NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Desastre aéreo que matou Teori expõe falha na segurança de ministros


Rubens Valente De Brasília

A morte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki na queda de um avião particular a poucos minutos do pouso em um aeroporto pequeno que não opera por aparelhos nem possui torre de controle, e em dia de chuva, expõe a fragilidade da segurança de ministros dos tribunais superiores.

Indagado pela Folha, o STF confirmou nesta sexta (20) que Teori não informou à Secretaria de Segurança do STF sobre o voo em Paraty.

A exemplo dos outros ministros do STF, ele não precisava informar previamente à área de segurança sobre seus deslocamentos aéreos.

Sem isso, a Secretaria de Segurança não teve como fazer uma análise dos riscos envolvidos num dia de chuva como quinta (19), nem aconselhar o ministro sobre outros meios de transporte.

O órgão, comandado por uma delegada da Polícia Federal nomeada pela presidente do tribunal, Cármen Lúcia, tem por finalidade desenvolver "as atividades de segurança patrimonial, eletrônica, de ministros em atividade e aposentados".

Uma unidade vinculada a ela deve "coordenar os procedimentos de viagem de ministros e autoridades do tribunal, assegurar a segurança pessoal dos ministros".

O STF informou à Folha que antes do voo de quinta a assessoria de Teori pediu um apoio diretamente à representação da segurança do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em São Paulo, mas o trabalho se resumiu a pegá-lo no aeroporto de Congonhas e deixá-lo no Campo de Marte.

Além de Teori ter sido ministro do STJ de 2003 a 2012, o Supremo tem uma parceria com o STJ para dar assistência aos ministros na chegada e saída de aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro.

"Nos Estados brasileiros, o STF conta com o apoio da segurança oferecida por outros órgãos do Judiciário. Na data de ontem [quinta-feira], o ministro Teori Zavascki teve acompanhamento de representação da segurança do STJ até o embarque na aeronave que depois se acidentou", informou o STF.

Procurado pela Folha, o STJ confirmou que o trabalho foi de transporte entre aeroportos. Indagado se o ministro havia consultado a representação do STJ sobre a segurança do voo, o tribunal respondeu apenas que "informações ligadas aos protocolos de segurança adotados não poderão ser fornecidas por razões de segurança".

Não é a primeira vez que a segurança dos ministros do Judiciário fica na berlinda. Em outras oportunidades, foram vítimas da violência urbana e não contavam com aparato de segurança.

Em 2003, o ministro do STF Luiz Fux, então do STJ, foi espancado com coronhadas e até marretadas no rosto e em um dos joelhos por um grupo de assaltantes que invadiu seu apartamento, no Rio de Janeiro.

Um ano depois, o ministro do STF Marco Aurélio Mello teve que entregar seu relógio para um assaltante montado numa moto, em São Paulo.

Em 2010 o então presidente do STF, Gilmar Mendes, teve um cordão de ouro roubado enquanto caminhava por um calçadão em Fortaleza.

Em outro caso, os ministros estavam com escolta, mas isso não impediu o assalto. Em 2006, a então vice-presidente do STF, Ellen Gracie, e Mendes foram alvos de um arrastão, no Rio.

Em 11 de abril do ano passado, a segurança do tribunal localizou um aparelho de escuta ambiental desativado no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso. O STF nunca divulgou se chegou a alguma conclusão sobre como foi possível a instalação de um aparelho do gênero na corte.

PROTOCOLO

A assessoria do STF informou que possui um protocolo de segurança para os ministros, que costuma orientá-los sobre procedimentos relativos à sua segurança e que "caso fosse constatado qualquer risco em voos" dos ministros, eles "seriam devidamente alertados".

"A atuação da Secretaria de Segurança, seja na forma de orientação, acompanhamento ou informação, abrange sistematicamente os vários aspectos das rotinas das autoridades", informou o tribunal.

 

Ação em presídio pode fortalecer militares em debate sobre Previdência


Laís Alegretti E Gustavo Uribe De Brasília

A atuação das Forças Armadas em presídios poderá fortalecer os militares e aumentar seu poder de negociação com o governo no debate sobre a reforma da Previdência, na avaliação de militares e funcionários do Palácio do Planalto ouvidos pela Folha.

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso deixou de fora as Forças Armadas, que têm regras próprias para aposentadorias e pensões, o que motivou críticas de especialistas.

O governo diz que deixou os militares de fora, inicialmente, porque seu regime de trabalho também é diferente —por exemplo, eles podem ser convocados depois de transferidos para a reserva.

Temer promete apresentar uma proposta com mudanças específicas para a os militares ainda neste ano.

Agora, diante da ação nos presídios, a expectativa, nas palavras de um auxiliar presidencial, é que os militares apresentem "uma conta maior" ao Palácio do Planalto.

Com a ressalva de que não houve uma "troca" e que se trata apenas de uma consequência positiva para eles, militares consideram que a ação nos presídios pode "sensibilizar" a opinião pública em relação ao papel deles.

Segundo um auxiliar de Temer, o resultado para a discussão sobre a Previdência será uma queda de braço entre a área econômica, preocupada com a questão fiscal, e as Forças Armadas, que querem preservar os militares.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse à Folha que os militares estão entre as instituições mais prestigiadas do país e que a questão dos presídios não impacta a discussão sobre a previdência. "Vamos contribuir [para a reforma], de acordo com as especificidades da função militar."

O receio dos militares -que foi mencionado a Temer —é de que a atuação em presídios se torne rotineira. O entendimento deles é que a ação deve ter caráter emergencial.

