NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL G1


Esquadrilha da Fumaça faz apresentação em live


Por Redação | Publicada em 18/05/2020 19:50

MINISTÉRIO DA DEFESA


Parceria da Defesa com a Saúde reforça atendimento médico a indígenas no extremo norte do país


Maristella Marszalek | Publicada em 18/05/2020 20:00

Brasília (DF), 18/05/2020 – Dois hospitais militares localizados no extremo oeste do Estado do Amazonas e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) receberam reforço de dez profissionais de saúde e duas toneladas de insumos hospitalares. As especialistas seguem para o hospital de São Gabriel da Cachoeira. Já os insumos foram encaminhados para as duas unidades de saúde.

Para o Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira seguiram duas médicas, uma enfermeira, seis técnicas de enfermagem e uma fisioterapeuta, todas do Hospital Militar de Área de Brasília. Elas embarcaram na Ala 1 (Base Aérea de Brasília), na capital federal, rumo ao norte do País, na manhã do domingo (17), para reforçar o combate à COVID-19 na região amazônica.

Os materiais de saúde entregues no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira foram: sete aspiradores portáteis, sete desfibriladores, 15 oxímetros, aparelhos que medem o nível de oxigênio no sangue, oito ventiladores pulmonares mecânicos, 300 frascos de álcool gel de 500 ml, 6,8 mil aventais, 4 mil toucas, 3 mil máscaras, 200 macacões Tyvek 54 e 70 óculos para proteção cirúrgica.

Para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, seguiram: sete aspiradores portáteis, sete desfibriladores, 15 oxímetros, 10 ventiladores pulmonares mecânicos, 3 mil aventais descartáveis, 8 mil toucas, 16 mil máscaras e cinco óculos de proteção cirúrgico.

A iniciativa do Governo Federal, por meio de ação conjunta do Ministério da Defesa e do Ministério da Saúde, apoia o atendimento no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC) e no Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGuT), localizados em municípios amazonenses. Essas unidades de saúde são referência em atendimentos de média e de alta complexidade e também recebem pacientes do Alto Solimões e do Alto Rio Negro. Nessas duas regiões, há quase mil aldeias indígenas, de 50 diferentes etnias.

Capilaridade

Apoiada na grande capilaridade das Forças Armadas por todo o território nacional, a Pasta da Defesa atende a necessidades de órgãos estaduais, municipais e outros, por meio da Operação Covid-19, deflagrada em 20 de março. Neste contexto, a bordo de aeronave C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira, que decolou de Brasília, estavam, além dos profissionais de saúde, aspiradores portáteis, desfibriladores, oxímetros e ventiladores pulmonares mecânicos e de transporte, e equipamentos de proteção individual (EPIs). Os insumos foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

No voo também embarcou o Secretário Especial de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva, representando a Pasta da Saúde. Ele acompanha a operação da força-tarefa dos Ministérios para atendimento às regiões com grandes populações indígenas. Só no Alto Rio Negro, onde está situado o município de São Gabriel da Cachoeira, são cerca de 23 etnias e 733 comunidades.

O Secretário Robson destaca que “o Governo Federal trabalha de forma integrada para o enfrentamento da COVID-19, a fim de atender as populações do interior do Estado do Amazonas, incluindo-se indígenas e não indígenas”. Ele ressalta que a ação iniciada no domingo se soma “aos mais de R$ 174 milhões destinados pelo Executivo ao Estado para o enfrentamento da COVID-19".

As comunidades indígenas contam permanentemente com os Pelotões de Fronteira, instalados nas divisas com a Venezuela e a Colômbia. Diretamente na Operação Covid-19, os militares contribuem com atuação em barreiras sanitárias, no controle do fluxo de embarcações nos rios locais e impedindo o contato com as comunidades indígenas.

Atendimento de qualidade

A Tenente Enfermeira Juliana Eccard, que participa da missão, conhece São Gabriel da Cachoeira e lembra que “quando entramos para o Exército, sabemos que a nossa missão é ajudar sempre que houver necessidade. Vamos levar atendimento de qualidade para a população, inclusive indígenas”.

Outra integrante do grupo que foi prestar apoio ao HGuSGC, a Aspirante a Oficial Angélica Leão, fisioterapeuta, também reforçou a importância, a seriedade e a nobreza da missão. “Vou apoiar os pacientes tanto na área respiratória como na motora. Mas o meu maior propósito é me doar para quem necessita de ajuda nesse momento, assegura.

Presente no embarque, o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, General Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, falou sobre a importância deste trabalho interministerial, bem como elogiou a coragem e o desprendimento demonstrados pela equipe de militares do segmento feminino. Ele assegurou que “todas as medidas foram tomadas para que as profissionais possam cumprir a missão de forma extremamente segura”.

Antes do embarque, os integrantes da missão passaram por avaliação das condições de saúde, com aferição de pressão arterial, da temperatura e da saturação de oxigênio do sangue. As militares devem permanecer no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira por até três semanas. Depois desse período, serão substituídas por profissionais civis contratados pelo Ministério da Saúde.

Operação Covid-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas poderão ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determinará a melhor forma de atendimento.

Na Amazônia Legal, militares agem na Operação Verde Brasil 2


Tenente Felipe Bueno, Com Comandos Conjuntos | Publicada em 18/05/2020 18:20

Brasília (DF), 18/05/2020 - A Operação Verde Brasil 2, deflagrada pelo Governo Federal, completou uma semana de ativação nesta segunda-feira (18). Há sete dias, militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica reprimem e previnem crimes ambientais na Amazônia Legal. Organizados em três Comandos Conjuntos e no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), os militares e agentes da Operação atuam, a princípio, na Floresta Nacional de Jacundá, em Rondônia, na Estação Ecológica Estadual da região do Rio Rinuro, em Mato Grosso, e no Assentamento Federal Vila União, no Pará.

