NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

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Esquadrão Falcão realiza treinamento de resgate em convés

Desta vez, o evento foi realizado no período de 27 a 30 de julho

Agência Força Aérea | Publicada em 07/08/2020 10:10

O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), subordinado à Ala 10, em Parnamirim (RN), realizou, no período de 27 a 30 de julho, o terceiro treinamento de resgate em convés em parceria com a Marinha do Brasil (MB) neste ano. A missão teve como objetivo capacitar as tripulações do Esquadrão Falcão e do Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) Araguari, que participam do serviço de alerta de Busca e Salvamento (SAR, sigla do inglês Search and Rescue).

Nos dias 27 e 28 de julho, ocorreu a reprodução dos procedimentos com a tripulação da Marinha em solo, na pista de grama da Ala 10. Já nos dias 29 e 30, foi realizada a simulação de resgate em convés, com o helicóptero H-36 Caracal e o navio NPaOc Araguari, na costa de Natal (RN), local em que as tripulações praticaram os procedimentos de reabastecimento vertical de carga (VERTREP, sigla do inglês Vertical Replenishment) e Pick-up, termo em inglês para definir a transferência de pessoal ou carga através do guincho do helicóptero.

“As operações aéreas contribuíram sobremaneira para a qualificação da Equipe de Manobra e Crache do NPaOc Araguari nas atividades de Pick-up e VERTREP. Fato que possibilita, ao navio, a realização de operações aéreas de Busca e Salvamento, Evacuações Aeromédicas, acrescidas de missões de interoperabilidade entre a Marinha e a FAB”, explica o Comandante do NPaOc Araguari, Capitão de Fragata Cesar Augusto Prudêncio Pimenteira.

Além da Equipe de Manutenção do Araguari, foram qualificados, ainda, militares das Equipes de Manobra e Crache de outros quatro navios subordinados ao Comando do 3º Distrito Naval, que atuam na área de jurisdição que abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Segundo o Comandante de uma das tripulações que participou do treinamento pelo Esquadrão Falcão, Capitão Aviador Leir Gomes de Oliveira, a oportunidade de praticar os procedimentos de resgate em convés com as equipagens da Marinha traz um grande ganho para os militares da FAB que executam o serviço de alerta SAR. "Com certeza eleva a proficiência operacional e técnica dos militares, pois eles conseguem experimentar o nível de dificuldade de se fazer um resgate em navio.

Além disso, treinar com o navio é fundamental para a consciência situacional dos envolvidos, já que temos esse contato direto, combinamos tudo em briefing antes, para eles entenderem a sequência das ações em um resgate. E nós fazemos o treinamento utilizando o VERTREP e o Pick-up, que são procedimentos utilizados especificamente pela Marinha com suas aeronaves, o que amplia mais nossas possibilidades de atuação", explica o Aviador.

O Capitão Leir destaca, ainda, a importância da interoperabilidade entre a FAB e a MB para o adequado funcionamento do serviço de Busca e Salvamento. "Em todos os acionamentos que tivemos de convés nos últimos tempos, quem iniciou a cadeia de acionamento foi o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (SALVAMAR), que, sabendo que não havia nenhum navio próximo que pudesse realizar o resgate, acionou o Centro de Coordenação de Salvamento Aéreo (SALVAERO), para a utilização do helicóptero como meio de resgate, tendo maior possibilidade de chegar ao local e extrair a vítima com maior rapidez", completa.

O Tenente Aviador Alan Dickson Brito de Medeiros, um dos pilotos do treinamento, atuou no resgate real em convés realizado pelo Esquadrão Falcão no dia 29 de maio. Para ele, treinar com o NPaOc Araguari foi fundamental para praticar o controle da aeronave e a sua adaptação às oscilações das embarcações, além da comunicação utilizada pelos tripulantes. "A operação com a Marinha é de suma importância para nossa formação e manutenção como tripulantes nesse tipo de resgate, que tem alta complexidade. Definitivamente saímos desse treinamento mais preparados para as missões reais", afirma o piloto.
 

Busca e Salvamento

As missões de busca e salvamento realizadas pela FAB acontecem sobre todo o território nacional, sobre o mar territorial e ainda em uma ampla área de águas internacionais do Atlântico. Por força de tratados internacionais, o Brasil é responsável por tais missões em uma área de mais de 22 milhões de km², quase três vezes a extensão territorial do País (de 8,5 milhões de km²). 

Preparo

Fundamental para o sucesso de qualquer missão é o preparo operacional das tripulações. Para isso, a doutrina e o treinamento são de responsabilidade do Comando de Preparo (COMPREP). Sendo assim, para atingir alto nível técnico e doutrinário, os Esquadrões da Força Aérea realizam treinamentos regulares, afim de agirem com a pronta-resposta requerida na execução das ações.

Como Comando Operacional, o COMPREP é encarregado de fixar os padrões de eficiência, planejar o treinamento e avaliar o desempenho das unidades subordinadas, a partir das capacidades definidas pelo Comandante da Aeronáutica. Além disso, coordena a formulação da Doutrina Aeroespacial, em consonância com as experiências adquiridas e os sistemas de armas incorporados à FAB.

