NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Super Tucano em teste nos EUA sofre acidente

Modelo da Embraer A-29 Super Tucano participa da concorrência para fornecimento de aeronaves leves para Força Aérea dos Estados Unidos

Publicado Em 23/06/2018 - 15h50

ImagemSÃO PAULO - O avião de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança (EDS), caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos (UFAF) em um campo de testes no Novo México às 11h30 de sexta-feira. Os dois tripulantes da aeronave conseguiram se ejetar e um deles teria sofrido ferimentos leves. A Embraer e a Força Aérea dos EUA confirmaram o acidente, por meio de nota.

Não há ainda informações sobre as causas do acidente, nem sobre o estado de saúde do segundo tripulante.

A queda ocorre apenas cinco semanas depois que a força aérea do país deu início à segunda série de exercícios de ataque leve. Além do Super Tucano da Embraer, os testes também estão sendo feitos com o AT-6 Wolverine, da Textron Aviation. O plano da Força Aérea americana é tomar uma decisão sobre a potencial compra de centenas de aeronaves para missões de ataque e reconhecimento, em um programa chamado OA-X. O contrato pode abranger entre 120 e 300 aviões, no longo prazo, num total de até US$ 3,5 bilhões.

A primeira fase dessa avaliação foi realizada no ano passado, permitindo que a USAF se familiarizasse com a capacidade de cada aeronave. A segunda fase teve início no mês passado com o objetivo de identificar como conectar os aviões às redes militares de inteligência e a capacidade de apoio das aeronaves em campo.

Histórico. Além dos testes nos EUA, o turboélice da Embraer também já foi utilizado em missões de fogo da Força Aérea americana no Oriente Médio, no final do ano passado.

Caso vença a concorrência, o A-29 Super Tucano vai substituir uma das aeronaves históricas dos EUA, o A-10 Warthog (Javali, em português). Pesado e eficiente, o A-10 Warthog tem 40 anos de emprego em ações de ataque ao solo. Já o A-29 Super Tucano é uma aeronave menor, mais barata e que não requer desenvolvimento para fornecer suporte a forças em terra.

A operação do pequeno Super Tucano, com peso máximo de 11 toneladas e capacidade para 1.500 quilos de armas (mais um canhão de 20 mm e duas metralhadoras .50) custa entre US$ 500 e US$ 1,5 mil por hora de voo – já a do A-10 Warthog sai por pelo menos US$ 17 mil.

Há mais que isso, porém: o avião brasileiro permanece até por sete horas voando em missão de coleta de dados de inteligência, equipado com módulos eletrônicos.

A expectativa é de que a decisão final seja tomada pela Força Aérea dos Estados Unidos até o primeiro trimestre de 2019 – uma vitória no OA-X poderia abrir o mercado militar americano para a brasileira.

 

AGU recorre de decisão do STF que manteve suspenso contrato entre Telebras e Viasat

Na Suprema Corte, a defesa diz que, ao contrário do que disse a ministra Cármen Lúcia em sua decisão, a suspensão do contrato causa "prejuízos ao interesse público"

Amanda Pupo, Brasília Publicado Em 23/06/2018 - 13h42

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que negou pedido da União e manteve suspensa a parceria da Telebras com a empresa norte-americana Viasat para exploração do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

A decisão foi tomada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e publicada no início do mês. O contrato foi suspenso em março por uma liminar dada pela Justiça do Amazonas, a pedido da Via Direta Telecomunicações e Internet, e pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), a pedido do Sindicato Nacional de Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat).

No Supremo, a AGU ainda pede que, se Cármen não reformar sua decisão, envie o processo para ser analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. O presidente da Telebras, Jarbas Valente, afirmou em maio que a empresa não vai desistir de derrubar as decisões judiciais que questionam essa parceria entre a estatal de telecomunicações e a empresa norte-americana.

Ao STF, a AGU diz que, ao contrário do que disse Cármen em sua decisão, a suspensão do contrato causa prejuízos ao interesse público e grave lesão às ordens pública e econômica. "De fato, resta claro nestes autos que sem a participação da Viasat não se afigura possível a utilização plena do SGDC, e, consequentemente, a promoção de políticas públicas pela via da tecnologia Banda Ka", afirma a advogada-geral da União, Grace Mendonça.

A AGU frisa que a parceria não trata apenas da utilização do SGDC, mas também sobre o fornecimento de equipamentos pela Viasat para a viabilização do funcionamento de 100% da capacidade do satélite.

"Assim, a cada dia que a União não utiliza a tecnologia do satélite, pagando pela sua manutenção em órbita e sem atividade plena, toda a coletividade tem de assumir um altíssimo prejuízo, não sendo possível assumir, portanto, que já não há, "neste momento, situação justificadora para o excepcional deferimento", rebate a advogada-geral da União.

A Telebras afirma que, sem uso, o satélite gera perda diária de R$ 800 mil. O satélite brasileiro foi lançado em órbita no dia 4 de maio, com investimentos de R$ 2,8 bilhões. Ele tem duas bandas: uma é de uso exclusivo militar, já em utilização; outra de uso civil, para internet satelital. Ele está em funcionamento desde janeiro, mas é preciso construir antenas e infraestrutura em terra para que seja possível fornecer sinal a milhares de localidades no País, como escolas, entes públicos e também clientes comerciais. A contratação da Viasat foi feita após um chamamento público feito pela Telebras, que não teve interessados. Em seguida, a companhia utilizou a modalidade de "contrato associativo", previsto na nova Lei das Estatais, que permitiu ceder uma parte da capacidade do satélite para a Viasat.

 

JORNAL O GLOBO


Comandante-geral da PM condiciona redução de mortes à ação de criminosos

"Se o marginal depuser suas armas, o confronto não vai existir", diz coronel Luís Cláudio Laviano

Ana Clara Veloso Publicado Em 23/06/2018 - 16h E Atualizado 16h29

ImagemRIO — A mensagem do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luís Cláudio Laviano, não é animadora. Neste sábado, durante a inauguração da sede da Companhia Destacada da Polícia Militar na Mangueirinha, o comandante foi questionado por O GLOBO sobre o aumento do número de mortes por intervenção policial desde o início das atividades das Forças Armadas no estado e a morte por bala perdida, só neste ano, de oito crianças em todo o Rio de Janeiro. À frente da Pmerj desde março, ele condicionou a redução dos índices apenas à ação dos criminosos.

— Tem como (reduzir os índices de mortes por intervenção policial e de crianças por bala perdida). Quando começar a parar de entrar armamentos como fuzis no estado, no país. Quando esses marginais entenderem que o enfrentamento às forças de segurança não é o caminho. Quando essas quadrilhas, esses traficantes entenderem que disputar pontos de vendas de drogas com armamento com alto poder de letalidade não é o caminho. Aí vai reduzir — afirmou o coronel, que ao ser questionado se a ação da Polícia poderia mudar para impactar os índices, continuou: — Nós já tivemos várias iniciativas, várias ações para tentar. Nós realizamos alterações nos nossos horários de operações, buscamos alternativas nas nossas ações policiais, mas infelizmente essas pessoas insistem. Principalmente, esses jovens que estão muitas vezes evadidos do sistema de ensino. E quem responde por isso? Onde está a família desse jovem que não sabe muitas vezes onde esse jovem se encontra? Onde está o conselho tutelar que não sabe onde está esse jovem evadido da escola? Lugar de criança, de jovem é na escola.

Entre março e maio deste ano, houve 352 mortes por intervenção policial no estado — uma taxa 17,3% maior do que a registrada em igual período do ano passado (300). O GLOBO lembrou ao comandante ainda que, entre as crianças vítimas de balas perdidas neste ano, havia estudantes, como o adolescente Marcos Vinícius, atingido por tiros no caminho da escola, na Maré, nesta semana.

— Exatamente. Por jovens que deveriam também estar na escola — completou o comante.

Não são apenas os números de mortes que apontam a ineficiência da intervenção federal na segurança pública do estado. Em fevereiro, foram empregados 32.312 trabalhadores das Forças Armadas em 18 operações integradas com as políciais estaduais em favelas e estradas da Região Metropolitana. Mas, no período de março a maio deste ano, foi reduzida, por exemplo, a apreensão de fuzis em 38,8%, também em comparação com os meses de 2017.

— Certamente, o policial militar é um garantidor dos direitos humanos. Se o marginal depuser suas armas e se entregar, o confronto não vai existir. De janeiro a junho, nós temos um número aproximado de 140 fuzis apreendidos. Só fuzis, que são armamentos com alto poder de letalidade, não contando pistolas, revólveres e submetralhadoras. Acho que é um número considerável. Na quinta-feira, por exemplo, tivemos uma grande apreensão em um táxi de cinco pessoas que estavam transportando armamentos em que todos tiveram a vida preservada. Em uma abordagem feita seguindo as regras de seguranca, não reagiram, se entregaram, e tiveram a vida preservada. Nossos policiais, nosso treinamento, visam sempre a preservacao do maior bem que o ser humano tem: a vida — alegou o chefe da PM.

O chefe do Estado Maior Geral da PMERJ, Luís Henrique Pires, também estava no evento e ressaltou a melhora de outros índices neste cenário:

— Você observa também que outros índices, como roubos de rua e roubos de veículos estão reduzindo. É fruto do aumento de homens na rua, tanto da Polícia Militar por meio do RAS quanto das Forças Armadas. Então esse é um trabalho mais ostensivo, mais preventino. O cenário é algo a ser ressaltado nesse processo de intervenção.

Entre as taxas melhores avaliadas estão o aumento da apreensão de drogas (3,4%) e as quedas de roubos de cargas (16,1%), roubos a transeuntes (4,1%) e rouvos de veículos (0,6%).


VOLTA COMPANHIA DESTACADA NA MANGUEIRINHA

A Polícia Militar oficializou, na manhã deste sábado, a reinauguração de uma Companhia Destacada do 15° BPM na Mangueirinha, em Duque de Caxias, Baixada Fluminenss. O realinhamento foi concebido pela Pmerj em 2017 e a Intervenção Federal foi considerado o momento propício para a execução.

