NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O GLOBO


O JOGO RÁPIDO DO MUNDO

É preciso entender que certos comportamentos ainda tolerados por muitos brasileiros são condenáveis

Fernando Gabeira Publicado Em 25/06/2018

E nquanto estamos todos envolvidos na Copa do Mundo, o mundo continua rodando, com seus paradoxos. Um deles, o mais importante, é revelado pela facilidade com que dinheiro e mercadoria circulam pelo mundo e pela dificuldade cada vez maior para a circulação da força de trabalho.

Esse roteiro principal foi dramatizado no início da semana, com a decisão do presidente Trump de separar crianças dos seus pais, na fronteira com o México. É de doer o coração, porque implica suspender algo que sempre vigorou no mundo pelo qual transitam refugiados: a reunião das famílias.

O Brasil não está muito distante desse problema. Nossa fronteira com a Venezuela é palco de um fluxo cada vez maior de refugiados econômicos e políticos. Esse enredo principal, o drama dos refugiados, acabou se entrelaçando com o secundário, a Copa do Mundo.

As autoridades finlandesas, segundo o “Moscou Times”, avisam que sete torcedores que foram à Rússia para a Copa cruzaram a fronteira e pediram asilo na Finlândia. Eles entraram na Rússia como torcedores, inclusive com a carteirinha chamada aqui de Fan ID, e, em vez de assistirem às partidas de futebol, avançaram para o Norte, em busca de um refúgio seguro. Isso mostra apenas que, mesmo na euforia da Copa, não é possível ignorar os dramas do mundo. Assim como não é possível ignorar suas constantes mutações.

O caso dos brasileiros e de outros latinos que assediaram mulheres e crianças, forçando-as a repetir frases obscenas num idioma que ignoram, é típico da incompreensão sobre o curso do mundo. Creio que, falando do Brasil apenas, de certa forma falhamos nos meses e nos dias que antecederam a Copa.

Temer foi à televisão dizer que as nossas divergências acabam na Copa e que devemos torcer unidos. Lula fez comentários esportivos de dentro da cadeia. A imprensa, na qual me incluo, falou muito da Copa, da Rússia e de tudo mais. No entanto, não atinamos para a necessidade de uma campanha educativa para a torcida que se deslocaria para cá. Era preciso lembrar que o mundo mudou. A própria embaixada, com boas intenções, disse claramente o que poderia ser proibido por lei. Mas a questão cultural não foi abordada.

Os torcedores que saem do país para apoiar a seleção também nos representam. Os japoneses têm consciência disso: limparam o estádio depois do jogo, numa operação de imagem diplomática. Os senegaleses gostaram da ideia e seguiram o mesmo caminho. É fora da realidade esperar que nos comportemos como os japoneses. Já mostraram isso quando sofrem um desastre: recuperam-se num átimo, enquanto nós nos arrastamos, e parte do dinheiro é tragada pela corrupção.

Logo, o problema não é imitar japoneses, nem suecos, nem ingleses — sobretudo esses, que às vezes se envergonham do quebra-quebra de seus hooligans. O problema é apenas sermos um pouco melhor do que somos. Compreender que certos comportamentos ainda tolerados por muitos brasileiros são condenáveis. De qualquer forma, o que aconteceu foi um aprendizado. Nas próximas oportunidades, será necessário articular campanhas pedagógicas. O presidente da República precisa se manifestar, os políticos, também. A imprensa, então, nem se fala.

Os europeus vivem problemas semelhantes, não apenas com hooligans, mas com o racismo. Copa do Mundo e eventos de dimensão internacional são um importante momento para combater racismo, machismo e homofobia. E aí não se trata de ser politicamente correto. É apenas uma questão de bom senso.

 

Cientista político: "Resiliência da democracia depende de ações contra a impunidade"

Espaço do Sérgio Abranches, cientista político

Por Ancelmo Gois Publicado Em 25/06/2018 - 04h00

“Estudo do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação detectou declínio importante na satisfação dos brasileiros com a democracia. Só 19% se disseram satisfeitos. Em 2014, eram 39%. Nossa sorte é que 56% ainda preferem a democracia sobre qualquer outra forma de governo. Significa que temos chance de recuperar a confiança em nossa democracia, mas pouco tempo. Em 2014, os que preferem a democracia eram 64%. O ponto frágil da democracia, para os brasileiros, é o Legislativo: 77% desaprovam seu desempenho. Mas 40% confiam na Justiça. O que mais ameaça a confiança na democracia é a corrupção. É ela que leva quase 48% a admitirem a hipótese de intervenção militar no governo. Há um problema de representatividade do Congresso e dos partidos que terá que ser enfrentado. Mas a resiliência da democracia depende, no curto prazo, de ações efetivas contra a corrupção e a impunidade”.

 

Tecnologia vira arma na mão de traficantes

Drones são usados por bandidos para monitorar os passos da polícia e de facções rivais

Por Rafael Galdo / Vera Araújo Publicado Em 25/06/2018 - 05h17 E Atualizado 05h29

RIO - Com o avanço e a popularização dos drones, a guerra do Rio chegou aos céus. E a tecnologia virou arma nas mãos dos bandidos para monitorar os passos da polícia e de facções rivais. São os novos “olheiros” do tráfico em favelas conflagradas como a Serrinha e Vigário Geral. Para o bem, no entanto, eles têm se tornado aliados indispensáveis de agentes públicos e privados de segurança. Nessa corrida, quem fica para trás são as polícias Civil e Militar fluminenses, sem investimentos na área. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) é hoje a única unidade especializada da PM que opera essas aeronaves não tripuladas — que há mais de uma década ganharam os ares em guerras como as do Iraque e do Afeganistão. Mas elas já apoiam ações das Forças Armadas, reforçam a vigilância em eventos como o Rock in Rio e são usadas na guarda de indústrias, centros de distribuição e até de condomínios residenciais.

Do lado da criminalidade carioca, o chefe do tráfico na Serrinha, Walace de Brito Trindade, o Lacosta, foi um dos primeiros a adotá-las. Atual comandante do 41º BPM (Irajá), o tenente-coronel Maurílio Nunes conta que, há aproximadamente dois anos, quando era do Bope, foi apreendido um controle de drone na favela de Madureira. Na época, diz ele, um dos presos na ação relatou que a quadrilha tinha três aeronaves para vigiar a polícia e os inimigos.

Já no mês passado, a imagem de um drone sobrevoando o Parque das Missões, em Duque de Caxias, chamou a atenção. O veículo aéreo não-tripulado (Vant, como também são conhecidos) seria de Álvaro Malaquias, o Peixão, chefe do tráfico de Parada de Lucas, Vigário Geral e Cidade Alta. Apesar da constatação, a Polícia Civil informou que não abriu inquérito para investigar o caso, pois não tinha como provar de quem era o drone. O assunto é novo até para os investigadores.

— O problema é que temos a informação, mas falta a materialização — comentou um delegado, que pediu para não ser identificado.