Nos Estados do Acre e de Rondônia, o Comando Conjunto Príncipe da Beira concluiu as ações contra delitos ambientais na Unidade de Gestão Ambiental Integrada (UGAI) Afluente, em Manuel Urbano (AC) e na região de Vila Samuel, em Candeias do Jamari (RO). As atividades resultaram na apreensão de madeira irregular, equipamentos, armamento e munição. Participaram das ações militares do Comando de Fronteira Acre/4º Batalhão de Infantaria de Selva e da 17ª Companhia de Infantaria de Selva, além de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Polícia Militar Ambiental, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM). Em outras localidades, a Operação continua.

No Pará, o Comando Conjunto Soares de Andrea, por meio da 23ª Companhia de Comunicações de Selva conscientizou a população quanto à importância da preservação do meio ambiente. O Comando também apoiou órgãos de segurança pública e fez reconhecimento aéreo, a bordo da aeronave UH-15 Super Cougar, da Marinha, e terrestre, em rodovias do Estado. Na malha fluvial, militares da Marinha inspecionaram embarcações.

Após estabelecer bases em diversas localidades de Mato Grosso, o Comando Conjunto Barão de Melgaço realiza, além de apoiar agentes, patrulhamento terrestre e opera postos de bloqueio e controle de estradas para vistoriar veículos. Os militares também patrulham os rios do Estado, com verificação de embarcações. Além da apreensão de madeira extraída ilegalmente, foram apreendidas drogas ilícitas durante as ações de patrulhamento.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020, e tem validade para o período de 11 de maio a 10 de junho do corrente ano.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), em Porto Velho (RO); Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), em Cuiabá (MT); e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), em Belém (PA). Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir de Brasília (DF). Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Militares confeccionam máscaras de proteção respiratória com 96,5% de eficência


Ten Tássia, Com Informações Dos Comandos Conjuntos | Publicada em 18/05/2020 17:41

Brasília (DF), 18/05/2020 – Militares de unidades da logística da Força Aérea Brasileira (FAB) confeccionam máscaras de proteção facial para prevenir a contaminação da Covid-19. Eles produziram cerca de 2 mil máscaras feitas em TNT, com cinco camadas, material com eficiência bacteriológica de 96,5%, maior que os 95% previstos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As máscaras são feitas no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), em instalações adaptadas especialmente para essa finalidade. O primeiro lote será distribuído aos efetivos do Hospital da Força Aérea em São Paulo (HFASP), unidades do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, escolas de formação e efetivo dos Parques de Material Aeronáutico.

O Navio de Apoio Oceânico “Mearim”, em suporte à Capitania Fluvial de Porto Alegre, realiza inspeção naval e orienta os navegantes sobre os cuidados necessários para a prevenção à Covid-19.

Para evitar o contágio pelo novo coronavírus, o Comando de Fronteira Rio Negro/5° Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron RN/5° BIS) descontamina, diariamente, aeronaves, bagagens e materiais que chegam à Guarnição de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, pelo Porto Fluvial de Camanaus. As Organizações Militares do município adotam, em sua rotina diária, medidas sanitárias de proteção aos seus integrantes.

Cerca de 30 militares da Equipe de Resposta em Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB), que integram o Comando do 7º Distrito Naval, capacitaram funcionários e descontaminaram o Hospital Regional da Asa Norte, na capital Federal.

Na capital de Tocantins, militares do 22º Batalhão de Infantaria (22° BI) do Exército, integrantes do Comando Conjunto Planalto, deram início à descontaminação do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues. Ao todo, 30 militares devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual (EPI) foram empregados na descontaminação da área do Terminal de Passageiros, local onde há grande circulação de pessoas.

A ação será realizada novamente nesta terça-feira (19), atendendo à solicitação da Superintendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o aeroporto de Palmas.

Os militares da Equipe de Resposta Nuclear, Biológica, Química e Radiológica do 2° Batalhão de Operações Ribeirinhas, descontaminaram a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) da Polícia Civil, em Belém, no Pará. Os atendimentos para mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual continuam, para promover sua cidadania e evitar que voltem a ser vítimas. Na ação, foram descontaminados compartimentos internos, estacionamento, alojamentos, banheiros, vestuários, além de áreas externas e viaturas.

Equipe especializada do 18º Batalhão de Transporte descontaminou as instalações da clínica médica de referência para tratamento da Covid-19, do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A atividade foi coordenada pelo Comando Conjunto Oeste. O Hospital Regional, localizado na capital Campo Grande, é referência no tratamento da doença e recebe pacientes graves, de todo município do Estado.

Operação COVID-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas poderão ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determinará a melhor forma de atendimento.

Capacitação para profissionais de saúde militares reinicia nesta terça-feira (19)


Maristella Marszalek | Publicada em 18/05/2020 10:56

Brasília (DF), 18/05/2020 – O segundo treinamento para profissionais de saúde militares que tratam de pacientes com o novo coronavírus inicia nesta terça-feira (19). A capacitação ocorre em unidades de saúde militares de três regiões do País. A iniciativa da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desportos (SEPESD), do Ministério da Defesa, possibilita que fisioterapeutas, enfermeiros e médicos possam atuar, se necessário, em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) dos hospitais em que trabalham.

Os treinamentos, que iniciaram em 5 de maio, ocorrem até o fim do mês de maio para diferentes turmas. Com carga horária de 16 horas/aulas, ministradas em dois dias, é oferecido a 40 alunos por vez. No total, são 480 vagas distribuídas em três locais. O treinamento ocorre na capital federal, no Hospital das Forças Armadas, e em outras duas unidades nas regiões Sul e Sudeste.

Em Brasília, participam do treinamento duas enfermeiras, do Hospital Naval de Belém (HNBe) e três enfermeiros, além de uma fisioterapeuta, do Hospital Geral de Belém (HGeBe), situados na capital do Pará, além de militares da área de saúde do Distrito Federal e da capital de Goiás.

No Rio de Janeiro, a Escola de Saúde do Exército (EsSEx) receberá, além de profissionais de saúde de Unidades Militares da cidade, três médicos e três técnicos de enfermagem do Hospital Militar de Resende (HMR). De Minas Gerais, participam três médicos, três enfermeiros, dois fisioterapeutas e quatro técnicos de enfermagem do Hospital Geral de Juiz de Fora (HGeJF), dois médicos do Esquadrão de Saúde de Barbacena (ES-BQ) e dois médicos do Esquadrão de Saúde de Lagoa Santa (ES-LS).

