NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL G1


Médicas de Rio Preto percorrerem mais de dois mil quilômetros para captação de fígado para transplante

De acordo com o Hospital de Base, foi a primeira vez que a equipe responsável pelo procedimento foi formada apenas por mulheres. Foram 17 horas para a realização do procedimento, incluindo o tempo de voo e da cirurgia.

Redação | Publicada em 07/12/2021 20:07

Duas médicas do Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (SP) percorreram mais de dois mil quilômetros no último domingo (5) para captar e transplantar um fígado. Essa foi a primeira vez que a equipe responsável pelo procedimento foi formada apenas por mulheres.

Com a ajuda de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), as médicas e oito tripulantes viajaram de Rio Preto para Ananindeua (PA). Foram 17 horas para a realização do procedimento, incluindo o tempo de voo e da cirurgia.

A oferta foi anunciada pela Central Nacional de Transplantes na madrugada de sábado (4). As médicas Allana Fortunato e Paula Marques captaram o órgão e retornaram para Rio Preto, onde fizeram o transplante.

“Saímos de São José do Rio Preto na manhã de domingo. Foram quatro horas de viagem até Ananindeua, no Pará. Realizamos os procedimentos para captação e preparação do órgão para transporte. Chegamos de volta por volta das 23h50. Ao chegar no HB, foram mais seis horas de procedimento para a realização do transplante”, explicou a Allana.

Até as 16h desta segunda-feira (6), o paciente que recebeu o órgão permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo informou o Hospital de Base.

Transplante de fígado

Segundo levantamento feito pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), o Hospital de Base tinha realizado, até 30 de novembro deste ano, 32 transplantes de fígado.

Inaugurada em 10 dezembro de 2011, a Unidade de Transplantes de Órgãos e Tecidos dispõe de instalações comparáveis às dos principais centros nacionais e internacionais.

Ela ocupa área total de 800 metros quadrados e conta com 14 leitos em funcionamento para pacientes transplantados de rim ou fígado. O Hospital de Base é referência nacional em transplantes de órgãos e tecidos, tendo realizado cerca de 4,5 mil procedimentos desde o início de suas atividades, em 1990.

De acordo com João Fernando Picollo, coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital de Base, é importante que a pessoa manifeste à família o desejo de ser um doador, pois somente os familiares podem dar essa autorização.

“Muitos pacientes não têm outra opção de vida a não ser através do transplante. É fundamental a conscientização da população para que a gente possa dar vida para as pessoas”, destacou.

PORTAL AEROFLAP


Assista a todos os dias do 3º Simpósio de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas


Murilo Basseto | Publicada em 06/12/2021

     A terceira edição do Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (SIRESANT), promovido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e pelo Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), aconteceu na última semana, tendo iniciado no dia 30 de novembro e seguido até o dia 2 de dezembro.

Transmitido, em formato digital, pelo canal do DECEA no Youtube, o simpósio reuniu diversos segmentos da comunidade aeronáutica nacional e internacional, como órgãos governamentais, instituições, autoridades reguladoras e usuários do espaço aéreo.

“O simpósio tem o intuito de promover o desenvolvimento do setor e integrar a comunidade aeronáutica ao conceito do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (UAS)”, destacou o Comandante do CINDACTA I, Coronel Aviador Luiz Felipe Thomaz Gomes Araujo.

Na abertura, o Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares, representando o Diretor-Geral, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini, ressaltou a importância do simpósio. “Eventos como o SIRESANT, que promovem o debate, são oportunidades ímpares para apresentarmos as diretrizes normativas para acesso ao espaço aéreo e permitir o intercâmbio das melhores práticas, das lições aprendidas e dos desafios da integração dos sistemas de aeronaves não tripuladas”, afirmou.

O Oficial-General falou, também, sobre os investimentos em relação ao controle do espaço aéreo nesse tipo de voo. “Estamos implantando ações em prol da evolução da atividade, como a nova versão do Sistema de Solicitação de Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro por Aeronaves Não Tripuladas, o SARPAS NG, que a partir da presente data, está disponível para testes em uma versão beta”, pontuou o Brigadeiro Miguel.

