NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Forças Armadas usam cinco aeronaves para combater fogo no Pantanal

Operação teve início neste sábado após pedido do governo do Moto Grosso do Sul

Redação | Publicada em 26/07/2020 17:36

As Forças Armadas estão utilizando cinco aeronaves no combate ao incêndio no Pantanal, em Mato Grosso do Sul. A Operação Pantanal foi deflagrada no sábado (25/7), depois que o estado decretou estado de emergência. 

Segundo as Forças Armadas, Dois helicópteros da Marinha (Esquilo e Super Cougar), um do Exército (Pantera) e um da Força Aérea (Black Hawk) estão sendo usados  na missão. 

Os incêndios tiveram início há duas semanas e já destruíram 35 mil hectares de vegetação. Nos últimas 22 anos a região não enfrentava uma queimada tão grande. 

JORNAL A CRÍTICA (MS)


Aeronave com 12 mil litros de água vai sair de Campo Grande para combater incêndio no Pantanal

Forças armadas, bombeiros militares, Ibama e PMA participam de ação

Redação | Publicada em 26/07/2020 16:30

Com mais de mil focos de incêndio no Pantanal, o combate às chamas ganha o reforço do Hércules C-130 da FAB (Força Aérea Brasileira), que já está na Base Aérea de Campo Grande. Abastecido com 12 mil litros de água em três reservatórios de 4 mil litros cada, a aeronave está pronta para decolar na segunda-feira (27.7). Ela irá operar a partir da Capital por conta do tamanho da pista.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Joilson Alves do Amaral, o uso das aeronaves como o C-130 e os helicópteros da Aeronáutica e da Marinha permitem uma maior aproximação por terra dos bombeiros militares e brigadistas. “Além desse C-130, temos os dois helicópteros com cestas que coletam água e levam para a linha de fogo diminuindo a temperatura e permitindo a chegada dos combatentes”, explicou.

Ainda conforme ele, cerca de 50 militares do Corpo de Bombeiros trabalham na operação, com o apoio de oito veículos terrestres da corporação, além dos brigadistas do Ibama, Polícia Militar Ambiental e o apoio das três forças armadas. A maior dificuldade está no deslocamento até os focos porque os terrenos são acidentados, de difícil acesso.

Foram mobilizados para a Operação Pantanal II, bombeiros de Corumbá, Jardim, Aquidauana, Maracaju, Ponta Porã e Campo Grande, além de 18 brigadistas do Prevfogo, do Ibama. O Centro de Comando da Operação foi instalado em Ladário. 

Por conta do incêndio, o governador Reinaldo Azambuja decretou situação de emergência ambiental na área do Pantanal de Mato Grosso do Sul por 180 dias e suspendeu os efeitos das autorizações ambientais de queima controlada.

 

MINISTÉRIO DA DEFESA


Forças Armadas empregam cinco aeronaves no combate a incêndio no Pantanal


Capitão-tenente Fabrício Costa | Publicada em 26/07/2020 16:12

As Forças Armadas empregam cinco aeronaves no combate a incêndio no Mato Grosso do Sul e atuam em parceria com agências federais e estaduais. Por conta das queimadas na região, atendendo ao pedido do Governador do Estado, o Ministério da Defesa deflagrou, no sábado de manhã (25/7), a Operação Pantanal. 

Dois helicópteros da Marinha (Esquilo e Super Cougar), um do Exército (Pantera) e um da Força Aérea (Black Hawk) estão sendo utilizados na missão, além do avião cargueiro C-130 Hércules da FAB.

O helicóptero Esquilo da Marinha está sendo utilizado em reconhecimento, transporte de brigadistas e também no combate direto ao incêndio, com um “bambi bucket” - dispositivo de combate a incêndios que permite aos operadores dessas aeronaves chegarem mais perto de incêndios e despejar água e espuma de forma mais precisa.

Já a aeronave HM-1 Pantera, do Exército Brasileiro, está sendo usada no transporte de pessoal e no reconhecimento e levantamento dos pontos de incêndio no Pantanal.

Além disso, o Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira, opera de Campo Grande, munido do sistema de combate a incêndio “Modular Airbone Fire Fighting System” (MAFFS). O avião cargueiro tem capacidade de despejar até 12 mil litros de água em cada sobrevoo.