Na Região Sul do País, o Ministério da Defesa designou o Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), no Rio Grande do Sul, para ser o Centro de Treinamento. Lá, participam quatro médicos e um enfermeiro da Policlínica Naval de Rio Grande (PNRG), dois médicos, um enfermeiro e três técnicos de enfermagem do Hospital de Guarnição de Bagé (HGuBa), além de cinco enfermeiros e dois técnicos de enfermagem do Hospital Militar de Área de Porto Alegre (HMAPA), todas organizações militares do Rio Grande do Sul. De Santa Catarina, participam três médicos, dois enfermeiros, dois fisioterapeutas e quatro técnicos de enfermagem da equipe do Hospital de Guarnição de Florianópolis (HGuFL) e um médico do Esquadrão de Saúde de Florianópolis (ES-FL).

Os benefícios desse treinamento se estenderão não só às Organizações Militares, mas às cidades de origem dos profissionais, visto que resulta na multiplicação de conhecimento. A tenente Helen Cardoso Ferreira, enfermeira do Hospital Naval de Belém, que participará da atividade, destaca que, “neste momento crítico, temos que estar prontos para ajudar no que for necessário. Acima de tudo, trabalhamos para cuidar de pessoas e salvar vidas.”

Além dos procedimentos de cuidados intensivos, como operação de ventilador mecânico e intubação em pacientes portadores da doença, os profissionais da saúde também terão acesso a conhecimentos técnico-científicos sobre o novo coronavírus e o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Para isso, contarão com equipamentos de simulação de alta tecnologia e com equipe especializada do Centro de Simulação Realística (CSR) do HFA.

De acordo com o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto, General Manoel Luiz Pafiadache, a ideia principal é proporcionar aos hospitais que têm UTI as melhores condições para que consigam manter as suas equipes íntegras. “Estamos em guerra e é preciso planejamento. Precisamos ter profissionais da saúde treinados para que, em alguma eventualidade, possam substituir, emergencialmente, um profissional de UTI”, acrescentou o General.

O Secretário General Pafiadache ressalta que, em um primeiro momento, o treinamento é voltado para militares, mas, em breve, será disponibilizado também para profissionais civis, conforme a demanda e a disponibilidade de vagas nas turmas constituídas.

Operação COVID-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas poderão ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determinará a melhor forma de atendimento.

PORTAL DEFESANET


Atividades das Forças Armadas refletem proteção e apoio à população


Por Redação | Publicada em 18/05/2020 12:12

A Operação Covid-19, deflagrada pelo Ministério da Defesa, por meio das Forças Armadas, caminha para o segundo mês de atividades, com os militares empenhados em manter locais públicos desinfectados e em prestar apoio à população mais vulnerável.

Nesse sentido, em Santa Maria (RS), o Centro de Adestramento Sul higienizou ambientes e materiais do posto de vacinação da Associação Comunitária do Núcleo Habitacional Tancredo Neves. Em Rondônia, no município de Guajará-Mirim, o 6° Batalhão de Infantaria de Selva capacitou moradores locais para atuarem nas ações de enfrentamento ao novo coronavírus.

No sábado (16), militares do Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba descontaminaram ambientes e material no Porto de Cabedelo. Neste domingo, o trabalho de higienização ocorreu na Escola do Governo e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), na capital potiguar.

Para garantir a segurança da população, a desinfecção foi realizada em horário reservado, sem a concentração de pessoas no local, facilitando a condução da ação e a aplicação dos produtos químicos de forma segura.

A atividade contou com militares das Forças Armadas, habilitados para a descontaminação de ambientes, material e pessoal. Os militares foram capacitados pela Equipe de Resposta Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) do Comando do 3º Distrito Naval.

Em outra região, o Porto de Vila do Conde, o maior do Estado do Pará, localizado em Barcarena, também foi descontaminado. A atividades contou com apoio da Equipe de Resposta Nuclear, Biológica, Química e Radiológica do Comando do 4º Distrito Naval.

Para atender famílias ribeirinhas na Região do Alto Pantanal, o Navio-Transporte Fluvial “Almirante Leverger” partiu com 220 cestas básicas e profissionais de saúde. O navio permanecerá na região até 23 de maio.

Já no Sudeste, o apoio dos militares aos mais vulneráveis foi reforçado com a arrecadação de aproximadamente três toneladas de alimentos, a serem distribuídos para famílias necessitadas.

Operação COVID-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19.

Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

Delitos ambientais

Em continuidade à Operação Verde Brasil 2, militares das Forças Armadas reprimem delitos ambientais na Amazônia Legal. Neste domingo (17), o Comando Conjunto Príncipe da Beira, que atua no Acre, no Amazonas e em Rondônia deu sequência à fiscalização de madeireiras, fez transporte de produtos apreendidos e ofereceu apoio logístico e segurança a agentes de órgãos de Segurança Pública e Fiscalização.

Os militares, que atuam em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, realizaram apreensões de madeira, de armamentos e munição irregulares.

No Pará, o Comando Conjunto Soares de Andrea também fez reconhecimento aéreo a bordo da aeronave HM-2 Black Hawk, do Exército, e terrestre, em rodovias do Estado. Na malha fluvial, militares da Marinha inspecionaram dezenas de embarcações.

O Comando Conjunto Barão de Melgaço, em Mato Grosso, bloqueou e controlou estradas, revistou viaturas e embarcações. Essas ações resultaram em apreensão de madeira extraída ilegalmente.

Comandante da Aeronáutica realiza palestra para a ECEME

A palestra à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército foi proferida por meio de videoconferência

Por Redação | Publicada em 18/05/2020 10:55

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez palestrou, na manhã desta sexta-feira (15/05), para oficiais-alunos da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), localizada no Rio de Janeiro (RJ). O encontro foi por meio de videoconferência e teve o objetivo de apresentar à audiência a atual conjuntura do Comando da Aeronáutica e as perspectivas para o futuro.