O policiamento da nova companhia será composto por policiais que já atuavam na então UPP Mangueirinha e por policiais do 15° BPM.

— Nós redistribuimos o efetivo da Unidade de Polícia Pacificadora da Mangueirinha em todas as unidades da Baixada Fluminense, do 3° Cpa, inclusive no 15° batalhão. Aqui vai ser uma base operacional do 15° BPM, que na verdade já era uma Companhia Destacada. Ela foi transformada em UPP e nós agora estamos retornando com esse modelo de Companhia Destacada. Daqui vai sair toda a parte operacional do 15° batalhão. Isso vai dar mais movimentação de tropa no terreno e teremos mais ganho em operacional não só no 15°, mas em outras unidades da Baixada que estão carentes de efetivo — afirmou o comandante-geral da PM, coronel Luís Cláudio Laviano.

A sede da companhia destacada fica na Vila Centenária, em Duque de Caxias. Segundo a Polícia Militar, os programas sociais estão mantidos na área.

 

Satélite sem operação


Lydia Medeiros Publicado Em 23/06/2018 - 15h

O governo voltou a defender, na Câmara, a parceria entre a Telebrás e a empresa americana Viasat para a operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Na última terça-feira, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, André Borges, reforçou que não há hoje uma alternativa ao satélite brasileiro para prover internet em áreas remotas do país. “É a maior e melhor oportunidade de inclusão digital imediata”, disse. Hoje, disse ele, as empresas de telecom deixam de atender 40% do território nacional — onde vivem 15% da população brasileira. Além disso, a capacidade oferecida pelo mercado atual é 10 vezes mais baixa e 3 vezes mais cara que o oferecido pelo SGDC. Há três meses, uma decisão da Justiça do Amazonas, mantida pelo STF, interrompeu o serviço.

 

Bancada da "lei e da ordem" busca as urnas

Estudo revela que 429 militares e policiais espalhados pelo país devem concorrer em outubro

O Globo - Jailton De Carvalho Publicado Em 24/06/2018

O burburinho nos quartéis e nas delegacias não deixa dúvidas: no indefinido e polarizado cenário político do país, está em formação uma onda de candidaturas de militares e policiais, um movimento sem precedentes na História recente do país. Pelos dados disponíveis até o momento, pelo menos cem militares das Forças Armadas, entre eles oito generais, deverão concorrer a um cargo nestas eleições.

Estão se movimentando também para engrossar a nova bancada da “lei e da ordem” 50 policiais federais, entre eles 13 delegados, mais de 300 policiais militares, 52 policiais civis e pelo menos 40 inspetores da Polícia Rodoviária Federal, conforme levantamento feito pelo GLOBO entre entidades sindicais e líderes das categorias. Os dados não são definitivos. O registro formal das candidaturas só deve ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Militares e policiais estariam, agora, tentando surfar no sucesso de público da Operação Lava-Jato, no clima de insegurança que reina no país e até mesmo na pré-candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSLRJ) à Presidência da República. O deputado tem aparecido em primeiro lugar nas pesquisas de opinião quando o nome do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva é excluído da disputa.

Ao mesmo tempo, a Segurança Pública, sempre listada esteve entre os temas que mais preocupam o eleitorado, ganhou uma nova dimensão. O último Atlas da Violência revelou que 62.517 mil pessoas foram assassinadas em 2016, um recorde na longa curva de crescimento da violência no país.

EFEITO LAVA-JATO

As entidades de policiais e militares calculam que o contingente de seus candidatos deve dobrar ou até mesmo triplicar nestas eleições em comparação com as de 2014. Para o general da reserva Antônio Hamilton Martins Mourão, não restam dúvidas de que o pleito deste ano terá um expressivo número de candidaturas de militares. Pelo menos dois generais vão disputar os governos de Distrito Federal e Ceará. Um terceiro deve concorrer ao governo do Rio Grande do Norte.

— Serão mais, muito mais candidaturas de militares. É aquela questão: existe uma demanda, e o pessoal resolveu participar. Até porque, se a gente quer mudar, só tem duas maneiras: ou é debaixo de pau, ou é fazendo o jogo — afirma Mourão.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, confirma o boom de candidaturas de policiais federais. Segundo ele, 13 delegados vão concorrer a vagas de deputados estaduais, federais e senadores. O projeto é ampliar a bancada de delegados da PF, hoje composta por apenas dois deputados federais.

— A Lava-Jato mostrou a importância do combate à corrupção. Como a PF se destacou, isso encorajou delegados, agentes, peritos e policiais de todas as áreas a concorrer — analisa o delegado.

O presidente da Associação Nacional de Praças, Elisandro Lotin, está ainda mais empolgado. Para ele, é forte o movimento nos quartéis das polícias militares pelo país. Ele estima que mais de 300 PMs vão se candidatar.

— Vamos ter o triplo de candidaturas de militares, o que se dá por causa do caos na Segurança Pública — afirma.

Na corrida eleitoral, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) largou na frente. A entidade criou uma página na internet para promover a candidatura de seus afiliados e batizou-a de frentelavajato.com.br.

— É um dos efeitos da Lava-Jato, que deu visibilidade (à polícia) ao alcançar quem não era alcançado — diz Luis Boudens, presidente da Fenapef.

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Risco de partidarização

Haverá independência de um delegado que perde uma eleição e, na volta ao trabalho, investiga um ex-aliado?

Publicado Em 24/06/2018

O aumento das candidaturas de militares e policiais, sobretudo de delegados, tem chamado a atenção de especialistas. Para alguns, o envolvimento de agentes do Estado em campanhas eleitorais expõe as instituições ao risco da partidarização e mesmo da polarização que hoje se verifica na sociedade.

Uma das perguntas que se impõem é: um delegado que perdeu uma eleição e volta ao antigo trabalho tem isenção para conduzir inquéritos contra ex-correligionários ou exadversários políticos? Outra pergunta: a politização dos quartéis pode quebrar o basilar princípio da hierarquia?

Alguns delegados, questionados sobre o assunto, confirmam que a questão da isenção incomoda a instituição. De modo geral, investigadores não veem políticos profissionais com bons olhos, sobretudo aqueles que trocam o distintivo por um broche parlamentar.

Mas o tema é novo e está longe de um consenso. Entre os analistas há também quem afirme que o número de policiais candidatos é pequeno e não tem poder para influenciar as linhas gerais da atuação policial. O mesmo raciocínio tem sido usado em defesa da atuação política dos militares.

Se a onda de candidaturas de policiais e militares vingar nas eleições deste ano, provavelmente estas perguntas terão respostas mais conclusivas.

 

CINCO FAKE NEWS SOBRE POLÍTICA QUE CORRERAM NO WHATSAPP EM 2018


O Globo Publicado Em 24/06/2018

ELEIÇÕES EM TOCANTINS

Um dos boatos mais recentes a percorrer o WhatsApp envolvendo as eleições aconteceu durante o pleito suplementar para a escolha de governador do Tocantins, que terá seu segundo turno hoje. Um áudio corria trazendo a informação falsa de que, caso houvesse 50% de abstenção no primeiro turno, um novo pleito seria convocado, contando obrigatoriamente com candidatos diferentes. A mentira, que já apareceu outras vezes em ciclos eleitorais, também trazia a informação de que os candidatos poderiam ficar inelegíveis por “rejeição popular”.

INTERVENÇÃO MILITAR

A greve dos caminhoneiros, mês passado, foi prato cheio para boatarias no WhatsApp em função das características de descentralização de comando. Uma das mais graves foi a de uma possível intervenção militar, representada por um vídeo em que uma série de veículos das Forças Armadas passam por uma rua. Originalmente de 2015, ele mostrava na verdade a preparação de um desfile de 7 de setembro.

PRISÃO DE LULA

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi das que mais geraram boatos. Diversas correntes apareceram no serviço e espalharam informações falsas, como a de que a ONU teria reconhecido o petista como “preso político”. Também houve notícias falsas de que o julgamento da liberdade de Lula no STF seria secreto, o que foi desmentido pelo próprio STF, e de que o filho de Lula teria sido anunciado como pré-candidato à Presidência pelo pai, diretamente do cárcere.

ASSASSINATO DE MARIELLE

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) foi marcado pelo compartilhamento de notícias falsas. Uma das mais reproduzidas era que Marielle teria sido casada com o traficante Marcinho VP e recebido ajuda de uma facção criminosa para se eleger. Ambas as informações são mentirosas.

VOTO IMPRESSO

Outro boato recorrente no WhatsApp em eleições é o do “chupa-cabra” do voto eletrônico. Um suposto método de transferência de votos de um candidato para o outro colocaria em xeque a veracidade da contagem nas urnas eletrônicas. Surgida em 2015, a história retornou após a decisão recente do STF de acabar com o voto impresso. O boato foi desmentido pelo próprio TSE, em checagem do “Estado de S.Paulo”.

 

Tenente reformado do Exército provoca pânico ao fazer 14 disparos dentro de apartamento, no Centro

Policiais e bombeiros foram acionados para a ocorrência

Leonardo Ribeiro Publicado Em 23/06/2018 - 17h57 E Atualizado 21h20

RIO — Um homem que seria tenente reformado do Exército e sofreria de problemas psiquiátricos mobilizou policiais e bombeiros por cerca de quatro horas na tarde deste sábado no Centro do Rio. Segundo o relato de vizinhos, o homem, que mora sozinho em um edifício na Rua Riachuelo, teria disparado 14 tiros dentro de seu apartamento no intervalo de apenas uma hora.

Muitos moradores do prédio, que é vizinho ao Hospital Espanhol, preferiram aguardar na rua enquanto policiais tentavam convencer o homem a deixar o apartamento e procurar ajuda médica. Segundo um dos vizinhos, que não quis se identificar, o homem já teria se envolvido em outros incidentes no edifício.

