NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 055/2019 - 24/02/2019

Publicado: 24/02/2019 - 08:39h
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Maduro diz que derrotou golpe de Estado e rompe relações diplomáticas com a Colômbia

Trinta dias depois, o golpe de Estado fracassou. Derrotamo-no. Fracassaram. E o que vão fazer agora?, questionou

Publicada em 23/02/2019 16:27

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse neste sábado (23/02) que a união entre o povo e as Forças Armadas derrotou o “golpe de Estado” planejado pelos Estados Unidos e pela oposição. Maduro também anunciou, durante o discurso, que a Venezuela vai romper todas as relações diplomáticas com a Colômbia.

“Trinta dias depois, o golpe de Estado fracassou. O derrotamos. Fracassaram. E o que vão fazer agora? Vão seguir jogando o jogo do intervencionismo. Hoje tentaram mais um show. O tempo de Deus é perfeito. Haverá justiça”, disse a apoiadores que se manifestaram em Caracas contra uma possível invasão do país.

No mês passado, o deputado opositor Juan Guaidó autoproclamou-se “presidente encarregado” da Venezuela, deixando de considerar Maduro o mandatário do país. Em pouco tempo, Estados Unidos, Colômbia, Brasil e outros países reconheceram Guaidó como chefe de Governo.

“Trinta dias depois, o que conseguiram? As eleições deveriam ser hoje, segundo manda a Constituição. Onde está a convocatória para as eleições presidenciais? Estamos esperando o palhaço de mil caras”, disse Maduro.

“Tomo as rédeas e vou seguir levando-as com a base constitucional. Governando de maneira democrática e constitucional para o bem-estar das maiorias. Seguirei à frente da pátria, cumprindo com a verdade da Venezuela”, afirmou.

Colômbia

Maduro também anunciou, durante o discurso, que a Venezuela vai romper todas as relações diplomáticas com a Colômbia. “Decidi romper todo tipo de relações com o governo da Colômbia. Fora daqui, basta, já! Peço a bênção do povo da Venezuela para conduzir com serenidade esta agressão que vem da Colômbia e seguir triunfando pela paz”, afirmou.

O venezuelano diz que o país não é formado por mendigos e que paga as ajudas humanitárias que recebe. “Para o Brasil, por exemplo, mandei uma mensagem. Estamos dispostos, como sempre, a comprar todo o arroz, todo o açúcar, todo o leite em pó e toda a carne que nos venda o Estado de Roraima. Tudo pagamos com dindin. Não somos mal pagadores. Somos gente honesta, de trabalho. Não somos mendigos.”

Lealdade

O presidente também jurou lealdade aos venezuelanos. "Nunca fui e nem nunca serei parte de uma oligarquia e posso dizer pelo meu sentimento chavista mais autêntico para o povo da Venezuela: contem com Nicolás Maduro, que será leal nessa batalha pela nossa dignidade", disse. "Não é tempo de traidores, não é um tempo de traições, é um tempo de lealdade com a pátria e aos ideais supremos da Venezuela”.

Maduro diz que o presidente Donald Trump “odeia a Venezuela e os povos da América Latina”. “Na Venezuela, triunfará a paz com soberania. Estamos consolidando uma grande vitória este ano, o vejo com o povo. O ódio que despertou uma minoria é muito grande”, afirmou.

“Jamais me renderei, sempre defenderei nossa pátria. Digo a toda a FANB [Força Armada Nacional Bolivariana]: se, algum dia, amanhecem com a notícia de que fizeram algo com Nicolás Maduro, saiam às ruas, não duvidem nem por um segundo”, disse.

Roraima atende 9 venezuelanos feridos por arma de fogo na fronteira


Publicada em 23/02/2019 12:16

A Secretaria de Saúde de Roraima informou hoje que nove venezuelanos foram atendidos em um hospital de Boa Vista, todos com ferimentos de arma de fogo durante um confronto em uma localidade distante 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.

Alem dos sete atendidos no início da tarde de ontem, outros dois pacientes deram entrada pela noite no HGR (Hospital Geral de Roraima). Um deles sofreu traumatismo craniano moderado, devido a um foco de sangramento evidenciado na tomografia de crânio. Ele está em observação no setor de Grande Trauma, com quadro estável.

O outro paciente teve um trauma de face leve, foi avaliado e já liberado pela equipe do HGR.

Do grupo de sete pacientes que foram atendidos pela tarde, dois estão estado em grave e os demais apresentam quadro estável. 

"Um deles está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele teve lesão no tórax por arma de fogo e no abdômen com múltiplas lesões no fígado e intestino", informa a nota do governo de Roraima. "O outro paciente grave está no Grande Trauma. Ele está sedado e respira com ajuda de aparelhos. O quadro de saúde é considerado grave."

Eles são parte dos mais de 15 feridos em um confronto entre indígenas e forças de segurança chavistas no lado venezuelano da fronteira com o Brasil. A fronteira entre os dois países está fechada desde ontem por ordens do ditador Nicolás Maduro. Dois indígenas morreram.

Como não há insumos para atendimento médico na cidade venezuelana da fronteira, Santa Elena do Uairén, a passagem foi aberta para duas ambulâncias que transportaram os feridos até Boa Vista. 

Fronteira fechada

A fronteira venezuelana em Pacaraima (RR) foi fechada na noite de quinta para impedir a entrada de ajuda humanitária solicitada pelo presidente interino, Juan Guaidó --Brasil e cerca de 50 países, incluindo os EUA, não reconhecem a legitimidade de Maduro como presidente, e consideram Guaidó, que é presidente da Assembleia Nacional, como mandatário interino.

Em declarações para a agência de notícias Associated Press, o prefeito de Gran Sabana, Emilio Gonzáles, afirmou que os soldados dispararam balas de borracha e gás lacrimogêneo, e não armas de fogo. Segundo autoridades, os mortos são da comunidade indígena Kumaracapay.

Desde que o Brasil começou, há poucos dias, a organizar o envio de ajuda humanitária em Pacaraima, soldados e tanques venezuelanos foram enviados para a região de fronteira.

PORTAL G1


Embraer vai recorrer da decisão da Justiça Federal que suspende assembleia

A liminar concedida na sexta-feira (22) para barrar o ato atendeu ao pedido de um conjunto de sindicatos. Embraer previa assembleia para a próxima terça (26).