Participaram os oficiais-alunos do 1º ano do Curso de Comando e Estado-Maior e do Curso de Direção para Engenheiros Militares. Estiveram presentes, junto ao Comandante da Aeronáutica em seu Gabinete, o Comandante-Geral do Pessoal da Aeronáutica (COMGEP), Tenente-Brigadeiro do Ar Luis Roberto do Carmo Lourenço e o Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER), Major-Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic.

Dentre os assuntos abordados, o Tenente-Brigadeiro Bermudez tratou sobre as Diretrizes do Comando da Aeronáutica; os Projetos Estratégicos; o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas; as Ações de Combate ao Coronavírus (COVID-19); a Operação Verde Brasil 2; dentre outros. “Sinto-me honrado em dirigir-me aos senhores que fazem dos ensinamentos daqueles que nos antecederam os pilares que sustentam nossas Instituições", disse.

0O Comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) – Escola Marechal Castello Branco, General de Brigada Rodrigo Pereira Vergara, agradeceu ao Comandante da Aeronáutica pela participação. "Sabemos que este momento de pandemia exige, de todos nós das Forças Armadas, o melhor de nossas capacidades para darmos as respostas necessárias ao povo brasileiro. Por isso, agradecemos pela consideração e distinção que demonstra à nossa escola", ressaltou. 

Atuação na Operação COVID-19

Ao explanar sobre as ações desenvolvidas na Operação COVID-19, o Comandante da Aeronáutica destacou o emprego de aeronaves no Transporte Aéreo Logístico para a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), insumos e respiradores para diversos Estados; a atuação do Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA); e o apoio direto à sociedade, como doação de alimentos, cestas básicas, entrega de refeições aos caminhoneiros, implantação de Hospital de Campanha (HCAMP) em Santos (SP) e doação de sangue.

AEROFLAP


Especial: 70 anos da criação do ITA


André Magalhães | Publicada em 18/05/2020 15:28

Nesta década, a excelência do ensino adotada pelo ITA já influenciava outras universidades do país e o Instituto expandia suas atividades com o início, em 1961, do curso de Pós-Graduação em Engenharia. Com a tecnologia crescendo foi criado, em 1963, novos Laboratórios como o de Processamentos de Dados (LPD) e, com isso, a contratação de professores estrangeiros e o ingresso de alunos antigos, agora como docentes.  

Entretanto, o grande marco da época foi o desenvolvimento, pelo então Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD) do CTA, do projeto liderado pelo Major-Aviador da Força Aérea Brasileira (FAB), formado no ITA (turma 1962), Ozires Silva: a construção da Aeronave Bandeirante. A ideia era criar um avião bimotor turbohélice, com capacidade para 20 passageiros. Este se tornaria o primeiro avião comercial desenvolvido no Brasil.

A aeronave inaugurou a aviação regional no país e deu origem à Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). “O Bandeirante foi uma resposta às nossas dúvidas, entre muitas, sobre qual tipo ou modelo de avião que poderíamos tentar fabricar no Brasil e que pudesse ser razoavelmente diferente daqueles que eram normalmente produzidos nos países mais desenvolvidos. Ele surgiu da ideia de que as pequenas cidades do futuro deveriam ter à disposição o transporte aéreo”, declarou Ozires Silva, criador e fundador da Embraer.

Com a criação da Embraer, em 1969, abriram-se novos caminhos e ideais para os Engenheiros do ITA. Os sonhos do Marechal Montenegro se concretizavam com a implantação de uma indústria aeronáutica brasileira, que tornava possível colocar em prática toda pesquisa, ensino, desenvolvimento aeronáutico em sistemas e alavancar o país no campo aeroespacial.

O primeiro voo do C-95 Bandeirante ocorreu dia 22 de outubro de 1968, e o nome dado à aeronave foi por um ex-iteano e Diretor, do então CTA, Brigadeiro Engenheiro Paulo Victor da Silva.

Com o marco do Bandeirante e a criação da Embraer, o ITA tornava-se conhecido internacionalmente e, por sua vez, como um dos maiores centros de pesquisa e ensino no mundo.     

OUTRAS MÍDIAS


JORNAL DA EPTV - Comemoração dos 68 anos da esquadrilha da fumaça é transmitida ao vivo pela internet

Live ocorreu neste domingo (17).

Por Redação | Publicada em 18/05/2020 14:21

FATO AMAZÔNICO - São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga recebem respiradores; secretária de saúde acompanha entrega


Por Redação | Publicada em 18/05/2020 15:43

Em visita aos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, a secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, acompanhou a entrega de 2 toneladas de respiradores e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) realizadas pelo Ministério da Saúde (MS). As regiões de fronteira receberam reforço para o atendimento a pacientes com Covid-19, graças a articulação do Governo do Amazonas junto ao Governo Federal.

Além de equipamentos e insumos, o Ministério da Saúde também enviou às duas cidades 11 profissionais de saúde para reforçar o quadro de médicos e enfermeiros que estão atuando nas unidades e, dessa forma, promover o aumento de leitos nestes locais.

A viagem, que contou com a presença do titular da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Robson Silva, e do secretário executivo adjunto de Assistência Especializada ao Interior, Cássio Espírito Santo, começou na tarde domingo (17/05), em São Gabriel da Cachoeira, na região conhecida como Cabeça do Cachorro, que recebeu oito ventiladores pulmonares, além de 69.310 itens de EPIs, 300 frascos de álcool em gel e 300 litros de álcool a 70%.

Nesta segunda-feira (18/05), foi a vez da comitiva visitar o município de Tabatinga, onde foram entregues dez ventiladores pulmonares e 49 mil itens de EPIs. Na cidade, o atendimento referenciado dos doentes também está sendo feito no Hospital de Guarnição do Exército.

Saúde indígena – Em São Gabriel da Cachoeira, município que faz fronteira com Colômbia e Venezuela e que abriga 23 etnias indígenas, os casos de Covid-19 chegaram a 343, de acordo com boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) de domingo. 

A secretária Simone Papaiz conheceu a estrutura do Hospital de Guarnição do Exército, que tem realizado atendimentos de pacientes acometidos pelo coronavírus, em sua maioria indígenas, uma vez que boa parte da população é formada por esse grupo.  Ela destacou a articulação da Susam junto ao MS  para o recebimento dessas e de outras ajudas e a preocupação com a saúde indígena.

