NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL G1


MP apresenta nova denúncia contra piloto de ultraleve que caiu e matou advogado

Segundo o promotor Saulo Vinhal, o piloto não tinha habilitação técnica específica, a aeronave estava com as manutenções atrasadas e a manobra realizada antes da queda não era recomendada.

Por G1 Tocantins | Publicada em 18/02/2019 17:18

O Ministério Público Estadual apresentou uma nova denúncia contra o piloto Paulo Sérgio de Sousa, que estava no comando do ultraleve que caiu em Palmas em agosto de 2017. O acidente matou o advogado José Simone Nastari, de 63 anos. Para o promotor Saulo Vinhal, Sousa agiu com dolo eventual, que é quando a pessoa assume o risco de matar.

Segundo o MPE, o piloto não tinha habilitação técnica específica para realizar aquele voo, a aeronave estava com as manutenções atrasadas e a manobra feita logo antes da queda não era recomendada para aquele tipo de aparelho. A conclusão foi após o MP ter tido acesso ao relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sobre o caso.

Ainda estão sendo apuradas possíveis responsabilizações penais contra o dono da aeronave e o proprietário da pista de aviação.

O G1 ainda tenta localizar a defesa de Paulo Sérgio de Sousa.

Segundo o MPE, caso o juiz aceite os argumentos o piloto pode ser condenado a uma pena de seis a vinte anos de prisão.

O caso

O advogado José Simone Nastari morreu na tarde do dia 20 de agosto de 2017 durante a queda de um ultraleve na zona rural de Palmas. A Polícia Militar informou que o acidente aconteceu a cerca de 100 metros de uma pista particular no local chamado de sítio Flyer. O piloto da aeronave conseguiu escapar, mas o passageiro ficou preso e foi carbonizado.

Um vídeo gravado em um celular registrou o momento da queda de um ultraleve. As imagens foram gravadas por Elisa Bonfim, que estava no local, mostram o ultraleve, modelo Fox 100, fazendo uma curva, mas começa a perder altitude e cai em cima de uma árvore.

PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


La Fuerza Aérea de Brasil reabre la licitación para modernizar sus T-27 Tucano


Javier Bonilla | Publicada em 18/02/2019 13:00

La Fuerza Aérea de Brasil (FAB) resolvió abrir la licitación que había sido convocada en mayo del pasado año a través de la Comisión Aeronáutica Brasileña en Washington DC (BACW), después de cancelar la competencia anterior, vencida inicialmente por la firma Aviation Center, con sede en el aeropuerto de Jacarepaguá, Río de Janeiro y cuestionada por AEL Sistemas. La decisión fue del brigadier João Cury, jefe del Comando General de Apoyo de la Fuerza.

El nuevo edicto prevé un valor global de 10,9 millones de dólares (unos 218.000 dólares por avión) y exige que el competidor compruebe "ser revendedor e instalador Garmin autorizado". Según la asesoría de la FAB, la nueva licitación "fue publicada por parte de la BACW en USA con el objetivo de alcanzar mayor visibilidad al proceso licitatorio y, por consiguiente, permitir que la administración tenga acceso a las mejores opciones de adquisición".

El futuro contrato también prevé el "desarrollo del proyecto de instalación por la propia Fuerza Aérea Brasileña, buscando celeridad y reducción de costos", probablemente en alguno de los Parques de Material Aeronáutico de la FAB, tal vez Lagoa Santa, Minas Gerais o Afonsos, en Río, con la asistencia de la firma ganadora. Esta decisión aleja la posibilidad de optar por la otra alternativa actualmente vigente: utilizar aviónica  Rockwell Collins y displays Cobham, como en la modernización de los Tucanos colombianos realizada por la CIAC, coparticipando Embraer e inclusive en sus propias instalaciones paulistas, en 2014. Asimismo, la opción de centralizar en unidades de la FAB la labor técnica, dismuniría el interés de la propia Embraer en hacerse con el lote.

¿Más Gripen para Brasil? -noticia defensa.com - Noticias Defensa defensa.com Brasil


Javier Bonilla | Publicada em 19/02/2019 06:52

Hakan Buskhe, CEO de SAAB AB, afirmó durante la presentación anual de resultados, el pasado 15 de febrero, estar "discutiendo un nuevo lote de Gripen para Brasil", y sugirió que la adquisición subsecuente pueda ser oficializada hacia 2021 o 2022. El lote podría ser, tal vez, de otras 36 unidades, y deberían, si se confirma la hipótesis, ser distribuidas en las bases tradicionales de la aviación de combate brasileña.