Operação Pantanal
No último sábado, quando começou a Operação Pantanal, as aeronaves militares realizaram três voos de reconhecimento. O primeiro no entorno das cidades de Corumbá e Ladário, ambas em Mato Grosso do Sul.

Em seguida, as Forças Armadas apoiaram o Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul e o IBAMA em os voos que combateram focos de incêndio na Estrada da Codraza e em Baia Negra, além do norte do Porto Geral de Corumbá e na Volta do Arancuã.

O Ministério da Defesa (MD) atende à solicitação recebida na noite de sexta-feira passada (24), do Governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que decretou também estado de emergência. Para a execução da operação, o MD estabeleceu um Centro de Coordenação no Comando do 6º Distrito Naval, na cidade de Ladário (MS).

Forças Armadas transportam materiais para o combate à Covid-19


Ten Carlôto, Com Informações Dos Comandos Conj. | Publicada em 27/07/2020 18:53

Militares da Força Aérea Brasileira executaram três missões transportando alimentos, materiais de higiene pessoal, Equipamento de Proteção Individual (EPI) [óculos, luva e máscaras] e álcool em gel para apoiar o combate à Covid-19 em Boa Vista (RR). Os voos foram realizados pela aeronave KC-390, que pertence ao 1º Grupo de Transporte de Tropa, e partiram do Rio de Janeiro (RJ) com materiais doados pela instituição de ajuda humanitária Cruz Vermelha.

A primeira carga partiu na terça-feira (21) transportando 10,6 toneladas; a segunda, com cerca de 10 toneladas, seguiu na quinta-feira (23) e a terceira missão, na sexta-feira (24), com aproximadamente 12 toneladas de alimentos e materiais que serão distribuídos entre diversas instituições de caridade da cidade. As missões foram coordenadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), junto ao Centro de Operações Conjuntas (COC) do Ministério da Defesa (MD), em apoio ao Ministério da Saúde. 

Doação de sangue 
Diversas ações voluntárias de doação de sangue têm sido realizadas. No Comando Conjunto Leste, militares do 4º Depósito de Suprimentos, localizado em Juiz de Fora, MG, doaram sangue ao hemocentro regional para apoiar os estoques da instituição.

Já no Comando Conjunto Sul, a 5ª Companhia de Polícia (5ª Cia PE) do Exército realizou doação de sangue para recompor os Bancos de Sangue do Hospital Erasto Gaertner e do Hemepar de Curitiba, no Paraná. A 5ª Cia PE buscará repetir a ação de semanalmente, como forma de apoiar a Campanha Emergencial de Doação de Sangue. 

Desinfecção de locais públicos
O Comando Conjunto Oeste, por meio da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, realizou a descontaminação das áreas internas e externas da Rodoviária de Dourados (MS). Foi feita ainda a descontaminação de áreas internas e externas do Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS).

Já no Comando Conjunto Sudeste, o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado (13º RC Mec) realizou a desinfecção nas dependências da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Pirassununga, em São Paulo.

Operação Covid-19
O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

Operação Verde Brasil 2 
Integrantes das Forças Armadas realizaram, no âmbito do Comando Conjunto Amazônia, ações de inspeção naval em diversos rios da região Amazônica, em cidades dos estados do Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre por meio do Navio-Patrulha Fluvial Pedro Teixeira e embarcações das capitanias e de agências pertencentes ao 9º Distrito Naval. Participaram da ação agentes da Funai e policiais militares. Como resultado, foram revistadas 86 embarcações, sendo que destas, 06 foram apreendidas. Também foram emitidas 15 notificações para embarcações nas regiões do Manaus, Tefé e Itacoatiara, no Amazonas; e em Porto Velho e Guajará-Mirim, em Rondônia. 

Já no Comando Conjunto Norte, foram realizadas ações de inspeção naval nas localidades de Belém, Almeirim, Polo Marajó, Polo Santana, Polo Santarém e Polo Alenquer, no Pará; Polo Sul e Polo Imperatriz, no Maranhão; Rio Oiapoque, no Amapá. No total, 48 embarcações foram revistadas, sendo que dessas, 02 foram apreendidas e 04 notificadas em Belém e Polo Almeirim.