Publicada em 23/02/2019 12:05

Após suspensão por decisão da Justiça Federal, a Embraer informou que vai recorrer para manter a Assembleia Geral dos Acionistas na próxima terça-feira (26) - data da convocação. A assembleia é uma das etapas para decidir o rumo do negócio com a Boeing, que depende do aval dos investidores.

A liminar concedida atendeu ao pedido de um conjunto de sindicatos. Essa assembleia prevê votar um plano para formação de uma joint venture (nova empresa) com a Boeing que vai gerenciar os negócios de aviação comercial da companhia brasileira, sob controle da fabricante norte-americana.

A decisão que suspende a assembleia, do juiz federal Victorio Giuzio Neto, é liminar. O magistrado diz que a suspensão é prevista 'até que as irregularidades legais apontadas sejam esclarecidas'.

Os autores da ação sustentam que identificaram 'riscos ao país' e violações legais decorrentes da realização da transação. A nova empresa foi avaliada em US$ 5,26 bilhões e a Boeing será detentora de 80% dela.

Para os sindicatos, a transação entre as fabricantes mascara a aquisição 'pura e simples da empresa nacional, o denominado take over'. Por isso, não se trataria da criação de uma joint venture, mas da aquisição da Embraer. As companhias negam essa afirmação.

As entidades querem que por meio de iniciativa parlamentar seja convocado plebiscito para avaliar a vontade popular, com consulta aos cidadãos, sobre o controle acionário da Embraer. O governo tem poder de veto ao negócio, por meio de uma ação especial chamada golden share, mas já adiantou que não pretende fazer uso dela na negociação entre Boeing e Embraer.

O documento cita, ao todo, 25 itens considerados pelos autores da ação como ilegalidades. Entre elas, que a golden share é um mecanismo que deixará de existir na nova sociedade, a exclusão das garantias de emprego e a propriedade intelectual da Embraer ser concedida para o uso da Boeing. Para os sindicatos, há risco de prejuízo aos trabalhadores.

Uma outra ação, movida por acionistas representados pela Associação Brasileira de Investidores (Abradin) foi extinta nesta semana. Eles argumentavam que os contornos da transação representam risco de prejuízo aos investidores.

A Justiça apontou, na ocasião, que a assembleia geral seria o instrumento para que as partes resolvam conflitos. A Abradin informou que vai recorrer.

Ministro faz apelo para Venezuela abrir fronteira para permitir ingresso de ajuda humanitária


Publicada em 23/02/2019 10:07

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fez um apelo neste sábado (23) para que as forças de segurança da Venezuela abram as fronteiras com o Brasil para permitir o ingresso de caminhões com alimentos e medicamentos doados pelos governos brasileiro e norte-americano para cidadãos venezuelanos.

A oposição venezuelana, comandada pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, marcou para este sábado o dia 'D' para recebimento de doações de outros países. Guaidó liderou um pronunciamento com o presidente da Colômbia em favor das ajudas humanitárias.

"Nosso compromisso é estar aqui para acompanhar a chegada de ajuda e fazer, mais uma vez, esse apelo que estamos fazendo pela abertura da fronteira e pelo ingresso da ajuda humanitária" (Ernesto Araújo)

O ministro das Relações Exteriores deu a declaração em uma entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado em Pacaraima, município de Roraima que fica na fronteira com o vizinho sul-americano. Ele estava acompanhado por representantes do governo opositor da Venezuela e diplomatas dos Estados Unidos.

A fronteira entre os dois países foi fechada na noite da última quinta (21) por ordem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O chefe de Estado venezuelano determinou o fechamento da fronteira para impedir a entrada de ajuda humanitária por parte de países que ele considera adversários do regime chavista. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

Na entrevista deste sábado, Araújo repetiu que o transporte das doações para os venezuelanos ficará sob responsabilidade exclusiva de representantes da oposição venezuelana. O chanceler enfatizou que não há previsão de que a ajuda humanitária seja disponibilizada no território brasileiro para que os cidadãos venezuelanos cruzem a fronteira para buscar.

Segundo ele, o governo brasileiro tem a expectativa de que as forças de segurança da Venezuela que controlam as áreas de fronteira com o Brasil permitam a entrada dos caminhões que transportam a ajuda humanitária.

Na manhã deste sábado, dois caminhões venezuelanos com ajuda humanitária brasileira partiram de Boa Vista (RR) em direção à Venezuela, embora a fronteira com o país vizinho continue fechada.

Os caminhões deixaram a capital de Roraima às 6h50 escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O primeiro veículo de carga com ajuda humanitária chegou a Pacaraima no final da manhã. O segundo caminhão teve um pneu furado durante o trajeto e atrasou.

O conteúdo do primeiro carregamento, que tem entre 6 e 7 toneladas, deve durar aproximadamente 1 mês e suprir as necessidades de até 6 mil pessoas. No total, o governo brasileiro transportará 200 toneladas de suprimentos.

O que há na carga dos caminhões:

Medicamentos: 4 kits de saúde para doenças de baixa complexidade com remédios para dor, febre e inflamação, e gazes;

Alimentos: arroz (doado pelos Estados Unidos) e leite em pó (doado pelo Brasil)

'Colocar as mãos em seus corações'

Ao G1, a representante do governo opositor da Venezuela Maria Teresa Belandria afirmou que está convencida de que os caminhões com alimentos e medicamentos vão conseguir ingressar em território venezuelano. Maria Teresa participou da entrevista coletiva ao lado do chanceler brasileiro.

"Eles [militares venezuelanos] têm que colocar as mãos em seus corações por que essa ajuda vai para eles também. Esperamos que os guardas abram [a fronteira], como aconteceu na Colômbia. Essa é a esperança", ressaltou a representante da oposição venezuelana.

Em meio à coletiva, Maria Teresa agradeceu aos governos do Brasil e dos Estados Unidos em nome da oposição ao regime Maduro. Ela destacou que o presidente Jair Bolsonaro foi um dos primeiros chefes de Estado a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela.

"Muito obrigado ao governo do Brasil. Se existisse uma palavra maior do que obrigado, deveríamos usá-la hoje", disse a oposicionista.

Ernesto Araújo relatou na entrevista que, nesta sexta-feira (22), se encontrou com o Juan Guaidó na Colômbia. De acordo com o relato do chanceler, o líder oposicionista venezuelano expressou "muita gratidão" pelo apoio que tem recebido do governo Bolsonaro.

Questionado por repórteres sobre a situação de brasileiros residentes na Venezuela com o fechamento da fronteira entre os dois países, o ministro das Relações Exteriores informou que a chancelaria brasileira está verificando o que é possível fazer para dar apoio a esses cidadãos.