Em reunião com governadores na quarta-feira (18), no entanto, Temer mencionou que as inspeções pelas Forças Armadas podem ser feitas "quem sabe mês a mês".

Integrantes da cúpula das Forças Armadas dizem que os militares se tornaram um "canivete suíço", com diversas utilidades. Em tom de brincadeira, também citam o posto Ipiranga, em referência à propaganda que coloca o estabelecimento como solução de qualquer problema.

Militares ouvidos pela Folha trabalham com possibilidade de elevação do tempo de contribuição exigido para aposentadoria de militares, de 30 para 35 anos, mas rejeitam um aumento da sua alíquota de contribuição, hoje 7,5%.

O deficit do regime dos militares foi de R$ 33 bilhões em 2015, com 297 mil beneficiados. O regime de servidores civis da União teve no mesmo período resultado negativo de R$ 40 bilhões, com pagamento a mais de 681 mil pessoas.

 

Quatro Estados liberam uso de aeronave oficial para governadores


José Marques E Carolina Linhares

Usar helicóptero ou avião oficial para deslocamentos privados é proibido para a maioria dos governadores, mas não em Estados como Minas Gerais ou São Paulo –administrados respectivamente por PT e PSDB.

A discussão sobre os limites do uso de aeronaves de governos surgiu no Ano Novo, quando o mineiro Fernando Pimentel buscou seu filho em uma festa em um helicóptero do Estado. Na ocasião, ele disse que foi passar o dia com o filho e que, no trajeto, foi informado de que ele não passava bem, motivo pelo qual o buscou para voltar a Belo Horizonte.

Segundo levantamento da Folha, em 18 Estados o uso de aeronaves por integrantes do Executivo é permitido apenas nos deslocamentos em serviço, segundo lei, norma ou decisão do governador.

Em quatro Estados –São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal–, o uso para agendas não oficiais é permitido, por "questão de segurança".

Segundo a assessoria de Pimentel, o deslocamento dele em aeronave está previsto em lei e o uso é regulado por um decreto de 2005.

Em 2012, houve um caso parecido com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Ele saiu do Palácio dos Bandeirantes para buscar a família de helicóptero no aeroporto de Guarulhos, sem compromisso oficial no local. Procurado, o governo paulista afirma que a decisão de fazer um deslocamento aéreo cabe à Casa Militar, que analisa a opção mais segura seja para viagens a serviço ou familiares.

Um decreto de 2004 expedido por Alckmin define que o órgão é responsável por "planejar o uso e a operação das aeronaves executivas, vinculadas à Casa Militar, necessárias aos deslocamentos do governador do Estado e da primeira-dama, bem como, excepcionalmente, de secretários de Estado e agentes públicos a serviço".

REGRAS

Não há um padrão nacional para regular os voos –cada Estado define suas regras.

Em 3 Estados –Acre, Sergipe e Roraima– os governadores dizem que só usam voos comerciais. Amapá e Paraíba não responderam ao pedido da Folha.

A assessoria de Roraima disse que a governadora Suely Campos (PP) só viaja em voos comerciais para fora do Estado e que o governo não tem aeronaves. No entanto, não informou se os voos pagos pelo Estado sempre são a serviço. Acre e Sergipe dizem não ter avião ou helicóptero.

Há também governadores que alugam ou fretam aeronaves, apesar de o Estado ter esses veículos.

É o caso de Beto Richa (PSDB), que voa em aeronaves locadas e divide o uso delas com "casos de emergência médica, transporte de órgãos para transplante, Defesa Civil e Segurança Pública".

Já em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) freta voos. Um decreto de 2013 obriga a gestão do Estado a divulgar na internet os custos da suas viagens, mas só há registros de dados que vão até novembro de 2015 –naquele ano, foram gastos R$ 2,8 milhões.

No passado, outros governadores também se envolveram em polêmicas a respeito de viagens em aeronaves custeadas pelo estado.

Durante o governo de Aécio Neves (PSDB) em Minas, houve 198 voos bancados pelo governo sem a presença do tucano ou de agentes públicos autorizados a usar as aeronaves.

Em 2013, o Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a investigar o uso de helicópteros do Estado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) para ir com a família a sua casa em Mangaratiba. Cabral alegou questão de segurança e a investigação foi arquivada.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Empresa particular fará resgate dos destroços do avião em Paraty

Retirada ficará a cargo do proprietário da aeronave, o grupo hoteleiro Emiliano; operação é complexa porque o local onde estão os destroços é muito raso

Fábio Grellet E Vinicius Neder

PARATY (RJ) e RIO - O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) informou neste sábado, 21, que a conclusão da operação para retirada do fundo do mar do avião bimotor que levava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto em acidente aéreo na última quinta-feira, 19, ficará a cargo do proprietário da aeronave, o grupo hoteleiro Emiliano. O empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do hotel, e mais três pessoas também morreram no acidente.

Uma empresa particular será responsável pelo resgate dos destroços do avião que caiu no mar, a menos de dois quilômetros de Paraty. O Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável pela principal investigação sobre as causas do acidente, fez as primeiras intervenções e constatou que a operação de resgate será mais complexa do que se supunha.

"Nossa primeira missão sempre é resgatar as vítimas, o que concluímos ontem. A segunda prioridade é encontrar o gravador de voz, o que também já fizemos, e a terceira é estabilizar a aeronave, evitando que as condições para a retirada dela piorem", contou o tenente-coronel aviador Edson Amorim Bezerra, responsável pela investigação sobre a queda desse avião.

