NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL G1


Militares das Forças Armadas fazem doação de sangue, em Campina Grande

Doação de sangue será feita por 15 militares das forças armadas.

Por G1 Pb | Publicada em 22/04/2020 09:41

Uma campanha para doação de sangue está sendo realizada na manhã desta quarta-feira (22), no Hemocentro Regional de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A ação está sendo feita por militares das Forças Armadas, desde as 8h.

De acordo com o Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba, a ação é de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Pelo menos 15 militares farão a doação de sangue em Campina Grande, na campanha nacional denominada de "ajudar está no nosso sangue".

Participarão da campanha, o Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba, composto pela Marinha do Brasil (Comando do 3o Distrito Naval), Exército Brasileiro (7a Brigada de Infantaria Motorizada) e Força Aérea Brasileira (ALA 10).

Segundo a coordenadora do Hemocentro de Campina Grande, Elília Pombo, durante a pandemia, o estoque está com uma grande baixa. As doações estão acontecendo através de agendamento pelo telefone (83) 3344-5475.

JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO


Militares realizam desinfecção contra Covid-19 no Metrô do Recife


Publicada em 22/04/2020 11:38 | Atualizado em 22/04/2020 11:42

O Metrô do Recife passou a receber reforço na luta contra a pandemia de Covid-19. O Comando Conjunto Nordeste, formado por militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira, iniciou na manhã desta quarta-feira a desinfecção da Estação Central Capiba, que também abriga o Museu do Trem, no Bairro de São José.

As ações de desinfecção do metrô se estenderão até a próxima sexta-feira (24). Ao todo serão envolvidos na ação 80 militares capacitados em defesa química, biológica, radiológica e nuclear, para mitigar a possível contaminação pelo novo coronavírus dos usuários do metrô.

Além de Pernambuco, o Comando Conjunto Militar atua ainda nos estados Alagoas, Ceará, Piauí e Sergipe. Até o momento, foram realizadas capacitação dos militares das Forças Armadas em defesa química, campanhas de profilaxia, doação de sangue e transporte de alimentos; apoio à vacinação de idosos, distribuição de cestas básicas e apoio ao desembarque de materiais de saúde, para a utilização em hospitais de diversas capitais do nordeste.

PORTAL DEFESANET


75 anos da participação da FAB na Segunda Guerra Mundial

Atualmente, a Força Aérea Brasileira conta com Esquadrões de Aviação de Caça em diversas regiões do país

Publicada em 22/04/2020 10:00

Era um sábado, dia 11 de novembro de 1944, quando o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) voou, pela primeira vez, como unidade independente, para combater na Segunda Guerra Mundial. As aeronaves P-47D Thunderbolt decolaram de Tarquínia, na região central da Itália, para realizar missões de reconhecimento armado.

Essa primeira missão foi realizada após quase um ano de criação do 1º GAVCA -  que tinha como Comandante o então Major Nero Moura - e um intenso período de treinamento (veja no infográfico).

Dez dias depois, em 21 de novembro de 1944, as varreduras deram lugar às missões de interdição, com as aeronaves armadas com duas bombas de emprego geral AN/M43 de 500 libras (227 kg). O Grupo de Caça passou a fazer bombardeio picado contra alvos no Vale do Pó, cerca de 45 minutos de voo de Tarquínia. Até o final do mês de novembro, os brasileiros executaram 68 surtidas.

“Cada um dos nossos aviões P-47D possuía oito metralhadoras ColtBrowning M2 de calibre .50pol. Cada metralhadora era capaz de atingir uma cadência de 750 a 850 tiros por minuto. Disparadas simultaneamente, o concentrado poder de fogo que elas apresentavam despedaçava praticamente qualquer tipo de alvo que pudéssemos encontrar, até mesmo veículos blindados”, relembram os então Tenentes-Aviadores Rui Barbosa Moreira Lima e José Rebelo Meira de Vasconcelos, em depoimentos no livro Heróis dos Céus  - a Iconografia do 1º Grupo de Aviação de Caça na Campanha da Itália 1944-1945.