- Ele costuma andar armado pelo prédio. Mas jamais atirou. No entanto, no passado aconteceram outros incidentes. Moradores já foram xingados, ameaçados e um porteiro agredido - contou o vizinho.

Os policiais isolaram o andar em que se encontrava o homem armado. De um apartamento vizinho, dois soldados conversaram o morador, até convencê-lo a aceitar ajuda médica. Inicialmente, ele foi medicado em uma ambulância do Corpo de Bombeiros antes de ser levado para um hospital.

O mesmo vizinho disse temer que a situação se repita:

- A gente fica com medo. Quem garante que não vai acontecer de novo? Uma pessoa com os problemas que ele tem não deveria morar sozinha.

 

PORTAL UOL


Susp: a aposta para reduzir a violência no país

Novo modelo para a segurança pública do Brasil passa a vigorar a partir de 11 de julho

Publicado Em 23/06/2018 - 13h03

Com o avanço do crime organizado país afora, o governo federal aposta no Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para tentar reverter o clima de insegurança que atinge a população brasileira. O novo modelo, que passa a vigorar a partir de 11 de julho, coloca a União no comando das ações de segurança, integra os esforços dos governos federal, distrital, estaduais e municipais, além de disponibilizar recursos para o combate à violência. Os resultados não serão imediatos e devem ser percebidos a partir de 2019.

Depois de sancionada pelo presidente Michel Temer, a nova política de segurança pública ainda tem etapas a serem cumpridas e deverá passar por um período de transição. "Em 2018 vamos ter alguns avanços setoriais, vamos ter operações conjuntas, como a que fizemos recentemente com todas as polícias civis contra a pedofilia na internet. Tem muita coisa acontecendo, mas a percepção de fato da significação do Susp só vai se dar a partir de 2019", disse o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, à Agência Brasil.

A base do sistema de segurança pública é a atuação conjunta, coordenada, sistêmica e integrada da União, dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios, em articulação com a sociedade. Caberá ao recém-criado Ministério da Segurança Pública a formação do conselho nacional e a elaboração do plano nacional, que servirão de parâmetro para os estados, o DF e os municípios. "Como nosso tempo é curtíssimo, nos importa muito deixar um legado. Esse legado está construído em forma de lei e vai prevalecer, não vai desaparecer", argumenta Jungmann.

Financiamento

Uma mudança fundamental está no financiamento da área. A União vai repassar recursos via Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O FNSP ganhou um reforço de verbas das loterias federais que, neste ano, será de aproximadamente R$ 800 milhões, mas a previsão é que em 2022 chegue a R$ 4,3 bilhões ao ano. O BNDES criou uma linha de R$ 42 bilhões para financiamento de segurança pública, destinada a estados e municípios.

A partir da nova legislação, governadores e prefeitos só terão acesso aos recursos federais se aderirem ao Susp e acertarem metas de redução das taxas de criminalidade, de formação e qualificação de policiais, além de abastecerem o banco de dados nacional sobre segurança.

Jungmann acredita que a adesão ao Susp será impulsionada pelo financiamento das ações de combate à violência. "Quem não aderir não receberá nenhum tipo de recurso. Ou seja, a regra para poder receber é participar do Susp. Aliás, qualquer governante que resolver não aderir vai ter que dar uma explicação muito clara à sua população por que não está integrando esse mutirão que reúne todos e todas no combate ao crime organizado."

O Ministério da Segurança Pública trabalha com dados do Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública para ter um diagnóstico da violência no país. A edição de 2018 mostra a escalada de crimes e seu deslocamento para municípios de médio porte. Com base no registro de mortalidade do Ministério da Saúde, o estudo revela que, pela primeira vez, o Brasil ultrapassou a marca de 30 homicídios por grupo de 100 mil habitantes - o que é 30 vezes o resultado da Europa.

A base de dados do Atlas da Violência é de 2016. Naquele ano, o Brasil registrou 62.517 homicídios. As maiores taxas estão em sete estados do Norte e Nordeste. O segundo volume do Atlas mostra que a metade das mortes violentas ocorreu em 123 municípios brasileiros, que representam 2,2% do total. Foram analisados dados de 309 municípios com mais de 100 mil habitantes. O grosso dos homicídios ocorre em cidades com população entre 100 mil e 200 mil habitantes.

Pesquisa recente do Ibope, encomendada pela Confederação Brasileira da Indústria (CNI), revela que a segurança pública, juntamente com desemprego, corrupção e saúde, está entre os principais problemas apontados pela população em 2016 e 2017. Retratos da Sociedade Brasileira, publicação da CNI, mostra ainda que, para os entrevistados, combater a violência, a criminalidade e as drogas deveria estar entre as prioridades dos governantes neste ano. Foram ouvidas 2 mil pessoas em dezembro passado, mas o estudo foi divulgado neste ano.

Experiência

O Susp foi planejado a partir da experiência brasileira nas áreas de saúde, educação, previdência e assistência, cujas iniciativas são coordenadas pelo governo federal em parceria com os estados, o Distrito Federal e os municípios. Também foram levados em consideração o diagnóstico do sistema de segurança brasileiro e os modelos adotados em países desenvolvidos, entre eles, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França.

Historicamente, no Brasil, a segurança sempre foi responsabilidade dos estados, com participação residual da União e dos municípios. Esse modelo é reproduzido na Constituição de 1988, que dedica apenas o Artigo 144 à segurança pública. "É como se tivéssemos um time em campo, mas ele não tivesse técnico nem capitão. Temos uma espécie de federalismo sem cabeça na área da segurança pública", avalia o ministro Jungmann. Ou seja, cada estado define sua estratégia, sem o direcionamento de uma política nacional de segurança pública.

Segundo Jungmann, nos últimos tempos, o crime organizado tem se expandido, domina o sistema penitenciário nacional, ultrapassa as divisas dos estados e até as fronteiras brasileiras, dificultando a atuação das forças de segurança. "O que pode fazer o governador de Rondônia quando o Nem [traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes], lá de cima, dá uma ordem e abre uma guerra no Rio, a quase 5 mil quilômetros de distância? O que pode fazer o governador do Rio de Janeiro?", questiona.

Para o ministro, esse tipo de conflito deixou evidente que o governo federal, assim como fez em outras áreas, teria que assumir com urgência a coordenação da segurança pública no país, a despeito de a Constituição atribuir essa tarefa aos estados e ao Distrito Federal. "Então fica claro que tem que haver uma autoridade central para dar rumo. E ter recursos. E ter instrumentos para poder fazer isso. Antes não existia nem sistema nem política nacional de segurança pública. Eram partes disjuntas. Na segurança, era uma federação sem rumo", argumenta.

Caminho certo

A avaliação do diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, segue a mesma linha. Lima identificou cerca de 1.350 atores públicos de segurança no país, desde as guardas municipais, passando pelas polícias militares e civis, as secretarias estaduais, as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Judiciário, o Ministério Público até o governo federal, todos atuando sem uma coordenação. "Hoje não existe ninguém com a atribuição de coordenar as ações", diz.

Para Lima, o Sistema Único de Segurança Pública está no caminho certo, mas a iniciativa ainda é tímida. "O Susp estabelece uma coordenação, integra as ações, mas não mexe nas atribuições do Poderes. É um passo importante, mas vai depender muito da força política e da capacidade de articulação do Ministério da Segurança Pública", afirma.

Além das ações do Susp, o governo federal criou a Câmara Interministerial de Prevenção Social e Segurança, que reúne os ministérios da área social para propor ações preventivas voltadas para as localidades com os maiores índices de criminalidade e os grupos mais vulneráveis, entre eles homens entre 15 e 24 anos - principais vítimas de mortes violentas no país. "Não vamos criar nenhum programa novo. Vamos aproveitar os bons programas que temos. É só focar as ações nesse grupo social e nesse território [apontados no Atlas da Violência 2018]", diz Jungmann.

 

Transplantes aumentam 39,6%


Francisco Lima Netoregião - Todo Dia Publicado Em 23/06/2018 - 17h21 E Atualizado 18h30

O número de transplantes realizados pelo HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp cresceu 39,6% em 2017, em comparação com o ano anterior. O hospital é referência em captação e cirurgias.

No ano passado foram realizados 490 transplantes de córnea, coração, medula óssea, rim e fígado, um aumento real de 39,6% em relação a 2016, com destaque para os de córnea, rins e fígado, de acordo com o Anuário Estatístico da Unicamp.

A OPO (Organização de Procura de Órgãos) Unicamp, que trabalha com doadores falecidos há 25 anos, é a quarta equipe paulista com mais doadores efetivos: de 86, em 2012, passou para 132 no ano passado. Considerando os últimos cinco anos, é possível ver aumentos específicos em procedimentos como córnea - processo gerido pelo Banco de Olhos, que passou de 80 para 222, representando 45% de todos os transplantes do HC. Em transplantes de rim e fígado, o número foi de 87 para 149 e de 38 para 69, respectivamente - isso significa, nesses dois casos, reduzir a lista de espera de cinco para cerca de dois anos e meio.

Luiz Antonio da Costa Sardinha, coordenador da OPO, atribui os números a diversos fatores. "Desde 2011, treinamos equipes de toda nossa área de cobertura, composta por 127 cidades, para procedimentos de captação, preparação do doador e diagnóstico de morte encefálica. A logística melhorou com as tecnologias de comunicação e transporte, incluindo uso de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). A redução da rejeição também é real, com medicamentos mais eficazes e aumento no tempo de sobrevida dos pacientes", explicou o médico.

A única queda observada foi em transplante cardíaco, que caiu de 14 para sete, por conta do padrão do doador de hoje. "No caso de coração, a maioria vem de jovens que morrem por causas externas. Isso mudou um pouco, recebemos mais órgãos de idosos, com algumas morbidades, nem sempre em condições de doação", analisou.