Ele disse que ontem foram instaladas boias e, em seguida, amarrado o aparelho, que está ancorado. Por conta das bóias e do movimento da maré, neste sábado, o avião flutuou totalmente, perdendo o contato com o fundo do mar, de acordo com o Bezerra. "Durante essa operação verificamos que a retirada do avião será complexa, porque ele está num local muito raso, onde a profundidade é de apenas três metros", afirmou.

Segundo Bezerra, se fosse uma operação simples, a própria Aeronáutica faria o resgate. "Poderíamos usar um navio que está perto e a Petrobrás nos ofereceu, mas ele não chega no local onde o avião está, devido à profundidade. Nesses casos é preciso contratar uma empresa especializada, e cabe ao dono do avião arcar com o custo", comentou.

A seguradora já contratou uma firma sediada no Rio, cujos agentes devem chegar a Paraty ainda na tarde deste sábado. A empresa vai estudar o caso, montar um plano de retirada que será submetido à Marinha e ao Cenipa e, então, o resgate será feito, segundo o responsável pela investigação.

Resgate. "Por enquanto a operação de resgate da aeronave está parada e não há prazo para que ela seja retomada. A retirada efetiva pode demorar dias. Enquanto isso, a Marinha vigia a área ao redor de onde o avião está e impede a navegação nesse trecho. Quando o avião for resgatado, será encaminhado para a Base Aérea do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro", disse.

Segundo o tenente-coronel, o gravador que registra as conversas do piloto foi encaminhado para Brasília, onde seu conteúdo será analisado. Ele disse ainda não poder avaliar qual é a causa mais provável da queda. "Estamos numa etapa preliminar, seria muito prematuro dizer qualquer coisa", afirmou.

A assessoria de imprensa do Cenipa informou que a remoção de destroços, no caso de acidentes aéreos, é sempre de responsabilidade do proprietário da aeronave.

Frequentemente, as equipes de investigação do órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB) ordenam aos proprietários que não comecem a operação de remoção antes das primeiras análises, pois a disposição dos destroços serve de indícios. Após as primeiras análises, a remoção pode ser feita, informou o Cenipa.

 

RN: volta do Exército expõe força do crime

Ao menos um carro foi incendiado após a chegada das Forças Armadas a Natal

Marco Antônio Carvalho

NATAL - O assessor de relações institucionais da 7.ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, em Natal, coronel Erland Mota, dava as primeiras informações, anteontem, sobre a atuação das Forças Armadas na cidade, enquanto tentava resumir: “Olha, vai funcionar exatamente como da outra vez, em agosto”. Como naquela ocasião, a articulação nas ruas da facção Sindicato do Crime (SDC) forçou a volta dos homens de farda camuflada ao patrulhamento da capital.

Reagindo a uma transferência de 220 integrantes, após a chacina de 26 presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, o SDC deflagrou ataques pela capital e dez cidades do interior, com ônibus queimados e bases da polícia alvejadas, e voltou a demonstrar força, mesmo acuado pelos rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsáveis pelo massacre dentro do presídio.

Mesmo com o reforço do Exército nas ruas, um carro foi incendiado na madrugada de sexta, no bairro de Felipe Camarão, zona oeste. Ninguém foi preso. Em negociação com órgãos de segurança, empresas e funcionários do transporte público haviam se comprometido a voltar a circular, mas com a frota reduzida.

Nem duas operações, deflagradas pela polícia e pelo Ministério Público no ano passado, com a transferência de membros para presídios federais, representaram abalo significativo à estrutura da organização. Especialistas veem esse fator com preocupação, uma vez que o cenário de insegurança pode repetir-se mesmo com o eventual controle de Alcaçuz, rebelada desde a semana passada.

Mensagens. Do celular apreendido em agosto de 2016 de João Maria dos Santos de Oliveira, o João Mago, apontado como integrante da cúpula da facção, foi identificado que o modo de agir é o mesmo de agora.

Mensagens anexadas à denúncia criminal mostram a comunicação dele com um preso, em que diz: “Parceiro, usa a estratégia. Não fica mandando ódio, não, dizendo que vai fazer as coisas porque eles já ficam esperando. “Tem de chegar e fazer. E tem de ser só órgão público”.

 

Testemunha da queda diz que aeronave se inclinou antes de perder sustentação

Turista estava a passeio pela área onde o avião que levava Teori Zavascki se acidentou

Fernanda Nunes

Testemunha da queda do avião que levou à morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki na última quinta-feira, 19, Lauro Koehler afirmou não ter visto fumaça ou explosão na aeronave antes de cair, como afirmaram outras testemunhas. "Não houve nada no avião. O avião simplesmente fez uma curva fechada demais, se inclinou demais. Acredito que isso tenha feito ele perder a sustentação", descreveu em vídeo gravado para distribuir a veículos de imprensa que o procuram para contar o que presenciou. 

Koehler estava com a mulher, Raquel Schneider, em um barco passeando na Bacia de Paraty, a mais ou menos um quilômetro da costa da cidade fluminense de Paraty, quando avistou o avião onde estava o ministro. Por causa da forte chuva, que comprometia a visibilidade, decidiu interromper o passeio. "Nesse momento, passou na nossa frente um avião fazendo uma curva de 180 graus. À medida que ele foi fazendo a curva foi perdendo altitude e ficando cada vez mais inclinado. Quando ele estava acabando de fazer a curva de 180 graus, já estava tão baixo, tão inclinado que bateu com a asa na água. Nós só vimos a coluna d"água levantar", afirmou.