Em outra frente de atuação, o Comando Conjunto Oeste permaneceu apoiando ações de fiscalização contra crimes ambientais e levantamento de áreas com queimadas junto a agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na localidade de Querência, Mato Grosso. 

Resultados
Desde a deflagração da Operação Verde Brasil 2, em 11 de maio, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram 16,8 mil inspeções navais, terrestres, vistorias e revistas em embarcações, das quais 332 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas, foram retidos 174 veículos por irregularidades. Volume superior a 28 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foram confiscados, bem como foram apreendidas 546 máquinas de serraria móvel, tratores, maquinário de mineração, balsas, dragas e acessórios. Até o momento, mais de R$ 406,9 milhões foram aplicados em multas e termos de infração.

Operação Verde Brasil 2
A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020. Em 09 de julho, a GLO foi renovada até 6 de novembro, por meio do decreto presidencial 10.421.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Norte (CCjN), Comando Conjunto Amazônia (CCjA) e Comando Conjunto Oeste (CCjO). O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da FAB, dá suporte às ações aéreas, em caráter permanente. Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir da capital federal. Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Fotos: divulgação Forças Armadas

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Pantanal registra recorde histórico de queimadas e Hércules deve entrar em ação

Aeronave da FAB vai operar a partir de Campo Grande para despejar até 12 mil litros de água sobre chamas

Jones Mário | Publicada em 26/07/2020 12:46

Monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) aponta para 1.322 focos de incêndios florestais no Pantanal na parcial de julho, número recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1998. A operação conjunta de combate ao fogo na região de Corumbá prevê o acionamento do Hércules C-130 da FAB (Força Aérea Brasileira) neste domingo (26). A aeronave é capaz de despejar sobre as chamas até 12 mil litros de água por lançamento. 

Segundo informou a superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Mato Grosso do Sul, a sala de situação montada no 6º Distrito Naval de Ladário definiu, nesta manhã, combater os principais incêndios que provocam fumaça na área urbana de Corumbá e Ladário.

O Prevfogo/Ibama (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) atua na região com 27 brigadistas, que hoje, junto com militares do Corpo de Bombeiros, serão deslocados em aeronave até áreas mais próximas das queimadas ativas. Outro avião fará lançamentos de água. 

O Hércules C-130 deve operar a partir de Campo Grande, diferente dos helicópteros Bambi Bucket e Super Cougar, da Marinha, com base em Ladário.

Durante a semana, as frentes de enfrentamento ao fogo minimizaram incêndios na região do Jatobazinho, que ameaçava uma escola; no Posto Avançado da Marinha, em local conhecido como Rabicho; e na Baía do Arrozal, situada na APA (Área de Proteção Ambiental) Baía Negra, onde queimada provocou a interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Além do Corpo de Bombeiros de Corumbá, foram mobilizados para combater o fogo na região militares de Aquidauana, Jardim, Maracaju e Ponta Porã Grande, além de 18 brigadistas do Prevfogo/Ibama. 

PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Tripulaciones del KC-390 se instruyen para misiones de evacuación aeromédica


Javier Bonilla | Publicada em 26/07/2020 06:10

Miembros de la tripulación del Primer Grupo de Transporte de Tropas (1er GTT) - Escuadrón Zeus y profesionales de la salud del Escuadrón de Salud del Ala 2 - Base Aérea de Anápolis, ubicada en Goiás, se mudaron al Ala 5 - Base Aérea de Campo Grande, en Mato Grosso do Sul, para realizar un taller sobre Evacuación Aeromédica (EVAM).

La capacitación buscó calificar a los equipos médicos para actuar en cuidados críticos en vuelo y llevar a cabo el transporte de pacientes, con diferentes niveles de gravedad, en el KC-390 Millennium.

Durante el entrenamiento, se presentaron las diferentes configuraciones de los aviones, así como la infraestructura eléctrica y la terapia de oxígeno. Además, se entrenó la dinámica de carga y descarga de camillas por la rampa del avión y la carga de camillas para pacientes críticos. Brasil es parte de un grupo selecto de naciones capaces de brindar asistencia, tanto en el campo militar como civil, en situaciones de catástrofes naturales, conflictos y accidentes graves.