ImagemAté por isso, na lista de tecnologias de ponta que precisam ser empregadas na polícia, especialistas na área de segurança põem os drones entre os prioritários. Para Wanderley de Abreu, da Storm Security, além do uso dos Vants, os agentes precisam ser capazes também de bloquear o sinal ou até sequestrar as aeronaves dos bandidos.

— Isso é muito comum nas ações militares americanas. É o “hijacking” de drones, ou seja, o sequestro deles. É possível “roubar” o controle dos aparelhos que estiverem voando. Além disso, nos Estados Unidos há aparelhos que fazem o drone inimigo pousar — explica Abreu. — A tecnologia é fundamental para o combate a qualquer tipo de delito, desde um roubo de carro até crimes de colarinho branco. A polícia tem que se preparar.

Na segurança privada no Brasil, é crescente o uso tanto dos drones quanto dos antidrones, ressalta Bruno Jouan, diretor da SegurPro, braço da empresa Prosegur. Ele explica que o sistema para impedir o sobrevoo de drones cria uma espécie de barreira eletromagnética, usada no Rio por empresas que precisam garantir segurança industrial e da informação. Já as aeronaves da empresa estão presentes nos serviços prestados a clientes na capital e em Macaé.

— Com visão aérea e móvel, conseguimos ter um espectro de vigilância maior e ganhamos agilidade. Usamos os drones no Rock in Rio. Com câmeras térmicas, pudemos enxergar à distância uma lancha com pessoas que tentariam pular as cercas e invadir o evento. Enviamos uma equipe para o local, que conseguiu interceptá-las — diz Bruno. — Mas também já sofremos com uma experiência ruim relacionada aos drones, usados por bandidos para monitorar uma base nossa que eles explodiram no Paraguai.

Entre os usos, o combate ao roubo de cargas

As possibilidades de utilização são muitas. Na Zona Norte, um condomínio tem utilizado os Vants para monitorar a mata vizinha e checar possíveis ocupações irregulares. As informações serão enviadas à prefeitura. Os bombeiros já usam os drones em salvamentos na orla e em buscas nos trechos de difícil acesso. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) os utiliza para coibir o desmatamento, incluindo áreas controladas pelas milícias. E o prefeito Marcelo Crivella lançou recentemente o projeto Sentinela Carioca, com drones para fiscalizar e dar apoio à PM.

Já em Duque de Caxias, na Baixada, a empresa de monitoramento FJ firmou parcerias para o combate ao roubo de cargas. Os caminhões têm rastreadores que travam os veículos na iminência de um perigo. Mas, se mesmo assim eles forem roubados e levados para as favelas, em pelo menos 20% dos casos os drones entram em cena.

— É o nosso último recurso. De um ponto seguro, levantamos voo para conseguirmos informações sobre onde a carreta e a carga estão. Mapeamos, por exemplo, possíveis acessos e qual a situação no entorno. E enviamos essa informação a nossas equipes e à polícia — diz Pablo Ferreira, assessor de segurança da empresa, contando que, em uma dessas ações, já teve um drone alvejado pelos ladrões.

Diretor de outra empresa, Alexandre Lopes, da Drone Visual, ressalta que, atualmente, softwares permitem que os drones façam rotas autônomas, controlando, por exemplo, quanto tempo eles param num determinado ponto, ou a que altura devem sobrevoar. Assim, diz ele, os Vants são usados em fazendas e até para a inspeção de redes elétricas, como faz a distribuidora de energia Enel, no Rio. E permite também que sejam usados em indústrias que ocupam grandes áreas, como uma companhia siderúrgica na Zona Oeste.

— Hoje, temos uma escola de drones, para formação de pilotos, porque faltam profissionais qualificados no mercado — diz Alexandre.

Mas há diferenças entre as aeronaves comerciais e as utilizadas pelas Forças Armadas. Os drones militares vão a até dois mil metros de altura, tornando-se apenas um ponto no céu. Os Vants mais modernos não só oferecem câmeras com qualidade profissional para fazer fotos e vídeos como transmitem tudo ao vivo para centrais remotas.

Desde 2005, a empresa FT Sistemas, de São José dos Campos, em São Paulo, desenvolve Vants com a Defesa brasileira, já utilizados pelo Exército e pela Marinha no Rio. Presidente da FT, Nei Brasil lembra que essas aeronaves, além de chegarem a distâncias maiores e terem mais autonomia de voo, possuem sensores que permitem que elas sejam operadas à noite e em condições de muita nebulosidade. E a robustez do sistema em ambientes eletromagnéticos hostis o torna imune aos sistemas antidrone. E, por isso, são controlados, com certificações da Defesa.

— Há uma superioridade dos drones militares em relação aos comerciais, encontrados com os bandidos — diz Nei. — Os Vants militares são usados no suporte a missões em comunidades, fazendo reconhecimento de áreas pré e pós-operações. Lançou-se mão deles ainda nas eleições. Já nos Jogos de 2016 havia medidas de proteção eletromagnética no Rio. Mas nossos Vants operavam em frequência específica e, por isso, podiam voar — diz.

Segundo Nei, várias forças policiais do país têm demonstrado interesse pelo sistema. Ele, no entanto, não especifica de quais estados.

— Não basta a simples compra de um aparato. É preciso construir uma doutrina de uso dos Vants, como fizeram o Exército e a Marinha. É necessário ainda estruturar um novo esquadrão e treiná-lo. Esse é um desafio orçamentário, principalmente em tempos de redução de receitas — ressalta Nei.

Oportunidades desperdiçadas

Para o especialista em segurança Vinicius Cavalcante, o Rio teve a chance de investir nesse tipo de tecnologia com as verbas destinadas à Copa e à Olimpíada. Mas, segundo ele, os recursos não foram empregados adequadamente. Enquanto isso, diz Cavalcante, os bandidos fazem o que ele chama de “guerrilha intuitiva”.

— A ideia dos traficantes, que tem dinheiro à beça, é comprar o que está na moda. A gente permitiu que criminosos tivessem um armamento militar moderno, quando não fomos eficientes no controle da entrada de armas no estado. Hoje, traficantes têm fuzis de última geração. Ele vai roubar carrocinha de cachorro-quente de fuzil — diz Cavalcante. — Além disso, se a capacidade de interferir eletronicamente em transmissões de rádio e telefonia celular já eram úteis e desejáveis nas ocorrências de retomadas de reféns com uso de artefatos e explosivos, com a criminalidade empregando os drones, é importante dotar as forças de segurança de capacidade própria de guerra eletrônica, antes associada apenas às forças militares.

A Polícia Civil informou que não fala sobre equipamentos de tecnologia da corporação. Desde o ano passado, está em vigor uma nova regulamentação da Anac sobre o uso dos drones. A legislação brasileira permite que os Vants com até 25 quilos cheguem a uma altura de até 120 metros de altura (não é considerado espaço aéreo). Acima de 25 quilos, é preciso ter o certificado aeronáutico de veículo experimental.

