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PORTAL G1


Embraer lança curta-metragem de animação para homenagear os 90 anos de Ozires Silva

Engenheiro fundador da empresa faz aniversário nesta sexta-feira (8) e foi homenageado com produção.

Por G1 Vale Do Paraíba E Região | Publicada em 08/01/2021 15:59

A produção foi idealizada e produzida pela Embraer para homenagear Ozires e conta, em 14 minutos, a trajetória do menino que sonhava fabricar aviões no Brasil na década de 1940.

Baseada em fatos reais, a animação conta detalhes da vida do engenheiro Ozires Silva, o oficial da aeronáutica que dedicou sua vida a um ideal de infância e liderou a criação da Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, em São José dos Campos no interior paulista.

A escolha pela animação 3D, segundo a empresa, é para que a história real tenha um tom divertido e atraente. A direção do filme aplicou conceitos do cinema clássico na estética visual.

A Embraer lançou o curta-metragem "O voo do impossível", uma animação para celebrar os 90 anos de Ozires Silva, nesta sexta-feira (8) (assista acima).

A empresa disponibilizou uma página com as artes conceituais da produção.

Ficha técnica

  • Curta-metragem: O voo do impossível
  • Gênero: Animação
  • Direção: João Marcos Massote
  • Roteiro: João Marcos Massote, Bruno D’Angelo e Isa Siano
  • Produção executiva: Bruno Mask / Mono animação e Bruno D’Angelo / WIP
  • Direção de animação: Eduardo Nakamura
  • Diretor técnico-histórico: Claudio Lucchesi
JORNAL O VALE (S.J. DOS  CAMPOS -SP)


No ar Confira curta-metragem em homenagem aos 90 anos de Ozires Silva


Publicada em 08/01/2021 12:02

A Embraer lançou nesta sexta-feira (8) um curta-metragem em homenagem aos 90 anos do engenheiro Ozires Silva, considerado um dos maiores ícones da indústria aeronáutica brasileira. A história, nomeada 'O voo do impossível', é baseada em fatos reais e traz a vida de um menino que sonhava fabricar aviões no Brasil na década de 1940.

Ozires nasceu em 8 de janeiro de 1931 em Bauru (SP) e, desde criança, sonhava em fabricar aviões no Brasil e encontrou na carreira de oficial aviador o caminho para tornar aquele objetivo uma realidade.

Na década de 1960, após a formação em engenharia aeronáutica, no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), já em São José dos Campos, ele exerceu a liderança sobre o grupo de visionários que desenvolveu o avião Bandeirante e posteriormente criou a Embraer em 1969. Ozires Silva foi o primeiro diretor-superintendente da companhia.

SINOPSE.

A animação revela detalhes da vida do engenheiro Ozires Silva, o oficial da aeronáutica que dedicou sua vida a um ideal de infância e liderou a criação da Embraer, um dos maiores fabricantes de aeronaves do mundo.

No filme são relatadas a cumplicidade de uma amizade; a surpresa ao saber que o Brasil teria uma escola de engenharia aeronáutica; e o papel de um francês que o ajudou a idealizar a máquina voadora mais adequada para levar o desenvolvimento às regiões mais remotas. Repleto de mensagens sobre ousadia, perseverança e entusiasmo, a produção em computação gráfica 3D envolve o público de todas as idades pela narrativa lúdica de que sempre vale a pena perseguir os nossos sonhos.

REVISTA AERO MAGAZINE


Os 90 anos de Ozires Silva, o pai da Embraer

Perseverança, estudo, dedicação e patriotismo marcaram a vida do engenheiro e piloto

Edmundo Ubiratan | Publicada em 08/01/2021 14:30

Há 90 anos o Brasil ganhava uma de suas estrelas mais brilhantes. Nascido no interior paulista, na cidade de Bauru, no dia 8 de janeiro de 1931, Ozires Silva se tornou um dos brasileiros que mais contribuiu para o sucesso do país. Desde criança frequentando o aeroclube da cidade e grande entusiasta da aviação, Ozires Silva sonhava em produzir aviões no Brasil.