Após a queda, o casal se dirigiu aos destroços, onde acompanhou a chegada do socorro. "Chegou Marinha, Polícia Militar, bombeiros etc. E aí foi, inclusive, detectado que havia uma mulher que estava viva numa bolha de ar dentro da carenagem. Tentaram tirar, mas, por mais que tentassem, não conseguiram. Não foi possível abrir a carenagem do avião. Essa mulher perdeu os sentidos e foi para o fundo do avião e morreu", contou.

Considerado um trabalho complexo pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por analisar as causas do acidente, o resgate da aeronave foi paralisado e não há prazo para que seja retomado. Enquanto isso, a Marinha vigia o local. O gravador que registra as conversas do piloto foi encaminhado para Brasília.

 

JORNAL O GLOBO


A comoção, as dúvidas reais e as teorias conspiratórias

Enquanto Aeronáutica e PF investigam, redes sociais são inundadas por ilações de atentado, sem fundamento sólido

Por Silvia Amorim

A morte de um personagem central no momento político nacional, no auge da operação mais emblemática já vista no país, suscitou imediatamente um rol de teorias para a causa do acidente aéreo, até aqui sem lastro em evidências concretas. Tudo amplificado pelas redes sociais. A desconfiança “virtual” é de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki não foi vítima de um acidente, mas sim de uma atentado.

As investigações estão sob responsabilidade da Aeronáutica e da Polícia Federal, que ainda não revelaram, por exemplo, o conteúdo da caixa de voz, fundamental para elucidar o acidente. A aeronave ainda será retirada do mar pelo Grupo Emiliano, dono do aparelho que caiu em Paraty, por determinação da Aeronáutica, amparada em legislação descrita em nota oficial. Não há prazo para o término dos trabalhos, mas os julgamentos proliferam na rede.

Para a psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP Luciana Ruffo, essas teorias cresceram rapidamente porque encontraram amparo num sentimento social forte, de que a Lava-Jato está sempre ameaçada por interesses de poderosos. As redes sociais, explica, acabam ajudando nesses casos a transformar pensamentos individuais em teses coletivas.

Esse fenômeno cresce quando encontra pontos que estão no imaginário coletivo. Hoje no Brasil a população acredita que há interesse de muitos políticos em acabar com a Lava-Jato. Isso está muito forte nas pessoas. Então, quando acontece um acidente como esse, as redes sociais viram terreno fértil para extravasar — afirma Luciana. Nesses fenômenos virtuais, acrescentou, não há comprometimento com a credibilidade das fontes.

Basta um pescador ter dito que viu fumaça saindo da turbina do avião para isso virar comentários de que o avião foi alvo de uma bomba e por aí vai — diz a psicóloga.

Na verdade, muitas pessoas vão buscar elementos que comprovem a teoria delas e ignoram aqueles que são discordantes. Isso é reflexo da imaturidade do brasileiro no uso das redes sociais — comentou a especialista em mídia social Fernanda Musardo.

Ambas acreditam que o fenômeno ainda continuará nas redes por algum tempo e não há como impedi-lo.

 

REVISTA ÉPOCA


FAB não consegue tirar avião do mar

Oficial diz que resgate é mais "complexo do que se imaginava". Remoção da aeronave, na qual morreu Teori Zavascki, será feita pela empresa dona do bimotor

Hudson Corrêa E Samantha Lima De Paraty

A Força Aérea Brasileira (FAB) desistiu na tarde deste sábado, dia 21, de retirar por conta própria os destroços do bimotor King Air C90 da baía de Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Na queda do avião, quinta-feira passada, dia 19, morreu o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Até início da manhã, a Aeronáutica planejava içar o avião das águas com ajuda da Marinha e do Corpo de Bombeiros. À tarde, avisou que transferiu a responsabilidade ao Grupo Emiliano, proprietário do avião. Dono do grupo, o empresário Carlos Alberto Filgueiras também morreu no acidente. Segundo a FAB, a "terceirização" do resgate é prevista em lei e não compromete a investigação sobre o desastre aéreo.

"A gente verificou que a situação era mais complexa do que imaginava. Ela requer alguém especializado neste tipo de resgate no mar", afirmou o tenente-coronel aviador Edson Amorim, encarregado de apurar as causas do acidente. O bico do bimotor está atolado no fundo do mar, num ponto com aproximadamente três metros de profundidade, o que dificulta muito a operação. Em terra firme, os destroços passarão por uma perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O Grupo Emiliano afirmou que foi informado neste sábado sobre a exigência da Aeronáutica. "Contratamos de imediato uma empresa especializada nesse serviço, que ainda não informou detalhes de logística e prazo de retirada da aeronave. Assim que formos informados, comunicaremos as autoridades", disse a assessoria do grupo. O plano de remoção será submetido à Marinha.

"A lei estabelece que a responsabilidade pela remoção dos destroços é da empresa proprietária da aeronave", afirmou a Aeronáutica. A mesma lei diz que "a autoridade policial competente deve isolar e preservar o local do acidente aéreo, inclusive a aeronave acidentada e seus destroços, para a coleta de provas, até a liberação da aeronave ou dos destroços".

Durante o dia de ontem, ÉPOCA acompanhou da Ilha Rasa, a poucos metros do local onde estão os destroços, a movimentação de mergulhadores da Marinha e dos bombeiros empenhados em tirar o avião das águas. Foram instaladas boias e feitas amarrações, paliativos para que a fuselagem não afunde ainda mais. Depois disso, uma porção maior dos destroços apareceu na superfície da água, mas no meio da tarde os mergulhadores deixaram o local.