O SNT (Sistema Nacional de Transplantes), integrado pelo Ministério da Saúde, secretarias de saúde dos estados e municípios e hospitais autorizados, controla e monitora o processo de doação de órgãos e tecidos e transplantes realizados no país, viabilizado 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Tudo começa assim que a OPO é notificada do diagnóstico de morte encefálica. A família é acionada para autorização da retirada do órgão, ao mesmo tempo em que exames comprovam a viabilidade de doação. Em caso positivo, a Central de Transplantes entra em ação com as listas de espera - a Unicamp prioriza as Centrais de Ribeirão Preto e São Paulo, enquanto corpos clínicos - Nefrologia, Oftalmologia, Cirurgia Cardíaca, Gastrenterologia e Hematologia - disponíveis 24 horas, são acionados para preparação de análises de compatibilidade e cirurgias.

Nem sempre os órgãos de um mesmo paciente são designados para a mesma OPO, podendo ir para vários locais, de acordo com a necessidade. "A retirada dos órgãos acontece, já com receptores estabelecidos e a caminho do centro cirúrgico. Em caso de incompatibilidade e, se houver tempo hábil (apenas horas), outras regiões do país são acionadas, pois as filas nunca estão zeradas", explicou Sardinha.

De acordo com Manoel Barros Bertolo, diretor executivo da Área da Saúde (DEAS) da Unicamp, o programa de transplantes do HC também propicia a interação com o ensino e a pesquisa na Universidade, com participação de alunos de graduação, pós-graduação e médicos residentes. "Não só no processo de captação, mas no transplante em si, as equipes são multiprofissionais. Há médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, fisioterapia, nutrição, que atuam em plantão e passam por constantes aperfeiçoamentos", explica.

 

Militares de prontidão

Exército brasileiro já prepara tropa para mais operações de policiamento ostensivo nas cidades

Guilherme Azevedo Publicado Em 23/06/2018

O Exército do Brasil entende que será convocado cada vez mais a participar do dia a dia de ações de segurança pública no Brasil, policiando ostensivamente e patrulhando cidades.

Até 2030, vislumbram os comandantes da força terrestre, essas operações com emprego de militares no interior das mais diferentes comunidades, denominadas de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), vão se multiplicar.

Impulsionadas pela crise dos recursos tradicionais da segurança pública do Brasil nos estados e municípios; pela crise econômica e seu impacto sobre o desemprego e a criminalidade; e pela transformação da própria natureza dos conflitos armados.

A guerra, hoje, conforme a doutrina militar atualizada, é menos travada em batalhas campais e mais em ambientes humanizados e fluidos, em centros urbanos.

Esse contexto novo vem introduzindo modificações no modo como se formam e se treinam, nas academias militares, os futuros oficiais do Exército brasileiro.

A graduação universitária de oficiais de carreira da linha de ensino militar bélico do Exército, isto é, dos oficiais que vão organizar e lutar a guerra nos fronts mais diversos, no combate armado efetivo, acontece no Brasil em duas escolas.

O ingresso do candidato, por meio de vestibular anual, se dá pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP). Ali os alunos estudam por um ano. A partir do segundo ano, migram para a Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende (RJ), onde estudam por mais quatro anos, totalizando cinco anos para a graduação em ciências militares.

Tudo em regime de internato.

O UOL visitou as duas escolas, conversou com alunos e alunas (que serão as primeiras oficiais brasileiras da linha de combate na história, isto é, poderão participar de combates numa guerra), professores, coordenadores e conta o que aprendem e como se formam os futuros dirigentes da mais antiga e maior arma da nação, uma força com efetivo de mais de 200 mil homens e mulheres.

O ingresso e a transição

A primeira etapa obrigatória na formação do futuro oficial é a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, a EsPCEx, em Campinas, a cerca de 100 km de São Paulo. Aqui o aluno ou a aluna entre 17 e 22 anos, com o ensino médio completo, ingressou após ter sido aprovado em vestibular concorrido, em duas etapas. Primeira, o teste intelectual, que incluiu conteúdos do ensino médio; segunda, inspeção de saúde, teste físico e avaliação psicológica.

No concurso de 2017, foram 80 candidatos a cada uma das 400 vagas disponíveis para os homens. Pela segunda vez na história do Brasil, as mulheres puderam concorrer também a oficiais da linha combatente. Para cada uma das 40 vagas ofertadas havia cerca de 270 garotas concorrendo. No vestibular de 2018, o número de vagas para mulheres subiu para 45.

Os homens e mulheres que ingressaram na escola preparatória vão ficar estudando e morando ali por um ano, em alojamentos divididos por gênero. Em tudo o mais ficarão juntos, executando as mesmas tarefas na sala de aula e nos campos de treinos, baseados no princípio que na escola todos, direção, professores e alunos, defendem como justo: o de isonomia e de meritocracia.

Tem de ser igual para todos, homens e mulheres, e aquele ou aquela que se sair melhor é quem vence ou pontua melhor. A propósito, são a todo momento observados e avaliados pelos professores e instrutores, quer no desempenho, quer na atitude.

Essas avaliações se somarão e gerarão um ranqueamento entre os alunos ao longo dos cinco anos, que vão garantir prerrogativas ao fim do curso, com os primeiros colocados podendo escolher primeiro as vagas disponíveis para os oficiais do Exército.

Estudam de segunda a sexta-feira, em período integral, com ajuda de custo de pouco menos de R$ 1.000 (o soldo sobe um pouquinho quando chegam à Aman). Estão de pé logo no início da manhã, arrumam suas próprias camas e cuidam de suas fardas, que só tiram para atividades físicas. A primeira formação do dia é às 6h40, e as aulas (com duração de 45 minutos cada uma) vão das 7h30 às 17h30.

O currículo se divide em disciplinas universitárias, como língua portuguesa, inglesa e espanhola, história do Brasil, física e química aplicadas, e disciplinas técnico-profissionais, como técnicas militares e treinamento físico militar.

Na escola de Campinas, os mais de 400 alunos são divididos em três companhias com cerca de 150 alunos. E cada companhia é dividida em quatro pelotões. Um capitão coordena cada companhia, e um tenente cuida de cada pelotão.

Depois da admissão de mulheres na escola, um novo posto foi criado: o de tenente adjunta ao capitão. Essa tenente, sempre mulher, fará a interlocução com as alunas para questões, digamos, mais femininas, como no caso de cólicas menstruais.

Da vida civil para a carreira militar

"A formação do oficial do Exército está planejada para cinco anos. Essa formação começa aqui. No primeiro momento, vamos receber o candidato, fazendo a transição dele da vida civil para a vida militar. Adaptá-lo à vida militar. Tudo dentro de uma progressividade, para que não tenha impacto tão grande e venha a absorver os valores que procuramos passar, os conhecimentos, os meios necessários para ser bom aluno. Entender como funciona a nossa carreira e que depois prossiga para a academia militar como uma continuidade, sem uma mudança muito brusca", contextualiza o comandante-geral da escola, o coronel Marcus Araujo.

A transição do mundo civil para o militar é sujeita a arestas, segundo o coronel. "Porque temos jovens de vários locais do país, com várias formações, às vezes alguns regionalismos, hábitos e culturas diferentes, e aqui temos certo rigor de cumprimento de horários, de atividades que terão de realizar. Tudo é muito medido e coordenado. E muitas vezes em casa o aluno não tem essa gama de compromissos. Então essa transição tem certa dificuldade, mas é vencida de maneira muito rápida. Os alunos se adaptam muito rápido."

A passagem para a carreira militar inclui a formação desde o nível mais básico, dos elementos mais rudimentares da profissão, explica o tenente-coronel Fabricio Gonçalves Volcov, chefe da seção de coordenação pedagógica da escola.

"É como numa empresa. Existe o nível operacional, tático e estratégico. O oficial vai ter de passar por todos esses níveis. Então começa no nível operacional, que é o mesmo nível do soldado. Ele é um fazedor de coisas, vai ter que aprender a se virar no combate. Por enquanto, não precisa comandar ninguém, mas a gente também faz uma preparação do líder e já o põe em algumas funções em que pode exercer liderança e comandar, mas não é o foco. O foco é a formação do combatente individual básico. Ou seja, tem que saber rastejar, se proteger, se camuflar, atirar em proveito dele mesmo."

Que arma escolherei?

Após o primeiro ano em Campinas (SP), o estudante que for aprovado (com nota mínima igual a 5,0 em cada uma das disciplinas) se transfere para a Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende (RJ), a cerca de 160 km do Rio de Janeiro, onde mora e estuda em tempo integral, de segunda a sexta-feira e em fins de semana em que há atividades programadas.

O aluno passa a ser chamado ali de cadete, um termo que retoma o passado: durante o Império e os primeiros anos da República, cadete foi a palavra utilizada para nomear os aspirantes a oficial de origem nobre, como lembra o pesquisador Celso Castro, especialista em Forças Armadas, no estudo "Inventando Tradições no Exército Brasileiro: José Pessoa e a Reforma da Escola Militar".

Do conjunto numeroso de símbolos que integram a vida do cadete e procuram dar-lhe um sentido maior, destaca-se a entrega, a cada um dos estudantes, de réplica em miniatura da espada de campanha do duque de Caxias, o patrono do Exército (veja foto mais abaixo). Ofertada no primeiro ano, precisará ser devolvida no último. É considerada símbolo da honra militar.

Todo esse corpo simbólico da vida do cadete é parte da reforma geral da escola militar proposta e inicialmente realizada por José Pessoa (1885-1959), militar que foi sobrinho do ex-presidente Epitácio Pessoa e irmão de João Pessoa, assassinado quando governador da Paraíba.

Foi ele o defensor da transferência da Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, onde se formavam então os oficiais, para a região de Resende. Um dos objetivos era apartar o militar da agitação política e dos movimentos sociais que vicejavam na capital federal da época.

O conjunto principal de edificações que forma a Aman, suntuoso (com mármore de Carrara no revestimento de grande parte da construção, doação do empresário Henrique Lage), seria inaugurado em 1944 e, em 2019, completará 75 anos.

"Ser cadete é cultuar a verdade, a lealdade, a probidade e a responsabilidade", lê-se e ouve-se aqui e ali durante nossa visita.

