistas que presenciaram a chegada da vacina tanto em Manaus quando no interior da Amazônia. Quando perguntado sobre o que viu, ele não disfarçou a emoção. “Acompanhar e registrar a imunização dos povos indígenas é uma das missões mais importantes da minha carreira. Muito bom saber que as Forças Armadas estão presentes nessas comunidades tão distantes e isoladas do País”, afirmou o jornalista, que tem mais de 30 anos de profissão.

De Manaus, a comitiva de imprensa se deslocou para Tabatinga. Depois de 2h30 de voo, os jornalistas da TV Bandeirantes, O Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Correio Braziliense, Reuters, Associated Press, EBC, Xinhua, Metrópoles e Poder 360 desembarcaram no oeste da Amazônia.

Dali todos se dirigiram para o HTO do 8º Batalhão de Infantaria de Selva (8*BIS), em Tabatinga. Era hora de deixar a mala na Organização Militar (OM) do Exército e calibrar os equipamentos para o grande momento: a vacinação dos primeiros indígenas aldeados do Alto Solimões, na Amazônia.

Os jornalistas foram para a Aldeia Umariaçu de ônibus. A viagem, de pouco mais de 10 km, durou menos de 30 minutos. A estrada de terra virou barro. Mas a lama e os buracos da pista não impediram a chegada da imprensa à comunidade indígena de etnia Ticuna.

A dificuldade de acesso às aldeias indígenas da Amazônia chamou atenção do repórter fotográfico Sérgio Lima. Ele, que era o decano da comitiva de imprensa, cobriu in loco as ações das Forças Armadas contra a Covid-19 na Região Norte do Brasil.

“A gente não consegue chegar a alguns lugares da Amazônia por via terrestre. Isso inviabiliza acessos, principalmente, a áreas indígenas. Sem o apoio das Forças Armadas, não conseguiríamos cobrir essas pautas”, disse o fotógrafo, que atuou nos principais jornais do País e foi um dos enviados especiais do site Poder 360 na “press trip” coordenada pelo Ministério da Defesa.

Na aldeia Umariaçu, os profissionais de imprensa foram recebidos pelos funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). Eles puderam acompanhar a vacinação dos primeiros indígenas aldeados do Alto Solimões. Entrevistaram os nativos e os profissionais de saúde que participaram da ação.

“Uma das coisas que me chamou muita atenção foram as palavras e a atitude do enfermeiro que aplicou a primária dose da vacina na comunidade. Mesmo perdendo a esposa para a Covid-19 há menos de um mês, ele não deixou de prestar seu papel e trazer exemplo da importância da vacinação”, afirmou Bruna Lima, repórter do jornal Correio Braziliense, que ressaltou a necessidade de se combater as fake news, a fim de levar mais tranquilidade e aumentar a adesão dos povos indígenas à imunização.

Na quarta-feira (20), era preciso tomar café da manhã às 5h30, já que meia hora depois começava o deslocamento do HTO do 8º BIS para o Aeroporto de Tabatinga. A jornada de volta para Brasília era bem puxada.

A decolagem de Tabatinga foi às 9h (horário de Brasília), com pousos técnicos para abastecimento em Porto Velho, Rondônia, às 11h, e Cachimbo, Pará, às 14h20. Entre um trecho e outro, foram, aproximadamente, 2h de voo, mais intervalos de 1h em solo. No total, 10 horas de viagem.

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4071

DEFESA AÉREA & NAVAL


Força Aérea Brasileira completa 80 anos


Luiz Padilha | Publicada em 20/01/2021 09:29

PORTAL PODER 360 (DF)


Bolsonaro participa de comemoração do 80º aniversário da Aeronáutica

Na Base Aérea de Brasília

Publicada em 20/01/2021 10:04

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa, nesta 4ª feira (20.jan.2021), de cerimônia comemorativa dos 80 anos do Comando da Aeronáutica. O evento acontece na Base Aérea de Brasília (DF).

Assista:

PORTAL PODER AÉREO


FAB já entregou vacinas nos estados do AM, CE, GO, MS, PI, SC e DF

Aeronaves da Força Aérea Brasileira carregaram, nesta segunda-feira (18), vacinas para o Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina, além do Distrito Federal

Publicada em 20/01/2021 12:00

A Força Aérea Brasileira (FAB) empregou, nesta segunda-feira (18), diversas aeronaves para o transporte de imunizantes de uso emergencial para o enfrentamento à pandemia no País. Em coordenação com o Ministério da Defesa e em apoio ao Ministério da Saúde, a FAB realizará o transporte das vacinas para 12 cidades brasileiras.

No primeiro dia de distribuição de imunizantes, um KC-390 Millennium entregou vacinas nos estados do Goiás, Piauí e Ceará. Com um carregamento total de 199 caixas de vacinas, o avião decolou às 10h10 (horário local) da Base Aérea de São Paulo (BASP), em Guarulhos (SP), carregando 77 caixas para Goiânia (GO), 26 para Teresina (PI) e 96 para Fortaleza (CE). A aeronave pousou na capital cearense às 17h50 (horário de Brasília).

Já uma aeronave C-130 Hercules da FAB decolou, às 12h55, da Base Aérea de São Paulo, levando 45 caixas de vacinas para Brasília (DF) e 108 caixas para Manaus (AM). Após o descarregamento na capital federal, o C-130 Hércules decolou, às 15h50 (horário local), da Ala 1 – Base Aérea de Brasília com destino a Manaus (AM), onde pousou às 19h50 (horário de Brasília). Os próximos destinos são Boa Vista (RR), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO).