O Subcomandante do CINDACTA I, Coronel Aviador Dan Marshal Freitas, foi o responsável por conduzir o primeiro dia de evento, que discorreu sobre assuntos relativos ao tema por meio de palestras expositivas e educativas.

O primeiro painel que abordou o tema “O Sistema UTM (Unmanned Traffic Management ou Gerenciamento de Tráfego de Aeronaves Não Tripuladas) e a escalabilidade das operações não tripuladas” contou com a participação do Chefe da Subdivisão de Operações Militares do CINDACTA II e Membro Brasileiro do Painel de Aeronaves Remotamente Pilotadas da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), Major Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Jorge Alexandre de Almeida Regis; do Chefe da Seção de Sistema de Aeronave Não Tripulada do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Fábio Augusto Lima Rennó, com mediação do Adjunto da Seção de Planejamento de Sistema de Aeronave Não Tripulada do DECEA, Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Emerson Augusto Miranda.

No painel sobre Segurança Pública, no tocante a resposta a desastres, o Major do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), Kleber Silveira de Castro, e o Capitão Rodrigo Faillace Buxbaum, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ), enfatizaram a atuação do uso de veículos aéreos não tripulados em missões com características de busca e salvamento, como o caso do desastre em Brumadinho. 

Mediado pela Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Melissa Dangelo Cerrone Cinelli, Chefe da Seção de Sistema de Aeronave Não Tripulada do CINDACTA I, o último painel reuniu representantes da área de ensino. A Engenheira Agrônoma da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Cinthya de Souza Marinho, e o Doutor em Engenharia e Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Transporte Aéreo e Ciências Aeronáuticas da Faculdade de Tecnologia AEROTD, Giovani de Paula, destacaram, cada qual na sua área, a utilização da aeronave não tripulada com enfoque acadêmico.

No encerramento, Coronel Marshal agradeceu a presença de todos e destacou a importância do DECEA, como órgão normatizador do uso do espaço aéreo no Brasil, que entende a grande relevância em se divulgar a legislação e as informações necessárias para que pilotos e operadores de aeronaves não tripuladas possam realizar operações seguras e em consonância com o arcabouço regulatório em vigor, bem como com as normas preconizadas pela OACI.

“O objetivo do SIRESANT 2021 é  de promover essa divulgação das legislações pertinentes e de fortalecer a interação entre a Academia, os pilotos e operadores de UAS e o DECEA, que formam a tríplice hélice da inovação nesse segmento aeronáutico, com o foco principal na segurança operacional”, concluiu. 

O público também pôde interagir, esclarecendo dúvidas e fazendo colocações sobre os assuntos apresentados. Os participantes foram unânimes em reconhecer a relevância do evento.

No segundo dia do Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (SIRESANT), a conscientização sobre o uso seguro das aeronaves não tripuladas (UA) e a integração desse tipo de aviação no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) foram assuntos de debate.

O Chefe da Divisão de Operações do CINDACTA I, Coronel Aviador Anderson Belchior Zuchetto de Castro, foi o responsável por conduzir o segundo dia de evento. Na ocasião, o DECEA foi representado no Painel “Gerenciamento e Planejamento do Espaço Aéreo” pelo Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Márcio André da Silva, Assessor da Seção de Planejamento de Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM) do Subdepartamento de Operações do DECEA e Gerente do Projeto UAM – Mobilidade Aérea Urbana.

Segundo o Capitão André, “A UAM prevê um sistema de transporte aéreo seguro e eficiente que usará aeronaves altamente automatizadas que operarão e transportarão passageiros ou cargas em altitudes mais baixas em áreas urbanas e suburbanas”.

O painel teve a participação, também, de Samuel Salomão, Fundador e Chefe de Produto na Speedbird Aero, empresa brasileira dedicada a desenvolver e operar sistemas de drones para logística, com mediação do Chefe da Seção de Sistema de Aeronave Não Tripulada do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Fábio Augusto Lima Rennó.

Os palestrantes abordaram, entre outros assuntos, o papel dos órgãos reguladores, a integração dos setores envolvidos, os grandes desafios e as perspectivas para as operações – a médio e longo prazos – do EVTOL (Electric Vertical Takeoff and Landing, em português Veículo Elétrico de Decolagem e Pouso Vertical).