"Se pudesse resumir, a academia é uma casa de valores, uma escola de líderes. Hoje, num horizonte temporal bem definido, estamos formando aqueles que vão dirigir o Exército em 2050, o alto comando", sublinha o coronel João Augusto Vargas Ávila, chefe da divisão de ensino da Aman. "Se você olhar para esse pátio aí fora [ele aponta para a janela ampla], nos quatro anos que temos de academia, estão nele os 15 generais de quatro estrelas que em 2050 estarão comandando os destinos do Exército e, quiçá, um comandante do Exército."

O atual comandante da força terrestre, o general Eduardo Villas Bôas, cursou a escola de Campinas e em seguida a academia de Resende, onde se formou em 1973. Na Aman, Villas Bôas foi também instrutor e comandante do curso de infantaria.

Por um militar ético e humanista

O dia a dia na Academia Militar das Agulhas Negras, a exemplo do que foi na escola, é lotado. A primeira atividade é de formatura, às 6h40, seguida das aulas, das 7h30 às 17h30.

O cronograma combina aulas de 50 minutos de disciplinas universitárias e disciplinas técnico-profissionais, com treinamento militar propriamente dito, como tiro com armas coletivas (tipo canhão) e com armas individuais (por exemplo, fuzil). Há ainda muito treino físico, aulas de técnicas militares e equitação com função pedagógico, para, dizem, dar coragem, iniciativa ao cadete.

No campo universitário, matérias de cunho mais humanista ganharam espaço, conforme novo entendimento de que o oficial combatente contemporâneo precisa entender também muito de gente e não só muito de guerra, para liderar, saber comandar coletivamente e trabalhar nos ambientes urbanos e humanizados.

Filosofia, com estudo de autores clássicos, como Platão e Aristóteles, já é discutida no primeiro ano. No segundo ano da academia, sociologia e psicologia entram na grade. Além de língua portuguesa, inglesa e espanhola, há, no currículo dos cinco anos de estudo, também geopolítica, relações internacionais e disciplinas de direito, como direito penal, direito administrativo e ética profissional militar com ênfase em direitos humanos.

"Por que ética? Porque envolve profundamente qualquer das atuações do militar. Sejam os conflitos, nas guerras formais, que praticamente acabaram, sejam outros conflitos ou ações internas, esses limites estarão estabelecidos pela estrutura legal. São instrumentos de controle e orientação e as leis têm uma coerção. São esses limites que a gente ensina, sempre dentro do marco maior do instrumento legal normativo, que é a Constituição Federal", descreve o coronel Linhares, que leciona as disciplinas do direito.

Segundo o professor Linhares, discutem-se em sala de aula, por exemplo, os tratados internacionais voltados para a proteção da dignidade da pessoa humana, assim como a legislação nacional que trata do tema e o direito internacional dos conflitos armados.

"Mas como conduzimos isso? Sempre procurando ministrar o conteúdo doutrinário e depois buscando contextualizar o emprego. De que maneira? Criando casos esquemáticos, em que o cadete estará comandando um pelotão, assessorando um comandante, dentro de uma missão da ONU [Organização das Nações Unidas], dentro de uma ação de GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Criando casos em abstrato para que ele possa decidir."

Quando chegam, os cadetes do primeiro ano são divididos em quatro companhias, com três pelotões cada uma. A exemplo da escola de Campinas, há um capitão responsável para cada companhia, com um tenente encarregado de cada pelotão. Uma tenente adjunta ao capitão atende diretamente as 32 cadetes pioneiras na linha combatente (ingressaram 37 em Campinas e cinco meninas desistiram). Entre os homens, são 380 cadetes no primeiro ano.

Chegou a hora de decidir

Nas primeiras semanas do segundo ano de Aman, o cadete precisará escolher entre as especializações do Exército brasileiro, que se chamam armas. Se for homem, terá sete armas à escolha: infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, comunicações, material bélico e intendência. Se for mulher, apenas duas, as duas últimas da relação anterior, mais relacionadas à administração, manutenção e suprimento para os locais de conflito.

O número disponível de vagas para o curso de cada arma é indicado pelo comando do Exército, conforme estudo de necessidades do efetivo atual. Os alunos mais bem colocados entre todos do seu ano têm preferência.

É uma decisão que o cadete tomará baseado no seu histórico na escola, perfil e vontade. Uma vez escolhida a arma, ele ou ela nunca mais poderão mudar para outra. É para a vida toda.

Gosta da ação? Da linha de frente? Do combate imediato? Então você é um infante. É meticuloso? Paciente? Detalhista? Nasceu para artilheiro.

"Missões de GLO vão aumentar"

A operação ou missão de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) é, segundo o manual de GLO desenvolvido pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas, uma operação militar determinada pelo presidente da República e conduzida pelas Forças Armadas de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado. Ocorre nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança, em situações de grave desordem, para a preservação da ordem e a proteção às pessoas.

Está contemplada na legislação brasileira, incluindo a Constituição de 1988. No período pós-ditadura militar, a partir de 1985, foi lançada pela primeira vez em 1992, por ocasião da realização da reunião de cúpula Eco-92, com a presença de dezenas de chefes de Estado, no Rio. As Forças Armadas garantiram então que o Rio, já enfrentando graves problemas sociais e de segurança, sediasse o encontro sem contratempos.

De lá para cá, a convocação dos militares para atividades de policiamento ostensivo, assumindo a linha de frente do combate ao crime organizado no interior das cidades, às vezes substituindo as próprias forças de segurança locais, tem se tornado mais frequente.

E, na visão dos comandantes do Exército, as operações de GLO vieram mesmo para ficar e por isso suas academias de formação do militar de hoje têm revisado currículos, ensinando novas doutrinas e práticas.

"Temos um órgão de direção geral, que se chama Estado-Maior do Exército, que trabalha com construção de cenários. Hoje o Exército está trabalhando com construção de cenário em 2030. E hoje o cenário vislumbrado por esses camaradas é que as missões de GLO vão aumentar", afirma o coronel Ávila, chefe de ensino da Aman.

"Em todas as áreas de formação do Exército, quer seja no ensino profissional, quer seja na instrução do soldado, ou na formação do oficial, não pode deixar de observar isso, porque é um cenário que foi deslumbrado e normalmente vai se confirmar. Isso, baseado no que está acontecendo hoje."

O Exército atuou recentemente no controle de rebeliões nos presídios brasileiros, como no Rio Grande do Norte, e na garantia da lei e da ordem nas paralisações das polícias militares e civis, como no Espírito Santo. A GLO de caráter mais profundo é no Rio de Janeiro, decretada via intervenção federal, a primeira desde a democratização, em fevereiro deste ano.

Os futuros oficiais, hoje cadetes da Aman, já estudam a nova doutrina dos conflitos, de forma "a estarem aptos a conduzir operações no amplo espectro (operações ofensivas, defensivas, de operações de cooperação e coordenação com agências)”, conforme comunicado do comando da academia.

É que as operações de GLO com que o futuro combatente vai lidar normalmente são conduzidas por múltiplos atores, como as polícias Federal e Militar, e comandadas também multilateralmente.

O militar do Exército, portanto, precisará estar apto a trabalhar em grupo com outras forças e dividir comandos.

Como os conflitos hoje são de caráter urbano, situados dentro de áreas com populações civis, a exemplo dos morros do Rio, e de inimigos não muito bem definidos e declarados, isto é, são forças irregulares, no jargão militar, os futuros oficiais do Exército precisam saber falar a língua e respeitar a peculiaridade dos civis.

Daí o currículo contemplar aulas de filosofia, sociologia e direito com foco em ética e direitos humanos. Precisa ser tudo dentro da normalidade da lei e da dignidade humana.

Aprendendo na prática

O cadete do último ano, o quarto na academia e o quinto na formação geral, tem a oportunidade de vivenciar, testar e aprimorar na prática o conteúdo e as técnicas para lidar com conflitos nos ambientes humanizados e ambíguos. O nome técnico da atividade é estágio de corpo de tropa.

O cadete Thales Felipe de Alcântara, 24 (na foto), participou desse treinamento para operações de GLO, que é conduzido em Quatis (RJ), pequeno município de pouco mais de 13 mil habitantes. A prefeitura local sedia instalações em troca de apoio do Exército na área de saúde.

Ali, com outros cadetes, revezando-se em duas turmas, cada uma durante uma semana, montou postos de segurança, patrulhou a pé, de carro e com apoio aéreo de helicóptero. E não raro, no cotidiano do treinamento militar, rajadas de tiros de festim.

"Fizemos uma imitação do combate real. Foi a oportunidade de praticar em rua o que se aprendeu em sala de aula."

O cadete Alcântara é filho de pai militar, que diz ser "um exemplo dentro de casa", e "tinha o sonho de vir para cá".

A Yasmim, a irmã mais nova, depois que abriu concurso para mulheres, também pretende tentar a carreira, segundo o cadete.

Alcântara escolheu a arma da artilharia e sabe como é um bom artilheiro: "É disciplinado, aguerrido, meticuloso e preza muito o profissionalismo".

Para o futuro, ao se formar tenente ali, quer "ser um bom oficial e ajudar de alguma forma para o desenvolvimento nacional".

Primeiro vai ter de finalizar seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), obrigatório para a formatura de todo cadete, que tem o seguinte tema: "A visão da imprensa mineira sobre a Guerra do Paraguai: um estudo de caso do jornal "O Jequitinhonha", de Diamantina".

O cadete Vinicius Couto, 24, colega do mesmo ano do cadete Alcântara e que também participou do treinamento para operações com forças irregulares nas ruas de Quatis, destaca o valor da prática como fundamental e também o conteúdo teórico aprendido em sala sobre direito, direitos humanos e ética.

"Abriu bem a nossa visão para a formação do pensamento crítico e a valorização do ser humano", elogia.

O cadete, nascido numa família de militares (o capitão Couto, primos e tio), está agora preparando seu TCC sobre persuasão e liderança, aplicadas ao comando da arma de artilharia, que escolheu.