No início de dezembro de 1944, os brasileiros passaram a operar a partir da cidade de Pisa, também localizada na região central da Itália e a apenas 50 km da linha de frente. O 1° GAVCA executava, diariamente, surtidas de ataque contra pontes ferroviárias e rodoviárias, trechos de linhas férreas e estradas de rodagem, depósitos de combustível e de munição, e edificações ocupadas por forças inimigas.

Para reforçar sua capacidade de destruição, a partir de fevereiro de 1945, as aeronaves do 1º GAVCA foram progressivamente modificadas para receberem o sistema de lançamento de foguetes M10, composto de três tubos, cada um capaz de lançar um foguete M8A2 de quatro polegadas e meia.

Ao final da guerra, no mês de maio, os militares da FAB haviam realizado 445 missões, com um total de 2.546 saídas de aviões e de 5.465 horas de voo. Foram destruídas 1.304 viaturas motorizadas, 13 locomotivas, 250 vagões de estradas de ferro, oito carros blindados, 25 pontes de estrada de ferro e de rodagem e 31 depósitos de combustível e de munição, entre outros alvos.

Ópera do Danilo

Uma história que marcou a participação do Brasil na guerra foi a do então Tenente Danilo Moura. No dia 4 de fevereiro de 1945, após ter seu P-47D Thunderbolt abatido pela artilharia antiaérea inimiga na Itália, o Tenente Danilo percorreu uma jornada de 386 quilômetros, caminhando durante 24 dias.

Passando despercebido pelas Forças do Eixo e contando com a ajuda da população italiana, ele conseguiu chegar à Base aliada em Pisa, 19 quilos mais magro. A história da fuga deu origem à Ópera do Danilo, que todo ano é encenada no Dia da Aviação de Caça, 22 de abril, data em que o 1° GAVCA atingiu o auge das atuações, tendo realizado 44 surtidas, distribuídas em 11 missões.

1ª ELO

A Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO), que, com pilotos e mecânicos da FAB, atuou junto à Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira (FEB), também participou da guerra na Itália, realizando 682 missões de guerra e regulações de tiro de artilharia.

“Dizer do seu trabalho nesta Campanha é cantar um hino ao destemor e à noção de dever dos aviadores e artilheiros que a constituem. Não houve mau tempo, não houve neve, tampouco acidentes e pistas impróprias que arrefecessem o ânimo e a disposição dos seus componentes”, ressaltou o então Comandante da FEB, Marechal João Batista Mascarenhas de Morais, em depoimento no livro “A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial”.

Aviação de Patrulha

A Aviação de Patrulha também atuou durante a Segunda Guerra Mundial. O Capitão Aviador Affonso Celso Parreiras Horta e o Capitão Aviador Oswaldo Pamplona Pinto, pilotos da aeronave B-25 Mitchell, ainda em formação operacional como patrulheiros, realizaram o primeiro ataque contra um submarino em águas brasileiras, que ocorreu em 22 de maio de 1942, próximo ao Atol das Rocas, no litoral do Rio Grande do Norte. Surpreendido pela rápida ação, o submarino Italiano Barbarigo reagiu intensamente com fogo antiaéreo, submergiu e se evadiu. Até o final da guerra, 11 submarinos foram afundados durante a execução de missões de Patrulha.

Símbolo Comemorativo

Os 75 anos da participação da Força Aérea Brasileira na 2ª Guerra Mundial conta com um Símbolo Comemorativo, que está sendo incluído em documentos administrativos. A Portaria nº 296/GC3, de 9 de março de 2020, orienta que o Símbolo seja utilizado por todas as Organizações Militares do Comando da Aeronáutica (COMAER), nos limites do estabelecido na ICA 903-1 “Símbolos Heráldicos do Comando da Aeronáutica”, de 2017. A determinação foi publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica (BCA) nº 44, de 17 de março de 2020. 