“O governo estadual tem estado muito preocupado com o crescimento de casos de Covid-19 no interior, e em especial entre os indígenas. Por isso, desde o início organizamos nosso plano de contingência, e isso permitiu que fôssemos um dos primeiros estados a receber auxílio federal. Continuamos em contato direto e constante com o general Eduardo Pazuello, para que mais ajudas sejam enviadas”.

Papaiz também ressaltou a importância do trabalho realizado conjuntamente entre Governo do Estado, Governo Federal e Prefeituras no combate à Covid-19 no interior. “A chegada desses equipamentos e insumos é fundamental para a preservação de vidas, e a união dos esforços é fundamental para que consigamos prestar assistência aos municípios e minimizar a contaminação pela doença”. 

O secretário especial de Saúde Indígena, Robson Silva, explicou que a secretaria tem desenvolvido ações preventivas, voltadas diretamente para as populações indígenas que vivem no estado, e avaliou que o índice de letalidade da Covid-19 entre indígenas tem ficado abaixo dos números de mortes em não indígenas.

“Aumenta a nossa preocupação com a região, tendo em vista que os índices (da doença) têm crescido e que se trata de uma região onde a população é predominantemente indígena. Mesmo que os índices de mortes na saúde indígena sejam de três pessoas para cada 100 mil habitantes, enquanto entre os não indígenas são de sete pessoas a cada 100 mil, cada vida importa”.

Atendimento ao interior – Simone Papaiz ressaltou que o Governo do Amazonas vem trabalhando no atendimento aos municípios do interior durante a pandemia. Desde os primeiros casos de Covid-19 registrados fora da capital até a última sexta-feira (15/05), o número de respiradores nas unidades municipais saltou de 65 para 112.

“Enviamos 29 respiradores para municípios do interior. Também mandamos 44 monitores multiparamétricos e 134 colchões hospitalares, fora os insumos como medicamentos e EPIs, que são enviados constantemente”.

A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) já enviou aos municípios 2,6 milhões de unidades de EPIs. E a Susam, com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Casa Militar do Governo do Amazonas, vem garantindo o abastecimento dos hospitais com oxigênio.

São Gabriel da Cachoeira, por exemplo, recebeu 80 cilindros de oxigênio, e Tabatinga outros 310 cilindros para abastecer o Hospital de Guarnição, enquanto a usina local passa por reparos.

O prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Clovis Saldanha, também frisou o quanto a ajuda recebida pelo município tem sido necessária. “Estamos vivendo um momento difícil. Nenhum prefeito se preparou para enfrentar uma situação como essa, mas com a ajuda do Governo do Amazonas e Governo Federal, conseguiremos melhorar o atendimento”.

RADAR AMAZÔNICO - Municípios do Amazonas implantam 636 leitos para pacientes com Covid-19


Por Redação | Publicada em 18/05/2020 10:50

Cerca de 48% dos casos de Covid-19 no Amazonas foram registrados no interior do Estado e para atender essa demanda que já está chegando a quase 10 mil infectados foram instalados 636 leitos de UTIs exclusivos para Covid-19.

A ampliação de leitos em Salas Rosas de Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs) é fruto de uma parceira entre o Governo do Estado e as Prefeituras.

O suporte do Governo do Amazonas aos municípios vai desde a liberação de recursos para os Fundos Municipais de Saúde ao envio de insumos; medicamentos; testes rápidos; cilindros de oxigênio; e equipamentos, como respiradores, monitores multiparamétricos e bombas de infusão, entre outros, para equipar leitos de UCI e de Sala Rosa.

“Estamos concentrando o máximo de esforços para ajudar as prefeituras a enfrentarem a pandemia de Covid no interior, que tem apresentado evolução de casos. Além de mais de R$ 23 milhões liberados do FTI para a saúde do interior, estamos dando todo o suporte com equipamentos, medicamentos, insumos”, disse Wilson Lima, ao destacar que o Estado também determinou restrições no transporte de passageiros para diminuir o avanço do Covid-19 no interior.

Leitos

Conforme balanço da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), os municípios do interior dispõem de 2.441 leitos totais.

Desses, 1.952 estavam vazios na sexta-feira (16/05) – taxa de ocupação de 20%. Desde o início da pandemia, foram implantados, em parceria com as prefeituras, 636 leitos de Sala Rosa para Covid-19 no interior. Desses, 470 estavam vazios na sexta-feira, taxa de ocupação de 26%.

O número de leitos de UCI subiu de 49 para 82 desde o início da pandemia, um aumento de 67%. Dos 82 leitos de UCI no interior, 33 estavam vazios na sexta-feira, o que significa taxa de ocupação de 59%.

Além disso, foi organizado, junto com as prefeituras, o fluxo de atendimento que conta com apoio de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em cada município.

Equipamentos e insumos

Desde os primeiros casos de Covid-19 registrados no interior até o último dia 15, o número de respiradores nas unidades municipais saltou de 65 para 112 após a pandemia. Desses, 29 respiradores foram enviados pelo Governo do Amazonas para o interior. Outros 26 deverão ser entregues a partir da próxima semana. Foram enviados, ainda, 44 monitores multiparamétricos e 134 colchões hospitalares.

EPIs e UTI aérea

A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) já enviou aos municípios do interior 2,6 milhões de unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Casa Militar do Governo do Amazonas, a Susam vem garantindo o abastecimento dos hospitais do interior com oxigênio para atender o crescimento da demanda, conforme o avanço do novo coronavírus no interior.

Tabatinga recebeu 310 cilindros para abastecer o Hospital de Guarnição, enquanto a usina local passa por reparos. Foram enviados ainda 80 cilindros de oxigênio para São Gabriel da Cachoeira e 74 para Tefé, além da instalação de tanques de oxigênio em Manacapuru.

O Governo do Estado reforçou o serviço de transporte sanitário dos pacientes do interior. A quantidade de UTI Aérea dobrou, de três para seis, sendo que três delas são exclusivas para remoção de pacientes com Covid-19.