 

Moradores cobram chefe da Polícia Civil por ações na Maré

Além de associações, Anistia e Defensoria se reunirão com delegado

Por Caio Barretto Briso Publicado Em 25/06/2018 - 05h24

RIO - Movimentos sociais e associações de moradores da Maré vão se reunir hoje com o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para pedir esclarecimentos sobre as operações no complexo e cobrar transparência nas ações. Segundo Eliana Souza Silva, diretora da Redes da Maré, “os moradores estão vivendo em estado de terror” desde que a polícia passou a usar helicópteros também para atirar, e não apenas para passar informações operacionais a equipes em solo. Pelo menos cem tiros foram disparados da aeronave, segundo moradores, que registraram na internet as marcas de bala no chão.

O encontro também terá a presença da Anistia Internacional, do Observatório de Favelas e da Defensoria Pública, que, na semana passada, teve indeferido na Justiça um pedido de liminar para proibir a presença de atiradores nos helicópteros — o órgão vai recorrer da decisão. O delegado também será questionado sobre a morte de seis suspeitos no mesmo dia em que foi morto o estudante Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos. A ação, que teve apoio do Exército, seria para encontrar traficantes envolvidos na morte, em Acari, do inspetor Ellery de Ramos Lemos, que chefiava as investigações da Delegacia de Combate às Drogas. Mas O GLOBO apurou que os mortos eram do Complexo do Caju.

Moradores da Maré afirmam que eles teriam sido executados pelos policiais. Cinco deles estariam no segundo andar de uma casa. Segundo vizinhos, os corpos foram jogados pela janela, quando os suspeitos já estavam mortos, antes de serem levados pelos policiais para o Hospital Geral de Bonsucesso. O sexto suspeito estaria dormindo em outra casa quando foi abordado. Questionada sobre a denúncia, através de sua assessoria, a Polícia Civil respondeu que não iria se pronunciar. Os nomes dos seis suspeitos não foram revelados. Em nota divulgada na sexta-feira, a corporação informou que um dos mortos era chefe do tráfico no Caju, e outro estava com uma tornozeleira eletrônica. Com a quadrilha, disse a nota, foram apreendidos fuzis, pistolas e granadas.

— Pedimos essa reunião no dia da morte do Marcos Vinícius. Queremos entender o sentido dessas operações. Na semana anterior já tivemos o uso do helicóptero como plataforma de tiros. Estamos em uma região com alta densidade populacional, somos 140 mil pessoas em 4,5 quilômetros quadrados — disse Eliana.

Segundo ela, será questionada a maneira como as operações vêm sendo planejadas:

— Tivemos sete mortes em um dia e nenhuma ideia de como a ação serviu para solucionar o caso do policial assassinado. Ninguém nega que há grupos armados aqui, mas as armas não são fabricadas na Maré. Será que o estado está enfrentando o problema da forma correta?

 

PORTAL UOL


Mortes violentas e roubos aumentam em área laboratório da intervenção no Rio


Luis Kawaguti - Do Uol, No Rio Publicado Em 25/06/2018 - 04h

Os índices de roubos, furtos, mortes violentas e apreensões de drogas cresceram entre os meses de fevereiro e maio na região da zona oeste do Rio de Janeiro considerada pela equipe de intervenção federal um "laboratório" das ações de segurança pública no estado. A área engloba a favela da Vila Kennedy e ao menos dez bairros sob responsabilidade do 14º Batalhão da Polícia Militar.

Em 23 de fevereiro, a intervenção iniciou nessa região uma série de operações com militares das Forças Armadas. Especificamente na favela da Vila Kennedy, a presença militar foi permanente. Em paralelo, os policiais do 14º Batalhão receberam treinamento, equipamentos e foram reorganizados. A região voltou inteiramente à responsabilidade da PM em 15 de maio.

Segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), os roubos registrados na área subiram de 1.083 casos em fevereiro para 1.128 em maio (alta de 4%), os furtos foram de 304 para 373 casos no mesmo período (22%) e as mortes violentas subiram de 21 para 23 casos (o índice envolve homicídios e mortes por intervenção policial).

Esses aumentos foram na contramão da expectativa de moradores, que esperavam uma redução da criminalidade com a presença das tropas federais.

"Houve uma modificação estrutural [no 14º Batalhão da PM]. Esperamos que os resultados apareçam nos próximos meses. As Forças Armadas estavam ocupando o espaço para a PM ser treinada, as Forças Armadas são uma ação emergencial, os militares não podem ser empregados continuamente", justificou o major Ivan Blaz, porta-voz da Polícia Militar.

Moradores ouvidos pelo UOL dizem que, até o momento, não perceberam melhora na sensação de segurança. Um deles, que mora e trabalha na Vila Kennedy há seis anos, afirmou que se sente enganado pelo governo.

"Mentiram quando disseram que seríamos uma comunidade modelo. Modelo só se for de filme de terror. Fizeram nosso sofrimento de palanque político", disse ele. Esse mesmo morador, que prefere não ser identificado, relatou que registros de tiros são frequentes na comunidade. "Não me lembro um dia que não tenha tiro."

Outro morador, também preservado pela reportagem por temer represália, criticou a política de segurança e afirmou que o Exército não desenvolveu estratégia diferente da até então adotada pela Polícia Militar. "Nunca existiu um policiamento efetivo. Em diversos pontos da comunidade. A polícia fica em pontos específicos. Quando precisa de uma ação mais eficaz, chamam o caveirão [espécie de tanque das forças de segurança]."

Outro objetivo na área "laboratório", segundo Blaz, era enfraquecer o crime organizado. Ele enumerou efeitos de ações militares não medidas diretamente pelas estatísticas criminais, como entrada em áreas em que a PM tinha dificuldade de acessar e destruição de barricadas.

As estatísticas do ISP mostram ainda que as apreensões de drogas cresceram de 31 casos em fevereiro para 51 em maio (alta de 64%). A polícia diz que isso seria fruto da intensificação do combate ao Comando Vermelho, que controla o tráfico na região.

Reestruturação da UPP

Uma das principais modificações estruturais feitas na PM da região foi a dissolução das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy e do Batan. Os policiais que trabalhavam nelas haviam sido treinados apenas para fazer policiamento comunitário. Com a mudança, eles foram preparados pelo Exército para o patrulhamento de rua e integrados ao 14º Batalhão da PM.

A unidade também recebeu policiais de outros batalhões, carros novos e as armas que estavam quebradas foram consertadas pelo Exército.

A antropóloga Alba Zaluar, professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), disse ao UOL que é preciso saber que tipo de treinamento os policiais receberam.

"O treinamento do Exército não é para ser policial, é para fazer guerra contra o inimigo. Mas, por outro lado, o Exército teve experiências de fazer a paz no Haiti e na África, construindo politicamente a paz e ouvindo o outro lado. Temos que saber até que ponto os interventores estão comprometidos com o projeto de paz", disse ela.