Evolução da Aviação de Caça

Durante os 75 anos posteriores ao fim da guerra, a FAB operou diversas aeronaves de caça, como o GlosterMeteor, primeira aeronave a jato a voar na FAB; o Lockheed F-80; o Cessna T-37; o DassaultMirage III; o Embraer AT-26 Xavante e o Mirage 2000.

Atualmente, a Força Aérea conta com Esquadrões de Aviação de Caça, localizados nas diversas regiões do país, que operam as aeronaves F-5M, A-1M e A-29.

Além do 1° Grupo de Aviação de Caça, que opera a aeronave F-5M da Ala 12, no Rio de Janeiro, também, operam o F-5M os Esquadrões Pacau (1°/4° GAV), Pampa (1°/14° GAV) e Jaguar (1° GDA). Já os Esquadrões Joker (2°/5° GAV), Escorpião (1°/3° GAV), Grifo (2°/3° GAV) e Flecha (3°/3° GAV) operam a aeronave A-29. E os Esquadrões Poker (1°/10° GAV) e Centauro (3°/10° GAV) o A-1M.

A partir de 2021, a previsão é que a FAB inicie a operação do caça supersônico F-39 Gripen. No segundo semestre deste ano (2020), a aeronave virá para o Brasil para dar continuidade à campanha de ensaios em voo por aqui. 

O avião foi concebido para ser flexível e utilizar pequena infraestrutura logística, precisando de apenas 500 metros de pista para decolar e 600 metros de distância para pousar. Além disso, o tempo de mudança de configuração também é mínimo: são necessários apenas dez minutos para configurá-lo para missões ar-ar, incluindo o reabastecimento e o remuniciamento das armas.

Organizações Militares de São Paulo atuam contra o Coronavírus

Foram adotadas estratégias para combater e prevenir ativamente a proliferação da COVID-19

Publicada em 22/04/2020 10:30

Segundo as diretrizes do Comando Conjunto do Sudeste, as organizações militares da Aeronáutica em São Paulo adotaram estratégias para combater e prevenir ativamente a proliferação da COVID-19. 

Desde 20 de março, foi ativado pelo Ministério da Defesa um Centro de Operações Conjuntas (COC), dando origem a dez Comandos Conjuntos, distribuídos por todo o país, com o objetivo de coordenar e planejar o emprego das ações das Forças Armadas no combate ao Coronavírus.

O Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto do Sudeste (CCSE), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, falou sobre a atuação do Comando. “A ativação do Comando Conjunto do Sudeste teve como objetivo contribuir com os esforços das autoridades governamentais no combate à COVID-19 no Estado de São Paulo. Para isso, estamos preparados para oferecer apoio logístico, material e pessoal, além de colaborar com ações de planejamento, assistência humanitária e, em caso de necessidade, ações de garantia de segurança à população”, esclareceu.

Com a pandemia, a rotina de todas as instituições públicas e privadas do mundo estão passando por várias adaptações. Nas organizações militares da Força Aérea Brasileira (FAB), foram instauradas diversas mudanças em prol da segurança do seu efetivo e da nação, com o intuito de mitigar o avanço e a proliferação do novo Coronavírus.

Cancelamento de eventos e reuniões com aglomerações de pessoas, campanhas massivas de conscientização para prevenir o contágio da doença e afastamento dos grupos de risco das atividades laborais, são algumas medidas tomadas em todas as organizações da Aeronáutica no país.

Veja as ações das unidades da FAB em São Paulo:

Academia da Força Aérea (AFA):

Na AFA, localizada na cidade de Pirassununga (SP), foi implementado o Ensino à Distância (EAD) para diversas disciplinas da Divisão de Ensino e disponibilizado álcool em gel em locais estratégicos. O Esquadrão de Saúde montou um posto de triagem dedicado exclusivamente à análise de casos suspeitos, promoveu aulas ao efetivo sobre cuidados com os pacientes contaminados e prestou apoio à Prefeitura da cidade na campanha de vacinação contra a gripe. 