Araújo disse que o Itamaraty está entrando em contato com os brasileiros que vivem na Venezuela para oferecer auxílio consular. Ele destacou ainda que não vê possibilidade de algum tipo de "conflito" envolvendo a comunidade brasileira na Venezuela.

Energia elétrica em Roraima

Ernesto Araújo também foi indagado pelos jornalistas sobre a situação energética em Roraima na medida em que o estado importa energia da Venezuela. O estado da Região Norte é a única unidade da federação que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Quase toda a energia importada da Venezuela é direcionada a Boa Vista. A capital de Roraima responde por cerca de 75% de toda a energia consumida no estado.

Ao responder aos repórteres, o chanceler disse que já conversou sobre o assunto com o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), e manifestou que o eventual desabastecimento de energia elétrica no estado também é uma preocupação do governo brasileiro.

Ele ponderou, entretanto, que, até o momento, não houve interrupção na distribuição de energia elétrica por parte da Venezuela.

"Roraima tem uma situação energética diferenciada do resto do pais. não houve nennum corte. Há a possibilidade colocar em prática um esquema de emergência para eventual corte. Porém, não temos informação de que esse temor se materialize", destacou.

O governo federal espera obter o licenciamento do Linhão do Tucuruí para retomar a obra a linha de transmissão que ligará Roraima ao abastecimento de energia do restante do Brasil.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a importação elétrica corresponde a 30 MW durante o dia, e o resto é suprido por usinas térmicas brasileiras. À noite, o volume aumenta para 120 MW.

Ainda segundo a Aneel, o estado tem autonomia de combustível de 10 dias para abastecimento das térmicas.

Considerando o cenário de as usinas térmicas gerarem 100% da energia do estado, o consumo de combustível será de 1 milhão de metros cúbicos de óleo por dia. O transporte para o abastecimento das usinas térmicas em Roraima mobiliza por dia cerca de 70 caminhões-tanque.

Piloto morre após avião agrícola cair em plantação de soja na Bahia

Vítima fazia pulverização, quando ocorreu acidente. Homem chegou a ser socorrido e foi levado para hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Por G1 Ba | Publicada em 23/02/2019 16:38

O piloto de um avião agrícola morreu após a aeronave cair em uma plantação de soja, na manhã deste sábado (23), na cidade de São Desidério, no oeste da Bahia.

O acidente ocorreu no distrito de Roda Velha. De acordo com a Polícia Civil, a vítima, identificada como Bruno Prado Amui Araújo, de 31 anos, fazia pulverização da plantação, quando ocorreu o avião caiu.

O piloto chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Luís Eduardo Magalhães, também no oeste, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo da vítima será levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade de Barreiras, na mesma região do estado.

Ainda não há informações sobre o que provocou o acidente. Uma perícia será realizada na aeronave para determinar as causas da queda. O caso será investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o coordenador regional da Polícia Civil, delegado Rivaldo Almeida Luz, testemunhas e os donos da fazenda onde ocorreu o acidente serão ouvidos.

Avião sai da pista em aeroporto do Distrito da Warta, em Londrina

Acidente aconteceu na manhã deste sábado (23); ninguém ficou ferido.

Por Rpc Londrina | Publicada em 23/02/2019 13:37

Um avião saiu da pista no Aeroporto 14 Bis, que fica no Distrito da Warta, em Londrina, no norte do Paraná, enquanto manobrava para decolar, na manhã deste sábado (23). Ninguém ficou ferido.

A aeronave, que tem capacidade para seis pessoas, estava só com o piloto no momento do acidente.

Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.

Nunca vi exército de outro país jogar bomba de gás no Brasil, diz coronel brasileiro sobre confronto na fronteira

Militares da Venezuela também dispararam contra o território brasileiro. Coronel do Exército disse que posição firme deve ser tomada pelas autoridades do Brasil.

Publicada em 23/02/2019 20:16

O coronel do Exército brasileiro José Jacaúna chamou de "lamentável" o confronto na fronteira entre Brasil e Venezuela no fim da tarde deste sábado (23). "Eu nunca tinha visto nenhum exército de outro país jogar bomba de gás lacrimogêneo no Brasil", afirmou o militar.

Jacaúna relatou que os soldados da Guarda Nacional Bolivariana também dispararam tiros com armas de fogo em direção ao território brasileiro, em Pacaraima (Roraima)

"Eles [os militares da Venezuela] realmente extrapolaram na reação em cima dos venezuelanos que estão aqui no nosso território", disse o coronel Jacaúna.

Perguntado se o tumulto na fronteira em Pacaraima pode ser considerado ataque à soberania brasileira, o coronel respondeu: "Quem vai dizer isso é o campo político. Acho que a via diplomática deve atuar fortemente contra os responsáveis por essa ação".

"Não sou eu quem vai dar ordem para o Itamaraty, mas, da nossa parte, acho que uma posição firme deve ser tomada", completou Jacaúna.

Procurada, a Secretaria de Comunicação do Governo Federal afirmou que os episódios estão sendo apurados.

Coqueteis molotov, pedras e tiros

Venezuelanos atacam posto do Exército da Venezuela na fronteira com o Brasil

Venezuelanos em Pacaraima e soldados da Guarda Nacional Bolivariana entraram em confronto no fim da tarde deste sábado. Os civis, do lado brasileiro, jogaram coquetéis molotov e pedras contra a base militar da Venezuela.

Em resposta, os militares venezuelanos revidaram com bombas de gás lacrimogêneo, pedras, e tiros – de bala de borracha e armas de fogo, conforme o coronel Jacaúna.

Até o início da noite, havia informação de apenas um ferido, um civil venezuelano que passou mal e recebeu atendimento no posto militar brasileiro.

Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela

Pacaraima é a cidade brasileira onde o governo do Brasil e a oposição ao chavismo liderada pelo autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, estabeleceram ponto de coleta para ajuda humanitária. Os carregamentos de comida, remédios e itens de higiene deveriam chegar neste sábado, mas o regime de Nicolás Maduro fechou as fronteiras com o Brasil. Houve protestos ao longo do dia.

A outra cidade é Cúcuta, na Colômbia, onde Maduro bloqueou a ponte ligando os dois territórios para impedir a passagem dos caminhões. Grande parte da ajuda humanitária continua retida no local, que também registrou confronto neste sábado.

Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países – incluindo o Brasil – discursou neste sábado em Cúcuta. Com ele, estavam os presidentes da Colômbia, Chile e Paraguai, além do ministro de Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo. Eles exigiram a chegada pacífica da carga ao território venezuelano.

Do lado venezuelano da fronteira, houve confrontos que deixaram ao menos três mortos neste sábado, informou uma médica ao G1. Todos eles na cidade Santa Elena de Uairén, a 15 km do Brasil.

PORTAL SPUTNIK BRASIL


Especialista revela possível objetivo do voo de avião militar dos EUA sobre a Rússia


Publicada em 23/02/2019 11:46

Os EUA poderiam ter realizado o voo de reconhecimento perto da cidade russa de Chita para obter informações sobre a brigada de mísseis, que eles consideram estar sendo reequipada com os mísseis 9M729, disse o especialista militar russo Viktor Murakhovsky.

Anteriormente, o portal de monitoramento PlaneRadar publicou uma captura de tela de acordo com a qual o avião de reconhecimento americano Boeing OC-135B realizou um voo na região russa de Transbaikal, perto da cidade de Chita, com base no Tratado de Céus Abertos.

"Na região de Chita, está posicionada uma unidade do Exército. A brigada de mísseis está sendo rearmada com a mais nova modificação do complexo Iskander-M, com o míssil 9M729… Eu acho que pelo menos um dos pontos de interesse deles é precisamente esta brigada de mísseis "- disse Murakhovsky.

Ao mesmo tempo, ele esclareceu que a Rússia não anunciou oficialmente o rearmamento da brigada com um novo tipo de míssil. "São os representantes dos próprios Estados Unidos que pensam assim, oficialmente não anunciamos isso", acrescentou o especialista.

Murakhovsky lembrou que, anteriormente, de acordo com as disposições do Tratado, os Estados Unidos já haviam realizado vôos sobre a região de Kaliningrado, onde também se localizam unidades do sistema Iskander-M.

Este voo foi comentado pelo Ministério da Defesa russo, que indica em comunicado que "de 18 a 23 de fevereiro, como parte da implementação do Tratado de Céus Abertos, a missão dos EUA realizará um voo de observação sobre o território da Federação da Rússia a bordo de um avião de observação americano OS-135B, a partir do aeródromo de Khabarovsk".

Acrescenta-se que os especialistas russos a bordo do avião "monitorarão a estrita observância dos parâmetros de voo acordados e a utlização do equipamento de monitoramento estipulado pelo tratado".

O Tratado de Céus Abertos foi assinado em 1992 e entrou em vigor desde 2002. O tratado permite que os Estados-Membros coletem abertamente informações sobre as Forças Armadas e atividades dos outros participantes.

Este tratado integra a maioria dos países da OTAN, a Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Geórgia, Bósnia e Herzegovina, bem como a Suécia e a Finlândia (países neutros). Habitualmente, a Rússia realiza voos em países da OTAN e vice-versa.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF, que restringe os mísseis nucleares. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem ela própria sérios questionamentos em relação à implementação do INF pelos norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

Em 23 de janeiro, o Ministério da Defesa russo mostrou a adidos militares estrangeiros o míssil 9M729, usado como pretexto para culpar a Rússia de violar o Tratado INF. Diplomatas dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, bem como representantes da UE e da OTAN na Rússia, não compareceram ao briefing.

 

Modernos, silenciosos e duráveis: Conheça os H135, novos helicópteros da Marinha

A Marinha do Brasil assinou contrato com a Helibras e encomendou três helicópteros H135, que substituirão os atuais Esquilo Biturbina (AS355). A ideia é utilizar as novas aeronaves na Antártica.

Publicada em 23/02/2019 14:46

O H135 é conhecido por fazer pouco barulho e ser uma aeronave durável. De acordo com a Helibras — única fabricante nacional de helicópteros — o modelo possui capacidade para até 8 passageiros, conta com dois motores Arrius 2B2PLUS, capacidade de voo por instrumentos e pode pousar em praticamente qualquer terreno.

Comentando a aquisição, o diretor da revista Asas e especialista em Defesa e Aviação, Cláudio Lucchesi diz à Sputnik Brasil que pelas especificidades da Antártica, não se opera helicópteros monomotores. É justamente neste ponto que o H135 leva vantagem, apresentando mais segurança para os pilotos, melhorando as operações e aumentando a capacidade das aeronaves em serviço.

"São helicópteros de tecnologia muito avançada, vários deles são máquinas líderes no mundo na categoria deles. O H135 é um modelo que tem mais 1300 unidades vendidas desde 1996, com 300 operadores em mais de 60 países", conta o especialista.

O especialista pontua ainda que os helicópteros devem ser amplamente utilizados para transporte de pessoal dos navios até terra firme quando não houver condições de ancoragem, para análise de condições meteorológicas e demais trabalhos de pesquisa. Lucchesi também destaca a importância "fundamental" na manutenção da permanência brasileira no continente gelado.

"Os países, para reivindicar participação de pesquisas científicas [na Antártica], têm por tratados internacionais a obrigação de manter uma presença por lá, que se dá por meio de uma base no continente. (…) E a manutenção da nossa base se dá através de aeronaves Hércules da Força Aérea Brasileira e dos helicópteros da Marinha", explica.

As aeronaves vão passar por adaptações na fábrica da Helibras, em Itajubá (MG). A Marinha exigiu a instalação de gancho, flutuador, guincho e radar meteorológico. O modelo já integra as Forças Armadas de países como Alemanha, Austrália, Espanha Japão e Reino Unido.

JORNAL CORREIO DO ESTADO (MS)


“Entra de um jeito e sai de outro”, diz Simone, sobre Reforma da Previdência

PRESIDENTE DA CCJ Senadora participou de entrega de equipamento para Unidade do Trauma, na Capital

Publicada em 23/02/2019 14:30

A senadora Simone Tebet (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, afirmou na manhã de hoje que a Reforma da Previdência não será aprovada nos moldes da proposta do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A senadora esteve em Campo Grande para a entrega de um tomógrafo, para a Unidade de Trauma da Santa Casa.

Conforme Tebet, a Reforma tem de ser profunda e deve ser aprovada ainda em 2019, no entanto, precisa passar por uma reformulação, principalmente no que diz respeito aos direitos das mulheres.