Segundo a intervenção, os policiais receberam treinamento voltado para atirar e se movimentar melhor em operações com o objetivo de evitar ferir inocentes. A integração das UPPs ao batalhão também não significa que os policiais deixaram de estar presentes nas favelas, de acordo com a intervenção. A mudança visou também corrigir um problema na cadeia de comando, no qual três comandantes atuavam na mesma área, mas se reportando a chefias diferentes.

O mesmo tipo de mudanças estão ocorrendo também no 15º Batalhão (Duque de Caxias, na Baixada Fluminense) e no 18º (Cidade de Deus e Praça Seca, na zona oeste).

Migração da criminalidade

Os dados do ISP indicam que pode ter ocorrido uma migração nas modalidades de crime na região da Vila Kennedy, segundo Alba Zaluar.

Uma explicação para a alta de roubos e furtos, segundo a especialista em segurança, pode ser uma maior repressão ao tráfico de drogas que teria feito criminosos buscarem outras formas de obter recursos.

"Mesmo com a presença das Forças Armadas, sempre há ruas que ficam desertas e os ladrões podem atuar", disse. Alba afirmou, porém, que isso é uma hipótese, pois ela não realizou um estudo detalhado sobre a região.

Os dados mostram também altas nos números de roubos a transeuntes (36%), cargas (43%) e assaltos em ônibus (25%) entre fevereiro e maio.

Enquanto isso, caíram os roubos a estabelecimentos comerciais (-55%) e de veículos (-27%). Para a antropóloga, essa variação também pode ser reflexo da presença ostensiva das tropas na região.

Questionada pelo UOL sobre os dados da região do 14º Batalhão da PM, a pesquisadora Ilona Szabó, diretora-executiva do Instituto Igarapé afirmou que as comparações pontuais de crimes nessa região não permitem afirmar tendências.

Criminalidade no RJ

O Gabinete de Intervenção Federal focou esforços em seus primeiros meses de atuação no combate ao roubo de veículos, por acreditar que os carros roubados eram usados em outras modalidades de crime e aumentavam a incidência de latrocínios.

No período de intervenção, o índice de roubos de veículos caiu de 4.972 casos em fevereiro para 4.382 em maio (-11%) no estado. No mesmo intervalo, os casos de latrocínio caíram de 21 para 13.

Por outro lado, os homicídios decorrentes de ação policial subiram no estado de 100 casos em fevereiro para 142 em maio, enquanto as mortes violentas foram de 561 para 576, no mesmo período.

Colaboração para o UOL de Marcela lemos, no Rio

 

REVISTA ÉPOCA


Cabo Daciolo, o pastor presidenciável que promete expulsar o demônio do Planalto

Aos 42 anos, ele integra uma geração de parlamentares que esnoba os meios oficiais de comunicação. Sua tribuna é o Facebook

Bernardo Mello Franco Publicado Em 22/06/2018 - 15h24 E Atualizado 15h45

ImagemNuma quinta-feira de março, o deputado Cabo Daciolo subiu à tribuna com uma Bíblia na mão e uma ideia na cabeça. Depois de quatro anos na Câmara, o dublê de bombeiro e pastor evangélico decidiu concorrer ao Planalto. “Acredito ter um plano de nação para a colônia brasileira”, anunciou, em tom solene. O novo presidenciável não quis se dirigir aos poucos colegas no plenário. Falou diretamente com quem considera seu inimigo, sem intermediários. “Satanás, tu perdeste esta batalha! Saia do Congresso Nacional e saia da nação brasileira, em nome do Senhor Jesus Cristo!”, vociferou.

Benevenuto Daciolo quer expulsar o demônio da Praça dos Três Poderes. Filho de um coronel da Aeronáutica e criado na Zona Norte do Rio de Janeiro, ele diz que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e precisa de alguém para salvar o governo das mãos do maligno. “Por isso, nós somos o próximo presidente. Nossa vitória está selada”, profetizou, falando de si no plural.

O deputado só participou de uma campanha, mas já está no terceiro partido político. Foi eleito pelo PSOL, que o expulsou no quarto mês de mandato. Depois passou pelo PTdoB, que mudou o nome para Avante. Agora está no antigo PEN, rebatizado de Patriota. O culpado pela última mudança foi Jair Bolsonaro. O líder das pesquisas prometeu se filiar à legenda nanica, mas desistiu na última hora. Abandonada pelo capitão, a sigla decidiu abrir as portas para o cabo.

“Também sou um patriota. Prego o nacionalismo, o civismo”, disse. Ele empunha outras bandeiras do favorito da extrema-direita, como a cruzada contra as urnas eletrônicas, mas nega ser um clone do rival. “Para o Bolsonaro, bandido bom é bandido morto. Para mim, bandido bom é bandido lavado e remido no sangue do Senhor Jesus”, diferenciou-se.

O cabo se lançou na política em 2011, ao liderar a greve dos bombeiros no Rio. Perdeu o cargo e ficou nove dias preso em Bangu. Mais tarde, foi anistiado e recebido por Sérgio Cabral. “Ele tinha 80% de aprovação. Depois de nosso movimento, caiu para 20%”, contou. O discurso é duplamente exagerado. O então governador foi mais atingido pelas manifestações de 2013 que pelo motim, e o tombo em sua popularidade foi de 55% para 25%, segundo o Datafolha.

O PSOL convidou Daciolo a se candidatar a deputado federal. Eleito com 49 mil votos, ele começou a brigar com a sigla antes da posse. Os socialistas se alarmaram quando o bombeiro postou um selfie com Bolsonaro. Depois entraram em choque quando ele defendeu a libertação dos PMs condenados no caso Amarildo. Surtaram de vez quando propôs mudar o Artigo 1º da Constituição. Daciolo queria substituir a frase “todo o poder emana do povo” por “todo o poder emana de Deus”.

“Isso colidiu com um ponto fundamental do PSOL, a defesa do Estado laico”, disse Chico Alencar, líder do partido de esquerda na Câmara. “Nas reuniões da bancada, ele dizia ter visões, revelações religiosas. Não havia racionalidade que o segurasse”, contou o deputado. O diretório da sigla aprovou a expulsão do bombeiro por 53 votos a 1.

A produção legislativa de Daciolo se divide em dois tipos de projeto: os que defendem interesses dos militares e os que tentam transformar o Brasil numa teocracia. Depois de propor a mudança na Constituição, ele quis incluir o estudo da Bíblia como disciplina obrigatória no ensino fundamental e médio. Na semana passada, propôs criar a Semana Nacional de Adoração a Deus, a ser celebrada nos primeiros sete dias do ano.

O deputado havia acabado de protocolar a proposta quando encontrou a equipe de ÉPOCA no cafezinho da Câmara. Isolado num canto do balcão, ele admitiu que não fez amigos na Casa. “Eles brigam no plenário e depois se juntam aqui. Ficam enganando o povo. Tá repreendido”, criticou, usando um de seus bordões. “Minha maior decepção foi a bancada evangélica. A grande maioria fechou com o Michel Temer”, disse.