Otras oportunidades de exportación también están siendo observadas por el caza monomotor. "Acabamos de entregar nuestra propuesta a Suiza y Finlandia, y estamos en discusión con Canadá", dijo Buskhe. Saab también está evaluando las exigencias de Croacia, confirma, después de que su planeada adquisición de Lockheed Martin F-16 colapsó recientemente, además de proponerle a India la fabricación local del Gripen NG. La propuesta de Saab para Finlandia totaliza 64 Gripen E / Fs, mientras que Suiza se está ofreciendo 30 o 40 ejemplares de asiento único. Las decisiones de adquisiciones de ambas naciones se esperan alrededor de 2021.

Tras el anuncio inicial, en octubre de 2014,  de un contrato de 5.800 millones de dólares  para un primer lote de 36 unidades, un alto representante de la Fuerza Aérea anunciaba, en  la Conferencia Internacional sobre el Caza, en Londres, en noviembre de ese mismo año, que el total del pedido global, en una perspectiva ideal, podría llegar a   108 ejemplares. En pocos años esos Gripen deberían reemplazar , al Northrop F-5EM y Alenia / Embraer A-1M, que todavía están en servicio, por algunos años más.

Los restantes potenciales Gripen adicionales, si se ratifica esta posibilidad , deberían ser entregados, probablemente, en lotes quinquenales, con mucho mayor índice de nacionalización aún. La primera aeronave del lote brasileño actual estará disponible para iniciar la campaña de ensayo en vuelo en Linköping, a finales de julio de este año. Los otros cazas serán entregados a Brasil a partir de 2021.

PORTAL TERRA


Estadão na Antártida

Neste diário, você acompanhará a jornada da editora Luciana Garbin e do repórter fotográfico Clayton de Souza no continente gelado e conhecerá a estação brasileira Comandante Ferraz, que está prevista para ser inaugurada em 12 de março

Luciana Garbin | Publicada em 18/02/2019 15:34

1º DIA

Base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, 18/02/2019, 11h40

O que você diria, caro leitor, se te convidassem para conhecer o continente mais inóspito do planeta sem precisar sair de casa? Um lugar onde a temperatura é quase sempre negativa e onde há dias em que não se vê a luz do sol e noites completamente claras? Eu acabo de desembarcar na parte mais austral do planeta com o repórter fotográfico Clayton de Souza e gostaria que você nos acompanhasse pelos próximos dias por aqui.

Estamos na Antártida, mais especificamente no Aeródromo Tenente Rodolfo Marshall, que fica ao lado da base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva, na Ilha Rei George, a maior do arquipélago das Shetlands do Sul. Chegamos num avião Hércules-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) - o único que voa para a Antártida - e estamos esperando para embarcar, por meio de bote ou helicóptero, no navio oceanográfico Ary Rongel. É ele que nos levará para o destino principal da nossa viagem: a estação brasileira Comandante Ferraz.

Você já deve ter ouvido falar dela. Em 25 de fevereiro de 2012, a base teve 70% das instalações destruídas por um incêndio de grandes proporções. O fogo começou nos tanques de combustível que alimentavam os geradores da base, se alastrou rapidamente e matou dois militares que tentaram combatê-lo ­ os tenentes Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos. Às perdas humanas e materiais, somaram-se prejuízos para as pesquisas científicas, uma das duas razões que justificam a presença do Brasil na Antártida - a outra são interesses geopolíticos.

E o que viemos fazer por aqui? Mostrar em primeira mão como será a novíssima estação brasileira, com data de inauguração prevista para 12 de março. Sete anos depois do incêndio, a estrutura de US$ 99,6 milhões projetada pelo escritório paranaense Estúdio 41 e executada pela empresa chinesa Ceiec está pronta. Nosso plano é contar em detalhes para você como ela é. Nesse videográfico já tem algumas informações interessantes.