“Desde o início da pandemia, o Esquadrão está em alerta e engajado na elaboração de protocolos e planos de ações com medidas que visam a preparação para o enfrentamento da doença, procurando oferecer o que existe de mais seguro para os possíveis pacientes, adequando fluxos e áreas especificas para o atendimento”, informou o Chefe do Esquadrão de Saúde da AFA, Coronel Médico Edison Cassio Aguirre de Souza.

Base Aérea de Santos (BAST)

O hangar da Base Aérea de Santos está sendo transformado em hospital de campanha. Com essa obra, está prevista a criação de 70 leitos, incluindo 20 Unidades de Terapia Intensiva, postos de triagem e atendimento às vítimas do novo Coronavírus, alojamentos, refeitórios e vestiários. “A gestão das obras está sendo coordenada pela Prefeitura do Guarujá e a BAST está fornecendo a área e toda estrutura de Segurança e Defesa. Quanto às medidas preventivas da Organização, todas as normas preconizadas pelo Comando da Aeronáutica estão sendo seguidas, visando a proteção do efetivo”, complementou o Comandante da BAST, Tenente-Coronel Aviador Francisco José Formaggio.

Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

O Esquadrão de Saúde de São José dos Campos (ES-SJ), localizado no DCTA, realizou no mês de março uma campanha de vacinação contra a gripe (Influenza) que imunizou idosos e profissionais da área de saúde do efetivo. A Organização está engajada também ao Projeto São José Sem Fome, contribuindo com a montagem e distribuição de cestas básica às famílias carentes da região. Até o momento, já foram arrecadadas mais de 12 toneladas de alimentos que beneficiarão 26 mil famílias cadastradas.

O Diretor-Geral do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, falou sobre mais ações da Instituição. “O DCTA vem empregando parte de seus recursos humanos no combate à COVID-19. Engenheiros e técnicos têm buscado oferecer à sociedade sua expertise, temos colocado à disposição de entidades e empresas da área da saúde a estrutura de laboratórios do Campus. Estamos atuando no apoio ao desenvolvimento de peças e outros equipamentos para uso em respiradores, além de máscaras produzidas em nosso Centro de Competência em Manufatura (CCM)”, explicou.

Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP)

O Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo, unidade regionalizada do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), está atuando no esquema logístico de aquisições de materiais emergenciais por meio de ações de gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo, dando prioridade aos voos destinados a compras de materiais para o enfrentamento da pandemia. 

A operação teve início em 27 de março e importará 5 milhões de testes rápidos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Buscamos atuar de forma inteligente com o objetivo de atender os importantes voos para os aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo, alguns até mais sensíveis por trazer equipamentos e testes para o COVID-19.

Nosso trabalho foi pautado em indicadores de movimentos aéreos, com redimensionamento das equipes operacionais sem expor nossos profissionais de controle de tráfego”, explicou o Chefe do SRPV-SP, Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio.

Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP)

O HFASP, em parceria com o Ministério da Saúde, deu início em 23 de março  à Campanha de Vacinação contra a Gripe (Influenza), destinada inicialmente aos profissionais de saúde e idosos, mas que será estendida posteriormente aos demais grupos, conforme ordem de prioridade preconizada pelo Ministério da Saúde.

 Além da vacinação, o hospital vem realizando várias ações de enfrentamento da pandemia. “O fluxo de diversos serviços essenciais foi alterado a fim de evitar aglomerações. Atualmente, os usuários passam por um posto de triagem e, em seguida, são encaminhados ao atendimento de emergência ou urgência. O efetivo está trabalhando, incessantemente, para aquisição de insumos médico-hospitalares e na capacitação de todos os profissionais do Hospital. Tais medidas foram estendidas aos Esquadrões de Saúde subordinados, que também têm participado de campanhas de assistência social”, relatou Diretor Interino do HFASP, Coronel Médico Sidney Dionísio Toledo.