O presidente conheceu a ira santa do bombeiro em novembro de 2016. Num pronunciamento enfezado, Daciolo disse portar uma mensagem de Deus para o emedebista. “Abandone a maçonaria! Abandone o satanismo! Arrependa-se dos seus pecados e venha correndo para Cristo!”, conclamou. Há cinco meses, Temer definiu os boatos que o associam ao Lúcifer como “uma coisa brutal”. “Logo eu, que sou religioso e vou à missa desde os 7 anos de idade...”, reclamou, em entrevista ao colunista social Amaury Jr.

Se a relação de Daciolo com os outros deputados é difícil, o mesmo não pode ser dito sobre os servidores terceirizados da Câmara. Faxineiras, garçons e ascensoristas evangélicos demonstram entusiasmo ao encontrá-lo. Ao identificar um companheiro de fé, ele interrompe o que estiver fazendo para distribuir bênçãos e cumprimentos.

“Você vai ser o próximo presidente!”, bradou a pastora Suellen Ramos, da igreja Ministério Nova Visão, ao esbarrar com o deputado num hall de elevadores. O encontro se transformou imediatamente numa roda de oração. “O Brasil precisa de um homem de Deus, que não tenha vergonha do Evangelho”, disse ela, depois de garantir um selfie com o presidenciável.

No gabinete, Daciolo era esperado por mais oito pastores. A pequena sala é decorada com um cajado que ele diz usar em caminhadas místicas. Na quarta-feira dia 13, a atmosfera era de fervor religioso. Todos clamaram juntos, e o deputado fez expressões de dor ao entoar os louvores. Num breve momento em que ele deixou o recinto, uma pastora pegou minha mão e tentou me convencer a “aceitar Jesus”. Ela contou que pesca almas perto da rodoviária de Brasília, numa área que mistura lojas populares, sindicatos, inferninhos e igrejas neopentecostais.

O bombeiro disse que se converteu há 14 anos. “Eu bebia muito, era mulherengo”, contou. Ele já frequentou a igreja Bola de Neve, que foi criada por um surfista e tem altares em forma de prancha. Hoje pertence à Assembleia de Deus, mas disse não fazer proselitismo para nenhuma denominação.

Aos 42 anos, Daciolo integra uma geração de parlamentares que esnoba os meios oficiais de comunicação, como a TV Câmara e a Voz do Brasil. Sua tribuna é o Facebook, onde ele tem 196 mil seguidores. No início de junho, o deputado assumiu a liderança do ranking de influência digital feito pela agência FSB. Impulsionado por vídeos de apoio à greve dos caminhoneiros, ele ultrapassou Bolsonaro numa lista que compara a atuação dos 513 deputados nas redes sociais. “Em uma semana, tivemos seis vídeos com mais de 1 milhão de visualizações. Quem faz isso não sou eu, é Deus. Um rega, o outro planta”, comemorou.

Ao festejar os números, Daciolo já estava ao volante do carro rumo ao próximo “live”. Ele fez mistério sobre o local da transmissão. Sem informar o destino, dirigiu por mais de uma hora até parar em Valparaíso de Goiás, no entorno de Brasília. Estacionou em frente a uma loja de departamentos da Havan. A cadeia enfeita suas filiais com réplicas imensas da Estátua da Liberdade. Daciolo explicou que foi até lá para denunciar um plano de dominação americana do Brasil. “Eles estão colocando isso em todo o território nacional”, disse, apontando para a imagem. “Vai ser destruída uma por uma”, prometeu.

Apesar de apoiar o mandato nas redes sociais, o deputado não tem smartphone. Usa um celular LG, velho e arranhado, que só serve para fazer e receber ligações. Um assessor é quem filma os discursos, transmitidos ao vivo na rede social. Além do imperialismo americano, Daciolo pretende combater a maçonaria. Ele diz que a irmandade manda no Brasil desde o tempo de José Bonifácio, o Patriarca da Independência.

“Escute aí, você que está envolvido com maçonaria. Vai mudar em nome de Jesus”, disse. “Tá repreendido adorar bode? Tá repreendido. Deus não tá em nada oculto”, continuou. O bombeiro desafiou os maçons para um encontro no Maracanã. “Você vai ficar enfermo e vai ter sete dias para aceitar o Senhor. Caso contrário, ele vai te levar. Tu vai descer à sepultura”, amaldiçoou.

Segundo Daciolo, o Pai em pessoa o encarregou do falatório, quando ele voava do Rio para Brasília. “Tava no avião, e Deus falou: ‘Meu filho, é hoje. Vai lá e fala isso para eles’. Agora este vídeo tem de chegar à nação, porque a nação vai ser libertada”, pediu.

Na tribuna ou no Facebook, todo discurso do deputado começa com “Glória a Deus” e termina com as palavras de ordem “Juntos somos fortes, nenhum passo daremos atrás e Deus está no controle”. Entre uma coisa e outra, ele pode recitar um trecho da Bíblia, exaltar as virtudes do nióbio ou elaborar uma teoria conspiratória. O deputado gosta de repetir que Brasília seria uma réplica de Akhetaton, cidade do Antigo Egito abandonada há 3.300 anos. “Akhetaton foi construída em quatro anos, e o faraó morreu 16 anos depois. Brasília foi construída em quatro anos, e o Juscelino Kubitschek morreu 16 anos depois”, comparou.

O bombeiro disse se inspirar em Enéas Carneiro, fundador do Prona. Em 1994, o médico recebeu 4,6 milhões de votos e ficou em terceiro lugar na corrida presidencial, superando políticos conhecidos como Orestes Quércia e Leonel Brizola. “Doutor Enéas era um exemplo para a nação. O poder o tachou como um louco, mas ele sabia da verdade”, afirmou.

Ele sabe que a pecha também o persegue, mas disse não se importar. “Todo mundo fala: ‘Daciolo, você está louco’. Para os homens, a minha chance é menor que 0,001%. Mas para Deus, é 100%”, afirmou. “Ainda não me botaram em nenhuma pesquisa, mas não vou desistir. Tá repreendido desistir!”, exaltou-se.

O presidente do Patriota, Adilson Barroso, também jurou que a candidatura do bombeiro é para valer. “O Daciolo está na mídia, vai ajudar o partido. O povo quer um candidato nessa linha. Hoje em dia, infelizmente, quem não for polêmico não aparece. Mas ele não tem nada de maluco.”