Mas, enquanto a gente não desembarca por lá, vale dizer que ter chegado aqui já foi uma bela epopeia. Nossas negociações com a Marinha do Brasil começaram em 2017 e desde então houve três tentativas frustradas de antecipar a viagem. Com direito passagens compradas e depois canceladas. Até decolarmos de São Paulo num voo comercial neste domingo, 17, eu ainda tinha dúvida se de repente não mudaria tudo de novo e surgiria um novo pedido para aguardarmos mais alguns meses. Mas desta vez chegamos a Santiago e aí tomamos outro avião para Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Para dar mais tensão ao enredo, minha mala extraviou no voo da Latam com todas as roupas antárticas. E só depois das 22 horas - e com muito custo - consegui reavê-la no aeroporto.

É de Punta Arenas que saem os voos dos cargueiros da FAB. Estipular com certeza a data de decolagem, porém, é impossível. Só se consegue voar para a Antártida quando a janela meteorológica está aberta, ou seja, o piloto tem certeza de que o tempo no meio do caminho vai colaborar. E isso só costuma ocorrer por volta das 22 horas do dia anterior.

Já teve gente que passou uma semana esperando em Punta Arenas e não conseguiu embarcar. Outras tiveram de voltar do meio do caminho. Mas demos sorte e já na primeira tentativa vencemos os 1,2 mil km de distância que separam a ponta da América do Sul da Península Keller, no interior da Baía do Almirantado, onde ficam bases antárticas de vários países, inclusive as do Brasil e do Chile.

Os aviões da FAB pousam na base chilena porque a estação brasileira não tem aeródromo. E aí desembarcam não só os passageiros de cada voo como várias toneladas de suprimentos.

Quando aterrissamos com outras 53 pessoas, a maioria militares e cientistas, o Ary Rongel já estava à nossa espera. Da base Eduardo Frei até a Comandante Ferraz serão mais três horas e meia de viagem. E teremos nosso primeiro contato por mar com o continente que guarda em forma de gelo nada menos que 70% da água doce do planeta.

Nosso roteiro de viagem inclui passar pelo menos cinco dias na estação brasileira, acompanhar a equipe da Marinha no recolhimento de acampamentos científicos, conversar com pesquisadores vindos de várias partes do Brasil e depois voltar de navio para Punta Arenas cruzando o Drake, mar conhecido como o mais perigoso do mundo por seu mau humor e suas grandes ondas. Mas esses já são temas para os próximos posts...

Antes de terminar, preciso porém voltar à pergunta inicial deste texto: E aí? Topa conhecer o continente mais inóspito do planeta sem precisar nem colocar um casaco?

Vem com a gente então!

Torre de controle do Aeródromo Tenente Rodolfo Marshall, 18/02/2019, 12h30

Uma das coisas que mais se diz quando o assunto é Antártida é que o clima por aqui muda muito rapidamente. E bastou chegarmos para podermos comprovar isso.

A expectativa dos militares durante nosso voo no Hércules era pegar um bote ou um helicóptero para ir da base chilena até o navio Ary Rongel, que vai nos levar até a estação brasileira. Mas, assim que pousamos, fomos informados de que o vento havia ganhado força e passava de 50 km/h, e não daria mais para ir até o navio nem de bote nem de helicóptero. A solução, então, é esperar pelo menos até as 15 horas.

Enquanto a maioria dos integrantes do grupo brasileiro foi até a Base Presidente Eduardo Frei Montalva, distante 1,5 km, ver como os chilenos vivem aqui, eu e o repórter fotográfico Clayton de Souza saímos à procura de internet. E encontramos Wi-Fi, uma das coisas mais almejadas na Antártida, na torre de controle do aeródromo. É daqui que escrevo neste momento.

Lá fora, faz um frio que quase congelou minha mão direita quando me arrisquei a tirar a luva para tentar fotografar a paisagem que nos recepcionou - principalmente pedras e montinhos de gelo. Segundo observadores meteorológicos chilenos, a temperatura agora é de -2°C, mas a sensação térmica é de -20°C por causa do vento.

Mas tem também um sol muito bonito e a claridade é tão intensa que quase ninguém se arrisca a sair de lugares protegidos sem óculos escuros e protetor solar - o meu é de FPS 90.

Segundo a tripulação do Hércules, tivemos sorte com a meteorologia no caminho entre Punta Arenas e a Ilha Rei George. Isso permitiu que o cargueiro da FAB voasse numa média de 550 km/h, numa altitude de 6 mil metros.