Prefeitura de Aeronáutica de São Paulo (PASP) 

O efetivo da PASP foi imunizado com a vacina contra a gripe (Influenza). A campanha promovida pelo Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP) beneficiou, além dos profissionais de saúde e idosos, os residentes das Vilas Militares, totalizando o número de 326 atendimentos. “A PASP tem se esforçado em manter todo o efetivo orientado e consciente sobre a necessidade de agir conforme as normas de conduta preconizadas pelo Ministério da Defesa, Ministério da Saúde e Comando da Aeronáutica, além da atenção redobrada às medidas de higiene das instalações. Estamos atuando ativamente junto ao efetivo e às vilas militares com a divulgação de informações sobre a prevenção da doença”, disse o Prefeito da PASP, Coronel Intendente Ivan Luiz de Siqueira.  

Base Aérea de São Paulo (BASP)

Desde 26 de fevereiro, a BASP tem participado ativamente da Operação COVID-19, dando suporte logístico a missões da FAB de repatriamento e transporte de materiais destinados ao combate da pandemia. 

Militares da OM têm prestado apoio à comunidade local no Centro de Combate ao Coronavírus, localizado em Guarulhos-SP, contribuindo com a triagem e atendimento a casos suspeitos e na divulgação de informações sobre a prevenção do contágio. No dia 8 de abril, foi iniciada uma campanha de vacinação do efetivo contra a gripe (Influenza) e começou a ser disponibilizado álcool em gel em todos os postos de serviço da instituição.

OUTRAS MÍDIAS


AEROFLAP - Senta a Pua: A Era da Aviação à Jato na Força Aérea Brasileira


Publicada em 22/04/2020 13:14

Nesta semana comemora-se os 75 anos da grandiosa ação da FAB no céus da Itália durante a II Guerra Mundial.

No dia 22 de abril de 1945 os pilotos da FAB fizeram 44 surtidas em 11 missões em um único dia. Os bravos pilotos da FAB nos pesados P-47 Thunderbolt fizeram história na II Guerra Mundial, e são reconhecidos até hoje internacionalmente.

Passada a 2º Guerra mundial, o mundo observou o avanço da aviação, a velocidade se tornou ainda mais evidente com os jatos. Forças Aéreas do mundo todo queriam comprar aeronaves à jato para equipar suas forças aéreas e ter um novo patamar bélico. O mesmo aconteceu com o Brasil, quando o governo federal comprou nos anos 50 o Gloster Meteor.

Gloster Meteor

O Brasil fechou um acordo com os ingleses para a compra de 60 unidades do Meteor. O jato tinha atingia 900km/h. Na FAB, o jato britânico operou de 1953 a 1974, marcando assim uma nova era na FAB.

 

Lockheed F-80

No mesmo período em que a FAB usou o Gloster Meteor, outro avião com capacidades compatíveis foi comprado pela FAB, desta vez o norte-americano F-80.

Ao todo foram compradas 58 unidades do caça que podia atingir até 970km/h. Na FAB também foi usado com outro nome, T-33, a diferença é que este era biplace.

 

Cessna T-

Nos anos 60 a FAB já pensava em adquirir aeronaves biplace para serem usadas como treinadores avançados, foi assim que em 1967 nossa força aérea adquiriu o Cessna A-37, uma jato treinador.

Contudo, a versão T-36C poderia levar bombas e ser usado em ataque ar-solo. O jato operou na FAB até 1981, com 65 unidades compradas.

AT-26 Xavante:

Em 1971 uma nova fase de formação de caça começava em Brasil. O AT-26 Xavante é um projeto italiano, mas foi fabricado sob licença em nosso país. Ao todo 182 unidades foram fabricadas pela Embraer.

Na FAB a atuou principalmente como aeronave de formação de pilotos de caça, na então ALA 10, no Esquadrão Joker, em Natal-RN. Hoje o treino e a especialização são realizados no Embraer 314, o A-29 Super Tucano.

A Era Supersônica da FAB

Feita essa introdução resumida dos primeiros aviões à jato da FAB, vamos falar da era supersônica e de ouro de força aérea brasileira.