Diz agora ter "um sentimento de cumprimento de missão", após ter vencido "muita adversidade". Assim que deixar a academia como tenente e assumir o seu primeiro posto, projeta dar o "máximo".

"Saber que o meu trabalho não está sendo em vão. Da menor missão interna até a missão no exterior."

Multiplicação de GLOs esvazia poder civil, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que governou o Brasil entre 1995 e 2002, acredita que o possível crescimento do número de operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) possa ser nocivo ao país em termos de equilíbrio de forças.

"Quando um governo começa a ter falta de força política, ele apela aos militares. É perigoso. A multiplicação das GLOs é complicada. Você começa, começa e aí? Você esvazia o poder político civil. Então, não é bom."

Para FHC, a recorrência ao poder militar mostra que os outros recursos de controle e segurança da sociedade estão se esgotando. "Vamos tentar segurar os outros recursos para evitar que isso se transforme numa tendência. Aqui, por enquanto, os quadros institucionais e constitucionais estão funcionando. Tomara fiquem. Tem que haver eleição."

O ex-presidente lembra de que, na época da redação da nova Constituição Brasileira, em 1988, o artigo que estabeleceu a condição básica das Forças Armadas, bem como suas atribuições fundamentais (artigo 142), entre elas, a garantia da lei e da ordem, teve sua contribuição direta.

"Havia uma proposta do [deputado federal José] Genoino [PT-SP] de que os militares nunca poderiam interferir [na vida civil]. É meio irrealista, porque vem a eleição e nós pedimos as tropas para garantir a eleição. Sempre", pontua FHC. "Então é melhor você disciplinar. Pode o chefe de cada um dos Poderes [do Supremo Tribunal Federal, da Câmara dos Deputados e do Senado] pedir garantia da lei e da ordem, mas a decisão é só do presidente [da República]."

O tucano frisa que "os civis têm que aprender a conviver com os militares", que "uma parte do poder é coercitiva" e, quando presidente, foi obrigado a recorrer aos militares em situações específicas. "No meu tempo, as polícias começaram a se revoltar. O que a gente fazia? Chamava o Exército. Só [controla uma força com] outra força."

"A gente tem de ser realista nessas coisas e ao mesmo tempo democrático. Qual é a regra? GLO é uma regra."

Mulher não chora

A cadete Kimberly Galdino Afonso Ferreira, 22 (na foto), se emociona ao falar da missão, da carreira que escolheu para si.

Os olhos marejam, uma lágrima ameaça pular do olho direito. Mulher não chora, Kimberly?

Ela retém o pranto, a voz embarga. Outra lágrima se insinua, cresce, mas não cai. Mulher não chora, Kimberly?

Ela olha para os oficiais presentes, os braços cruzados atrás das costas, a boina parcialmente encobrindo a fronte, os olhos rutilantes por baixo da aba.

Não, ela não chora.

A cadete Kimberly faz parte de uma turma com responsabilidade enorme pesando sobre os ombros: a das mulheres que se tornarão as primeiras oficiais da linha combatente da história do Exército brasileiro, podendo chegar até a generais. São pioneiras. Hoje, no Exército, mulheres atuam mais no suporte, em áreas administrativas, de ensino e de saúde.

Ingressaram pelo primeiro concurso aberto também a elas, em 2016, seguindo a lei 12.705, de 2012, que determinou o ingresso feminino nas academias da linha bélica das três Forças Armadas em até cinco anos.

Em 2017, cursaram a escola preparatória de Campinas e estão hoje no primeiro da Aman. No ano que vem terão de escolher entre o serviço de intendência e o quadro de material bélico, as duas das sete armas do Exército nas quais podem ingressar, pelo menos por enquanto.

A cadete Kimberly, que é natural do Rio de Janeiro, tem pai militar. "Ele sempre me incentivou. De ele ser um exemplo de vida para você."

Ela estudou em colégio militar no Rio, do 5º ano ao ensino médio, e ia fazer medicina, quando mudou de ideia.

Na academia, não quer ser menos do que perfeita, consciente de sua posição histórica.

"A gente vive se cobrando um pouco para fazer o certo. Para ser uma boa profissional sempre."

A cadete Kimberly não acredita é em guerra dos sexos: "Homens e mulheres se complementam e estão aqui para somar".

Para a garota, "o Exército é um caminho pelo Brasil". "Para construir, ser patriota. Poder ajudar o próximo daqui ou de fora. São poucas as profissões que conseguem fazer isso e aqui consigo."

Kimberly vai levar consigo no mínimo uma lição que ali aprendeu, quando for tenente lá adiante dos muros da Aman, no horizonte longo em que se vê ao fundo o conjunto de montanhas onde está o pico que dá nome à escola: o ensino para a tolerância.

"Uma lição de vida para que eu possa passar para as pessoas lá fora. Quero lidar com a população, o ser humano. Ter ética com o cidadão. Lidar com a população de forma correta", confia.

Foi durante essa última fala que a cadete se emocionou e quase chorou. Mulher não chora, Kimberly?

O sarrafo e o machismo

Diferentemente da colega Kimberly, a cadete Vitória Bezerra Costa, 19 (na foto), de Fortaleza, alta e esguia, não tinha nenhum militar na família, mas estudou desde o 5º ano em colégio militar. Diz que sempre prezou os valores do patriotismo e do civismo.

Ela se diz sistemática e que vai melhor na parte administrativa. "A nossa é uma responsabilidade maior, porque o sarrafo vai ser colocado por nós."

Vitória se refere ao fato de ela e as outras 31 meninas cadetes estarem estabelecendo marcos e índices inaugurais de avaliação e desempenho.

A cadete diz gostar muito das disciplinas de línguas estrangeiras e aguarda ansiosamente pelas aulas de geopolítica. São conteúdos que vão ajudá-la na realização do sonho: "Uma missão no exterior é uma grande oportunidade".

Mas sua estratégia é um passo depois do outro: "Tento manter o foco, com faróis curtos, primeiro o que está à minha frente".

Uma dificuldade presente no dia a dia de quem estuda nas academias é a saudade. As meninas, sim, e os meninos também, sentem falta de casa, da convivência com a família, uma vez que passam a morar na escola. Quem vem de longe nem sempre consegue aproveitar o fim de semana de folga para viajar de volta para casa. Pesa também a grade curricular lotada, que pode incluir atividades até nos fins de semana.

"A distância para mim pesou bastante", admite a cadete Valquíria Letícia Gomes de Mesquita, 19, de Brasília, que morava com os pais e as irmãs. O pai é militar e ela mesma estudou a maior parte da vida em colégio militar.

"Falar só por celular é dureza."

Entre as alunas, e também alunos, que ingressaram neste ano na escola de Campinas, futuros cadetes, a saudade estimulou vínculos. "Sinto bastante falta de casa, mas você cria uma outra família aqui", aponta Larissa Goulart, 19, de Taubaté (SP).

Daí um bordão que ela compartilha, sempre repetido pelos alunos como forma de incentivo mútuo: "Vibra que não dói".

Manoela Albert, 21, do Recife, optou pela carreira militar de combate baseada numa inquietação que é compartilhada por outros alunos: não queria ficar presa dentro de uma sala de aula e depois em um escritório. Chegou a cursar cinco períodos da graduação em direito, mas desistiu.

De família militar, decidiu fazer cursinho específico para concursos da área e entrou na EsPCEx na segunda tentativa.

Com o soldo que passou a receber na escola, de pouco menos de R$ 1.000, começou a sentir o sabor da independência, de bastar-se a si mesma, de saber se virar, enfim. "Desde que estou aqui, nunca mais pedi dinheiro para o meu pai. Monto o meu kit de higiene, pago meu passeio no fim de semana, cinema. O dinheiro é mais do que suficiente."

Muito bem avaliadas

Pelas avaliações dos dois primeiros anos na escola de Campinas e do primeiro ano em Resende, o sarrafo está sendo colocado por elas muito lá em cima, até com relação aos homens.

"Apesar de a idade ser igual, elas são mais maduras, mais concentradas e focadas. Detestam quando erram. Com isso, suas notas [altas] acabam refletindo. Querem aproveitar a oportunidade de serem as primeiras mulheres da linha combatente", confirma a tenente Thaynan Miranda Amorim, 31, que é instrutora, com a responsabilidade específica, como mulher, de fazer a interlocução direta com as alunas.

O coronel Ávila, chefe de ensino da academia de Resende, acredita que "a mulher chegou para humanizar um ambiente que era totalmente masculino" e vai ajudar muito. "A segunda colocada da Aman no primeiro ano é mulher. Do efetivo de mulheres que temos aqui, metade está entre os 50 melhores da turma, do efetivo de 400", detalha.

"Já, já, vamos ter mulheres primeiras colocadas de turma. Pode ser até nessa primeira turma agora, já que temos uma segunda colocada que está a centésimos de diferença do primeiro, que é homem. E aqui nós primamos a meritocracia. Se tiver de ser mulher, vai ser mulher", assume Ávila, que é pai também de uma dessas meninas que têm enchido os olhos de professores e instrutores.

A tenente Thaynan não esconde que um outro tipo de sarrafo, colocado de forma pouco sutil e clara, ainda atrapalha o itinerário das mulheres nas academias: o machismo. "Aqui a gente enfrenta ainda o machismo fortemente. Se a sociedade lá fora é machista, é normal que aqui seja também. Estamos o tempo inteiro tendo de mostrar que esse espaço é nosso também."

Peço licença para discordar, senhor!

Espera-se hoje, do oficial do Exército brasileiro, muito mais do que a observação rigorosa da hierarquia e da disciplina, princípios de base da carreira militar, e do que o culto a valores morais considerados modelares e imutáveis, como verdade, lealdade, honestidade e responsabilidade.

Os oficiais da força terrestre precisam ser hoje capazes de pensar por si mesmos, de inovar, de analisar cenários complexos e decidir com assertividade e velocidade muitas vezes sem consultar seus superiores.