Foram disponibilizadas, ainda, quatro ambulâncias terrestres para realizar as remoções entre portos, aeroportos e atendimento direto aos municípios de Itacoatiara e Manacapuru.

JORNAL OPÇÃO - Força-tarefa realizou 11 captações e oito transplantes de órgãos na última semana em Goiás

Estado é referência no Centro-Oeste em captação e transplantes de órgãos. Mobilização contou com equipes do HGG, Huana, Hugol e laboratório Lacen

Fernanda Santos | Publicada em 18/05/2020 15:00

Referência no transplante de órgão no Centro-Oeste, Goiás realiza nos últimos dias uma força-tarefa pela captação de órgãos. Desde a última sexta-feira, 8, foram onze órgãos captados e oito transplantes. Apenas em 2019, Goiás realizou 215 captações e 842 transplantes de órgãos e tecidos.

A mobilização da última semana envolveu cerca de 40 profissionais da CET-GO, equipes médicas e logísticas. Houve envolvimento e interação de profissionais dos Hospitais Estaduais Alberto Rassi (HGG), de Urgências da Região Noroeste de Goiânia (Hugol), de Urgência de Anápolis (Huana), do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Dr. Nion Albernaz e do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO).


A ação começou na sexta-feira, 8, com a morte de uma paciente do Huana de 42 anos. A captação teve ajuda do Lacen-GO que entregou em tempo recorde (7 horas) o resultado de detecção da Covid-19, atualmente uma norma do Ministério da Saúde para os processos de doação de órgãos.

“O trabalho foi muito ágil, porque estavam todos envolvidos. Foram muito responsáveis, porque sabiam que, para realizar a captação dos órgãos em tempo hábil, era preciso o resultado do exame”, avaliou Katiuscia Freitas, gerente de transplantes da SES-GO.


Pacientes goianos receberam dois rins, fígado e duas córneas. Um dos membros da família da doadora se emocionou e afirmou que apesar do luto, todos entenderam ser o melhor caminho. “Vamos beneficiar vidas que precisam desses órgãos. Ficamos felizes por expandir o amor ao próximo por meio desse gesto”, disse sem querer se identificar.

A captação marcou o recomeço da agenda deste ano, que esteve paralisada em abril, em decorrência da pandemia de Covid-19. “Janeiro, fevereiro e março foram muito bons. Abril foi o mês da dificuldade, porque foi o ápice da gente reestruturar o serviço para adequar com a pandemia. Isso foi em nível nacional. Agora em maio as doações voltaram a acontecer”, afirmou Katiuscia.

Com o coronavírus, passou a ser obrigatória a testagem dos doadores para dissipar riscos de contaminações por coronavírus em pacientes receptores dos órgãos. “A gente conseguiu que a maioria dos estados façam esse exame em 24 horas. Conseguimos que o Lacen fizesse para a gente em sete horas. Foi um tempo que não prejudicou na espera das famílias, contribuiu muito positivamente” contou. “Um dos nossos receios é esse de demorar, de fazer o processo ficar mais longo por conta do exames, mas a gente conseguiu”, comemorou.

Uma das receptoras foi uma mulher de 53 anos que estava com quadro fulminante de hepatite no HGG. Internada há uma semana, apenas o transplante poderia salvá-la. “Quando o paciente entra em um quadro de insuficiência hepática, não existe nenhuma máquina que substitua o fígado. Ele precisa de um transplante ou pode vir a óbito”, informou Claudemiro Quireze, médico que liderou o procedimento.

Nos últimos dois meses, 29 pacientes receberam transplantes na unidade, que é a única que pode realizar esse tipo de procedimento em Goiás, por meio do Serviço de Transplantes de Fígado. “Essa é a maior cirurgia do corpo humano e vem sendo estudada desde 1963. Temos orgulho de sermos pioneiros aqui em Goiás”, ressaltou o médico.

Ainda, foram transplantados no HGG três rins, um de Pernambuco e dois de Santa Catarina. Lá, já foram realizados 436 transplantes de rins, sendo o que mais realizou esse procedimento no Centro-Oeste.

Já no Hugol, um paciente de 27 anos com morte encefálica pôde doar seis órgãos e tecidos, sendo um coração, um fígado, dois rins e duas córneas. Apesar do momento sensível para a família, especialmente para a mãe, em decorrência do Dia das Mães, ela se sensibilizou e autorizou a doação.

Para aproveitar os órgãos em tempo hábil, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal trouxe de helicóptero profissionais da Central de Transplantes da capital federal para buscar o fígado. Bombeiros goianos levaram o coração até o aeroporto, onde uma avião da Força Aérea Brasileira (FAB) há aguardava com uma equipe médica de São Paulo em busca do órgão. Dois rins e duas córneas atenderam pacientes paulistas.

O Hugol é responsável por 50% de toda captação do Estado. “É um hospital que abraça a cultura da doação de órgãos. Toda a equipe acredita no processo, e realizar o acolhimento humanizado dos familiares faz com que estes se sintam mais seguros para realizar a doação”, pontuou Katiuscia.

Pandemia

De acordo com a gerente de transplantes, todo o sistema teve de sofrer adaptações por conta da pandemia de Covid-19. “A gente começou o ano bem. Com a pandemia vieram algumas dificuldades. Houve toda uma reestruturação do sistema, reuniões nacionais com todos as centrais estaduais para decidir com conseguir os transplantes com segurança e as recomendações das associação brasileira para não passar”, informou.

“O mês de abril foi nosso mês mais crítico, que foi essa parte de reestruturar, reorganizar para fazer os exames nos doadores porque é obrigatório para trazer mais segurança ao processo. Agora em maio a gente conseguiu retomar com essas doações e a gente acredita com força para continuar os transplantes. Vamos continuar lutando para que os transplantes continuem acontecendo, até porque um paciente da hemodiálise, por exemplo, fica exposto em sala cheia com a imunidade comprometida”, falou Katiuscia.