 

FAB procura testemunhas da queda de avião

O desastre aéreo matou o ministro Teori Zavascki e mais quatro pessoas em Paraty, litoral do Rio de Janeiro. A Marinha ainda tenta resgatar os destroços da aeronave

Hudson Corrêa E Samantha Lima De Paraty / Rio De Janeiro

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram ao aeroporto de Paraty na manhã deste sábado, dia 21, atrás de testemunhas que possam ajudar na investigação sobre a queda do bimotor King Air C-90, prefixo PR-SOM. O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e mais quatro pessoas morreram no desastre da aeronave, que caiu na Baía de Paraty a três quilômetros do continente, na quinta-feira passada.

No aeroporto, que está praticamente sem movimento desde a tragédia, funcionários orientaram o Cenipa a falar com moradores da Ilha Rasa, a poucos metros do local onde o avião se destroçou. Donos de barcos que navegam pela baía também podem colaborar, pois alguns deles dizem que viram o bimotor cair. Outros tentaram salvar Maíra Panas. A jovem de 23 anos sobreviveu à queda, mas morreu pelo menos meia hora depois sem que conseguissem retirá-la da aeronave. Também morreram Maria Hilda, a mãe de Maíra, o empresário Carlos Filgueiras, amigo de Teori, e o piloto Osmar Rodrigues.

O Cenipa levanta as características da pista e eventuais falhas na segurança do aeroporto de Paraty. Os dados e as informações de testemunhas farão parte de um relatório que visa à prevenção de futuros acidentes em condições semelhantes. Segundo barqueiros ouvidos por ÉPOCA, o tempo estava bastante ruim no momento da queda do avião. Chovera muito e um denso nevoeiro confundia mar e céu. É uma característica da região quando chove, afirmam experientes pilotos de embarcações.

Outra frente da investigação sobre o desastre será a perícia nos destroços do bimotor. A Marinha, Aeronáutica e Corpo de Bombeiros ainda tentam retirar o avião submerso na água. O bico da aeronave está atolado no fundo do mar, em local de aproximadamente três metros. Quanto mais passa o tempo, mais a estrutura se prende à areia. Depois de trazida à superfície, a fuselagem será colocada numa embarcação e seguirá para análise do Cenipa. Mergulhadores dos bombeiros e da Marinha prosseguem no ponto da baía onde o avião caiu, mas o içamento em si ainda não começou. O local está sob vigilância da Marinha.

 

PORTAL G-1


Aeronáutica desiste de retirar avião que caiu em Paraty (RJ) da água

Aeronáutica informou que não tem a responsabilidade de remover. Serviço será feito por uma empresa especializada contratada pela dona do bimotor.

Jornal Nacional

A Aeronáutica suspendeu o trabalho de retirada do mar dos destroços do avião. Agora o resgate da aeronave será feito por uma empresa especializada, contratada pelos donos do bimotor.

Os trabalhos para retirada do King Air C-90 do mar recomeçaram às sete da manhã. Especialistas do Cenipa, o órgão da Aeronáutica que investiga acidentes aéreos, acompanharam de perto.

Mergulhadores da Marinha prenderam cordas no entorno do avião. E essas cordas foram amarradas à tonéis de ar que fariam o bimotor flutuar.

Mas os tonéis não foram suficientes para deixar a avião no nível do espelho d"água pra ser rebocado.

No início da tarde, a maré alta ajudou os mergulhadores, que conseguiram deixar o avião ancorado.

Na sexta-feira (20), depois do resgate dos cinco corpos, os investigadores disseram que a prioridade era retirar o avião do mar e fazer o transporte para o Rio, onde será feita a perícia.

Mas neste sábado (21), no início da tarde, a Aeronáutica informou que não tem a responsabilidade de remover o avião do local da queda. E que - por lei - esse é um trabalho que deve ser bancado pela empresa proprietária do bimotor.

Depois do anúncio, o chefe da investigação explicou que, desde o início, a grande preocupação era resgatar as vítimas e estabilizar o avião para preservá-lo ao máximo. Segundo ele, a remoção se mostrou bem mais complexa do que parecia.

“Em análise ontem, de ontem para hoje, a gente verificou que a situação era mais complexa do que a gente estava imaginando e ia requerer ações de uma empresa ou de alguém especializado nesse tipo de resgate que seria no mar. E isso, como seria uma empresa, gera custos e pela lei é o próprio explorador da aeronave que é responsável por isso, estão feitas tratativas com o operador para que isso ocorresse”, explicou o coronel Edson Bezerra, investigador responsável Cenipa.

Por nota o Grupo Emiliano, dono do King, Air, disse que já contratou a empresa. De acordo com a nota, a companhia ainda não informou detalhes de logística e prazo de retirada da aeronave.

“Essa empresa terceirizada tem uma série de requisitos que ela tem que cumprir e ela vai providenciar um plano de remoção e esse plano é submetido à Marinha, porque, inclusive, se acontecer alguma coisa, pode até colocar em risco a navegação aqui da região. Então a Marinha do Brasil aprova esse plano e esse plano também vai ser feito junto com a gente, logicamente essa empresa vai estar junto com a gente, porque nós aqui como órgão de investigação, a gente quer ao máximo deixar essa aeronave íntegra possível. O máximo de integridade dessa aeronave possível para que possa iniciar o processo de investigação daqui pra frente”, aponta o coronel.