O EVTOL é uma das apostas da indústria nos próximos anos e, naturalmente, exigirá dos órgãos competentes uma regulação efetiva, sobretudo no que tange à segurança de seus usuários e da população. “Estamos nos preparando para atender a demanda de entrega, trabalhando para proporcionar ganho de tempo para a sociedade, mas pautado sempre na segurança da operação”, pontuou Samuel Salomão.

O painel sobre “Aerolevantamento e Aerofotogrametria de Aeródromos” contou com a participação do Capitão Especialista em Controle de Tráfego Aéreo da Reserva José Sebastião de Jesus Muniz, Coordenador da Seção de Geoinformação, Meteorologia e Aerolevantamento do Ministério da Defesa (MD) e do Tenente Especialista em Cartografia Nelson Feijoli Diamantino, Chefe da Seção de Operações de Campo do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA).

Em suas apresentações, foram destacados as principais vantagens das operações com uso das aeronaves não tripuladas; o aerolevantamento por meio de UA (do processo de inscrição à análise dos projetos); os principais passos para a certificação de uma aeronave não tripulada, vantagens das operações com UA e os Produtos de Aerolevantamento de Interesse da Defesa (PAID).

Em seguida, o comandante do Comando da Aviação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Coronel Paulo Luiz Scachetti Junior, palestrou sobre o emprego nas atividades de segurança pública e de defesa civil e expôs os projetos de uso de UAS na PMESP.

Nesta terceira edição do Simpósio, o Gerente de Aeronavegabilidade na empresa Xmobots, Décio Gomes Palhas Junior, falou sobre os benefícios e novos desafios às operações além da linha de visada (BVLOS) com aeronaves remotamente pilotadas. “A operação tem alguns tipos de desafios, como o acesso ao espaço aéreo e a confiabilidade do sistema. É necessário ter um ambiente integrado e garantir a escalabilidade das operações de uma maneira segura e eficiente”.

Ao final do terceiro dia, o evento somou mais de 3.000 visualizações e teve um enfoque de caráter mundial com a participação da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), com debate sobre a visão atual e futura do mercado de drones no Brasil e os desafios da integração dos sistemas de aeronaves não tripuladas.

O Comandante do CINDACTA I, Coronel Aviador Luiz Felipe Thomaz Gomes Araujo, foi o responsável por conduzir o último dia de evento.

O primeiro painel, que abordou o tema “Gerenciamento e Planejamento do Espaço Aéreo e os Principais Projetos do DECEA para Implementação das Aeronaves Não Tripuladas (UAS) no Brasil”, contou com a participação do Capitão Aviador Jean Pierre de Castro Benevides, Adjunto da Seção de Planejamento de Sistema de Aeronave Não Tripulada do DECEA; Capitão Aviador Carlos Eduardo Ferreira Silva, Chefe da Seção de Gerenciamento de Meios Aéreos do Primeiro Esquadrão do Décimo Segundo Grupo de Aviação (Esquadrão Hórus), com mediação do Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Eduardo Araújo da Silva, Chefe da Seção de Coordenação e Controle de Sistema de Aeronaves Não Tripuladas do DECEA.

Em sua palestra, o Capitão Benevides teve a oportunidade de demonstrar os benefícios da nova versão do Sistema de Solicitação de Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro por Aeronaves Não Tripuladas, o SARPAS NG, que viabilizará conexões por meio de API (Interface de Programação de Aplicações). O recurso proporcionará o acesso de outras aplicações ao SARPAS, com segurança, baseado nas diretrizes do DECEA.

O Capitão Carlos Eduardo do Esquadrão Hórus destacou, em sua apresentação, o uso dos Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS) da Força Aérea Brasileira (FAB) como ferramenta de inteligência em ações de apoio à segurança pública.

No painel sobre a conscientização sobre o uso seguro das aeronaves não tripuladas, o Coronel Aviador da Reserva Jorge Humberto Vargas Rainho, Fundador e CEO da T4 Drones, destacou, dentre outros assuntos, a importância do envolvimento dos stakeholders. “Precisamos ter a colaboração, integração dos reguladores, indústrias, academia e a conscientização dos usuários, visando a sinergia da busca entre os participantes para ter uma evolução sustentável dos setores”, afirmou.