“Ela entra de um jeito e sai do outro, como todo projeto polêmico. Eu não concordo com essa diferença de três anos entre homens e mulheres, sempre foi cinco anos, não é isso que impacta, se você pagra os cálculos, não é isso que causa esse rombo  de R$ 300 bilhões. O rombo está nos previlégios, nos militares, no serviço público, nas aposentadorias das autoridades públicas.

Para a Senadora, o tempo de contribuição das mulheres deve ser reduzido ao que diz a lei atualmente.“Essa questão dos 40 anos de contribuição para você aposentar, com salário integral de 10 salários mínimos, que não é dez, descontado vira seis, ela precisa ser revista também  numa diferenciação entre homens e mulheres. A mulher vive mais, é verdade, mas ela tem dificuldade de conseguir emprego, ela tem dificuldade de permanecer no emprego, ela é a primeira a ser mandada embora, então ela  não consegue contribuir 40 anos, ela vai conseguir contribuir  40 anos quando ela chegar nos 75 anos de idade, então talvez  diminuir para 35 anos de contribuição, como é hoje”, considera.

Apesar das mudanças necessárias, Simone tem certeza que a Reforma será aprovada ainda este ano. “Nós vamos aguardar o mais rápido possível a previdência dos militares também, agora eu não tenho dúvidas de que a Reforma da Previdência será aprovada neste ano. Não tem saída, infelizmente a Reforma tem que ser profunda, só que ela não precisa atingir o andar de baixo, as pessoas que já são injustiçadas”, disse.

PROPOSTA

O governo apresentou na quarta-feira (20) a proposta de reforma da Previdência, considerada prioridade pela equipe econômica para tentar reequilibrar as contas públicas nos próximos anos. O texto foi entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

De acordo com o que o governo já havia anunciado na semana passada, a proposta prevê uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, a ser aplicada após 12 anos de transição. Além disso, os beneficiários terão de contribuir por, no mínimo, 20 anos.

O objetivo do governo ao propor a reforma não é zerar o déficit previdenciário, mas tentar diminuir o rombo previsto para os próximos anos – seu consequente impacto na contas públicas, que amargaram em 2018 o seu quinto ano seguido de déficit, com resultado negativo de R$ 120 bilhões. Somente o rombo previdenciário somou R$ 292 bilhões no ano passado.

Ao reduzir os déficits públicos nos próximos anos, a meta é evitar a alta no endividamento – que totalizou 76,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim do ano passado. A previsão do Tesouro Nacional é de que, com a aprovação da reforma da previdência, a dívida bruta continue crescendo e atinja 80% do PIB em 2022, mas que comece a recuar no ano seguinte.

PORTAL TERRA


Deserções de forças de segurança de Maduro aumentam, diz autoridade colombiana


Publicada em 23/02/2019 16:56

Pelo menos 18 integrantes das forças de segurança venezuelanas desertaram no sábado e se mudaram para a Colômbia, em meio à crescente tensão com a aprovação de uma ajuda humanitária anunciada à nação petroleira, informou a Autoridade de Imigração Nacional colombiana.

O órgão do governo colombiano disse que os desertores são membros da Guarda Nacional, da Polícia, do Exército e da Marinha que passaram da Venezuela para o departamento colombiano de Norte de Santander e Arauca.

"Nós desconhecemos o presidente Nicolás Maduro e reconhecemos nosso presidente interino, comandante-em-chefe Juan Guaidó", disse um dos membros da Guarda Nacional da Colômbia, depois de cruzar a fronteira.

"O que fizemos hoje, fizemos isso por nossas famílias, para o povo venezuelano. Nós não somos terroristas (...) somos pais de família e já basta de tanta incerteza e tanta injustiça. Companheiros chegou o momento, chegou a hora", disseram três outros membros da Guarda Nacional em um vídeo em que eles não se identificaram.

O presidente colombiano, Iván Duque, entregou no sábado centenas de toneladas de alimentos e remédios ao líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, para ser transportado para aquele país e distribuído a milhares de pessoas necessitadas.

Mas o líder socialista Nicolás Maduro, cada vez mais isolado desde que Guaidó se proclamou presidente interino em janeiro, anunciou que não permitirá a passagem da ajuda para a Venezuela.

Maduro, que descreve a entrega da assistência humanitária como um "show da mídia", ordenou o reforço da segurança nas fronteiras para evitar qualquer incursão.

Guaidó escreveu em sua conta no Twitter: "Aqueles guardas e membros das Forças Armadas que decidem se juntar à nossa luta não são desertores, eles decidiram se aliar ao povo e à Constituição. Bem-vindos!".

"A chegada da Liberdade e da Democracia na Venezuela já é imparável", disse ele.

Na fronteira colombiana, ajuda humanitária à Venezuela é recebida com gás lacrimogêneo e tiros


Publicada em 23/02/2019 16:35

Tropas venezuelanas leais ao presidente Nicolás Maduro atiraram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra apoiadores da oposição buscando trazer auxílio estrangeiro pela fronteira da Colômbia, neste sábado, enquanto o governo socialista desafia a pressão internacional para renunciar.

Os conflitos ocorreram quando o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que a maioria dos países do Ocidente reconhecem como líder legítimo da Venezuela, enviou pessoalmente uma caravana de auxílio humanitário da cidade colombiana de Cúcuta.

Guaidó embarcou por um momento em um dos doze caminhões carregando auxílio humanitário, com o apoio dos EUA, antes de eles se dirigirem à fronteira, onde foram rechaçados pelas forças de segurança da Venezuela.

O governo colombiano disse que o conteúdo dos caminhões foi descarregado e transportado por "correntes humanas" que se formaram na estrada que leva à Venezuela.

Mas, na cidades de San Antonio e Urena, logo depois da fronteira, tropas atiraram gás lacrimogêneo e barras de bolacha em ativistas da oposição, incluindo advogados que caminhavam em direção à fronteira, balançando bandeiras da Venezuela e gritando "liberdade".

Testemunhas relataram barulhos constantes de tiros sem conseguir identificar a origem.

"Eles começaram a atirar de perto, como se fossemos bandidos", disse o lojista Vladimir Gómez, 27, vestindo uma camisa branca manchada de sangue. "Eu não consegui evitar as balas (de borracha). Elas me atingiram no rosto e nas costas. Temos que lutar".

Muitos dos manifestantes disseram que eram civis pacíficos que simplesmente queriam ajudar por causa da escassez de comida e remédios em uma nação que já foi próspera e que sofre com um derretimento econômico sem precedentes.