Por todo o voo, a cabine de comando permaneceu em contato com bases em Punta Arenas e na própria Antártida, que foram avisando sobre as condições meteorológicas. A preocupação com as condições de visibilidade e a segurança de voo é tão grande por aqui que já houve casos em que, perto do destino, os pilotos acharam melhor retornar a Punta Arenas. E esperar por uma outra oportunidade.

Curiosidades do 1º dia

Meia hora antes da chegada na Ilha Rei George, foi servido um lanche com sanduíche de presunto e queijo, suco ou refrigerante e uma porção de frutas secas. Antes, os passageiros tinham recebido café, bala e chocolate.

Na Antártida, você pode carimbar seu passaporte a cada base que visita. Este carimbo foi feito na estação chilena.

PORTAL METROPOLES (DF)


Vídeo: avião arremete para evitar colisão em Fernando de Noronha

O procedimento é considerado normal e, segundo o Comaer, ocorreu “dentro dos padrões de segurança das regras de tráfego aéreo”

Fernanda Stumpf | Publicada em 18/02/2019 14:15

Em vídeo que circula nas redes sociais, um avião da companhia GOL precisou arremeter para evitar uma possível colisão com uma aeronave da Azul, em pista do Aeroporto de Fernando de Noronha. As imagens foram feitas na manhã desse domingo (17/2) e não mostram um “quase acidente” como diz a descrição.

Nos 45 segundos de exibição, é possível ver que o piloto da aeronave 737 da GOL precisou arremeter quando se aproximava do solo durante procedimento de pouso, pois um avião da Azul estava na pista.

Em nota, o Comando da Aeronáutica (Comaer) declarou ao Metrópoles que, apesar de parecer perigosa, a manobra está “dentro dos padrões de segurança das regras de tráfego aéreo”.

“Importante esclarecer que o serviço de tráfego aéreo prestado no local é o de serviço de informação de voo. Nessa modalidade, o operador de estação aeronáutica fornece às aeronaves todas as informações necessárias para uma operação segura, a fim de que o piloto decida, em qualquer fase, qual o procedimento será utilizado e, inclusive, em qual pista vai realizar a decolagem ou o pouso. As aeronaves estavam em coordenação via rádio e não houve risco nenhum aos envolvidos no caso”, declarou o Comaer.

As empresas aéreas também se pronunciaram. Em breve declaração ao Metrópoles, a Azul ressaltou apenas que “a arremetida é um procedimento previsto nas operações de pouso”.

A GOL também garantiu que se trata de uma medida considerada normal. “O voo G3 1862, que fazia o trecho Recife-Fernando de Noronha na tarde de ontem [17], precisou descontinuar a aproximação em virtude da indisponibilidade da pista por ocupação de outra aeronave naquele momento. Durante todo o procedimento de aproximação, o comandante tinha contato visual com a aeronave que ainda taxiava. Após a liberação da pista, o comandante efetuou nova aproximação, pousando às 16h39, em total segurança.”

Aeroporto de Fernando de Noronha

Atualmente, apenas duas linhas aéreas operam voos para a ilha. O Aeroporto, construído em 1934, teve uma nova pista e um terminal de passageiros construídos em 1945 pela Força Aérea, por meio do Programa de Desenvolvimento de Aeroportos. O local foi ampliado em 1978. Os voos com destino à Fernando de Noronha saem apenas de Recife e Natal, mas também é possível chegar ao local de barco.

JORNAL BEMPARANÁ


Interesse nas Forças Armadas dispara no Paraná


Narley Resende | Publicada em 18/02/2019 19:00

O número de pessoas que se inscreveram em processos seletivos para formação de oficiais do Exército Brasileiro no Paraná e Santa Catarina aumentou 1400% entre os anos de 2016 e 2018. Segundo o general Aléssio Oliveira da Silva, comandante da 5ª Região Militar (PR-SC), em 2017 foram 7 mil inscritos e no ano seguinte, 15 mil.

“O aumento da procura se deve também à divulgação. Tivemos aumento de 1400% na procura por diversas seleções nossas dos oficiais. Ao divulgar nas mídias sociais, a informação chega hoje com mais facilidade, informação é o que não falta. A gente crê que esse aumento da divulgação é o grande chamariz”, afirma o comandante.