Dassault Mirage III

O início da aviação de caça no Brasil de alta desempenho começou em outubro 1972 com a chegada da primeira aeronave supersônica brasileira, o Dassault Mirage III.

A aeronave era capaz de voar a Mach 2, ou seja, 2 vezes a velocidade do som. Assim que chegaram os novos vetores de defesa aérea brasileira tinham uma nobre missão que era a proteção do espaço aéreo do planalto central, a capital federal, Brasília.

Para isso foi construída uma base para abrigar recém-adquirido Mirage III, o local da base foi à cidade de Anápolis-GO, cerca de 170 km de Brasília. Ao longo de 33 anos o delta operou no Brasil, até sua aposentadoria em 2005.

F-5EM/FM Tiger II

No mesmo ano a FAB adquiriu outro caça supersônico, o norte-americano Northrop F-5, porém esse não voava na velocidade que o delta francês voava, sua maior qualidade era a facilidade de realizar manobras em voo.

O caça norte-americano foi comprado de segunda mão, alguns provenientes dos EUA e outros da Jordânia.

Com mais de 30 anos de operação no Brasil, precisavam de uma modernização, já que o novo e moderno caça da FAB ainda não havia sido escolhido. Então a Embraer modernizou toda a frota de F-5 da FAB, reformulando toda aviônica da aeronave, equipando o cockpit atual como dos principais caças do mundo.

Atualmente 4 bases no Brasil e 4 esquadrões operam o F-5EM/FM (Designação feita após a modernização da aeronave pela Embraer). São eles o 1º GDA, em Anápolis (GO), 1º/14º GAv sediado em Canoas (RS), o 1º/1º GAv sediado em Santa Cruz (RJ) e o 1º/4º sediado em Manaus (AM).

A-1 AMX

Outra aeronave a reação que faz parte da história da nossa aviação de caça é o AMX, jato esse de fabricação italiana, porém foi autorizada a construção em parceria com Embraer aqui no Brasil.

O AMX ou A-1 como foi designado pelo FAB é uma aeronave voltada a missões de ataque ao solo, é uma aeronave de asa alta, ágil, porém subsônica. Atualmente os A-1 AMX estão concentrados na região sul do país. Apenas 2 esquadrões operam o A1 são eles o esquadrão Poker e o Centauro.

O caça de ataque ar-solo passou por uma modernização, onde ganhou a designação M, com essa atualização o cockpit da aeronave foi reformulado ganhando assim bastante semelhança com os A-29 Super Tucano e com os F-5EM/FM. Outras funções do A-1 também foram modernizadas.

Dassault Mirage F-2000

Com a aposentadoria do Mirage III, e os vários adiamentos do programa F-X (Programa que visava a aguisarão de um caça moderno para a FAB).

O Brasil, em 2005 comprou da França 12 caças Mirage 2000C/B para substituir o “irmão” em Anápolis-GO. O então “novo” caça da FAB também voava a Mach 2, tinha uma aviônica mais moderna e poderia ser reabastecido em voo.

A permanência dos novos deltas franceses no Brasil durou pouco, ao todo foram 8 anos de operação deste ícone caça. Em dezembro de 2013, com a aposentadoria do F-2000, era colocada fim em uma era de caças Mirage no Brasil.

A BAAN (Base Aérea de Anápolis), hoje chamada de ALA-2, tem como defesa os caças F-5EM, que desde 2013 estão em missão na base. Os narigudos, como são chamados na FAB ficarão na ativa até a chegada do novo vetor de defesa aérea do Brasil, o SAAB Gripen NG.

Nova Era da Aviação de Caça

O futuro da aviação de caça no Brasil já está traçada, assim que o SAAB Gripen NG (também chamados de E/F, e especificamente de F-39, na FAB), chegar ao Brasil, nossa força aérea vai dar um verdadeiro salto em tecnologia e poder bélico equilibrando assim nossa aviação de caça aos padrões da atualidade.