"Sou uma dona de casa e estou aqui para lutar pela minha família, meus filhos e pais, resistindo ao gás lacrimogêneo do Exército e aos soldados em motos", afirmou Sobeida Monsalve, 42.

Outros bloquearam as ruas com pneus queimados, colocaram fogo em um ônibus e arremessaram pedras em forças de segurança para exigir que Maduro permita o auxílio a um país devastado pela escassez de comida e remédios.

Tropas da guarda nacional também atiraram gás lacrimogêneo em Santa Elena, perto da fronteira com o Brasil, onde pessoas tentaram construir barricadas para impedir que agitadores armados pró-governo entrassem.

Na sexta-feira, tropas abriram fogo contra uma vila na área, matando uma mulher e seu marido. Trinta e cinco tropas da Guarda Nacional estão detidas pela comunidade indígena em protesto, disse o prefeito de Gran Sabana.

Dois caminhões com ajuda humanitária cruzaram a fronteira brasileira, embora não tenham passado pela alfândega venezuelana, de acordo com uma testemunha da Reuters.

VERGONHA AO EXÉRCITO

Um vídeo nas redes sociais mostrou tropas que desertaram no sábado dirigindo veículos armados por uma ponte que liga a Venezuela à Colômbia, derrubando barricadas de metal no processo, pulando dos veículo e correndo para o lado colombiano.

"O que fizemos, fizemos pelas nossas famílias, para o povo venezuelano", disse um dos quatro homens em vídeo replicado em um programa de notícias colombiano na televisão, que não os identificou. "Não somos terroristas".

 

Do Alvorada, Bolsonaro aguarda desfecho de ação na Venezuela

Avaliação do governo brasileiro é que a entrada de ajuda humanitária no país vizinho fortaleça o presidente autodeclarado Juan Guaidó

Publicada em 23/02/2019 14:49

O presidente Jair Bolsonaro está sendo informado o tempo todo da crise na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. O momento é de compasso de espera no governo, já que o primeiro caminhão de ajuda humanitária com alimentos e remédio está pronto para entrar na Venezuela por Pacaraima. Bolsonaro está no Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

No governo brasileiro, todos torcem e apostam para que a ajuda humanitária possa entrar no país vizinho. A avaliação é que a ação pode fortalecer o presidente autodeclarado Juan Guaidó.

Permanece a decisão de que o Brasil não vai atravessar para o lado venezuelano. Um caminhão venezuelano, com motorista também venezuelano, é que terá de fazer a entrega. Se não conseguir passar, a orientação é voltar e aguardar outra oportunidade, até que se consiga levar a ajuda humanitária aos venezuelanos. Fontes informaram ao "Estado" que o Brasil vai respeitar a soberania da Venezuela.

Por enquanto, não há reunião marcada. O coordenador do gabinete de crise é o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Heleno tem acompanhando o desenrolar dos acontecimentos com informações estão sendo trocadas com o governo de Roraima, os órgãos de segurança, o Exército, Policia Militar do Estado e Polícia Federal.

Os atores da reforma da Previdência

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve ser o protagonista da tramitação da PEC da Previdência

Adriana Fernandes E Idiana Tomazelli | Publicada em 24/02/2019 05:10

A chegada da proposta da reforma da Previdência ao Congresso já revela quem serão os principais atores nas negociações para aprovação do texto enviado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na ausência de um líder do governo experiente e com trânsito nas bancadas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será o grande articulador político da reforma. Como árbitro, é ele quem vai ditar o ritmo do jogo, aumentando o seu poder de barganha com o governo, que ficou mais dependente dele até nas negociações paralelas que já começaram a ser feitas com os governadores.

O primeiro efeito do protagonismo de Maia é a decisão de fazer a reforma passar pelas comissões novamente, prolongando o tempo de tramitação. Mais do que uma maneira de driblar um possível risco jurídico por estar aproveitando a reforma do ex-presidente Michel Temer (como desejava a equipe econômica), ele garantiu palco a seus apoiadores para que aparecessem aos eleitores em cadeia nacional. Esse foi o acordo de Maia para se reeleger à presidência da Casa, inclusive com o apoio da oposição.

Se o presidente foi obrigado a rever a sua posição histórica contrária à reforma e admitiu que errou, agora terá de convencer os seus seguidores que lhe garantiram a vitória nas eleições a pressionarem com o mesmo engajamento os deputados a votarem a favor da proposta. Partido de Bolsonaro, o PSL começa dividido e deve jogar contra os interesses da equipe econômica, principalmente na parte da reforma que trata das regras dos policiais.

Fiador da reforma, o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá, pelo menos no primeiro momento, de deixar em banho-maria algumas propostas centrais da sua política econômica, como a redução dos subsídios e algumas privatizações e fusões, para evitar conflitos com as bancadas num momento muito sensível de negociação. Alterações mais radicais nas regras trabalhistas, como a criação da carteira verde e amarela, também ficarão de lado.

O ministro foi aconselhado a concentrar esforços na reforma e a apaziguar os ânimos com quem teve os interesses contrariados por essas outras medidas. Depois da formação do ministério com o discurso de que não haverá "toma lá, dá cá", o governo começou a rever a estratégia para buscar apoio.

Na mira dos parlamentares

Cargos e velocidade de liberação de emendas já estão na mira dos parlamentares. Segundo interlocutores, essas são moedas de troca não só para contemplar a base aliada, mas também para neutralizar as vozes contrários no "palanque" da comissão especial.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a quem oficialmente cabe a função de articulador político, até agora não tomou as rédeas do posto, que na prática vai sendo ocupado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Ex-deputado, Marinho é visto como uma figura carismática e habilidosa para conduzir os detalhes dos pontos de maior rejeição pelos deputados, que acabarão sendo negociados. A tarefa principal será reduzir a desidratação já esperada da proposta.

Num Congresso de perfil mais conservador, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) desponta com uma força de atração dos jovens e como cabo eleitoral atrás de votos pela reforma. Ele já tem gravado vídeos explicativos sobre a proposta e briga por um posto de destaque na comissão.

Na oposição, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), ex-coordenador econômico da campanha de Ciro Gomes à Presidência, é ouvido pela área técnica e cotado para presidir a comissão especial. Benevides pode atrair votos do partido dele e outros de oposição, mas não gostou da proposta de capitalização desenhada pela equipe de Guedes.

Candidato a relator da reforma, o ex-líder do governo Temer Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), é visto como um bom negociador, mas que precisa ser acompanhado de perto pelo governo para evitar negociações independentes sem que os técnicos tenham colocado o custo na ponta do lápis.