O serviço militar obrigatório no Paraná segue tendência de crescimento e deve registrar índice histórico em 2019. Entre 7.800 selecionados para servir no Paraná e Santa Catarina (5ª Região Militar) no ano passado, 82% disseram durante o alistamento que queriam servir. No ano anterior, quando havia mais vagas (8.015), eram 79% os que manifestavam interesse. Eles se alistaram em 2016 e 2017 para servir no ano seguinte, respectivamente.

Para servir em 2019, somente o Paraná alistou um total de 91.217 jovens para concorrer à previsão de 8 mil vagas. Desses, 57.368 se alistaram em “municípios tributados”, que são considerados pelo Estado-Maior das Forças Armadas contribuintes à convocação para o Serviço Militar inicial. Os demais, geralmente de cidades pequenas, não chegam a passar para a segunda fase, quando há uma entrevista seletiva. O índice de manifestação de interesse em 2019 é feito somente após a incorporação, marcada para 1º de março.

Atribui-se à onda que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército, o surgimento de uma nova geração de entusiastas das forças armadas, que não se via em evidência desde a ditadura militar (1964/95). “O Exército Brasileiro conta com 81% de aprovação, credibilidade e confiança da população brasileira, isso em pesquisa com metodologia científica. Isso já demonstra que independentemente de as pessoas desejarem fazer”, diz o general Aléssio.

Outros fatores, como crise econômica, também podem ter influência na escolha dos jovens que veem no serviço militar uma oportunidade de emprego. “O que para nós é uma vocação, é um chamado, para muito gente é um emprego. Não há o menor problema. Pode fazer muito bem o seu trabalho”, diz o general. “Quando abrimos o edital não há sequer um número de vagas específico. Não sabemos geralmente quantas vagas haverá e mesmo assim a busca é grande.

O tenente-coronel Luiz Henrique Martenetz, do Serviço Militar da 5ª Região, diz que não pode afirmar se há influência de uma nova onda cultural na tendência de aumento no interesse. “Não há uma análise sobre isso. Mas são mais garotos querendo (integrar as forças armadas) do que vagas. Isso já vinha acontecendo há mais de 5 ou 6 anos”, disse. Segundo Martenetz, as informações oficiais se tornaram mais acessíveis e derrubam mitos sobre o serviço.

“Podemos atribuir isso à ampliação das informações nas mídias sociais. Antigamente se falava muitas coisas sobre o que acontecia no serviço militar, mas que não era verdade. Agora temos uma uma divulgação das três forças. O alistamento online também é um dos fatores”, afirma.

Recém-convocado, o jovem João Pedro Machiavelli Silva, 18, aguarda o dia 1º de março para começar seu serviço militar como soldado no Quartel General do Pinheirinho, em Curitiba. Para ele, a imagem das Forças Armadas ainda é distorcida para alguns jovens. “Algumas pessoas veem a valorização do Exercito Brasileiro nos últimos anos, mas outras não e ainda pensam que (o serviço de soldado) é só carpir e lavar banheiro. (Durante o alistamento), depois (na segunda etapa), alguns diziam que queriam servir, mas a maioria não”, diz.

João Pedro se alistou no ano passado e manifestou interesse em servir. “Na primeira que fui não teve teste físico, apenas odontológico e alguns exames médicos, como medidas, altura, e essas coisas. Recebi um papel para retornar dia 1º de janeiro e até esse período tinha que consultar o site (para saber aonde deveria comparecer). Tive uma entrevista no dia 4 de fevereiro e perguntaram se eu queria servir e por quê. Respondi que tinha um sonho desde criança”, conta.

Jovem atribui escolha à tradição familiar

João Pedro atribui sua escolha, em parte, à tradição familiar. “Meu bisavô foi militar, foi major no 20 BIB (Vigésimo Batalhão de Infantaria Blindado em Curitiba) na época do regime militar, tenho tios e outros familiares também”, conta.

Para ele, a ditadura não foi de toda ruim para o País. “Teve coisas muito ruins no regime militar, mas na minha opinião foi uma época de ordem e alguns progressos, digamos assim”, opina.