De manhã o Globocop encontrou o que parecia uma peça do avião. Os técnicos do Cenipa viram a imagem e confirmaram que é a cauda do bimotor, que estava a 300 metros do local da queda.

No fim da tarde, técnicos de uma empresa especializada em transporte de aeronaves acompanharam os investigadores até os destroços. E eles trouxeram o caminhão que será usado para levar o bimotor até o Rio.

Investigação de desastres aéreos não tem prazo, diz especialista

Desde o anúncio do desastre em Paraty, foram muitos e enfáticos os apelos por uma investigação rigorosa e rápida sobre a queda do avião. Mas o laudo final do Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, costuma demorar.

O tenente-coronel da reserva da Aeronáutica Luiz Alberto Bohrer organizou o laboratório de destroços do Cenipa. Ele diz que uma investigação não pode ter um prazo pré-determinado.

“Não existe um padrão, tanto que a legislação antiga nossa estabelecia 30 dias, aí o investigador tinha que pedir renovação, o que era um absurdo. Em 30 dias não se analisa nem declarações de testemunha. Então, as investigações, o prazo legal previsto desapareceu”, disse.

Uma investigação começa com a seleção de testemunhas. A coleta de dados no local. A análise dos destroços. Os investigadores buscam indícios de falhas, levantam hipóteses sobre a performance do avião nos momentos finais do voo, fotografam detalhes e retiram partes do avião.

Depois, vem a fase de análise dos dados, de informações médicas e psicológicas dos pilotos, da rota de voo, da meteorologia. Ao longo dos trabalhos, outros profissionais - pilotos, engenheiros, médicos, psicólogos, mecânicos - poderão ser chamados para se juntar à comissão.

“Aí depois que termina isso daí tem que ser feito o parecer, tem que se analisar tudo isso, porque pode ter uma quebra, uma falha, mas que não teve papel importante no acidente. Aí o investigador ou a comissão de investigação junta todos os laudos parciais, faz o laudo final. Aí vem a palavra final que representa o governo brasileiro que diz o acidente aconteceu por causa disto. Aí este relatório depois que é feito, é entregue, podemos dizer: a investigação está concluída”, explicou Bohrer.

A investigação do acidente com o avião da Gol, que em 2006 caiu após ser atingido por outro avião, um Legacy, durou dois anos e dois meses.

Foram dois anos e três meses de investigação no caso do acidente da TAM, que em 2007, ao pousar em Congonhas, ultrapassou a pista e bateu num prédio.

A investigação do acidente que matou o candidato à presidência da República Eduardo Campos e mais seis pessoas em 2014 durou um ano e sete meses.

Em maio de 2015, o avião que transportava Luciano Huck e Angélica com os três filhos e duas babás fez um pouso forçado sem vítimas fatais em Mato Grosso do Sul. Até hoje as investigações não foram concluídas.

Especialistas acreditam que a investigação sobre acidente com o avião em que estava o ministro Teori Zavascki pode ser mais rápida. O avião foi recuperado em boas condições, porque caiu na água e em baixa velocidade.

A Aeronáutica já conseguiu recuperar a caixa com a gravação de voz feita durante o voo. Um avião desse porte não precisa ter esse equipamento, mas o dono mandou instalar, o que deve trazer informações importantes sobre o que aconteceu pouco antes do pouso.

Marinha aprova plano de resgate de empresa contratada, diz Aeronáutica

Além da investigação do Cenipa, tem investigação da PF. Já no dia do acidente, A Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho pediram para que a morte de Teori Zavascki fosse investigada.

O presidente da Ajufe, Roberto Veloso, destacou que a investigação é imprescindível diante das causas da queda do avião. A Anamatra disse que é fundamental que as causas e circunstâncias do acidente sejam apuradas com a maior rapidez e transparência.

Naquele mesmo dia, a Polícia Federal divulgou uma nota confirmando que já havia instaurado inquérito para apurar as causas do acidente em que Teori Zavascki morreu. A PF informou que uma equipe formada por delegados e que a equipe veio para o Rio de Janeiro, e que boa parte desta equipe trabalhou também na investigação do acidente em que morreu o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

O presidente da Ajuf, Roberto Veloso, destacou que a investigação é imprescindível diante das causas em que ocorreu a queda.

A Aeronáutica disse que a Marinha aprovou o plano de resgate da empresa que foi contratada para fazer o resgate do avião. O plano vai funcionar assim: tem uma barca vindo de Niterói. Essa barca deve chegar em Paraty no domingo (22). Assim que ela chegar, o avião será içado e a barca segue com os destroços para Angra dos Reis. De Angra, o avião segue de caminhão para o Rio de Janeiro, onde será feita a perícia. O pessoal do Cenipa vai acompanhar todo o trabalho.

 

Forças Armadas patrulham as ruas de Natal neste sábado (21);

Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica chegaram ao RN nesta sexta. Operação Potiguar 2 tentar conter onda de atraques criminosos o estado.

Thyago Macedo Do G1 Rn

A Operação Potiguar II, realizada pelas Forças Armadas em Natal e região Metropolitana da capital potiguar, tem continuidade neste sábado (21). Centenas de militares do Exército, Marinha e Aeronáutica ocupam pontos estratégicos, realizando patrulhamento e fiscalização de prevenção. Nesta sexta-feira (20), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve na capital potiguar e afirmou que o governo federal "não vai admitir descontrole".

De acordo com o Ministério da Defesa, foram disponibilizados 650 homens do Exército, Marinha e Aeronáutica nas ruas no primeiro dia da ação, ainda nesta sexta. Já para este sábado, 1,4 mil atuarão na região Metropolitana. E no domingo (22), 1.846 integrarão a operação.