Ao Jornal Opção, a gerente de transplantes informou que nenhum dos médicos envolvidos nas ações esteve contaminado ou suspeito de Covid-19. “As equipes de transplante não têm nenhum profissional afastado, até porque a gente tem que se proteger ao máximo para não oferecer risco e a gente tem tomado todas as medidas com todos os profissionais para que não ofereçam risco tanto no processo de doação, quanto no de transplante”, conta.

“Mesmo a gente fazendo exame, a equipe já se comporta como um caso suspeito, veste toda a paramentação, para não correr risco nenhum de contaminar o receptor”, afirmou Katiuscia.

Convencimento

Ela explica que como o foco agora é na pandemia, é difícil introduzir o tema do transplante nas pessoas em geral. “Por exemplo, a gente conduzia muitas palestras presenciais. Nisso a gente teve que recuar. A gente está na fase de pensar como que vamos fazer isso de forma online. Com a população, vamos ter que trabalhar a comunicação pelas redes sociais, que continua sendo difícil. Goiás tem uma recusa de familiares alta e é por desconhecimento do processo”, explica.

“A gente recusa, às vezes, por não saber como funciona. Muita gente [da família] fala que não vai doar porque ele não era doador em vida, mas aí se você for averiguar porque ele não era doador, às vezes por uma dúvida que a gente tira em palestra. Eu falo porque faço muitas palestras. A gente vê quantas pessoas se manifestam não doadoras e depois que tiram as dúvidas falam que são doadora de órgãos”, conta.

MINISTÉRIO DA SAÚDE - Governo do Brasil ajuda municípios do interior do Amazonas

São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga receberam duas toneladas de equipamentos, materiais e insumos, além de reforço de profissionais de saúde para atuarem na linha de frente do combate à COVID-19 

Tinna Oliveira | Publicada em 18/05/2020 20:38

O Governo do Brasil não tem medido esforços para salvar vidas na batalha contra o coronavírus. Para garantir o melhor cuidado à saúde dos brasileiros, o Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Defesa, entregou um auxílio emergencial a dois municípios do interior do Amazonas. As cidades São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga receberam, entre os dias 17 e 18 de maio, duas toneladas de equipamentos, materiais e insumos, além de reforço de onze profissionais de saúde que vão atuar na linha de frente do enfrentamento do coronavírus. 

O secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva, acompanhou a força-tarefa do Governo Federal, em voo da Força Aérea Brasileira (FAB), aos municípios amazonenses que possuem grandes populações indígenas. "O Governo Federal está trabalhando de forma integrada para o enfrentamento da COVID-19. A fim de atender as populações do interior do estado do Amazonas, incluindo-se indígenas e não indígenas, os Ministérios da Saúde e da Defesa estão atuando juntos para disponibilizar equipamentos, EPI, insumos para ampliar a capacidade de atendimento de hospitais de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira”, destaca. O diretor de Atenção em Saúde Indígena, André Luiz Martins, também participa da missão. 

O Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC) recebeu sete unidades de aspiradores portáteis; sete unidades de desfibriladores; 15 oxímetros e oito respiradores. Também são destinados materiais e insumos, como 300 frascos de gel 70%; 1,8 mil unidades de aventais impermeáveis; cinco mil unidades de aventais descartáveis; quatro mil unidades de gorro/propé; três mil unidades de máscaras N95; 200 unidades do macacão de proteção e 70 unidades de óculos para proteção cirúrgica. 

Para o Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGuT) foram destinadas sete unidades de aspiradores portáteis; sete unidades de desfibriladores; 15 oxímetros e 10 respiradores. De materiais e insumos são: três mil aventais descartáveis; oito mil gorros descartáveis; 15 mil máscaras descartáveis com elástico; mil máscaras N95 e cinco óculos de proteção cirúrgica. 

O Ministério da Defesa também deslocou, temporariamente, onze profissionais de saúde do Hospital Militar de área de Brasília (DF) para reforçar o atendimento à população no Hospital de São Gabriel da Cachoeira. São duas médicas; uma fisioterapeuta; duas enfermeiras e seis técnicas de enfermagem. 

A contratação de profissionais de saúde e a aquisição de materiais e insumos para funcionamento dos serviços de saúde é uma atribuição de estados e municípios. Contudo, diante da pandemia por coronavírus, o Governo Federal tem usado seu poder de compra em apoio irrestrito às cidades na luta contra a doença, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a assistência devida à população. 

APOIO DO GOVERNO FEDERAL

O secretário Robson Silva também destacou que esta ação faz parte de um esforço que se soma aos mais de R$ 100 milhões que o Governo Federal já destinou ao estado do Amazonas para o enfrentamento da COVID-19. Além do envio de 10 leitos de UTI volantes, com instalação rápida, com o envio de R$ 1,4 milhão para a manutenção. 

O Amazonas também já havia recebido do Ministério da Saúde cerca de 1,5 milhão de EPIs, como máscaras, luvas, toucas e aventais, além de álcool em gel; mais de 232,7 mil testes de diagnóstico, sendo 176,9 mil rápidos (sorologia) e 55,8 mil testes RT-PCR (biologia molecular); 90 respiradores; 1,32 milhão de doses de vacina contra gripe; 267 mil medicamentos Oseltamivir e 171 mil Cloroquina. Pela ação estratégica “O Brasil Conta Comigo”, o estado já possui mais de 13 mil cadastrados de profissionais de saúde, sendo que os primeiros 387 profissionais da estratégia foram contratados pelo Ministério da Saúde e enviados ao estado.

POPULAÇÃO INDÍGENA

No território indígena do Alto Rio Negro, onde está situado São Gabriel da Cachoeira, são mais de 28 mil indígenas, sendo cerca de 23 etnias e 733 comunidades numa área de 294 mil km². Até esta segunda-feira (18/5), há seis pessoas infectados no DAEI Alto Rio Negro e dois óbitos e uma cura. Além disso, há 25 pessoas infectadas no Alto Solimões com 11 óbitos. Podendo se contabilizar ainda 125 curas clínicas no Alto Solimões.  

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), atende mais de 751 mil indígenas aldeados em todo o Brasil de 311 etnias, distribuídos em 5.997 aldeias, através do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, que é organizado por 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). No ano passado, foram realizados 272.594 atendimentos, incluindo consultas médicas, odontológicas e com nutricionistas. 