El personal militar de las operaciones aeromédicas del ala 5, los médicos del escuadrón del ala 2 y los oficiales de doctrina del primer GTT participaron en el evento. El curso cumplió los estándares internacionales de las Naciones Unidas (ONU) en misiones de mantenimiento de la paz. Durante la capacitación se simularon varios escenarios para la atención crítica de múltiples emergencias.

OUTRAS MÍDIAS


MIDIAMAX - Aeronave vai ajudar no combate aos incêndios que geram fumaça na área urbana de Corumbá

Aeronave da Força Aérea pode lançar até 12 mil litros de água

Mylena Rocha | Publicada em 26/07/2020 12:19

Uma aeronave de grande porte da Força Aérea Brasileira, o Hércules C-130, vai ajudar no combate aos incêndios que geram fumaça na área urbana de Corumbá, a 425 km de Campo Grande. A estratégia foi montada durante uma reunião na manhã deste domingo (26).

Segundo informações divulgadas pelo Prevfogo do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), serão utilizadas duas aeronaves, uma que levará os Brigadistas do Prevfogo e do Corpo de Bombeiros o mais próximo possível das chamas e outra realizará lançamentos de água. Há a previsão do Hércules C-130, aeronave de grande porte da Força Aérea Brasileira, capaz de lançar até 12 mil litros de água, realizar lançamentos ainda neste domingo (26) também.

A Brigada Especializada Pantanal de prevenção e combate aos incêndios florestais conta com contingente de 27 Brigadistas treinados, equipados e contratados pelo Ibama/Prevfogo. Segundo informações do Instituto, desde o início do mês de julho, a Brigada já realizou 10 combates, que evitaram o aumento da área queimada no Pantanal. 

“A temporada de incêndios em 2020 está intensa e o prognóstico não é dos melhores para os próximos meses. Estamos atuando nas principais frentes de fogo que possam causar maiores prejuízos às comunidades ribeirinhas, a população de Corumbá e Ladário, e a fauna e flora do Pantanal”, informa o Ibama.

Nesta semana, foi feito o combate ao incêndio que colocava em risco a escola na região do Jabotazinho. O incêndio no local é considerado extinto, mas brigadistas continuam no local, para garantir que as chamas não retornem.

Outro incêndio combatido foi o do Posto Avançado da Marinha do Brasil, local conhecido como Rabicho. Foram empregados dois esquadrões e 25 militares da Marinha do Brasil também ajudaram. O combate durou o dia e a noite toda, com objetivo principal de resguardar o paiol da Marinha do Brasil localizado nesta região.

Um incêndio de grandes proporções na Área de Proteção Ambiental Baía Negra, mais precisamente na Baía do Arrozal, colocou em risco os moradores da região e ocasionou interrupção do fornecimento de energia elétrica. Dois esquadrões atuaram fortemente para controlar e extinguir este incêndio após dois dias intensos de trabalho.

(com informações do Prevfogo/Ibama)

DIÁRIO ONLINE - Helicóptero da Marinha despeja água para conter incêndios no Pantanal e aeronave da FAB é aguardada


Leonardo Cabral | Publicada em 26/07/2020 12:32

Desde sábado, 25 de julho, aeronave da Marinha do Brasil iniciou os trabalhos de combate às queimadas no Pantanal, que estão devastando boa parte da maior área alagada do Planeta. As ações começaram logo após reunião na manhã de ontem, quando também ficou estabelecido que um Centro de Coordenação da operação contra os focos de incêndios, tem como sede o Comando do 6º Distrito Naval, em Ladário.

O Diário Corumbaense apurou que no sábado pela manhã, o bambi bucket, aeronave da Marinha, despejou água por 16 vezes na região da Baía Negra, conhecida como Codrasa, em Ladário. À tarde, foram mais 24 investidas em uma região próxima a Corumbá, ao norte da cidade, distante 5 quilômetros pelo rio Paraguai.

Seguem na linha de frente no combate aos focos de queimadas, equipes do Corpo de Bombeiros e do Prevfogo/Ibama. 

Com isso, a densa camada de fumaça que encobria a cidade nos últimos dias, diminuiu, porém, os focos de queimadas seguem na região. Na noite de sábado, próximo ao barranco do rio Paraguai, em uma  área perto do bairro Universitário, incêndio em vegetação assustou moradores.