QUEM SÃO ELES

Rodrigo Maia

Presidente da Câmara. Grande articulador político, se contrapõe a Onyx Lorenzoni (articulador oficial do governo), que trabalhou contra a reeleição de Maia. Deve desacelerar tramitação.

Rogério Marinho

Secretário especial de Previdência e Trabalho

Técnico e político ao mesmo tempo, o ex-deputado que foi relator da reforma trabalhista é visto como alguém habilidoso para negociar

Hamilton Hourão

Vice-presidente da República General da reserva, é a voz de interlocução para dentro das Forças Armadas sobre mudanças nas regras dos militares.

Mauro Benevides Filho

Deputado federal pelo PDT-CE O economista é cotado para a presidência da comissão especial e pode ajudar a virar votos dentro da oposição em favor da reforma.

Kim Kataguiri

Deputado federal pelo DEM-SPEstá formando uma frente apartidária de orientação liberal e pode ser uma força importante de apoio à reforma aos olhos da área econômica.

A vida dos homens antárticos

Para invernar na estação brasileira é preciso deixar a família e enfrentar dias totalmente escuros, com temperatura de até -20°C

Luciana Garbin, Enviada Especial / Antártida | Publicada em 24/02/2019 03:10

Passar todo o inverno na Antártida não é para qualquer um. Na verdade, é para bem poucos que se dispõem a deixar a família para enfrentar dias que chegam a ser totalmente escuros, a uma temperatura de até -20°C, com sensação térmica de -40°C. Por isso, a seleção da Marinha é rigorosa. É preciso passar por um check-up geral, que já exclui parte dos concorrentes. Depois, por um exame psicotécnico. Os aprovados são então submetidos a uma semana de treinamento pré-antártico, com acompanhamento de psicólogos e restrição de celulares. Há ainda várias entrevistas, não só com o candidato como com sua família.

Os escolhidos formam o chamado grupo-base. O deste ano ficará na estação brasileira Comandante Ferraz até o fim de novembro. São 16 militares, todos homens, que serão chefiados pelo capitão de fragata Francisco Luiz de Souza Filho. Aos 45 anos, ele passará seu segundo inverno na Antártida. O primeiro foi entre novembro de 2010 e novembro de 2011. Foi embora três meses antes do incêndio que destruiu 70% das instalações brasileiras, em fevereiro de 2012, e resolveu voltar no ano passado. "Queria ver de perto a nova estação", conta. "Sou o elo entre as três casas do Brasil na Antártida - a que queimou, o Módulo Antártico Emergencial, onde estamos provisoriamente desde o incêndio, e a nova." A volta teve outra motivação. "Eu conhecia os dois militares que morreram no incêndio da estação. Um deles (Carlos Alberto Figueiredo) passou o inverno comigo."

O confinamento em situações adversas serve para aproximar o grupo, que ganha nome e símbolo. Mas também pode amplificar rusgas. "O desafio sempre é identificar diferenças psicológicas no grupo e tentar evitar ao máximo os atritos, que, em ambientes confinados, são potencializados", explica.

Como a base agora tem conexão 4G, ficou mais fácil falar com a família, mas os problemas em casa também chegam mais rápido. E sair de Comandante Ferraz no inverno só em caso de extrema urgência. Como o mar congelado impede a aproximação de navios, o jeito é pousar de helicóptero. Os chilenos são responsáveis pelos resgates na Ilha Rei George, onde fica a estação. E, para entregar alimentos perecíveis e outros itens de necessidade, a Força Aérea Brasileira faz quatro missões na base brasileira no inverno. Os Hércules C-130 voam de Punta Arenas até a estação e passam até 11 vezes sobre ela de cada vez, lançando de paraquedas paletes com frutas e legumes por exemplo.

Um dos requisitos para "invernar" é estar disponível para diferentes funções. "Isso faz parte da preparação", diz o subchefe da estação, Israel Levi Oliveira, de 37 anos. "Quando você tem rotina, fica mais fácil", completa Souza Filho. "Dia difícil é aquele em que você não tem uma rotina." Por rotina, entenda-se manter a base, iluminar os dois lagos da estação, fazer a verificação de máquinas, tratores e válvulas, se revezar nas rondas e deixar tudo preparado para o verão. É preciso rotina também para acordar e dormir porque, com tudo escuro, é comum sentir mais sono.

Até nas questões de saúde a Antártida tem suas peculiaridades, conta o médico e primeiro-tenente Rodrigo Nunes Martins, outro integrante do grupo base deste ano. A alta radiação solar, por exemplo, faz aumentar o risco de catarata. A secura castiga a pele. O sangramento nasal e a dor de ouvido podem ser mais frequentes. O sistema imunológico também requer cuidados. Como passam alguns meses sem contato com outras pessoas, quem fica confinado precisa se cuidar para não adoecer com vírus trazidos por quem vem de fora quando chega o verão.

O retorno para casa igualmente requer atenção. "Quando a gente volta, está em outro ritmo e tem de fazer a reentrada na família. Eu, por exemplo, cheguei e comprei uma máquina de lavar que era exatamente igual à da estação", conta Souza Filho. E por que uma máquina de lavar? "Não sei, já estava habituado, sabia fazer manutenção, então comprei."

PORTAL IG -ÚLTIMO SEGUNDO


Jair Bolsonaro envia mensagem a venezuelanos em dia de protestos

Presidente está no Alvorada, mas governo acompanha protestos e pode convocar reunião de emergência; Força aos irmãos venezuelanos, escreveu De Brasília, presidente Jair Bolsonaro acompanha dia de protestos na Venezuela

Publicada em 23/02/2019 15:54

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está atento aos conflitos que têm tomado conta da fronteira da Venezuela com a Colômbia desde sexta-feira (22). Bolsonaro se manifestou por meio de suas redes sociais enviando apoio aos manifestantes venezuelanos. “Força aos nossos irmãos venezuelanos! Deus no comando!”, escreveu o presidente, em espanhol.

Jair Bolsonaro  convocou nesta sexta-feira (22), em meio aos registros de violência na fronteira, uma reunião de emergência para discutir a situação da Venezuela. Participaram da reunião no Palácio do Planalto representantes de dez ministérios, o chefe do Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, tenente brigadeiro do Ar, Raul Botelho. O governador de Roraima, Antonio Denarium, também participou por videoconferência.