 

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Vice dos EUA encontra-se com presidente


Por Carla Araújo | De Brasília Publidado Em 25/06/2018 - 05h

O presidente Michel Temer e o vice-presidente americano Mike Pence se encontrarão amanhã em Brasília e na mesa de negociações há tratativas em diversas áreas, com foco para acordos espaciais e troca de informações para a segurança. Além disso, na primeira visita de uma alta autoridade do governo de Donald Trump no Brasil, segundo fontes consultadas pelo Valor, Temer vai externar a preocupação com a detenção de crianças brasileiras em abrigos dos Estados Unidos, por conta da política "tolerância zero" contra imigrantes ilegais.

Segundo um auxiliar do presidente, Temer não contestará a lei americana, mas irá salientar a apreensão com a situação de cidadãos brasileiros e abordará a questão sob o âmbito geral do compromisso internacional dos Direitos Humanos. A avaliação é que Temer não pode deixar de tocar no assunto devido ao impacto que ele tem para sociedade como um todo, além das famílias afetadas.

Em nota oficial no dia 20, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro acompanhava "com muita preocupação o aumento de casos de menores brasileiros separados de seus pais ou responsáveis que se encontram sob custódia em abrigos nos Estados Unidos, o que configura uma prática cruel e em clara dissonância com instrumentos internacionais de proteção aos direitos da criança".

Depois de passar o dia em Brasília, Pence vai a Manaus (AM) na quarta-feira para visitar um centro de acolhimento de imigrantes venezuelanos. O vice-presidente porém não conhecerá os abrigos que foram recentemente visitados por Temer em Roraima e que têm a coordenação do governo federal.

Fontes envolvidas na visita do vice americano ao Brasil destacam que Temer e Pence devem destacar o acordo "céus abertos", aprovado em março pelo Senado, e que permite o direito das partes de sobrevoar o território do outro país sem pousar, bem como o direito de fazer escalas para fins não comerciais.

Assinado em 2011 pelos ex-presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, o acordo também prevê a abertura ou encerramento de novas rotas entre os dois países de forma livre. A expectativa do governo brasileiro é que o acordo ajude a baratear custos de deslocamentos e tenha efeito para o setor privado e para a sociedade civil.

O interesse de Pence por assunto espaciais - ele é diretor do Conselho Nacional do Espaço - também deve fazer avançar um novo acordo de salvaguardas tecnológicas para que a base de Alcântara (MA) seja usada plenamente. Segundo uma fonte, além da disposição de Pence, há por parte das autoridades brasileiras o interesse em dar apoio político para as negociações técnicas na base de Alcântara.

O encontro entre Temer e Pence vai abordar ainda outros itens da "agenda de 10 pontos" já apresentada pelo chanceler Aloysio Nunes às autoridades americanas. Além de facilitação de comércio e convergência regulatória, a agenda apresentada pelo Itamaraty prevê acordos nas áreas de infraestrutura, energia, defesa, saúde, agricultura e aviação.

A negociação entre a Embraer e a empresa americana Boeing não deve entrar na pauta oficial, porque apesar de o governo brasileiro ter participação no acordo que está sendo desenhado a avaliação é de que a decisão por parte dos Estados Unidos é mais empresarial.

Na agenda de 10 pontos a ideia é progredir também na área de segurança por meio de acordos de cooperações ente instituições como a Polícia Federal e o FBI. O foco na troca de informações é para aprimorar o combate ao crime organizado, lavagem de dinheiro e tráfico. "Essa agenda é uma prioridade dos dois países", afirma uma fonte.

Auxiliares do presidente minimizam a ausência de um encontro oficial entre Temer e o presidente Trump e salientam que o americano ainda não visitou a América Latina desde que assumiu o cargo. Provavelmente o novo encontro entre os dois chefes de Estado deve acontecer em setembro durante Assembleia da ONU, em Nova York. No ano passado, Trump recebeu Temer e outros chefes de Estado para um jantar em Nova York.

 

PORTAL G1


Maduro pede a militares venezuelanos que se unam contra "traição"

Presidente denunciou suposto complô da Colômbia para derrubar governo. Discurso foi feito nas comemorações do Dia do Exército.

Por France Presse Publicado Em 24/06/2018 - 15h56

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu neste domingo (24) aos militares que se unam contra a "traição", ao denunciar um suposto complô da Colômbia para dividir as Forças Armadas e propiciar sua queda.

"Alerta, Exército!, Alerta, Forças Armadas! A fechar fileiras de joelho na terra na combate contra a traição, em combate contra a oligarquia", pediu Maduro durante um ato para comemorar o dia do Exército.

O presidente afirmou que setores colombianos conspiram para ver "dividida e confrontada" a Força Armada venezuelana por "inveja e ódio".

"Que ninguém se deixe enganar pelos cantos de traição que soam de Bogotá. Quadro fechado, união cívico-militar, é muita história que defendemos", ressaltou Maduro antes de um desfile no estado de Carabobo (norte) do qual participaram cerca de 15 mil efetivos.

Os pedidos de lealdade feitos Maduro às Forças Armadas são recorrentes e, segundo analistas, como principal sustentáculo de seu governo.

 

Equipe retira avião de pequeno porte que caiu no mar de Fortaleza

Piloto tentou pouso forçado na Beira Mar durante voo de instrução neste sábado (23).

Por G1 Ce Publicado Em 24/06/2018 - 11h04

Uma equipe retirou na manhã deste domingo (24) o avião de pequeno porte que caiu na Praia de Iracema Fortaleza, em Fortaleza, na tarde deste sábado (23). O veículo está atolado na beira do mar, e a tentativa de resgate foi iniciada por volta das 10h, após a maré baixar. O piloto, de 69 sofreu ferimentos e foi levado a um hospital.

A equipe utilizou um trator e teve dificuldade para retirar o avião do local. Após várias tentativas, os técnicos destruíram parte da aeronave, removendo asas, hélice, caudas e portas; em seguida, puxaram o monomotor com o trator.

O avião caiu na Avenida Beira Mar, em frente ao Mercado dos Peixes, após o piloto quase colidir com o hotel Gran Marquise. O piloto conseguiu se desviar do prédio e tentou fazer um pouso forçado, caindo no mar.

ImagemNa aeronave, um monomotor, estava apenas o piloto Clóvis Sérgio, de 68 anos, conhecido como Cocó. Durante o voo, perdeu o controle da aeronave mas, com perícia, conseguiu "desviar" do hotel e das instalações do mercado, fazendo um pouso forçado no mar, perto da faixa de areia. Os banhistas ajudaram a desvirar o aeronave e puxar para a areia.

Ainda não há informações se o que ocorreu foi uma pane seca – falta de combustível – ou algum problema mecânico. O piloto foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros - com um corte no pé e na boca - e passa bem.

Uma investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estava prevista para ocorrer neste domingo (24), mas o órgão não confirmou se análise está mantida e servidores tentam retirar o veículo sem que a perícia estivesse no local do acidente.

Para que não fosse arrastado pela maré, que está subindo, um grupo de pescadores prendeu três âncoras e amarrou a aeronave, que precisa estar no local para não comprometer a investigação.