A regulamentação esteve presente em quase todas as apresentações e reforçou a necessidade da realização do cadastro das aeronaves pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e a necessidade de solicitação ao DECEA para acessar o espaço aéreo, feito através do SARPAS.

O Brasil tem participado, ativamente, por meio de seus representantes, das atividades do Painel de Aeronaves Não Tripuladas gerenciado pela Organização da Aviação Civil Internacional.

Neste terceiro dia de simpósio, Mark Wuennenberg, integrante do Corpo Técnico do Secretariado da OACI para RPAS, apresentou um panorama sobre as infraestruturas para o gerenciamento de tráfego aéreo não tripulado, as estratégias de mobilidade aérea avançada e os modelos de regulamentação para UAS.

“A OACI continua a desenvolver orientações sobre a infraestrutura permanente para o gerenciamento de tráfego aéreo de aeronaves não tripuladas com contribuições para os Estados, a indústria, a academia e outros stakeholders, que estabelecerão parâmetros para o Sistema UTM (Gerenciamento de Tráfego de Aeronaves Não Tripuladas) do futuro”, esclareceu Mark Wuennerberg.

No último painel, a Tenente Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Melissa Dangelo Cerrone Cinelli, Chefe da Seção de Sistema de Aeronave Não Tripulada do CINDACTA I, apresentou as atividades do Regional sobre as aeronaves não tripuladas. “Existe a necessidade de conscientizar a sociedade a respeito do uso dos UAS e assim, fomentar este segmento tão promissor, sem, contudo, abrir mão da segurança”, destacou.

Segundo o Comandante do CINDACTA I, o evento superou as expectativas, tanto em termos de participantes, quanto na qualidade dos painéis com ampla variação de temas. “Recebemos um grupo seleto de palestrantes, permitindo compartilhar conhecimentos, trocar informações e disseminar a importância da utilização profissional e responsável das aeronaves não tripuladas”, avaliou o Coronel Thomaz.

PORTAL DEFESANET


Fórum sobre tecnologias aplicadas ao tráfego aéreo conta com participação da CISCEA

O evento promoveu debate sobre tecnologias aplicadas ao tráfego aéreo e desafios para a condução de um sistema aéreo integrado, sustentável e eficiente

Redação | Publicada em 06/12/2021 15:15

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), representada pelo Vice-Presidente, Coronel Aviador Raul Carlos Camara Borges, participou do Fórum realizado pela empresa Atech, do Grupo Embraer, entre os dias 23 e 25 de novembro, com o tema “Rotas para o Futuro – Tecnologias Habilitadoras”. O evento propôs debate sobre o papel dessas tecnologias para a indústria 4.0, com capacidade de transformação de produtos, serviços e comportamentos, como o Big Data, 5G, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Nuvem, Segurança Cibernética, por exemplo.

O quarto painel do Fórum promoveu um debate sobre tecnologias aplicadas ao tráfego aéreo e os desafios para a condução de um sistema aéreo integrado, sustentável e eficiente, como tema “A digitalização do tráfego aéreo – moldando os céus do amanhã com um sistema aéreo tecnológico integrado, sustentável e eficiente”.

Participaram do debate o Presidente da Nav Brasil, Major-Brigadeiro do Ar R1 José Pompeu dos Magalhães Brasil; o Vice-Presidente da CISCEA, Coronel Aviador Raul Carlos Camara Borges, e o CEO da Eve Urban Air Mobility – EmbraerX, André Stein; além do Diretor de Negócios ATM da Atech, Marcos Resende, que atuou como moderador do painel.

Na abertura do painel, Marcos Resende dissertou sobre a constante evolução do setor de tráfego aéreo, que vem alcançando patamares cada vez mais integrados, eficientes e sustentáveis com as novas tendências tecnológicas. Nesse contexto, explicou que as tecnologias habilitadoras são agentes dessa transformação, possibilitando o aprimoramento dos processos de interoperabilidade, das operações remotas digitais, a versatilidade das soluções em nuvem, a integração das operações e um universo de novas funcionalidades e facilidades.  