Carregando vacinas para os estados de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, uma aeronave C-105 Amazonas da FAB decolou da Base Aérea de São Paulo às 10h (horário de Brasília), chegando a Florianópolis (SC), às 11h30. Em seguida, o C-105 Amazonas decolou, às 13h20, da Base Aérea de Florianópolis com destino a Campo Grande (MS), onde chegou às 15h30.

Ainda estão previstas duas aeronaves C-97 Brasília, operadas pelos Esquadrões Tracajá (1º ETA) e Cobra (7º ETA), que realizarão voos para Macapá (AP) e Tabatinga (AM), respectivamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas serão usadas, preferencialmente, para uso em programas de saúde pública e, inicialmente, destinadas para imunização de pessoas de grupos de risco como indígenas, idosos e profissionais de saúde.

As Forças Armadas estão, desde o início da Operação Covid-19, dedicando todos os seus esforços no apoio à população brasileira, no enfrentamento à pandemia da COVID-19 e, a partir deste momento, estão concentrando seus esforços no apoio à vacinação.

Operação COVID-19

O Comando da Aeronáutica está dedicando permanentemente o esforço do seu efetivo e de suas aeronaves 24 horas por dia e sete dias por semana em atendimento às necessidades da sociedade brasileira no enfrentamento à pandemia da COVID-19.

OUTRAS MÍDIAS


AGÊNCIA PARÁ - Governo do Estado viabiliza transporte de usina de oxigênio para o oeste paraense nesta quarta (20)

Estrutura será instalada no Hospital Municipal de Oriximiná para atender a população que mora nas cidades localizadas na divisa com o Amazonas

Giovanna Abreu (secom) | Publicada em 20/01/2021 13:05

Atendendo pedido do Governo do Estado, o Ministério da Defesa autorizou o deslocamento de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para fazer o transporte de uma usina de oxigênio hospitalar adquirida pela Prefeitura de Oriximiná. O voo está previsto para sair rumo ao município às 18h desta quarta-feira (20), chegando a cidade por volta das 22h.

“Estamos monitorando a condição do Sistema de Saúde dos municípios que estão no extremo oeste do Estado, na divisa com o Amazonas, e implementando diversas estratégias, como a ampliação de leitos, oferta de cilindros de oxigênio, disponibilizamos a estrutura do Barco Papa Francisco, que já realiza atendimentos em Faro neste momento. Estamos unidos trabalhando para garantir saúde para a nossa população”, informa o governador Helder Barbalho.

O governo do Estado também ampliou a quantidade de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) disponíveis para os pacientes com Covid-19 nas regiões do Baixo Amazonas e Tapajós.

Ao todo, serão 90 UTIs e 34 leitos clínicos, divididos entre os Hospitais Regionais do Tapajós, em Itaituba (60 UTIs e 24 leitos clínicos); do Baixo Amazonas, em Santarém (20 leitos de UTI e cinco leitos clínicos); e Hospital 9 de Abril na Providência de Deus, no município de Juruti (dez novos leitos de UTI e cinco leitos clínicos).

A estratégia é para garantir suporte, principalmente aos municípios da região da Calha Norte: Faro, Terra Santa, Óbidos, Oriximiná e Juruti.

SEGURANÇA

Outra estratégia do Governo foi o reforço da segurança nas cidades que fazem divisa com o estado do Amazonas, para cumprir o Decreto Estadual 1.273/2020, que proíbe a circulação de embarcações de passageiros entre os estados vizinhos para evitar a proliferação da covid-19.

A fiscalização é realizada 24h por dia e envolve, diretamente, as polícias Civil e Militar, Grupamento Fluvial de Segurança (Gflu), Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e as forças especializadas do Grupamento Tático de Operações (GTO) e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

DIÁRIO DIGITAL - Santa Casa capta o segundo coração do ano para transplante

Só este mês o hospital captou dois corações, quatro rins e um fígado

Redação | Publicada em 20/01/2021 17:12

A Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa de Campo Grande, realizou durante a manhã desta quarta-feira (20), a segunda captação de órgãos e tecidos do mês. Nesta oportunidade, o jovem paciente doou coração, rins e córneas. Essa também foi a segunda captação de coração em 2021.

O coração doado foi encaminhado à São Paulo por meio da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) e implantado num paciente que está internado no Hospital Beneficência Portuguesa. Os rins, que possuem um tempo maior de isquemia, serão transportados no fim da tarde também para o Estado de São Paulo, o que beneficiará mais dois pacientes que aguardavam na fila do transplante. As córneas foram captadas e disponibilizadas para o Banco de Olhos do hospital.

O paciente doador foi admitido na Santa Casa devido a um Acidente Vascular Encefálico (AVE), uma lesão do tipo hemorrágica e grave que fez com que ele evoluísse para morte encefálica. Desde o início da internação, os familiares foram acolhidos pela equipe da OPO para o esclarecimento de dúvidas sobre o prognóstico até a confirmação de morte encefálica e efetivação da autorização da doação.

“Nosso papel aqui também é de acolher os familiares, sendo transparentes sobre como está a evolução dos pacientes neurológicos graves. Essa abordagem é feita até que haja uma manifestação do interesse da família na doação dos órgãos e tecidos. Essa decisão é sempre baseada na história de cada paciente, dando continuidade ao gesto humanitário que tinham em vida”, afirmou o coordenador da OPO, Rodrigo Gomes.

Com as doações destas primeiras semanas de 2021, a Santa Casa de Campo Grande registrou a captação de dois corações, quatro rins e um fígado.

“O gesto dessas famílias possibilitou que diversos pacientes deixassem a fila do transplante e agora têm a possiblidade de uma nova vida”, concluiu Rodrigo.