A partir do decreto de emergência de saúde pública por conta da COVID-19, o Ministério da Saúde também tem realizado ações de informação, prevenção e combate ao coronavírus, orientando comunidades indígenas, gestores e colaboradores em todo o Brasil. 

Além disso, já foram enviadas três remessas de insumos aos DSEIs, totalizando mais de 400 mil itens. As duas primeiras remessas foram enviadas no mês de abril e a terceira remessa no início de maio, como os mais de 10 mil testes rápidos para COVID-19. O DSEI do Alto Solimões conta com o envio de mais 75 mil itens e o DSEI do Rio Negro com 80 mil itens.

MINISTÉRIO DA SAÚDE - Ministério da Saúde entrega mais 304 respiradores pulmonares

Os equipamentos foram entregues em nove estados. Ao todo, o Governo do Brasil já distribuiu 861 respiradores para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 em 14 estados

Silvia Pacheco | Publicada em 18/05/2020 21:20

A rede pública de saúde brasileira ganhou o reforço de mais 304 respiradores pulmonares. Entre sábado (16) e hoje (18), o Ministério da Saúde realizou a entrega dos equipamentos em nove estados: Goiás (25), Pernambuco (35), Paraíba (20), Amazonas (48), Rondônia (25), Pará (50), Maranhão (25), São Paulo (20) e Rio de Janeiro (56). Do total enviado ao Amazonas, 18 equipamentos foram entregues, com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), a municípios de difícil acesso no estado, em São Gabriel da Cachoeira (8) e Tabatinga (10). Os estados são responsáveis por definir as unidades de saúde e municípios que receberão os respiradores pulmonares, conforme planejamento local.

Até o momento, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, já entregou 861 respiradores pulmonares para reforçar 14 estados no combate à COVID-19: Amazonas (138), Ceará (75), Paraíba (40), Pernambuco (85), Rio de Janeiro (206), Amapá (45), Pará (130), Paraná (20), Santa Catarina (17), Espírito Santo (10), Goiás (25), Maranhão (25), Rondônia (25) e São Paulo (20).

A compra e distribuição dos respiradores é parte do apoio estratégico do Governo do Brasil no atendimento aos estados. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.

A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência em saúde pública por conta da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra em apoio irrestrito aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Governo Federal conduz avaliações diárias das situações de risco em cada localidade, reforçando estados e municípios com os recursos necessários, financeiros, materiais e pessoal”, ressalta o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

O Ministério da Saúde assinou quatro contratos com empresas brasileiras para a produção de 15.300 respiradores, sendo: 6.500 com a Magnamed, no valor de R$ 322,5 milhões; 4.300 com a Intermed, no valor de R$ 258 milhões, 3.300 com a KTK, no valor de R$ 78 milhões e 1.202 com a empresa Leistung, no valor de R$ 72 milhões para fornecimento de equipamentos no período de três meses (90 dias). O esforço brasileiro na aquisição destes itens envolve mais de 15 instituições entre fabricantes processadores, instituições financeiras e empresas de alta tecnologia, entre outras. A distribuição dos equipamentos tem ocorrido conforme a capacidade de produção da indústria nacional, que depende de algumas peças que são importadas.

AÇÃO INTERMINISTERIAL

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia realizou um mapeamento do parque industrial nacional, quando foram identificadas as capacidades de cada setor para o fornecimento de respiradores pulmonares. Nesse mapeamento, encontrou-se empresas que tinham escala pequena de produção, mas que tinham expertise e outras que poderiam contribuir para expandir as entregas em um menor espaço de tempo possível.

O projeto ainda envolve o Ministério das Relações Exteriores, para priorização de recebimento de peças, o Ministério da Justiça para escoltas e segurança da distribuição de equipamentos e insumos, e o Ministério da Defesa que fornece armazéns nas capitais para estoque de materiais e a logística de distribuição para o país, por meio da FAB (Força Aérea Brasileira), quando necessário.

No início da pandemia, o Brasil contava com 65.411 respiradores pulmonares, sendo que 46.663 estavam disponíveis no SUS. Além da aquisição de respiradores, o Ministério da Saúde habilitou 3.695 leitos de UTI para atendimento exclusivo a pacientes com coronavírus e adquiriu 340 leitos de UTI volantes, que são de instalação rápida para fortalecer a rede hospitalar em saúde. Cada um destes leitos conta com um respirador.

GOVERNO DO BRASIL - FAB leva medicamentos e profissionais de saúde a cidades do Amazonas

São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga recebem equipamentos como máscaras, aventais descartáveis e respiradores

Por Redação | Publicada em 18/05/2020 19:02

Um voo da Força Aérea Brasileira decolou nesse domingo (18) de Brasília com destino a duas cidades do estado do Amazonas: São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga. A aeronave levou milhares de materiais hospitalares, equipamentos de proteção individual, remédios e 11 profissionais de saúde para reforçar o atendimento na fronteira do Brasil com a Colômbia. 

São Gabriel da Cachoeira fica há cerca de 800 quilômetros de Manaus e foi a primeira cidade a receber os materiais enviados pelo Governo Federal. A cidade tem 45 mil habitantes sendo 90% indígenas e para chegar ao local, só é possível de barco ou avião. Até último o domingo, o município registrava 303 casos da doença e 12 mortes. Na cidade existe um hospital público. 

“É um hospital adaptado para atender a essa pandemia. É o único na cidade que atende pelos SUS, e a administração é do Exército Brasileiro. A missão do hospital de São Gabriel da Cachoeira é receber o paciente, estabilizar o paciente e encaminhá-lo a um centro com maior capacidade”, disse o General Alexandre Ribeiro de Mendonça, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva.

Depois de São Gabriel da Cachoeira, a missão foi realizada nesta segunda-feira (18) em Tabatinga. O hospital da região também atende indígenas.

Além do material enviado neste final de semana para o estado, o Governo Federal repassou, de janeiro a maio deste ano, mais de 95 milhões de reais ao Amazonas, para reforçar as ações de atendimento dos casos de Covid-19.