O Brasil já recebeu de forma simbólica o caça. Em agosto do ano passado o primeiro Gripen NG, ou E/F do Brasil fez seu primeiro voo e agora está em fase de testes na Suécia. Inclusive é esperado que o caça venha o Brasil este ano para cumprir testes em nosso clima tropical.

A entrega definitiva deste caça à FAB está programada para acontecer em 2021. Os caças ficarão inicialmente sediados na ALA 2, em Anápolis (GO).

O destaque do Programa FX-2, que resultou na escolha do Gripen, foi a transferência de tecnologia, com isso o Brasil pode e já está introduzido tecnologia nacional no caça, exemplo disso foi a tela única WAD da empresa AEL Sistemas, que equipará não só os Gripens E/F da FAB, mas também os suecos.

Ainda falando em participação brasileira em relação ao novo caça, uma parcela dos 36 caças serão construídos no Brasil, na unidade de Gavião Peixoto (SP). A previsão é que estes caças feitos no Brasil sejam entregues em 2024.

A Embraer está em conjunto com a FAB e claro, com a fabricante SAAB no projeto do caça. Atualmente militares da FAB e engenheiros da Embraer estão na Suécia aprendendo mais do novo caça para depois passar o conhecimento aos demais profissionais no Brasil. Um dos fatos mais recentes ligado isso aconteceu neste mês, quando o primeiro voo de ensaio do Gripen F-39, foi organizado por uma equipe brasileira.

O Gripen E/F representa também um salto na capacidade de tecnologia aeronáutica no Brasil, os aprendizados que estão sendo dados com esse grande projeto capacitará nossa indústria aeronáutica. É planejado inclusive que mais unidades do caça sejam produzidas aqui no Brasil, elevando assim nosso poder aéreo.

A medida que os caças forem chegando e sendo entregues à FAB, a Era dos Tigers chegará ao fim gradualmente assim que os F-39 chegarem de forma completa ao Brasil.

Encerra-se uma era para iniciar a modernização da FAB.

AEROFLAP - FAB transporta material de saúde de Brasília (DF) para Belém (PA)


Publicada em 22/04/2020 12:40

A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou, nesta terça-feira (21/04), de Brasília (DF) para a cidade de Belém (PA), medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em apoio à Operação COVID-19.

A aeronave C-98 Caravan, pertencente ao Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo (1º ETA) – Esquadrão Tracajá, decolou da capital federal às 08h15, pousando em Belém às 16h40.

A missão foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) junto ao Centro de Operações Conjuntas (COC) do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde.

A carga transportada será entregue aos Hospitais de Belém (PA) para utilização no tratamento de pacientes infectados pelo novo Coronavírus.

O Comandante da aeronave, Tenente Aviador Igor Augusto Marques do Carmo, afirmou que a missão ratifica que a população brasileira pode contar com a Força Aérea Brasileira nos diversos momentos de crise.

“A FAB trabalha diuturnamente em prol da sociedade, para que a nação passe por essa pandemia da melhor forma possível”, comentou.

Para o Sargento Claudemir Durval Gomes, mecânico da aeronave, o sentimento é de satisfação por conseguir, de algum modo, ajudar os brasileiros no enfrentamento ao novo Coronavírus. “Estou orgulhoso por participar de uma missão tão nobre e humanitária”, enfatizou.

Operação COVID-19

A Operação COVID-19 está em atividade por todo o país, buscando mitigar os efeitos do novo Coronavírus. As ações envolvem descontaminação de espaços públicos, doações de sangue, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde, distribuição de kits de alimentos para pessoas de baixa renda, entre outras.

Na execução dessas atividades, os militares atuam organizados em 10 Comandos Conjuntos que cobrem todo o território nacional, além do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), situado em Brasília (DF). Esses Comandos reúnem militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica), que desenvolvem esforços no cumprimento das missões.