 

Uma reunião envolvendo a Marinha, Corpo de Bombeiros e Ibama no Centro de Coordenação, no 6º Distrito Naval, foi realizada na manhã deste domingo para definir as ações do dia, entre elas, sobrevoo para reconhecimento de áreas que estão em chamas.

Também foi estabelecido que, além dos helicópteros da Marinha, aeronaves da Força Aérea Brasileira e do Exército Brasileiro, começarão a atuar no trabalho de combate às queimadas. Já está em Corumbá, a aeronave HM-1 Pantera, do 3° Batalhão de Aviação do Exército de Campo Grande.

O Hércules C-1230 tem capacidade de lançamento de até 12 mil litros de água. Além disso, o reservatório em solo tem capacidade para 22 mil litros de água. Ela deve começar a atuar a partir desta segunda-feira (27).

Maior queimada nas últimas duas décadas

O Pantanal de Mato Grosso do Sul já atinge quase 4 mil focos de queimadas. Ou seja, são focos de incêndio em vegetação, que estão próximo da área urbana, como também em áreas mais distantes do Pantanal e que representam o maior número de queimadas já registradas desde o início dos levantamentos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que começou a mapear os focos em 1998. Ao todo, já foram contabilizados 3.856 focos de calor no Pantanal.

Já Corumbá segue liderando o ranking de queimadas por município brasileiro. São 2.595 focos de janeiro até este 26 de julho.

O que chama a atenção é que só em julho, a cidade já tem contabilizados 822 focos, sendo que o mês ainda nem terminou. Corumbá  tem mais focos de queimadas do que Poconé, em Mato Grosso, que registrou desde o início do ano, 676 focos de queimadas.

Nas últimas 48h, foram 88 focos novos focos de incêndios. Todos os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ela não jogará água, será utilizada para o transporte de pessoal e realizará reconhecimento e levantamento dos pontos de incêndio no Pantanal.

Também é aguardada a chegada da aeronave da Força Aérea Brasileira, Hércules C-130, que irá operar de Campo Grande com a utilização do sistema de combate a incêndio “Modular Airbone Fire Fighing System” (MAFFS) e helicóptero Super Cougar, da Marinha, que partirá de Ladário.

PODER ÁEREO - Futuros pilotos de caça realizam treinamento de emprego ar-solo

Eles participam da campanha de emprego ar-solo do Curso de Especialização Operacional

Redação | Publicada em 26/07/2020 20:00

O Esquadrão Joker (2°/5° GAV) iniciou, no dia 15 de julho, a campanha de emprego ar-solo do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA) de 2020. Durante dois meses, os futuros pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) irão se capacitar para operar a aeronave A-29 Super Tucano nas diversas modalidades de emprego de armamento contra alvos no solo. A fase é, ainda, uma oportunidade de realizar a manutenção operacional dos instrutores de voo da Unidade Aérea.

Durante a campanha, o Esquadrão Joker opera a partir da sua sede localizada na Ala 10, em Parnamirim (RN), na região metropolitana de Natal (RN). As formações com quatro aeronaves, preparadas com lançadores de foguetes, lançadores de bombas de exercício e metralhadoras, deslocam-se para o estande de tiro aeronáutico de Maxaranguape (RN). Nesse local, os pilotos têm à disposição um espaço aéreo restrito para a operação e uma área no solo segura para o lançamento ou disparo dos artefatos bélicos.

Esse é o primeiro contato dos Aspirantes do CEO-CA com as missões inerentes à Aviação de Caça e com o emprego de armamento real e de exercício. Com o treinamento técnico no estande, o estagiário terá adquirido as habilidades necessárias para executar algumas ações de Força Aérea, como Ataque e Reconhecimento Armado, nas fases mais avançadas do curso.

Segundo o Aspirante a Oficial Leonardo de Mattia Buozi, esse é um dos momentos mais aguardados por aqueles que sempre sonharam ser piloto de caça. “De maneira geral, quando pensamos em Aviação de Caça, pensamos no uso de armamento contra algum alvo. Portanto, essa fase é muito motivante, pois reconhecemos nossa evolução como pilotos e podemos progredir nas missões com graus de responsabilidade e complexidade cada vez maiores. A exigência será grande e, portanto, o estudo e preparo devem ser intensificados proporcionalmente”, relatou o estagiário.