Sua relação profissional com a aviação começou em 1948, quando ingressou na Escola Preparatória da Aeronáutica, da Força Aérea Brasileira. Como piloto militar serviu aos então 1º e 2º Grupo de Aviação de Transporte, em Belém. Voando principalmente missões de integração na amazônica, ainda hoje considerada uma das regiões mais desafiadoras do mundo. Atou ainda no projeto Correio Aéreo Nacional, que ampliou a interligação do vasto território brasileiro nos anos 1950.

Em uma viagem ao Rio de Janeiro, em 1958, para a revalidação do certificado técnico de piloto, Ozires Silva soube da criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o famoso ITA, a primeira escola superior de formação de engenheiros aeronáuticos no Brasil. No ano seguinte ingressa no instituto, se formando cinco anos depois, aos 31 anos.

Imediatamente após obter o diploma de engenheiro aeronáutico, Ozires Silva ingressou no Departamento de Aeronaves do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD), vinculado ao então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos. Enquanto conduzia os trabalhos de manutenção dos aviões da FAB, notou a carência de uma aeronave de transporte moderna, robusta e que pudesse voar rotas regionais de baixa demanda, ao mesmo tempo que fosse capaz de atender as necessidades da força aérea. Enquanto trabalhava no projeto, foi enviado para estudar na prestigiosa Caltech (California Institute of Technology), aliás, berço inclusive de projetos avançados da Nasa.

O convite para estudar na Caltech era mais político do que técnico, pois sua ambição de projetar um avião no Brasil esbarrava nos interesses de grupos contrários ao uso de dinheiro público na empreitada. Ciente dos desafios, aceito ou convite para estudar na Califórnia em 1965, retornando no ano seguinte com novas ideias.

O projeto IPD-6504 (referência a ser o projeto número 4 de 1965) foi aprovado para ser desenvolvido nas instalações do CTA. O pioneiro avião recebeu o sugestivo nome de Bandeirante, referência aos desbravadores da integração nacional. O pequeno avião era exatamente o que o engenheiro Ozires Silva e a equipe do CTA buscavam, uma aeronave que nenhum fabricante mundial tinha interesse em produzir. Porém, isso levou a um novo problema, nem mesmo empresários brasileiros acreditaram no projeto. Ainda assim, o IPD-6504 realizou seu primeiro voo em 22 de outubro de 1968, comprovando a viabilidade do projeto.

Após uma série de aperfeiçoamentos e a criação de uma fábrica de capital misto, ou seja, iniciativa privada e o Estado teriam participação, o avião foi rebatizado como EMB-110 e surgiu a Embraer.

Após estabelecer as bases da Embraer, liderando seu crescimento ao longo de mais de uma década, Ozires Silva aceitou, em 1986, o convite do então presidente José Sarney, para presidir a Petrobras. A gigante petrolífera brasileira avançava rapidamente na criação de tecnologias de ponta para exploração de petróleo e gás em alto mar. Em 1990, Ozires Silva assumiria Ministério da Infraestrutura e Comunicações, do governo Fernando Collor.

A segunda metade dos anos 1980 ficou marcada pela hiperinflação e uma crise econômica sem precedentes na história brasileira. O governo Collor iniciou um processo de eliminação de ativos estatais, que passaram a ser encerrados ou leiloados conforme o interesse político da época. Sem capital e sem despertar interesse político, a Embraer entrou em declínio nos primeiros anos da década de 1990, chegando próximo da falência. Após um estudo foi comprovada da viabilidade da fabricante brasileira, que na época estudava o desenvolvimento de um jato regional, substituindo o turbo-hélice avançado CBA-123.

O retorno de Ozires Silva ao comando da Embraer ocorreu em 1991, quando preparou a empresa para ser privatizada.  O leilão ocorreu em de 7 de dezembro de 1994, ainda na gestão do presidente Itamar Franco. O controle foi assumido Banco Bozzano, como sócios minoritários os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil) e Sistel (da Telebrás), além do grupo norte-americano Wasserstein Perella.

Com seu legado salvo, Ozires Silva deixou a Embraer, que assistiu um crescimento constante ao longo das décadas seguintes. Mais tarde assumiu a presidência da Varig, em 2000, onde iniciou um processo de reestruturação da combalida empresa aérea. Todavia, forças internas não permitiram a continuidade dos trabalhos, afastando Ozires Silva da empresa dois anos depois. Mais tarde, em 2006, a Varig entrou em colapso, sendo vendida em partes.