PORTAL AEROFLAP


Esquadrões da FAB participam de Exercício de Combate BVR


Agência Força Aérea | Publicada em 07/08/2020 11:27

Militares do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa) e do Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV) participaram, de 20 a 31 de julho, do Exercício Doutrinário de Combate BVR (do inglês Beyond Visual Range) em cenários de média complexidade. O treinamento aconteceu na Ala 2 – Base Aérea de Anápolis (GO).

Foram empregadas as aeronaves F-5M e E-99, a qual provê o controle em voo para o treinamento. A finalidade é promover o intercâmbio entre operadores de F-5M, treinar táticas e técnicas em cenários de combate aéreo BVR e, ainda, contribuir para a manutenção operacional dos pilotos do 1º GDA que se preparam para o recebimento das aeronaves F-39 Gripen. O apoio logístico à operação das aeronaves está a cargo do Grupo Logístico de Anápolis (GLOG-2).

Para o Comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel Aviador Leandro Vinicius Coelho, o treinamento permite uma integração entre os pilotos de F-5M e controladores de combate BVR, contribuindo para o preparo e emprego de suas equipagens operacionais. “Todo treinamento foi conduzido observando-se as orientações e os cuidados referentes à COVID-19”, comenta o Comandante.

Preparo

Fundamental para o sucesso de qualquer missão é o preparo operacional das tripulações. Para isso, a doutrina e o treinamento são de responsabilidade do Comando de Preparo (COMPREP). Sendo assim, para atingir alto nível técnico e doutrinário, os Esquadrões da Força Aérea realizam treinamentos regulares, afim de agirem com a pronta-resposta requerida na execução das ações. Como Comando Operacional, o COMPREP é encarregado de fixar os padrões de eficiência, planejar o treinamento e avaliar o desempenho das unidades subordinadas, a partir das capacidades definidas pelo Comandante da Aeronáutica. Além disso, coordena a formulação da Doutrina Aeroespacial, em consonância com as experiências adquiridas e os sistemas de armas incorporados à FAB.

FAB conclui Avaliação Operacional para lançamento de cargas do SC-105 Amazonas


Agência Força Aérea | Publicada em 07/08/2020 11:29

O  Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), subordinado ao Comando de Preparo (COMPREP) e situado no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), tem por missão conduzir as atividades de Aplicações Operacionais. As ações ocorrem por meio do desenvolvimento de técnicas, táticas e soluções operacionais, a fim de contribuir para o Preparo e o Emprego da Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma das principais atividades realizadas pelo Instituto são as Avaliações Operacionais (AVAOP), processo pelo qual se avaliam a Eficiência e a Adequabilidade Operacional de um sistema. Nesse contexto, o conhecimento científico dos militares do IAOp alia-se ao conhecimento técnico dos operadores no desenvolvimento de novas técnicas operacionais.

O desenvolvimento de novas técnicas se fez necessário nas ações de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search and Rescue). Para apoiar os sobreviventes e a equipe de resgate é necessário prover-lhes água, mantimentos, roupas, medicamentos, botes infláveis e outros insumos, o que pode ser feito por meio do lançamento de fardos a partir da aeronave SC-105 Amazonas. Este lançamento, contudo, depende do cálculo preciso do ponto onde a carga deve ser lançada para que atinja o local desejado, o que por sua vez, depende do conhecimento das características do paraquedas empregado.  Até então, o cálculo era realizado manualmente pelos pilotos, e algumas das características aerodinâmicas do equipamento eram desconhecidas.

Assim, em agosto deste ano, o IAOp conduziu a AVAOP do Ponto de Lançamento Calculado (CARP, do inglês Computed Air Release Point) do Sistema de Gerenciamento de Voo (FMS, do inglês Flight Management System) da aeronave SC-105 Amazonas. Isto é, a avaliação do ponto de lançamento de cargas calculado pelo sistema computacional do avião. Os objetivos foram determinar os dados necessários para seu funcionamento adequado, avaliar a precisão dos lançamentos, verificar a possibilidade de aplicá-lo a lançamentos noturnos e, por fim, definir as técnicas operacionais para sua utilização.

Atuação prática dos militares

Após definir os perfis de voo e calcular a quantidade mínima de lançamentos que deveriam ser realizados para que os dados coletados tivessem a devida confiabilidade, o Instituto deslocou alguns militares de sua equipe técnica para a Ala 5, em Campo Grande (MS), onde realizou, com o apoio do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV) – Esquadrão Pelicano, a parte prática do experimento. Ao todo, foram realizados cerca de 60 lançamentos de carga.

Os dados obtidos serão agora analisados e todos os resultados, incluindo as novas técnicas, serão apresentados no Relatório de Avaliação Operacional (RAVAOP), que será submetido ao COMPREP para apreciação.

O Diretor do IAOp, Coronel Aviador Alessandro Sorgini D’Amato, comentou sobre os resultados da Avaliação Operacional. “Eles contribuirão para aprimoramentos doutrinários e, também, para a geração de técnicas operacionais de forma a permitir o uso de parâmetros ótimos no emprego dos sistemas da aeronave. Concluímos esta atividade com a certeza do dever cumprido, o que demonstra a importância da integração entre as equipes técnicas e operacionais, em prol do preparo e do emprego da FAB”, disse.

Avaliações previstas

Além desta AVAOP, o Instituto realizará, ainda este ano, a Avaliação Operacional do Envelope Infravermelho da aeronave A-29 Super Tucano e a Avaliação Operacional do Sistema de Defesa Antiaérea IGLA-S.