Ao destacar a tradição Aeronáutica do Brasil, o Vice-Presidente da CISCEA falou da referência do País no setor, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do maior desafio do País: o controle da extensão de 22 milhões de km², envolvendo uma área continental e outra oceânica. “O DECEA tem um planejamento muito forte, estruturado por meio de um programa chamado SIRIUS, um conjunto de 29 grandes Projetos Estratégicos que fazem com que as ações sejam orientadas e todos caminhem para a mesma direção, sem dispersão de esforços. Com certeza, é um grande fator contribuinte para o sucesso do Brasil na parte de Controle do Espaço Aéreo e consequente referência mundial”, afirmou o Coronel Camara.

O militar citou os principais projetos da CISCEA e como eles contribuem para a evolução do tráfego aéreo, como o CPDLC (Controller Pilot Data Link Communications), que permite comunicação aeronáutica por meio do envio de mensagens de texto pré-formatadas nas operações; o ADS-B Continental e Satelital, que complementam o sistema de vigilância do controle do espaço aéreo do Brasil; a navegação DME-DME, que facilita a navegação em rota; o projeto FIS Nacional, que permite a prestação do serviço de informações de voo abaixo do nível 245; o projeto AIM-BR, relacionado com as informações AIS, com a digitalização de cartas e com a padronização de NOTAM, além da Centralização de Planos de Voo (CPV), que consolida em um único sistema o trâmite de todos os planos de voo de aeronaves que utilizam o espaço aéreo brasileiro.

“Completamos a ativação da CPV em todos os Regionais do DECEA. A centralização faz com que o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) tenha a consciência situacional de aeronaves de todo País, podendo orientar as aeronaves e antecipar possíveis conflitos, além de permitir um ciclo de economia de combustível e redução da emissão de poluentes, contribuindo assim para o meio-ambiente”, explicou o Vice-Presidente da CISCEA.

O Coronel Camara abordou, ainda, o papel das tecnologias na transformação do futuro da aviação no Brasil e no mundo e destacou o papel do 5G nesse contexto, dando como exemplo a sua contribuição no projeto ATN-BR, uma complexa arquitetura de redes de comunicação interconectadas que permite o tráfego de dados, mensagens e voz entre os diversos sistemas. “O 5G pode contribuir com velocidade e estabilidade para agregar outra possibilidade de canal de transmissão de dados”, finalizou. 

Para o Diretor-Presidente da Atech, Edson Mallaco, o 7º Fórum Atech proporcionou uma oportunidade de discussão de temas que impulsionarão o futuro, cujos alicerces estão sendo construídos hoje. “Nosso objetivo é fomentar importantes discussões acerca do tema e discutir sobre quais caminhos as tecnologias habilitadoras nos permitem traçar para um futuro mais conectado, responsivo, ágil e eficiente para todos”, disse.

A Atech Negócios em Tecnologias S/A é uma empresa brasileira de desenvolvimento de sistemas e aplicação de tecnologias, focada em soluções complexas para sistemas críticos que envolvem controle e gestão de tráfego aéreo (civil e militar), sistemas de defesa e segurança, simuladores, logística, gestão de ativos, entre outros.

DEFESA - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS


Saiba como a FAB é acionada para missões de Busca e Salvamento de aeronaves


Da Redação | Publicada em 06/12/2021 15:16

Em ocorrências relacionadas à queda de aeronave, quando ocorre a necessidade de buscar, localizar e salvar pessoas, a Força Aérea Brasileira (FAB) é acionada. O processo tem início com o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), que está sob a gerência do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão que normatiza, coordena e controla as ações de Busca e Salvamento.

Em estado de alerta, 24 horas por dia durante todo o ano, estão os militares que atuam no Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (SALVAERO), distribuídos estrategicamente em diferentes pontos do território nacional (Atlântico, Brasília, Curitiba, Manaus e Recife). Esse órgão, por sua vez, é subordinado aos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA), que atuam na execução das atividades de controle do tráfego aéreo classe geral e militar, na vigilância do espaço aéreo e no comando das ações de defesa aérea no Brasil. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e outras organizações públicas, privadas e não governamentais também atuam em conjunto com o SALVAERO.