Ao se afastar da aviação, Ozires Silva criou a Pele Nova Biotecnologia, focada no desenvolvimento de inovações terapêuticas e dermocosméticas a partir da biodiversidade do Brasil. Na sequência passou a trabalhar em projetos educacionais, onde comandou universidades e atualmente preside o Conselho de Inovação da Ânima Educação.

Ao 90 anos, o engenheiro e aviador Ozires Silva tem 53 prêmios e condecorações nacionais e internacionais em quinze países.

Bandeirante - A obra-prima de Ozires Silva

Conheça a história do pioneiro avião que gerou a Embraer

Da Redação | Publicada em 08/01/2021 15:00

Na noite do dia 7 de janeiro, a AERO Magazine recebeu Claudio Lucchesi, autor do livro 'O Voo do Impossível', para contar a saga da criação do Bandeirante.

 

 

 

 

 

 

OUTRAS MÍDIAS


SITE CAVOK - FAB homenageia 90 anos de Ozires Silva

A trajetória de sucesso do homem que sonhou grande e deu vida à indústria aeronáutica brasileira

Fernando Valduga | Publicada em 08/01/2021 17:51

No dia 8 de janeiro, comemora-se o aniversário de 90 anos do nascimento do engenheiro e fundador da Embraer, Ozires Silva.

Responsável por criar e desenvolver a indústria aeronáutica brasileira, o Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) e Engenheiro Aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) coleciona uma trajetória repleta de sonhos e conquistas, que marcam a história nacional da aviação.

Nascido no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Bauru, o menino que já demonstrava interesse por aviões questionava: “Se o inventor do avião é brasileiro, porque não podemos construir os nossos aviões?”. Com essa pergunta, ele e seu inseparável amigo, Benedito César (Zico), questionavam o desenvolvimento do Brasil por meio da aviação, uma vez que todas as aeronaves do aeroclube da cidade eram fabricadas por americanos e franceses. Começou assim a vontade de se tornarem Engenheiros Aeronáuticos.

Não havia no Brasil uma escola que oferecesse o curso e seus pais não tinham condições financeiras para enviá-lo ao exterior. Então, como ponto de partida, Ozires ingressou como cadete na Escola de Aeronáutica, em 1948, no Rio de Janeiro (RJ). Após formado, serviu na Amazônia, trabalhou no Correio Aéreo Nacional (CAN), no Rio de Janeiro e na Base Aérea de São Paulo (BASP).

Nesta mesma época, um visionário, o então Coronel Aviador Casimiro Montenegro Filho, começava a fundar as bases de uma indústria de aviação nacional. “Antes de produzirmos aeronaves, precisamos produzir engenheiros”, disse o Oficial-General. Foi sob este ideal que nasceu o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) e o ITA, a primeira escola de formação de engenheiros aeronáuticos do Brasil, na cidade de São José dos Campos (SP).

Em 1958, um voo mudou sua vida. Ozires foi acordado de madrugada para acompanhar um amigo, que lhe falou dessa escola de primeiro mundo que formava engenheiros aeronáuticos. Já no ano seguinte, mudou-se para São José dos Campos (SP) para ingressar no ITA, onde finalmente iria concretizar o sonho. “Foi um processo vigoroso de transformação. Eu me transformei em oficial da FAB e construtor de aviões”, afirma Ozires Silva.

CTA e ITA.

Quando o Brigadeiro do Ar Casimiro Montenegro Filho, em seu discurso histórico como paraninfo da primeira turma de Iteanos (como são conhecidos aqueles que são graduados pelo ITA) formados, declarou: “Não tenho condições de fazer agora a indústria aeronáutica. Vocês um dia a farão”. Não imaginava que o sonhador Ozires Silva tornaria realidade.

Logo após se formar, em 1962, Ozires foi convidado a liderar o Departamento de Aeronaves do então CTA, onde constatou que o país necessitava de aviões pequenos, que pudessem facilitar o tráfego aéreo entre as pequenas cidades, uma vez que a aviação comercial detinha apenas aeronaves grandes, com alto custo.