GAZETA WEB - Força Aérea Brasileira fará desinfecção em locais públicos de Rio Largo

Exército, Marinha e Aeronáutica fortalecem as ações municipais de combate ao coronavírus

Redação, Com Assessoria | Publicada em 22/04/2020 14:41

Militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão dar início, nesta quinta-feira (23), na cidade de Rio Largo, à Operação Covid-19, que visa à desinfecção de locais públicos que concentram maior fluxo de pessoas. 

Os militares que estarão na ação participaram de uma capacitação em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), com foco na desinfecção de locais públicos. Na ação, eles utilizarão um produto à base de cloro na lavagem e pulverização de terminais rodoviários, Unidades Básicas de Saúde (UBS), praças, pontos de ônibus, entre outros locais, munidos de equipamentos de proteção individual apropriados para o manuseio de produtos químicos. 

"Estamos unindo esforços com o poder público de forma que possamos atuar de forma eficaz contra o covid-19. Rio Largo foi escolhido por fazer parte da região metropolitana porque não adianta atuarmos apenas na capital e não imunizarmos os locais onde moram muitas das pessoas que trabalham em Maceió. Temos que nos cercar de todas as formas para que as consequências desse vírus sejam minimizadas. São forças federais atuando com as forças estaduais e municipais de forma que consigamos combater esse vírus", destacou o major Bacellar, comandante do espaço aéreo do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

AEROFLAP - FAB lança vídeo em homenagem ao Dia da Aviação de Caça


Publicada em 22/04/2020 10:00

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou um vídeo em homenagem ao Dia da Aviação de Caça, comemorado em 22 de abril. Atualmente, a Força Aérea conta com Esquadrões de Caça em diversas regiões do país, que operam as aeronaves F-5M, A-1M e A-29. Em breve, as aeronaves F-39 Gripen também serão incorporadas à frota.

AEROFLAP - C-130 Hércules da FAB transporta ambulância para Salvador (BA)


Publicada em 23/04/2020 01:09

Uma aeronave C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), realizou, nesta quarta-feira (22/04), Transporte Aéreo Logístico em apoio à Operação COVID-19.

O avião, pertencente ao Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) – Esquadrão Gordo, transportou uma ambulância do Rio de Janeiro (RJ) para Salvador (BA). A missão foi designada pelo Ministério da Defesa, em ação coordenada com o Ministério da Saúde.

O FAB 2476, transportando a ambulância, decolou da Ala 11 – Base Aérea do Galeão, às 10h50 (horário de Brasília), e pousou na Base Aérea de Salvador (BASV) às 13h30. A ambulância será empregada no enfrentamento à pandemia de COVID-19.

O piloto do C-130, Capitão Aviador Warlley dos Santos Rodrigues, avalia que a missão foi mais uma oportunidade de contribuir para o combate à pandemia. Segundo o Oficial, essa atividade reitera a missão da FAB de atuar nos 22 milhões de km² da Dimensão 22, defendendo nosso espaço aéreo e integrando o território nacional.

“Poder colaborar para que o país supere esse momento difícil é, sem dúvida, uma das missões mais gratificantes da qual eu participei como aviador da Força Aérea Brasileira”, enfatizou.  

O instrutor de loadmaster do C-130, Sargento Ari Naziozenio da Silva, também a bordo da aeronave como tripulante, disse que se sente honrado em poder contribuir com a Operação COVID-19. “Meu sentimento é de cumprir a missão da melhor forma possível. E reforça a satisfação de pertencer à Força Aérea Brasileira”, contou.

OPERAÇÃO COVID-19A

Operação COVID-19, coordenada pelo Ministério da Defesa, mobiliza militares por todo o Brasil. Homens e mulheres das Forças Armadas atuam no enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus, em apoio à população.

As ações envolvem descontaminação de espaços públicos, doações de sangue, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde, distribuição de kits de alimentos para pessoas de baixa renda, entre outras.

Na execução dessas atividades, os militares atuam organizados em 10 Comandos Conjuntos que cobrem todo o território nacional, bem como no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Esses Comandos reúnem militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica), que desenvolvem esforços no cumprimento das missões.

Via – Força Aérea Brasileira