Entusiasta da política de Bolsonaro, João Pedro diz que simpatiza com a postura militarista do presidente. “Gosto da ideia militarista dele, ao Exército Brasileiro, à Aeronáutica e Marinha, que não era tão vista em outros governos”, acredita. O agora soldado diz que já tinha convicção de sua decisão em servir antes da recente ênfase da cultura militar. “Essa decisão já vem de muito pequeno. Dentro da casa da minha bisavó, na minha família, sempre tivemos a comemoração do Sete de Setembro, o patriotismo, e minha bisavó (filha e esposa de militares) dizia que eu era o futuro do Brasil. Isso, sim, pode ter me influenciado”, conta. Depois de cumprir o serviço obrigatório, João Pedro pretende fazer curso de cabo e em seguida prova para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

Carreira militar não é automática
O jovem que se alista no serviço obrigatório tem um ano de serviço como soldado e só consegue permanecer por mais tempo se optar por um curso para cabo ou sargento temporário. “Quando ele exerce como soldado pode engajar por mais sete anos, por meio de curso de cabo ou sargento temporário. Terminado esse tempo, ele tem que dar baixa. Nem todos que entram conseguem, porque são menos vagas que o número de interessados. Nada impede que nesse meio tempo que ele faça um concurso e outro curso para entrar no Exército por outro meio”, explica o tenente-coronel Luiz Henrique Martenetz.

Os cursos/concursos para oficiais podem ser feitos mesmo que o candidato nunca tenha prestado o serviço obrigatório. “Existem várias opções, como Instituto Militar de Engenharia, de Saúde, Escola de Formação Complementar do Exército, especializada, para quem já tem graduação para várias áreas, como direito, contabilidade, jornalismo. São várias portas de entrada de carreira”, diz.

No serviço obrigatório, os jovens concorrem entre si dentro dos critérios previstos em lei, incluindo uma entrevista feita por oficial, além dos resultados dos testes de aptidão física, médica e odontológica. A entrevista, onde o alistado tem nova chance de manifestar seu interesse ou não em servir, tem peso decisivo na convocação. “Indica na entrevista (se quer servir e em qual unidade ou Força), mas não necessariamente é atendido. Em Florianopolis, por exemplo, ele vai concorrer às três Forças porque lá tem as três (Exército, Marinha e Aeronáutica). O cidadão quando se alista é no município onde ele reside. Um funcionário da prefeitura trabalha em prol do serviço militar (em uma Junta Militar). Quem mora em Florianópolis, por exemplo, não pode servir em Curitiba, tem que mudar o endereço antes”, explica.

Neste ano, o prazo para o alistamento no serviço militar para os jovens brasileiros que nasceram em 2001 começou no dia 2 de janeiro e vai até o último dia útil de junho. Devem fazer o registro na página oficial de alistamento (www.alistamento.eb.mil.br) obrigatório que vale para as pessoas do sexo masculino, sejam elas cis ou transgêneros. As mulheres não atuam no serviço militar em tempos de paz. Quem se alistar neste período de janeiro a junho de 2019 e for selecionado deverá ser incorporado em 1º de março de 2020.

OUTRAS MÍDIAS


AEROFLAP - Aeroporto de Barreiras receberá investimentos de R$ 45 milhões


Pedro Viana | Publicada em 18/02/2019 09:56

Representantes da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério da Infraestrutura, e do Governo da Bahia realizaram, nos dias 14 e 15 de fevereiro, uma vistoria ao aeroporto de Barreiras, localizado no interior do estado.

O objetivo da visita foi avaliar o anteprojeto executado pela SAC para que sejam feitos os ajustes finais do material técnico para a licitação das obras de reforma e ampliação do aeroporto.

Os investimentos serão de R$ 45 milhões, de acordo com o Termo de Compromisso firmado entre o Ministério e o Estado, em dezembro de 2018, e os recursos provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

Segundo o diretor de Investimentos da SAC, Eduardo Bernardi, o aeroporto terá um novo terminal de passageiros de aproximadamente 1200 m², além do alargamento e ampliação da pista de pouso e decolagem, e do pátio de aeronaves, que permitirão a operação de aeronaves com capacidade de até 180 passageiros, além de sistema de navegação (IFR não precisão).

Em 2018, a SAC adquiriu e instalou no aeroporto uma Estação Meteorológica de Superfície Automática (EMS-A), que envia aos pilotos informações sobre as condições climáticas próximas ao terminal. O investimento foi de cerca de R$ 2 milhões e o equipamento está em fase de certificação pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Via – Ministério da Infraestrutura