Acionamento dos órgãos responsáveis

Existem modos estabelecidos para registrar a ocorrência aeronáutica, conforme explica o Chefe da Divisão de Busca e Salvamento do DECEA, Major Aviador Bruno Vieira Passos. “A informação chega aos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Aeronáutico (ARCC), sendo elas, por meio de órgãos de controles, como rádios e torres de controle; por sinais de balizas de emergências, que emitem sinais a partir de equipamentos embarcados nas aeronaves; ou, ainda, por telefonemas de familiares, pilotos, proprietários da aeronave ou quem possa ter presenciado o evento”, explica o Oficial.

Todas as informações são criteriosamente analisadas e, confirmando a emergência, é acionado o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), para que disponibilize os meios aéreos para executar a Busca e Salvamento (SAR, sigla em inglês para Search and Rescue). O Comando de Preparo (COMPREP) tem participação nas missões por meio de capacitação técnico-profissional dos recursos aéreos e aeroterrestres a serem disponibilizados para serem engajados em atividades SAR. “Quanto mais precisas e seguras as informações recebidas, mais rápido é o acionamento. Por isso, a importância das balizas de emergência estarem registradas e atualizadas no banco de dados do Centro Brasileiro de Controle de Missão (BRMCC)”, ressalta.

Os padrões de Busca e Salvamento são estabelecidos, transmitindo as coordenadas para os Esquadrões Aéreos de alerta. “Inicia-se, então, os procedimentos de Meio de Busca, que é quando não se sabe o paradeiro da aeronave. Quando identificada a localização, é acionado o Meio de Salvamento, onde os helicópteros são direcionados para resgate de sobreviventes”, completa o Major.

As buscas são encerradas somente quando ocorre o salvamento das vítimas e encaminhadas ao hospital, ou quando há confirmação de óbito. Elas são suspensas quando os tripulantes a bordo não são encontrados, mas podem ser reativadas a qualquer momento, quando novos indícios surgirem. “O objetivo de todas as missões de Busca e Salvamento é o de resgatar sobreviventes”, acrescenta o Major.

Atuação dos Esquadrões de Busca e Salvamento

Após averiguar as informações recebidas dos órgãos envolvidos, como matrícula da aeronave, localização da queda, se há sobreviventes ou não, dentre outras, o SALVAERO aciona os Esquadrões de Busca e Salvamento da FAB. Trata-se de militares treinados e preparados para a localização ou resgate a bordo de aeronaves equipadas. Normalmente, a atuação é feita por meio dos helicópteros H-36 Caracal e H-60L Black Hawk, aeronaves mais indicadas para o cumprimento deste tipo de missão, em razão da versatilidade e características de voo.

Atualmente, a FAB conta com dez Esquadrões de Busca e Salvamento e estão localizados em Campo Grande (MS), Parnamirim (RN), Rio de Janeiro (RJ), Santa Maria (RS), Manaus (AM), Canoas (RS) e Belém (PA).

De acordo com o Comandante do Esquadrão Puma (3º/8º GAV), Tenente-Coronel Aviador Bruno Cesar Guimarães de Oliveira, para o cumprimento de cada missão de Busca e Salvamento os militares envolvidos passam por complexa e extensa rotina de treinamentos. “Existem cursos para Coordenadores, Pilotos, Mecânicos, Operadores de Equipamentos Especiais, Observadores SAR e Homens de Resgate. Qualquer dessas funções demanda vários cursos prévios e anos de formação. Além da capacitação, a Força Aérea realiza diversos treinamentos anuais para manter seus militares em condições de uma rápida resposta em caso de um incidente”, comenta o Oficial.

Além do mais, o Comandante destaca que são investidos recursos em modernos equipamentos necessários às atividades militares, para garantir a missão constitucional das Forças Armadas, que também são empregados em tempo de paz em benefício da população. “O Esquadrão PUMA possui modernos helicópteros H-36, da Airbus Helicopter, com capacidade para resgates diurnos e noturnos, com sensores térmicos e radares que auxiliam na missão. Possuem, ainda, a capacidade de realizar resgates a centenas de quilômetros da costa e o treinamento conjunto com a Marinha do Brasil, proporcionou ao Esquadrão a capacidade de operar embarcados em navios, ampliando sua área de atuação”, salienta.

