NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL UOL


O A380, emblemático gigante dos ares da Airbus


Afp | Publicada em 14/02/2019 09:53

O A380, que não será mais produzido segundo decisão da Airbus, era o carro-chefe da fabricante europeia de aviões, concebido como o sucessor do lendário 747 da rival americana Boeing, mas o "Super Jumbo" teve o seu sucesso ofuscado por aeronaves que percorrem menores distância, mas são mais rentáveis.

Maior que um 747, o A380 entrou em serviço em 2007, podendo transportar de 575 a 850 passageiros, graças aos 550 m2 de sua cabine.

O avião pode pesar até 578 toneladas quando totalmente carregado para a decolagem, e tem um alcance de 15.200 quilômetros (9.400 milhas).

É o que produz a menor emissão de CO2 por passageiro por quilômetro.

O A380 oferece o melhor custo por assento do mercado se estiver 100% cheio, de acordo com Sébastien Maire, especialista em aeronáutica da Kea & Partners.

O maior avião de passageiros do mundo, com 232 aeronaves em operação, possibilita a substituição de duas aeronaves com custos operacionais 20% inferiores aos de um Boeing 747.

Mas, para isso, é necessário que esteja lotado, o que está longe de ser o caso em muitas rotas, apesar do congestionamento de aeroportos como Londres ou Los Angeles.

Dado o crescimento do tráfego aéreo, que dobra a cada 15 anos, a Airbus apostava que o A380 acabaria vencendo.

Mas a carteira de encomendas foi limitada e a fabricante europeia foi forçada a diminuir a taxa de produção da aeronave para estender seu ciclo.

Passou, assim, para uma produção de um exemplar por mês em 2018, em comparação com um total de 27 durante todo o ano de 2015. Em 2020, o ritmo deveria baixar para seis aviões por ano.

- Programa deficitário -Para reduzir os encargos financeiros, com custos de desenvolvimento de mais de US$ 18 bilhões, a Airbus trabalhou muito para melhorar a produtividade.

A fabricante de aeronaves começou a ganhar dinheiro com cada aeronave entregue em 2015, mas o programa mergulhou no vermelho em 2018.

O A380 devia sua salvação à companhia Emirates. Maior cliente do "Super Jumbo", com 178 aeronaves adquiridas, das quais mais de cem em serviço, deveria, com uma encomenda de 36 aeronaves em janeiro de 2018, garantir ao A380 "uma visibilidade por pelo menos os próximos dez anos", estimou, na época, o chefe da Airbus Tom Enders.

Ao finalmente decidir reduzir suas encomendas, a companhia do Golfo esfriou as expectativas de sobrevivência da aeronave.

Para preservar o futuro de seu gigante, a Airbus também contava com a China, que deveria destronar os Estados Unidos em 2022 como o maior mercado global de transporte aéreo. Mas essa esperança também fracassou.

Porque o A380 sofre de seu gigantismo: o tamanho é seu calcanhar de Aquiles. Faz com que potenciais clientes temam sua rentabilidade, enquanto o preço de compra de um A380 é de US$ 445,6 milhões ao preço de tabela.

Especialmente porque a aeronave não pode pousar em qualquer lugar: com seus dois decks, requer instalações aeroportuárias específicas para embarque e desembarque de passageiros.

São, portanto, os aviões de menor capacidade de distância, como o Boeing 777 ou o Airbus A350, birreatores feitos de materiais compósitos mais econômicos em termos de combustível, que derrotaram o gigante de quatro turbinas, garantindo o sucesso de viagens ponto a ponto, em detrimento dos "hubs".

SBT


ANAC suspende empresa dona do helicóptero que transportava Boechat

Segundo a ANAC, a RQ Serviços Aéreos é suspeita de realizar táxi aéreo de forma irregular

Publicada em 14/02/2019

A Agência Nacional de Aviação Civil suspendeu as atividades da empresa dona do helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat. Segundo a ANAC, a "RQ Serviços Aéreos" é suspeita de realizar táxi aéreo de forma irregular. A investigação sobre a queda do helicóptero está sendo conduzida pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o CENIPA.

Segundo a agência, havia "indícios de prática irregular de táxi-aéreo" por parte da empresa, que não tinha autorização para esse tipo de transporte. De acordo com a Anac, a empresa possuía autorização para prestar serviços especializados, como aerofotografia e aerocinematografia, mas não possuía autorização para fazer taxi-aéreo, com o transporte remunerado de passageiros.

 

 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Troca de comando


Publicada em 15/02/2019

Porta-voz do presidente da República, Jair Bolsonaro, o general Otávio do Rêgo Barros transmitiu ontem o cargo de chefe da comunicação do Exército ao general de Divisão Richard Fernandez Nunes. Carioca, o sucessor ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em fevereiro de 1978 e foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia, na Academia Militar das Agulhas Negras, em dezembro de 1984. Foi promovido ao posto atual em 31 de março de 2014. É bacharel em direito pela Universidade do Estado do Rio e tem MBA-Executivo da FGV. No Exército, fez comunicação social. De dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, assumiu o comando do 5º contingente da Força de Pacificação na Operação São Francisco, no Complexo da Maré.