 

Avião monomotor cai em lago de Parauapebas, no PA, e fica destruído; piloto e passageiro sobrevivem

Depois que se recuperou do susto, o piloto, empresário da cidade e dono do avião, acionou um guincho na tarde deste domingo para retirar a aeronave submersa. Apesar de ter caído na água, o monomotor ficou completamente destruído.

Por G1 Pa, Belém Publicado Em 24/06/2018 - 19h05

Um avião de pequeno porte foi retirado pelo dono do fundo de um lago em Parauapebas, no sudeste do estado, na tarde deste domingo (24) depois de cair na tarde deste sábado (23). O próprio dono, um empresário da cidade, pilotava o monomotor junto com um outro passageiro, mas os dois não tiveram ferimentos graves. O empresário acionou um guincho na tarde deste domingo para retirar a aeronave submersa.

Apesar de ter caído na água, a aeronave ficou totalmente danificada. O lago fica na entrada de Parauapebas e é bastante frequentado por banhistas, principalmente aos domingos. Pessoas que estavam próximo ao lago na hora do acidente ajudaram a socorrer o piloto e o passageiro, que tiveram apenas escoriações pelo corpo e foram levados para uma UPA que fica próximo ao local.

Um morador registrou com o celular o momento em que as vítimas ainda estavam na água. Ele chegou a narrar o que via: “gente, acabou de acontecer um acidente aqui no lago. Um avião foi dar um rasante aqui e não deu conta e caiu dentro do lago. Olha os dois rapaz lá e o avião lá submerso”.

Ainda não se sabe se o que ocasionou a queda foi uma pane no motor ou uma falha humana. A Força Aérea Brasileira informou que Investigadores do Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA I), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), realizarão a Investigação da ocorrência envolvendo a aeronave modelo Conquest 180, ocorrida no sábado (23), em Parauapebas.

Veja o vídeo: g1.globo.com/pa/para/noticia/aviao-monomotor-cai-em-lago-de-parauapebas-no-pa-e-fica-destruido-piloto-e-passageiro-passam-bem.ghtml

 

OUTRAS MÍDIAS


PODER AÉREO - AEL Sistemas participa da RIDEX – Rio International Defense Exhibition

Entre os produtos apresentados no evento estará o WAD, display panorâmico que compõe o novo Gripen da Força Aérea Brasileira

Publicado Em 24/06/2018

ImagemA AEL Sistemas participa da edição 2018 da Rio International Defense Exhibition (RIDEX) e da Mostra da Base Industrial de Defesa do Brasil (BID Brasil), que acontecem entre os dias 27 e 29 de junho, no Rio de Janeiro. A companhia irá apresentar seus produtos e serviços para as Forças Armadas, além de interagir com clientes em busca de soluções inovadoras que atendam as necessidades do mercado.

“Participar da RIDEX é uma oportunidade para demonstrarmos nossas capacidades e podermos, junto aos nossos clientes, entender e contribuir com os desafios e as necessidades de tecnologias militares para a área de defesa e segurança”, afirma Sergio Horta, presidente da AEL Sistemas.

O objetivo da AEL é demonstrar e reforçar a capacitação da indústria brasileira de desenvolvimento de tecnologia em sistemas eletrônicos militares e espaciais para defesa e segurança. Nesse sentido, a companhia irá expor equipamentos como o WAD (Wide Area Display), que é parte do cockpit de última geração do novo caçada Força Aérea Brasileira – Gripen – e a principal fonte visual para interação com o ambiente operacional e tático. O display panorâmico inteligente fornece informações do voo e da missão, bem como simbologias e imagensnacabine de piloto. Com elevadas dimensões e sofisticada interface homem-máquina (HMI, em inglês), o WAD aumenta a consciência situacional e permite melhor gerenciamento dos meios de combate.

Os visitantes da RIDEX também poderão conferir o Dominator™– mesmo sistema selecionado pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, em 2017 –, que é composto por diversos equipamentos e sensores, fornecendo uma ampla consciência situacional para os usuários, facilitando a tomada de decisões e aumentando a capacidade operacional do soldado. Um dos equipamentos que compõem a solução – que também será exibido na feira – é o Raptor, computador individual de alto desempenho com recursos de visualização, computação e comunicação, que permitem ao combatente ter uma imagem operacional comum em tempo real, inserindo e recebendo dados de missão compartilhados com outros combatentes durante todas as fases do combate.

ImagemA AEL Sistemas levará para a feira ainda o GATR (Guided Advanced Tactical Rocket), um sistema tático que, incorporado a um lançador de 68/70mm, torna-se uma munição guiada de alta precisão. O produto é projetado para melhorar a assertividade de engajamento em alvos estacionados ou em movimento com menores danos colaterais. Além disso, pode ser utilizado em missões ar-solo ou solo-solo, tanto em conflitos de baixa intensidade como em ambientes urbanos. Versátil, o GATR pode ser instalado em diversas plataformas.

Já o ANVIS/HUDTM (Advanced Night Vision System/ Head Up Display) permite que o piloto mantenha sua atenção no ambiente externo, uma vez que as principais informações de voo são projetadas em seu campo de visão, tanto durante o dia quanto a noite. A solução pode ser instalada em qualquer tipo de helicóptero, podendo se comunicar com outros sistemas da aeronave para adicionar mais capacidades ao sistema, tais como integração com armamentos inteligentes, sistemas eletro-ópticos etc. O ANVIS/HUD aumenta a segurança do voo e reduz a carga de trabalho do piloto ao eliminar a sua constante necessidade de alternar a visualização do ambiente externo e do painel de instrumentos do helicóptero.

ImagemA feira

A RIDEX foi criada com o objetivo de ressaltar como as forças armadas evoluíram nas áreas militares e civis, por meio da integração da indústria, com a atividade acadêmica e dos centros de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia. Promovido e organizado pela EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais), o evento reúne profissionais das áreas de Defesa, Segurança e Offshore, além de contar com a presença de autoridades militares, representantes governamentais e executivos de várias empresasdiscutindo as oportunidades e desafios das indústrias desses segmentos.

A edição 2018 da RIDEX já conta com mais de 150 expositores e tem expectativa de 9 mil visitantes ao longo dos três dias de evento, quando serão realizados simpósios, palestras dinâmicas e, na área externa, demonstrações de lanchas, navios e aeronaves na Baía de Guanabara.