O governo brasileiro foi um dos primeiros a reconhecer a autodeclaração de Juan Guaidó como presidente interino. O Brasil também atua no envio de ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos e do próprio Brasil.

“Comunico que o envio de ajuda humanitária aos venezuelanos está mantido. O Brasil inteiro mobilizou-se de forma ágil e até o fim do dia, cerca de 200 toneladas de alimentos e medicamentos chegam em Boa Vista-Roraima. Boa noite a todos!”, publicou Bolsonaro no Twitter.

Representantes do governo brasileiro vão à Colômbia se reunir com outros países da América Latina para discutir a situação da Venezuela nesta segunda-feira (25). O vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o chanceler Ernesto Araújo, que já está no país vizinho, representarão o Brasil.

Bolsonaro se reunirá com Mourão no domingo (24), antes do embarque do vice. O governo federal também vai manter um gabinete de crise para acompanhar a situação da fronteira.

Ajuda humanitária na Venezuela

Doações foram levadas até Roraima por via aérea e cruzaram a fronteira em caminhões

Nicolás Maduro  fechou as fronteiras com a Colômbia e o Brasil para tentar impedir a entrada de ajuda humanitária oferecida pelos EUA e países vizinhos, incluindo o próprio Brasil. Para Maduro, a oferta de ajuda abre espaço para uma interferência externa na política venezuelana, que poderia culminar em um golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.

A  ajuda humanitária  para a Venezuela foi enviada a partir de um pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó. Na manhã de hoje, como informado por Jair Bolsonaro no Twitter, o Brasil enviou dois caminhões carregados com doações até a fronteira em Pacaraima.

 

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL A TRIBUNA - Secretaria aprova ajustes no projeto do aeroporto de Guarujá

Parecer será analisado juridicamente. Com decisão favorável, ministro irá ceder área

Da Redação | Publicada em 23/02/2019 19:25

A Secretaria Nacional da Aviação Civil (SAC) aprovou os ajustes, feitos pela Prefeitura de Guarujá, no projeto de instalação do Aeroporto Metropolitano na Base Aérea, em Vicente de Carvalho. O parecer será avaliado pelo setor jurídico do órgão. Se houver aval, espera-se que em até 15 dias o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assine a portaria para a concessão da área.

Os prazos foram informados pelo titular da SAC, Ronei Saggioro Glanzmann, em encontro com a deputada federal Rosana Valle (PSB), no qual trataram de liberação do espaço. A confirmação consta em um vídeo publicado pela parlamentar nas redes sociais. 

Esses são os últimos entraves a resolver para que o município publique o edital e dê andamento ao futuro aeroporto – ainda sem data definida. As alterações foram pedidas pela SAC ao prefeito Válter Suman (PSB) na semana passada. A autarquia federal exigiu ajustes nas planilhas financeiras e no impacto orçamentário do empreendimento.

À espera

Com a aprovação dos ajustes, aguarda-se a liberação da área de 55 mil metros quadrados pela Força Aérea Brasileira, onde ocorrerá a operação do complexo aeroviário.

Em nota, a prefeitura informa que, a partir da publicação da outorga, dará início aos trâmites internos para a publicação do edital.

O equipamento regional ganhou importância com o pacote de incentivo ao setor aeroviário anunciado pelo governador João Doria (PSDB). A medida deverá criar 70 voos, dos quais seis para cidades paulistas que hoje não são atendidas pela aviação comercial. Entre essas rotas, está a Baixada Santista. 

A prefeitura prevê que os primeiros voos comerciais no aeroporto ocorrem na temporada 2019/2020.

A companhia aérea Azul mantém interesse em operar no futuro empreendimento, com linhas regulares para o Rio de Janeiro e, posteriormente, para as capitais Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG).

CAVOK - USAF divulga relatório sobre queda de A-29 Super Tucano em 2018


Fernando Valduga | Publicada em 23/02/2019 19:18

Um Conselho de Investigação de Acidentes do Comando de Material Aéreo da USAF identificou a causa de um acidente com o A-29 Super Tucano que matou um piloto de caça da Marinha dos EUA no verão passado, durante uma avaliação em voo no Novo México.

O tenente da Marinha Christopher Short, um piloto experiente de caças F/A-18, pilotava um A-29 operando na Base Aérea de Holloman, Novo México, em 22 de junho de 2018, quando caiu logo após a liberação de uma bomba GBU-12 (guiada a laser de 500 libras) na Faixa de Bombardeio de Red River, parte da área de testes de mísseis de White Sands. O único outro membro da tripulação, um oficial de sistemas de armas da Força Aérea, conseguiu ejetar com ferimentos leves.

O Presidente da Diretoria de Investigação de Acidentes (AIB) identificou a causa do acidente como o sobre controle da aeronave, seguido por uma falha na aplicação de comandos de controle adequados de recuperação. Ao girar muito rapidamente em baixa velocidade após a liberação de uma bomba de prática, a aeronave entrou em um mergulho espiral descontrolado.

Além disso, a causa específica da morte do piloto do acidente foi a ejeção atrasada. Após tentativas frustradas de recuperar a aeronave, a ejeção foi iniciada abaixo da altitude mínima recomendada para o voo não controlado, evitando que o paraquedas inflasse totalmente.

A missão foi uma continuação de treinamento em apoio à Fase II do Experimento de Ataque Leve quando o avião decolou com duas GBU-12, foguetes e munição calibre .50. De acordo com o resumo executivo, a missão prosseguiu sem intercorrências até a primeira entrega de armas, uma GBU-12, liberada do ponto fixo no exterior do lado esquerdo. A tripulação do acidente planejou e tentou executar um giro de 180 graus à direita depois de liberar a arma.

O presidente do comitê também constatou, por preponderância das evidências, que a tentativa de manobra de 180 graus de virada, sem compensar a assimetria de liberação da arma em baixa velocidade, contribuiu substancialmente para o acidente.

A tripulação de dois homens estava entre 17 membros da tripulação de múltiplos serviços e comandos selecionados para participar da fase II d experimento, uma avaliação de capacidade de duas plataformas de ataque leve que não estão em desenvolvimento, o AT-6 e o A-29.

O general brigadeiro Kenneth Bibb Jr. serviu como Presidente do Conselho de Investigação de Acidentes. O objetivo principal do conselho era investigar a causa e os fatores contribuintes do acidente e fornecer um relatório público dos fatos e circunstâncias que cercam o incidente.

O relatório da AIB está disponível em www.afjag.af.mil/AIB-Reports/