Após o voo, os militares da Célula de Avaliação e Desempenho Operacional efetuam o download dos dados gravados pela aeronave e analisam os parâmetros atingidos pelo piloto em cada lançamento realizado. Para o Comandante do 2°/5° GAV, Tenente-Coronel Aviador José de Almeida Pimentel Neto, essa é uma ferramenta essencial para o processo de ensino-aprendizagem e o consequente desenvolvimento dos futuros pilotos de caça.

“As ferramentas desenvolvidas com base na tecnologia embarcada e a doutrina de emprego que foi sendo aprimorada ao longo desses 16 anos de experiência com a aeronave A-29 são frutos de um trabalho de pessoas que mantiveram a constante busca pela excelência. É importante que os estagiários reconheçam essas características do piloto de combate e busquem sempre dar o melhor de si, explorando todos os recursos disponíveis para aprimorarem o desempenho a cada missão”, disse o Comandante.

Já o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, destacou essa etapa do curso como fundamental para a vida operacional dos futuros pilotos de caça. “É importante que eles aprendam todos os fundamentos das missões de emprego de armamento, haja vista que, em um futuro não tão distante, serão os responsáveis pela garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro e estarão engajados em missões reais para defender os interesses do País”, ressaltou o Oficial-General.

Trabalho conjunto

A fase de emprego ar-solo do CEO-CA é, ainda, uma oportunidade para manter o adestramento do pessoal de manutenção quanto à preparação e à operação de armamento real. O Comandante do Grupamento Logístico da Ala 10, Coronel Especialista em Armamento Aníbio Roberto Calixto Pereira, disse que é necessária a participação intensa dos especialistas em material bélico no preparo das atividades, desde a retirada do material bélico dos paióis até a preparação e o municiamento das aeronaves na linha de voo.

“Além da manutenção operacional do pessoal de armamento, deixando-os capacitados para atuarem, a qualquer momento, no preparo, equipagem e municiamento das aeronaves A-29 Super Tucano da FAB, essa fase é um motivo de orgulho, uma vez que, eles são os responsáveis por transformarem as aeronaves em verdadeiras armas de guerra”, enfatizou o Coronel Calixto.

Estande de Maxaranguape

Distante cerca de 80 km ao Norte da Ala 10, o estande de tiro aeronáutico de Maxaranguape dispõe de uma infraestrutura adequada para a operação segura das aeronaves que utilizam armamento aéreo contra o solo. Além do espaço aéreo restrito e a ausência de cidades ou povoados próximos, o local conta com segurança, equipe médica, contra incêndio e uma pista de pouso para emergência.

“O estande de Maxaranguape é de fundamental importância, não só para Ala 10, mas para todo o Comando da Aeronáutica, por proporcionar a instrução e o adestramento para pilotos e equipagens de combate nas diversas modalidades de emprego de itens bélicos de aviação, visando um melhor aproveitamento da aeronave e do material, quando da real necessidade”, especificou o Coronel Calixto.

Durante as missões, uma equipe liderada por um instrutor do 2°/5° GAV acompanha e coordena o treinamento a partir de duas torres adjacentes aos alvos. Nelas, por meio de um teodolito, é possível observar o momento e o local exatos do impacto do armamento no solo e aferir a precisão do piloto e da aeronave. Nos empregos com a metralhadora .50, a quantidade de projéteis que atingiram o alvo é captada por um conjunto de microfones. Todos esses dados são compilados e analisados pela Unidade Aérea.

Além disso, o Oficial responsável pelo emprego no estande, em contato com as aeronaves da formação, tem a missão de auxiliar na coordenação do circuito de emprego, sendo responsável direto pelo sucesso da missão. “Atuar na função de controlador do estande envolve o conhecimento da missão e um intenso trabalho em equipe, valores intensamente enfatizados no cotidiano do Esquadrão Joker”, destacou um dos pilotos do Esquadrão Joker.

“Nessa ocasião, o instrutor tem a oportunidade de observar a partir, de outra perspectiva, o emprego do armamento, acompanhando a evolução dos estagiários desde as primeiras missões até o término da fase, o que é um motivo de orgulho para todos nós”, concluiu o Oficial.