Serviço

RIDEX (Rio International Defense Exhibition) & BID Brasil (Mostra da Base Industrial de Defesa do Brasil) 2018
Data:de 27 a 29 de Junho
Horário: das 10h às 17h
Local: PIER Mauá – Rio de Janeiro | Av Rodrigues Alves, 73 (Armazém 3) e 288 (Armazém 4)
Estande AEL Sistemas: Armazém 3, C80
www.ridex.com.br/

Sobre a AEL Sistemas

A AEL Sistemas é uma empresa brasileira, situada em Porto Alegre, que há mais de 35 anos dedica-se a projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de avançados sistemas eletrônicos, com foco nos mercados aeroespacial, de defesa e de segurança pública. Capacitada para o fornecimento, projeto e desenvolvimento de aviônicos, eletro-ópticos, sistemas de comunicação, sistemas espaciais, ARP (aeronaves Remotamente Pilotadas), Guerra Eletrônica e Cibernética,e simuladores, a empresa participa de projetos estratégicos das Forças Armadas Brasileiras como Gripen, KC-390, Guarani e SISFRON – Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Através de tecnologias e conhecimentos avançados, infraestrutura moderna e treinamento sistemático, a AEL produz soluções de última geração, confiáveis e inovadoras, com a qualidade de seus produtos e serviços reconhecidos internacionalmente.

 

JORNAL NEXO - Por que o comandante do Exército está se reunindo com pré-candidatos

Com protagonismo político crescente, general Villas Bôas já recebeu dez possíveis nomes da disputa ao Planalto nas eleições de 2018

João Paulo Charleaux Publicado Em 24/06/2018 E Atualizado 00h26

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, quer conversar com todos os candidatos à Presidência da República até a eleição de 7 de outubro.

O primeiro a ser recebido foi o senador e ex-governador do Paraná Álvaro Dias (Podemos), que esteve no Gabinete do Comando do Exército, em Brasília, no dia 23 de maio.

Em seguida, nove políticos foram recebidos em 28 dias. Oito deles concorrerão à Presidência. Um, o petista Fernando Haddad, não se apresentou como candidato, mas como representante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas, mas está preso em Curitiba e corre o risco de ter sua candidatura vetada pela Justiça Eleitoral, com base na chamada Lei da Ficha Limpa.

Ainda não há oficialização de candidaturas, o que só deve ocorrer entre julho e agosto, período em que os partidos realizam suas convenções e apontam seus nominados para a disputa eleitoral de outubro.

É por essa razão que os políticos que pretendem concorrer são chamados ainda de pré-candidatos. Há uma lista de pelo menos duas dezenas deles.

O Exército informou ao Nexo que todos os pré-candidatos que se dispuserem a conversar com Villas Bôas serão recebidos. Até agora, ocorreram os seguintes encontros:

Agenda cheia

No Gabinete do Comandante, em Brasília:

Álvaro Dias (Podemos-PR), em 23 de maio

Rodrigo Maia (DEM-RJ), em 29 de maio

Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em 5 de junho

Henrique Meirelles (MDB), em 7 de junho

Paulo Rabello de Castro (PSC), em 7 de junho

Marina Silva (Rede), em 15 de junho

No Comando Militar do Sudeste, em São Paulo:

Geraldo Alckmin (PSDB), em 18 de junho

Ciro Gomes (PDT), em 18 de junho

Aldo Rebelo (SD), em 18 de junho

Fernando Haddad (PT), em 20 de junho

O que eles conversaram

Villas Bôas tem dito, por meio de sua conta no Twitter, que as reuniões tratam de “desafios e oportunidades nos campos da defesa e da segurança”.

Nesses encontros, ele explica aos pré-candidatos a “necessidade de orçamento previsível e de atenção aos projetos estratégicos do Exército”.

O comandante diz também que o Exército é uma “instituição de Estado, permanente, politicamente neutra e apartidária”, que deve oferecer informações, manifestar preocupações e fazer pedidos aos políticos que podem vir a ocupar a Presidência.

Por meio de nota enviada ao Nexo, a assessoria do Exército afirmou que Villas Bôas busca nessas reuniões “ressaltar a importância da adoção de políticas que garantam o avanço indispensável dos programas estratégicos da Força, bem como a estabilidade orçamentária, a recuperação remuneratória e a manutenção da operacionalidade da Força, com equipamentos e tecnologias atuais”.

Além dos assuntos orçamentários, estratégicos e tecnológicos, o Exército diz que também está “colaborando para que o país possa superar, o quanto antes, a crise política e econômica que o assola”.

Qual o contexto em que a agenda é cumprida

Não é incomum comandantes de forças militares se reunirem com políticos, inclusive aqueles que vão disputar eleição. Mas as reuniões entre Villas Bôas e os pré-candidatos ao Planalto de 2018 ocorrem no momento em que os militares ganham protagonismo inédito no país desde o fim da ditadura militar, em 1985.

Os militares foram chamados 29 vezes para assumir a função de Polícia Militar nos estados, entre 2010 e 2017. As Forças Armadas estão, desde fevereiro, encabeçando a intervenção federal decretada pelo presidente, Michel Temer, no Rio de Janeiro — a primeira desde a redemocratização.

Além disso, Villas Bôas vem assumindo protagonismo político crescente, ao fazer uso de sua conta no Twitter para expressar opiniões acerca de temas como o “politicamente correto” e sobre o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo, em abril, quando mandou recado de “repúdio à impunidade”.

Até agora, pelo menos 71 militares das Forças Armadas — da ativa e da reserva — anunciaram a intenção de disputar vagas no Congresso e no Executivo, em 25 estados e no Distrito Federal.

 

REVISTA TECNOLOGIA E DEFESA - Visita do vice-presidente dos EUA: Base de Alcântara e lançamentos de satélites na pauta.


Por Roberto Caiafa Publicado Em 24/06/2018

O republicano Mike Pence, vice-presidente americano, visitará o Brasil entre os dias 26 e 27 de junho.

A viagem havia sido marcada anteriormente para o fim de maio, mas foi adiada por causa da cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un.

A visita incluirá passagens por Brasília e Manaus, com escala no Equador.

Na agenda do vice-presidente norte-americano, a questão dos refugiados venezuelanos será debatida, e o modelo de ações escolhidas pelo Governo Brasileiro para atender essa imigração em massa em suas fronteiras, avaliado pelos dois Governos.

Pence também irá discutir diversos pontos da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos que têm avançado de forma muito lenta, segundo o entendimento norte-americano.

Entre os temas em debate, estão a criação de um fórum de segurança e a retomada das negociações do acordo para uso da Base de lançamentos de satélites de Alcântara pela Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, ou NASA.

É um antigo desejo americano utilizar Alcântara como base de lançamentos para satélites comerciais de baixa órbita.

Sua localização excepcional garante voos mais curtos até a órbita de elevação, com menos dispêndio de combustível e recursos adicionais de engenharia, entre outras vantagens.

Essas ações diplomáticas norte-americanas enfrentam forte resistência de setores nacionalistas dentro do Governo Brasileiro.

No entanto, o abandono do Programa Espacial Brasileiro por parte do Governo Federal ( a julgar pelas exíguas verbas a ele destinadas), mais a falta de rumos da Agência Espacial Brasileira (AEB), eternamente sem recursos e meios necessários para exercer sua função, são o oposto “estranho” e realista dessa “resistência”.

“Parceria com quem sabe fazer não pode, mas manter um programa espacial carente de sucessos devido a eterna falta de recursos, e sem percepção clara de futuro, isso pode”.