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HISTÓRIA

Memorial da FAB na Amazônia completa dois anos

Publicado: 2021-05-30 12:02:53
Espaço é o primeiro dessa natureza a ser construído em toda a Região Norte do País

Na quarta-feira (26), o Comandante do Comando Aéreo Norte (I COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, recebeu integrantes do Clube de Esportes Aéreos & Náuticos do Pará (Aero & Nauta) e integrantes da Associação Brasileira de Catalineiros (ABRA-CAT) para uma visita às instalações do Memorial da Força Aérea Brasileira (FAB) na Amazônia. O espaço, localizado na Ala 9, em Belém (PA), completou, no dia 23 de maio, dois anos de existência.

Durante a visita, o Comandante do I COMAR explanou sobre as mudanças referentes ao Aprimoramento da Reestruturação do Comando da Aeronáutica (COMAER) e também relembrou os fatos que marcaram a história da aviação militar na Amazônia. “Ter, em Belém, um Memorial como este, é um orgulho para todos nós. Aqui temos muita história e tradição, com um vasto acervo, e um hangar onde encontramos as aeronaves da FAB que participaram do desbravamento da Amazônia. Por isso, tivemos a ideia de trazê-los aqui para conhecerem o Memorial e comemorarmos os seus dois anos de existência”, disse o Major-Brigadeiro Medeiros.

O Presidente do Clube Aero & Nauta, Flávio Tobias Acatauassú Nunes, falou da importância de resguardar o passado. "Eu me sinto muito lisonjeado em estar aqui hoje e conhecer o Memorial, que retrata um pouco da história de grandes desbravadores que foram os nossos antepassados. Naquela época, era muito difícil voar sem comunicação, orientando-se somente pela bússola magnética, pelos rios e por alguns morros. Eles foram verdadeiros heróis na demarcação das fronteiras nacionais nesses rincões da Amazônia”, declarou.

MEMORIAL DA FAB NA AMAZÔNIA

O Memorial é o primeiro espaço dessa natureza a ser construído em toda a região Norte. A inauguração ocorreu no dia 23 de maio de 2019, com o objetivo de preservar a história da aviação militar na Amazônia, bem como mostrar o trabalho realizado pela Força Aérea no desenvolvimento e na integração da região ao restante do País.

O acervo é composto por painéis, que contam a história e a evolução da atividade aérea e das aeronaves da FAB no Estado do Pará e na região amazônica, desde a década de 1930, passando pela Segunda Guerra Mundial até os dias atuais.

Na galeria de bustos, está Júlio Cézar Ribeiro da Souza, considerado o precursor da dirigibilidade aérea, além de escritor, poeta e inventor paraense, natural da cidade do Acará (PA). A obra está em posição de destaque, ao lado de personagens importantes para a história da aviação, como o Patrono da Força Aérea Brasileira, Marechal do Ar Eduardo Gomes, e o Pai da Aviação, Alberto Santos-Dumont.

O Memorial conta, ainda, com salões onde estão expostos artefatos, peças de aeronaves e vestimentas de aeronavegantes. Há, também, a galeria do Primeiro Comando Aéreo Norte (I COMAR), da Base Aérea de Belém, uma biblioteca e o auditório Cine Catalina, assim denominado em homenagem ao cinema de mesmo nome, cujos assentos são os mesmos utilizados na década de 1950.

No Hangar Tenente César, estão em exposição as aeronaves C-47 Douglas, L-19E, Helicóptero H-1H e o PBY Catalina PA-10, um hidroavião que operou no Brasil entre os anos de 1943 a 1982; quando o baixo número de pistas de pouso inviabilizava a integração do País, essa aeronave desbravava as florestas e pousava sobre os rios levando às áreas mais longínquas a ajuda necessária à sobrevivência de muitos brasileiros. Juntas, as aeronaves mencionadas voaram mais de 140 mil horas durante quase quatro décadas e foram responsáveis por levar progresso, cidadania e desenvolvimento aos mais distantes da Amazônia.

Fotos: Acervo COMAR I