O ministro explicou que as tropas não vão substituir nenhuma ação da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, mas sim auxiliar na manutenção da ordem com o objetivo de impedir novos ataques a ônibus, instituições ou prédios públicos.

Poucos ônibus

O retorno dos transportes coletivos às ruas de Natal, previsto para acontecer na manhã deste sábado (21) às 6h, ainda não foi totalmente efetivado.

A Polícia Militar informou ao G1 que, mesmo garantindo a realização de uma operação especial, a maioria das empresas está com os ônibus nas garagens.

Carro incendiado

Um veículo particular foi incendiado na madrugada deste sábado (21) na Zona Oeste de Natal, mesmo após o início da atuação das Forças Armadas na região Metropolitana da capital potiguar. Segundo a Polícia Militar, quatro homens teriam ateado fogo no carro. Ninguém foi preso.

Ataques

Até o momento, vinte e seis ônibus e micro-ônibus, cinco viaturas do governo do estado e das prefeituras, um caminhão, dois carros particulares, quatro delegacias e outros três prédios públicos foram alvos de criminosos. Não há informação de pessoas feridas. Os atentados, a maioria incendiários, foram registrados em dez municípios.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Caio Bezerra, está sendo investigado se os ataques têm relação com a crise no sistema penitenciário do estado. "Pessoas já foram presas", afirmou, mas sem revelar a quantidade de detidos.

A maioria dos ataques aconteceu no mesmo momento em que a PM fazia a remoção de 220 presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. No local, 26 detentos morreram durante uma rebelião no final de semana. Destes, segundo o governo, 15 foram decapitados. Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal.

 

Descubra 10 mitos e verdades sobre o uso de drones


Por Isabela Giantomaso Para Techtudo

Os drones estão cada vez mais populares. No Brasil, há modelos à venda para todos os bolsos e gostos. É possível pilotar um modelo mais simples, de menos de R$ 1 mil, até fazer imagens em 4K com aparelhos avançados que custam o preço de um carro zero. Mas quais são os limites de um drone?

Existe legislação nacional para o uso dos quadricópteros? Eles podem ser hackeados? A seguir, confira 10 mitos e verdades sobre drones e aproveite para descobrir curiosidades sobre os veículos aéreos não tripulados.

1- Qualquer um pode comprar um drone

VERDADE: Os drones são vendidos livremente no Brasil, seja em lojas especializadas ou em varejos. Para adquirir um quadricóptero não é necessário apresentar nenhum tipo de documento ou carteira de pilotagem.

2- Há legislação para o uso de drones no Brasil

VERDADE: Desde 2009, existe uma legislação em vigor no território nacional para regular a utilização de drones. O documento é atualizado de acordo com a evolução da tecnologia e pretende priorizar a segurança do espaço aéreo. Os interessados podem pesquisar pela ICA (Instrução do Comando da Aeronáutica) número 100-40 publicada pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

3- Não é preciso ter autorização para fazer cada voo com drones

MITO: Além de precisar de prática para pilotar um drone, a legislação brasileira indica que todos os voos necessitam de autorização prévia da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) ou do DECEA. Entretanto, por conta da burocracia e da liberação de atividades recreativas com os quadricópteros, poucos usuários emitem o documento oficial antes de colocar o aparelho no alto. Por enquanto, o número de relatos de fiscalização no Brasil é baixo.

4- Um drone pode ser hackeado

VERDADE: Apesar de ficar mais tempo ligado no alto do que próximo ao chão, os drones podem ser hackeados assim como um computador. A Universidade do Texas, em Austin, EUA, fez um estudo que provou que drones civis estavam tendo o sistema de GPS falsificado, o que pode não só apresentar riscos nos voos como também facilitar que o usuário perca o aparelho de vista.

5- Drones são ideais para fazer imagens aéreas

VERDADE: Por muitos anos cinegrafistas e diretores tiveram que alugar horários em helicópteros para fazer imagens aéreas. Entretanto, com a chegada dos drones, as gravações ficaram mais simples e os vídeos passaram a ser capturados com menos trepidações; já que diversos modelos oferecem sistemas de estabilização. Além disso, a altura e a distância que um equipamento pode chegar colabora para fotos surpreendentes.

6- É possível usar drones como câmera de vigilância

VERDADE: Os drones mais modernos não só oferecem câmeras com qualidade profissional para fazer fotos e vídeos como transmitem tudo ao vivo para o piloto. Funções para seguir pessoas e objetos também podem ajudar a trabalhar com um quadricóptero como equipamento de vigilância, lembrando que a autonomia da bateria de alguns modelos não passa de meia hora de duração.

7- Drones podem voar em qualquer lugar

MITO: No Brasil, drones autônomos, que voam sem um piloto conduzindo o dispositivo pelo controle remoto, não têm autorização para acessar o espaço aéreo nacional. Além disso, voos no interior de prédios e construções são de responsabilidade do proprietário, que pode aceitar ou não a decolagem. No caso de áreas povoadas ou com aglomeração de pessoas os órgãos oficiais indicam que deve ser feita uma análise completa do drone antes de colocá-lo no alto, além de conferir as leis de privacidade do local no caso de uso por civis.

8- Drones não podem ficar no ar por muito tempo

VERDADE: A tecnologia dos quadricópteros não tripulados cresce a cada ano, mas ainda há muito o que fazer no equipamento. A autonomia da bateria em drones para civis, por exemplo, é um ponto a ser discutido. Os aparelhos podem ficar no ar por no máximo 40 minutos. Em equipamentos de uso militar a autonomia sobe para horas de uso contínuo.