O Oficial ressalta que os militares que compõem os diversos esquadrões da FAB estão sempre em condições operacionais para ajudar as vítimas de acidentes aeronáuticos. “Cada tripulante decola capacitado, com total comprometimento e esperança de socorrer os ocupantes. Os familiares podem estar certos de que a FAB possui profissionais e equipamentos adequados para fazer todo o possível pelas vítimas, sempre com empenho e dedicação. Nessa guerra, somos aliados. Temos a certeza de que, mesmo quando não é possível resgatar vítimas com vida, nosso trabalho ajuda a amenizar o sofrimento dos familiares e amigos”, finaliza.

OUTRAS MÍDIAS


PCI CONCURSOS - Comando da Aeronáutica divulga Exame de Admissão para formação de taifeiros

O provimento de vagas o ingresso de voluntários para a admissão de voluntários para o quadro de taifeiros para o ano de 2022

Júlia Guimarães | Publicada em 06/12/2021 11:36

O Ministério da Defesa Comando da Aeronáutica tornou público seu Exame de Admissão para voluntários e interessados, de ambos os sexos, em ingressar no Quadro de Taifeiros da Aeronáutica (QTA) do Corpo de Pessoal Graduado da Aeronáutica (CPGAer) para o ano de 2022.

As vagas são para os cargos de arrumador (10) e cozinheiro (10), com carga horária de 200 horas semanais, de nível médio. As oportunidades são para as localidades de Brasília/DF, Manaus/AM, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP e São José dos Campos/SP.

Para participar o candidato deve ser brasileiro; voluntário; estar ciente de todas as normas e condições estabelecidas; não possuir menos de 17 anos nem completar 25 anos de idade; estar em dia com as obrigações eleitorais; estar em dia com o Serviço Militar, para o sexo masculino; não responder a processo criminal na justiça militar ou comum; e possuir aptidão física e mental para assumirem as diversas funções inerentes à carreira militar. Dentro do total de funções, há vagas exclusivas para candidatos que se enquadrem nos itens especificados no edital.

Inscrições:

As inscrições serão realizadas a partir das 10h do dia 7 de dezembro às 10h do dia 17 de dezembro de 2021, conforme o horário de Brasília/DF, via internet. A inscrição será confirmada mediante ao pagamento da taxa no valor de R$ 80,00.

Será concedida a isenção da taxa de inscrição para o candidato que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ser membro de família de baixa renda; ou ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

Provas:

O Exame possui cinco etapas, consistindo de provas escritas; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; teste de avaliação do condicionamento físico; procedimento de heteroidentificação complementar; e validação documental em diversas localidades nacionais.

As provas escritas, previstas para o dia 20 de março de 2022, serão compostas de questões de gramática e interpretação de texto; matemática e conhecimentos especializados, valendo de zero a 10 pontos, e terão duração total de quatro horas e 20 minutos.

A inspeção de saúde, previstas para o dia 26 a 29 de abril de 2022, consiste em uma perícia médica destinada a avaliar as condições psicofísicas do candidato, por meio de exames clínicos, de imagem e laboratoriais, inclusive toxicológico. Os candidatos devem encaminhar: certificado ou carteira de vacinação, comprovando as vacinas de febre amarela, tétano e hepatite B; laudos de exames toxicológicos; e se do sexo feminino, encaminhar o laudo de exame citopatológico ginecológico ou atestado médico.

O exame de aptidão psicológica, prevista para acontecer nos dias 26 a 29 de abril de 2022, e avaliará condições comportamentais de personalidade e aptidão. E a avaliação do condicionamento físico, que acontecerá na data provável de 13 e 14 de junho de 2022, tem o objetivo de medir e avaliar os padrões individuais de resistência e de vigor físico.

A validação documental será realizada no dia 14 de julho de 2022, por meio da análise e conferência da documentação para a matrícula no curso, e deverão ser apresentados os originais de todos os documentos e entregues uma cópia simples, frente e verso, de cada um deles.

Informações complementares podem ser obtidas por meio do edital completo que consta em nosso site.