Do combatente do século 21, as seguintes capacidades são esperadas e são trabalhadas por meio das disciplinas de formação no dia a dia da academia: proatividade, liderança, pensamento crítico, capacidade de aprender e desaprender, inovação, resiliência, inteligência emocional e comunicabilidade.

"À primeira vista parece que a hierarquia e a disciplina vão comprometer o pensamento crítico, mas não vão. As próprias metodologias ativas da aprendizagem nos ajudam nesse sentido, de estimular o pensamento crítico dos nossos cadetes. Até porque faz parte da geração deles, não é uma geração que você fala e o camarada aceita tudo", analisa o chefe da divisão de ensino da Aman, o coronel Ávila, um gaúcho natural de São Borja que é pai de uma cadete e de um cadete que hoje estudam ali.

"E pensamento crítico não é simplesmente a negação de tudo: "Não, com isso eu não concordo". É você ter um mínimo de embasamento para acreditar naquilo que julga ser conveniente para você", posiciona com voz firme o coronel Ávila, sentado junto à sua mesa de trabalho, na sala ampla da divisão de ensino, com madeira envernizada revestindo as paredes altas, ladeado pelos retratos daqueles que ocuparam o mesmo cargo dele.

As metodologias ativas da aprendizagem são aquelas que colocam o aluno no centro do processo, como protagonista do próprio desenvolvimento intelectual e afetivo, e o professor mais como um orientador e estimulador de caminhos.

Atividades em sala de aula, como debates e pesquisas, são dois dos processos ativos com base nessa abordagem de "pôr a mão na massa", de aprender experimentando e fazendo.

"Não é porque tenho chefe que não posso ter visão crítica. O respeito à hierarquia não quer dizer que não tenha inovação. Isso não tem lógica. Pode e deve. De forma adequada, feito com disciplina, o militar pode expor seu assessoramento. Na verdade, espera-se o assessoramento dele", confirma o coronel Clóvis Elisio Gomes da Silva, hoje chefe na área de comunicação e relações públicas da Aman.

O coronel Anvalgleber Souza Linhares, um dos militares da velha guarda que lecionam na Aman (ele é professor de direito), detalha como é e o que se espera do novo militar.

"Seja em missão de paz, seja em missão de paz com um pouco mais de emprego de força, como foi no Haiti [onde o Brasil comandou a missão multinacional de paz por 13 anos, entre 2004 e 2017], hoje o que se quer desse militar, especialmente no escalão subordinado, são valores, senso crítico, capacidade de reflexão e operacionalidade [habilidade de agir]. Você não fica a todo instante perguntando para quem é hierarquicamente supervisor: "O que faço? O que deixo de fazer?"", sublinha.

"Hoje, o ambiente de combate já não permite mais isso. O ambiente de combate fluido, de terceira geração [com guerra mecanizada como forma dominante], quarta geração [guerra mecanizada no meio da sociedade da informação/eletrônica], já falam até em quinta geração [guerra por causas, não mais por nações, disseminada em redes e conduzida por entidades menores, explorando biotecnologia], faz com que o escalão adequado muitas das vezes, dentro da missão recebida, tenha que tomar decisões e não há tempo de perguntar para o escalão superior. Esse é o homem de que a nação precisa hoje."

Forma de ensinar renovada

As escolas preparatórias dos oficiais do Exército brasileiro dizem estar evoluindo suas metodologias pedagógicas conforme as transformações da educação e da sociedade em geral.

Uma das novidades foi a incorporação, a partir de 2012, da formação por competências. Quer dizer que importa uma educação integral, que fuja da mera assimilação de conteúdos isolados e antes contribua para o desenvolvimento das dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural simultaneamente.

Agora, visa-se o aprendizado por meio do conteúdo interdisciplinar aplicado a situações contextualizadas no dia a dia do futuro oficial, mediante as chamadas metodologias ativas de aprendizagem, que é a educação de "mão na massa".

Outro passo adiante em termos de atualização da dinâmica em sala de aula e fora dela é o uso da tecnologia. Um sistema informatizado desenvolvido internamente, disponível pela internet mediante login e senha, permite que o aluno estude e faça exercícios remotamente, com a supervisão do professor.

Os notebooks e telefones celulares também são de livre uso nas dependências das escolas e, em alguns casos, instrumentos de interação e pesquisa dentro de sala.

"A gente usa o que ele gosta ao nosso favor, isso aqui, ó [e mostra o celular]. Usamos o ambiente virtual de aprendizagem. Tem algumas disciplinas que são gravadas. Inglês, por exemplo: eles fazem a disciplina oral, gravam e encaminham para o professor", conta Maria Salute, professora e coordenadora pedagógica da Escola Preparatória de Cadetes, em Campinas.

"A média de idade dos nossos cadetes é de 21 anos. São nativos digitais, já nasceram com a presença do computador, do tablet e do smartphone. Então, uma coisa que era antes praticamente proibida dentro da sala de aula hoje é obrigatória", confirma o coronel Ávila, chefe de ensino da Aman.

"É uma geração com interação com o mundo virtual muito grande, pensamento crítico, são inovadores, uma capacidade de gerenciar vários meios ao mesmo tempo, então você não pode manter uma sala de aula da era industrial para passar alguma coisa para esse camarada. Hoje o grande desafio nosso é de formar um oficial da era do conhecimento."

Na parte do treinamento militar do combatente (as disciplinas técnico-profissionais, a cargo do chamado Corpo de Cadetes), uma série de inovações tecnológicas foi introduzida, como simuladores de combates e drones.

Outra mudança da formação militar vem da própria atitude, digamos, agora mais arejada. Não interessa se isolar nas academias, em manter diálogos apenas com outros militares, entre pares, mas buscar o intercâmbio com o meio acadêmico civil.

"A gente não se fecha para o que está acontecendo aí fora. É totalmente ao contrário", frisa o coronel Ávila.

As disciplinas que o futuro oficial tem de estudar

1º ano

Local: Escola de Formação de Cadetes do Exército, em Campinas (SP)
Regime: Internato
Aulas: Das 7h30 às 17h40, de segunda a sexta-feira. Formação diária às 6h45
Duração da aula: 45 minutos
Nota mínima para aprovação em cada disciplina: 5,0

Disciplinas universitárias:

Cálculo
Cibernética
Física Aplicada
História do Brasil
Língua Espanhola
Língua Inglesa
Língua Portuguesa
Química Aplicada

Disciplinas técnico-profissionais (do Corpo de Alunos):

Introdução às Técnicas Militares
Técnicas Militares 1 e 2
Treinamento Físico-Militar 1, 2 e 3

Ao fim do primeiro ano básico, em Campinas, o aluno se torna cadete e se transfere para a academia militar, em Resende, onde concluirá a formação de oficial como tenente. Se for homem, poderá escolher entre as sete armas do Exército (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, comunicações, material bélico e intendência). Se for mulher, as opções se restringem às duas últimas armas, a de material bélico e intendência, que atuam mais no apoio ao front.

2º ao 5º anos

Local: Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende (RJ)
Regime: Internato
Aulas: Das 7h30 às 17h30, de segunda a sexta-feira. Formação diária às 6h40
Duração da aula: 50 minutos
Nota mínima para aprovação em cada disciplina: 5,0

Disciplinas universitárias:

História
Psicologia
Sociologia
Geopolítica
Filosofia
Relações Internacionais
Ética Profissional Militar com Ênfase em Direitos Humanos
Iniciação ao Estudo do Direito
Direito Penal
Direito Processual Penal Militar
Direito Administrativo
Economia
Administração
Língua Inglesa
Língua Espanhola
Língua Portuguesa
Estatística
Cibernética
Metodologia do Ensino Superior
Iniciação à Pesquisa Científica

Disciplinas técnico-profissionais (do Corpo de Cadetes):

Treinamento Físico Militar
Tiro (das armas coletivas, como obuseiro, canhão, míssil e morteiro; e das armas portáteis, como pistola e fuzil)
Técnicas Militares
Equitação
+ 6 matérias distintas dependendo de cada curso

- Matérias comuns a todas os cursos (armas).

 

PORTAL G1


"Isolados do mundo": controladores de voo no DF só acompanham jogos da Copa durante pausa

"A gente até esquece que está tendo jogo", diz controlador. Grupo é proibido de ter acesso a celular ou qualquer outra distração durante expediente.

Por G1 Df E Tv Globo Publicado Em 23/06/2018 - 11h53

ImagemEnquanto o restante do país ficou com olhos vidrados para acompanhar o jogo do Brasil na Copa do Mundo nesta sexta-feira (22), um grupo precisou permanecer isolado de qualquer grito de gol. Para garantir a segurança dos voos, a rotina dos controladores em Brasília não pode mudar.

Na sala do controle de tráfego aéreo, o foco é apenas no trabalho. Tem até uma placa que alerta sobre a proibição de usar celular. Por lá, também são proibidos aparelhos de TV ou de rádio. Ou seja, qualquer coisa que distraia da função. Ali, apenas uma bandeira brasileira remete à torcida pelo hexa.

“Infelizmente, a gente não pode acompanhar. A gente tem que ficar observando o serviço, mantendo os tráfegos ordenados, a circulação rápida e principalmente segura”, afirmou o controlador de voo Ricardo Magalhães.

“Quando estamos na console trabalhando, a gente até esquece que está tendo jogo.”

Para ter acesso ao placar, só na hora do intervalo, quando é permitido o uso do celular. Mas só do lado de fora da sala de controle.

“Não temos informação, então a gente fica na expectativa”, contou outro controlador, Tauan Ribeiro.

O trabalho de vigilância do espaço aéreo brasileiro é feito por militares da Força Aérea Brasileira. Ele ocorre 24 horas por dia.

No expediente, os controladores se revezam em turnos de sete horas e meia ou nove horas de trabalho. Em Brasília, o grupo fica atento também ao tráfego em Goiás, parte do Mato Grosso e na região Sudeste.