Ozires inicia o desenvolvimento do projeto IPD-6504 – futuro Bandeirante – ao lado de grandes nomes como o Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo Victor da Silva e os engenheiros Max Holste, Ozílio Silva e Guido Pessotti. Após muitos desafios e anos de trabalho árduo o resultado foi um produto genuinamente brasileiro, desenvolvido, concebido e produzido nacionalmente pela empresa que mais tarde se tornaria a Embraer.

O Avião Bandeirante

Em 22 de outubro de 1968, ocorreu pela primeira vez o voo do protótipo, que aperfeiçoado, tornou-se o Bandeirante. A aeronave inaugurou a aviação regional no país e deu origem à Embraer.

“O Bandeirante foi uma resposta às nossas dúvidas, entre muitas, sobre qual tipo ou modelo de avião que poderíamos tentar fabricar no Brasil e que pudesse ser razoavelmente diferente daqueles que eram normalmente produzidos nos países mais desenvolvidos. Ele surgiu da ideia de que as pequenas cidades do futuro deveriam ter à disposição o transporte aéreo”, declarou Ozires Silva, criador e fundador da Embraer.

Com a criação da Embraer, em 1969, abriram-se novos caminhos e ideais para os Engenheiros do ITA. Os sonhos do Marechal Montenegro se concretizavam com a implantação de uma indústria aeronáutica brasileira, que tornava possível colocar em prática toda pesquisa, ensino, desenvolvimento aeronáutico em sistemas e alavancar o país no campo aeroespacial.

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), antigo CTA, carrega consigo o legado do desenvolvimento do projeto Bandeirante em um de seus hangares, o Hangar X-10. Além disso, o orgulho de ter um Oficial Aviador e Iteano responsável por tal feito. “Falar de Ozires Silva é falar do Iteano que revolucionou a indústria aeronáutica brasileira. São 90 anos da história daquele que ousou sonhar, planejar, projetar e construir o primeiro avião genuinamente brasileiro, o Bandeirante, que mais tarde deu origem à Embraer, uma empresa nacional, que se tornaria a terceira maior empresa de aviação e referência mundial na produção de aviões civis e militares”, ressaltou o Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, Diretor-Geral do DCTA.

O engenheiro e aviador Ozires Silva, durante estas nove décadas, trilhou um caminho de sucesso. Foi presidente da Petrobras e da Varig, ex-ministro de Infraestrutura, criou a Pele Nova Biotecnologia, empresa focada em saúde humana e reitor de universidade. É reconhecido como um importante empreendedor no país, e possui mais de 50 condecorações e prêmios nacionais e internacionais.

EMBRAER - O voo do impossível


Publicada em 08/01/2021 10:00

Sinopse

A história de vida de um menino que sonhava fabricar aviões no Brasil na década de 1940 é o fio condutor desse curta-metragem com duração de 14 minutos. Baseado em fatos reais, a animação revela detalhes da vida do engenheiro Ozires Silva, o oficial da aeronáutica que dedicou sua vida a um ideal de infância e liderou a criação da Embraer, um dos maiores fabricantes de aeronaves do mundo.

No filme são relatadas a cumplicidade de uma amizade; a surpresa ao saber que o Brasil teria uma escola de engenharia aeronáutica; e o papel de um francês que o ajudou a idealizar a máquina voadora mais adequada para levar o desenvolvimento às regiões mais remotas.

Repleto de mensagens sobre ousadia, perseverança e entusiasmo, a produção em computação gráfica 3D envolve o público de todas as idades pela narrativa lúdica de que sempre vale a pena perseguir os nossos sonhos.

Curta-metragem: O voo do impossível
Gênero: Animação
Direção: João Marcos Massote
Roteiro: João Marcos Massote, Bruno D’Angelo e Isa Siano
Produção executiva: Bruno Bask / Mono animação e Bruno D’Angelo / WIP
Direção de animação: Eduardo Nakamura
Diretor técnico-histórico: Claudio Lucchesi
*A veiculação tem a parceria do Canal Aviões e Músicas com Lito Sousa

“O engenheiro Ozires Silva faz parte de uma geração de empreendedores brasileiros que transformou a indústria nacional, levando o Brasil a ser respeitado e admirado mundialmente.”

Francisco Gomes Neto
Presidente e CEO da Embraer