9- Um drone pode voar a qualquer altura

MITO: Os órgãos brasileiros apontam que a altura máxima permitida para o voo com um drone é de 120 metros e sempre ao alcance da visão natural. Segundo as agências oficiais, pilotar o quadricóptero mais do que este limite pode representar risco de colisão com aeronaves tripuladas.

10- Drones podem causar acidentes

VERDADE: Assim como qualquer outro veículo, o drone pode sofrer uma falha mecânica, elétrica ou até mesmo o piloto pode ter problemas durante o controle do aparelho. Para evitar acidentes graves, alguns modelos oferecem configurações de pouso forçado suave, em que o drone não cai diretamente no chão no caso de falta de bateria, por exemplo.

 

AGÊNCIA BRASIL


Empresa proprietária de avião será responsável pelo resgate do casco em Paraty


Vitor Abdala

A Marinha brasileira informou hoje (21) que suas tentativas de fazer a aeronave PR-SOM flutuar no mar de Paraty não tiveram sucesso. O avião, onde estava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e mais quatro pessoas, caiu na tarde de quinta-feira (19) no litoral do município do sul fluminense, matando todos que estavam a bordo.

A Marinha considerou que a técnica de reflutuação da aeronave que estava sendo usada pelos militares não era adequada para a remoção do casco do avião do mar, tendo em vista as condições locais de profundidade, o peso da aeronave e a necessidade de preservação do casco para investigação da Aeronáutica.

Por isso, o proprietário da aeronave, o grupo hoteleiro Emiliano, cujo dono Carlos Alberto Filgueiras também morreu no acidente, terá que contratar uma empresa de salvamento para elaborar um plano de retirada do casco do avião, provavelmente utilizando a técnica de içamento. Ainda segundo a Marinha, a cauda do avião, que havia se desprendido da estrutura principal, foi localizada hoje de manhã.

Apesar disso, a Marinha continua com seus mergulhadores no local para evitar que o avião afunde mais e dificulte ainda mais sua remoção do local.

 

PORTAL BRASIL


Ministro da Defesa acompanha início da operação Potiguar 2

Cerca de 1,8 mil militares das Forças Armadas atuarão, até o dia 30 de janeiro, na região metropolitana da capital do Rio Grande do Norte

Por Portal Brasil

A Operação Potiguar 2 teve início na última sexta-feira (20), em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A ação tem como base a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na região e contará com a atuação de 1,8 mil militares das Forças Armadas até o dia 30 de janeiro, conforme solicitação do governador do estado à Presidência.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, acompanhou a fase inicial da ação e explicou a importância da medida."As Forças Armadas não vão substituir as polícias estaduais. A participação dos militares irá liberar as polícias militar e civil para atuarem em outras áreas. Não vamos permitir que o crime venha a imperar", disse.

O ministro recebeu um briefing do comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada e chefe de operações da GLO, general Jayme Octávio de Alexandre Queiroz, que ressaltou a interação entre as polícias do estado e os militares das Forças, nas patrulhas a pé, em ações de proteção de estruturas estratégicas, terminais e corredores rodoviários, bem como o patrulhamento marítimo.

O ministro disse, ainda, que quando autorizada a entrada em presídios, os militares não terão contato com os presos durante as varreduras. Jungmann reforçou que a tropa não entrará em presídios onde há conflitos, como no caso de Alcaçuz.

Potiguar 2

As tropas que participam da operação são compostas por militares da região nordeste (Ceará, Pernambuco, Bahia e Piauí). O Exército está no controle operacional dos órgãos de Segurança Pública do estado.

Os grupos atuarão em conjunto com as Policiais Militar e Civil do Rio Grande do Norte. De acordo com o governo estadual, ocorreram conflitos nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, João Câmara, Macau, Caicó, Touros e Maxaranguape.

A rebelião no presídio de Alcaçuz se agravou com quadrilhas determinando ataques a ônibus na cidade de Natal. A partir daí o Palácio do Planalto foi acionado para o emprego das Forças Armadas. A Operação Potiguar 2 permite que os militares atuem com poder de polícia no patrulhamento na capital do estado e nas cidades vizinhas.

Esta é a segunda vez que o presidente Temer autoriza o emprego das Forças Armadas no Rio Grande do Norte. Em agosto do ano passado, ocorreu a Operação Potiguar 1.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa

 

OUTRAS MÍDIAS


CORREIO 24 HORAS (BA)


Base Aérea de Salvador envia 29 militares para operação em Natal

Tropa chegou na madrugada deste sábado (21) á capital do Rio Grande do Norte

Um pelotão formado por 29 militares da Base Aérea de Salvador (BASV) chegou na madrugada deste sábado (21) ao aeroporto de Natal (RN). A tropa baiana foi enviada para a missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na capital do Rio Grande do Norte. O estado vive há oito dias com a tensão de uma rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, que já deixou pelo menos 26 mortos.

O comandante da BASV, tenente-coronel aviador José Henrique Kaipper, preparou a tropa destacando "o espírito de corpo necessário para realizar uma missão com total comprometimento e respeito à sociedade".

A aeronave C-99 partiu de Salvador nesta sexta-feira (20) por volta das 23h (horário local) e chegou a Natal à 1h deste sábado (21). A partir de hoje, o pelotão de Salvador faz operações na área do aeroporto em revezamento com os pelotões de Recife e de Natal.