 

Balão é flagrado perto da Ponte Rio-Niterói, perto de onde passam aviões que decolam do aeroporto Santos Dumont

Força Aérea Brasileira alerta que balões podem bater em aeronaves, provocando acidentes, e ainda interferir na visibilidade dos equipamentos de voo.

Por Rj1 Publicado Em 23/06/2018 - 11h22

ImagemUm balão com uma bandeira com uma bola e as cores do brasil foi visto na manhã deste sábado (23) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O flagrante foi feito às 7h, da Ponte Rio-Niterói, por onde passam aviões que decolam do aeroporto Santos Dumont.

A Força Aérea Brasileira alerta que balões podem bater em aeronaves, provocando acidentes, e ainda interferir na visibilidade dos equipamentos de voo, causando mudanças nas rotas.

O balão também traz risco de incêndios em áreas residenciais e de mata. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime ambiental com pena prevista de multa e prisão de um a cinco anos.

 Assista à matéria na íntegra: g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/balao-e-flagrado-perto-da-ponte-rio-niteroi-local-onde-passam-avioes-que-decolam-do-aeroporto-santos-dumont.ghtml

 

PORTAL AIRWAY


Novo Porta-Helicópteros da Marinha Brasileira sendo preparado


Publicado Em 23/06/2018

Na próxima semana, especificamente no dia 29 de junho, será incorporado às forças de defesas do Brasil um novo Porta-Helicópteros para a Marinha Brasileira, comprado de segunda mão da Royal Navy, do Reino Unido.

O vídeo acima mostra a embarcação sendo preparada pela BAE Systems e Babcock, que tem a função de deixar o porta-aviões nos moldes do contrato, com a manutenção em dia.

No dia 29 de junho a embarcação será incorporada à Marinha Brasileira, e depois transferida do Reino Unido para o Brasil. O nome já aparece no vídeo, será o PHM Atlântico A140.

Os tripulantes brasileiros estão realizando cursos na Royal Navy, em empresas fabricantes dos equipamentos e intensivos treinamentos.

A embarcação será empregada em operações aéreas com helicópteros, operações anfíbias com tropas de Fuzileiros Navais e missões de Controle de Área Marítima para proteção de nossas Linhas de Comunicações Marítimas, além de atividades de apoio logístico, de caráter humanitário, de auxílio a desastres naturais e de apoio a operações de manutenção da paz.

O navio tem capacidade para operar simultaneamente até sete aeronaves em seu convés de voo, podendo utilizar todos os tipos de helicópteros pertencentes aos esquadrões da Marinha do Brasil.


O HMS Ocean, agora PHM Atlântico A140

Entre os destaques do equipamento está a sua capacidade de operar com qualquer helicóptero usado pela Marinha do Brasil, e muitos dos equipamentos usados pela FAB, caso seja necessária uma integração.

ImagemNa mão do Reino Unido o equipamento é capaz de navegar com 800 oficiais a bordo, e ter 18 helicóptero em seu convés. Além disso o navio de 1995 é capaz de operar com aviões como o F-35B e o V-22 Osprey, que têm capacidades de decolagem na vertical.

Um porta-aviões é muito importante para o Brasil manter seu status de poder de defesa na ONU, e também e operações para Otan, nem todos os países contam com um porta-aviões.

Militares relatam que o HMS Ocean também é capaz de receber aviões do modelo McDonnell Douglas AV-8B Harrier II Plus, mesmo com seu comprimento não maior do que 205 metros.

ImagemA propulsão é realizada através de dois motores a diesel, com 12 cilindros dispostos em V, pode percorrer até 13000 km com velocidade de 33 km/h. Para proteção há 4 canhões DS30M Mk.2 30mm, 3 CIWS Phalanx, 8 FN MAG e 4 Miniguns 7.62mm.

Modernos radares garantem a segurança de voo do porta-helicópteros, bem como a defesa contra ataques de submarinos.

Dimensões

O HMS “Ocean” possui as seguintes características:

- Comprimento total: 203,43 m;

- Deslocamento carregado: 21.578 t;

- Velocidade máxima mantida (VMM) prevista em projeto: 18,0 nós;

- Raio de ação: 8.000 milhas náuticas;

- Acomodação para tropa: 806 Fuzileiros Navais; e

- Aeronaves embarcadas: 18 helicópteros.

 Assista à matéria na íntegra: www.aeroflap.com.br/video-novo-porta-helicopteros-da-marinha-brasileira-sendo-preparado/

 

Ethiopian deixa decisão entre Embraer e Bombardier para julho


Publicado Em 23/06/2018

A Ethiopian Airlines deixou para o próximo mês uma decisão para novas encomendas de aeronaves, que será anunciada no Farnborough Airshow 2018, entre os dias 16 a 22 de julho.

De acordo com a companhia, há um planejamento interno para encomendar mais aviões da família Boeing 787 Dreamliner, e também a Ethiopian está entre os dois jatos regionais de nova geração que são destaques no mercado, o Bombardier CSeries e o Embraer E2.

A Ethiopian poderá encomendar de 10 a 20 aviões regionais, mas ainda está conversando com a Bombardier e a Embraer sobre detalhes dos aviões. Já para o Boeing 787 a companhia planeja encomendar 13 aviões desse modelo.

Você terá uma cobertura completa do Farnborough Airshow aqui no Portal Aeroflap, direto do evento.

 

PORTAL GLOBO.COM


Trabalho de controlador de voo exige concentração máxima


Publicado Em 23/06/2018

Imagem

Mesmo durante jogos do Brasil, profissionais responsáveis pelo controle do tráfego de aviões no aeroporto de Brasília mantêm a atenção toral durante os noventa minutos da partida.

 Assista à matéria na íntegra: globoplay.globo.com/v/6828013/

 

OUTRAS MÍDIAS


CAVOK - Embraer divulga Nota Oficial sobre acidente com A-29 Super Tucano nos EUA


Por Fernando Valduga Publicado Em 23/06/2018

ImagemA Embraer divulgou uma nota conjunta com a Sierra Nevada Corp. (SNC) sobre o acidente ocorrido ontem (22/06) com uma aeronave turboélice A-29 Super Tucano, nas proximidades da Base Aérea de Holloman, Novo México, onde era realizada a segunda fase do experimento com aviões de ataque leve da USAF (OA-X). O Cavok Brasil divulgou ontem à noite a notícia em primeira mão aqui no Brasil, praticamente 5 minutos após a divulgação oficial da USAF, trazendo as seus leitores sempre as informações mais completas e de forma ágil.

A fabricante da aeronave informa que está acompanhando de perto e auxiliando as autoridades da USAF na investigação do acidente, mas não pode ainda divulgar maiores detalhes sobre o ocorrido.

Sabe-se até o momento que a aeronave A-29 “PT-ZNV” caiu por volta das 11h30 (hora local) na Área de Teste de Bombas de Red Rio, cerca de 100 quilômetros da Base Aérea de Holloman, base de onde partem as aeronaves do experimento.

Um dos pilotos sofreu ferimentos e foi levado de helicóptero para o hospital, mas nenhuma informação ainda foi liberada sobre o segundo piloto.

Segue nota oficial na íntegra:

“A Embraer e a Sierra Nevada Corporation (SNC) foram informadas de um acidente ocorrido perto da Base Aérea de Holloman, EUA, envolvendo uma aeronave A-29. A Embraer e a SNC estão cooperando com a USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) na investigação. Informações adicionais serão divulgadas assim que estiverem disponíveis”.

 

RONDONIA AGORA.COM - Militar da Aeronáutica reage a assalto e é baleado


Publicado Em 23/06/2018 - 21h28

O militar da Aeronáutica Lucas Pablo Nascimento Correia, 19 anos, foi baleado durante uma tentativa de assalto em sua residência, na Rua Airton Sena, na Zona Leste de Porto Velho. Ele levou várias coronhadas na cabeça e foi atingido com um tiro no abdômen durante a noite deste sábado (23).

A vítima contou aos policiais que estava em casa com a esposa, quando acabaram surpreendidos por dois criminosos armados, que anunciaram o roubo, exigindo da vítima as chaves de duas motocicletas que estavam na garagem

Em determinado momento a vítima reagiu e acabou levando várias coronhadas na cabeça, ao tentar tomar a arma de um dos bandidos. Lucas levou um tiro no abdômen, caiu e os bandidos fugiram sem levar nada.

A Polícia localizou uma bicicleta, mas proximidades da casa. O militar foi socorrido ao Pronto Socorro João Paulo II.

 

MILITARY.COM - Navy Pilot Dies in A-29 Crash at White Sands Missile Range


By Hope Hodge Seck Publicado Em 23/06/2018

The Navy has identified a pilot killed during a tragic A-29 Super Tucano crash that took place Friday during flight demonstrations for the Air Force"s light attack experiment.

Lt. Christopher Carey Short, originally from Canandaigua, New York, was piloting the A-29 when it crashed over the Red Rio Bombing Range within White Sands Missile Range, New Mexico.

Air Force officials did not disclose Short"s death in earlier announcements, remaining silent on the matter for nearly 36 hours prior to the Navy"s news release late Saturday night. Officials previously only disclosed that there were two pilots in the A-29, and one was airlifted to a local hospital with minor injuries.

The cause of the crash is now under investigation, according to the Navy release.

The deadly mishap, which took place north of Holloman Air Force base, happened in the middle of testing to determine whether the Air Force will select the Textron Aviation AT-6 Wolverine or the Super Tucano, made by Sierra Nevada/Embraer, to make up its planned fleet of light attack aircraft.

Demos began at Holloman May 7 and are slated to run through July, with service officials including Air Force Secretary Heather Wilson and Air Force Chief of Staff Gen. David Goldfein expected to participate and take flights in each aircraft.

Officials told Military.com Friday that flights associated with the light attack effort were canceled for the remainder of the day at Holloman following the crash. It remains unclear how this incident could affect scheduling or planning for the ongoing light attack effort.

-- Oriana Pawlyk contributed to this report.

-- Hope Hodge Seck can be reached at hope.seck@military.com. Follow her on Twitter at @HopeSeck.