PORTAL G1


Militares do Exército chegam 2 dias antes em Sorriso (MT) para segurança de general Mourão durante evento em fazenda

Vice-presidente vai participar de evento simbólico do lançamento da safra de milho e do encerramento da safra de soja, nesta sexta-feira (15).

Aline Dessbesell, Centro América Fm | Publicada em 14/02/2019 18:12

Uma equipe do Exército Brasileiro chegou nessa quarta-feira (13), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, para reforçar a segurança do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. Ele vai participar de um evento simbólico do lançamento da safra de milho e do encerramento da safra de soja, nesta sexta-feira (15).

A previsão é que o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com o vice-presidente chegue em Sorriso, às 9h15 (10h15 no horário de Brasília).

Depois, ele deve seguir de carro até a fazenda do produtor rural Valdir Daroi, localizada às margens da MT-404. Essa será a primeira visita do vice-presidente a Mato Grosso, depois que ele tomou posse.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; oficiais da Forças Armadas, secretários de Estado, senadores e deputados federais e estaduais também devem participar do evento.

Mato Grosso produziu mais de 30 milhões de toneladas de soja, o que representa 26,59% da produção nacional.

Sorriso foi o município com maior produção de soja do Brasil em 2017, com 2,15 milhões de toneladas (1,88% de toda a produção nacional e 7,07% da produção mato-grossense), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em agosto de 2018.

Previdência: proposta é de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, diz secretário

Bolsonaro tomou decisão em reunião com ministros, informou Rogério Marinho. Período de transição previsto é de 12 anos. Presidente assinará proposta no dia 20.

Guilherme Mazui E Gustavo Garcia | Publicada em 14/02/2019 17:09

O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira (14) que a proposta do governo de reforma da Previdência Social vai prever idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos.

Segundo ele, a proposta será assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e enviada ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (20).

Por se tratar de proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513) para ser aprovada e enviada ao Senado.

Atualmente, é possível se aposentar:

- sem idade mínima, a partir dos 35 anos de contribuição (homem) ou dos 30 (mulher).

- a partir de 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher) com tempo mínimo de 15 anos de contribuição.

- pela regra da fórmula 86/96, que soma a idade e o tempo de contribuição: no caso das mulheres essa soma deve resultar 86 e, no dos homens, 96.

Segundo Rogério Marinho, Bolsonaro tomou "a decisão final” sobre a proposta em reunião na tarde desta quinta, no Palácio da Alvorada, com os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo).

“Hoje o presidente diante das informações que recebeu tomou a decisão final. O texto está pronto”, disse o secretário.

Segundo Marinho, Bolsonaro pediu que, em princípio, fossem divulgadas apenas "algumas" informações. O inteiro teor do texto será conhecido no dia 20, informou o secretário.

"O presidente defendia 65 [anos para homens] e 60 anos [para mulheres] e uma transição mais longa. Nós conversamos com ele, e o presidente tem sensibilidade. Entendeu também as condições da economia. E fez a distinção do gênero. Ele acha importante que a mulher se aposente com menos tempo de contribuição e trabalho do que o homem e nós conseguimos encurtar um pouco essa questão da transição", afirmou Marinho.

Marinho afirmou esperar que a proposta seja "brevemente" aprovada pelo Congresso Nacional. "O Brasil precisa e tem pressa de voltar a crescer", declarou.

No último dia 5, o ministro ministro Paulo Guedes afirmou que a intenção com a reforma da Previdência é obter uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. Mas Marinho não informou se, de fato, a cifra estimada no projeto será mesmo essa.

PORTAL R7


Aeródromos de Goiás interditados são liberados para operações

De acordo com a Goinfra a gestão anterior não apresentou as correções propostas pelo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA).

Dia Online | Publicada em 14/02/2019 16:27

Após a interdição dos Aeródromos, a Agência Goiânia de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), antiga Agetop, foi rápida e na tarde desta quarta-feira (14/2) conseguiu liberar os espaços para funcionamento. Na última quarta-feira (13/2), 12 Aeródromos do Estado de Goiás foram interditados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)??, devido à falta do laudo de inspeção e funcionamento da (Goinfra).

A assessoria da Goinfra afirmou que após receber a notificação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), esteve em contato direto com o órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) para regularizar as operações do aeródromo e conseguiu a liberação antes do prazo exigido pelo órgão.

Ainda de acordo com a Goinfra, a gestão anterior não apresentou as correções propostas pelo Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA), e deixou o governo com processos de irregularidades, que causaram a interdição dos espações na última quarta-feira.

Entre as unidades que receberam a notificação e foram liberadas estão: Alto Paraíso, Aragarças, Campos Belos, Ceres, Mozarlândia, Pirenópolis, Porangatu, Posse, Quirinópolis, São Miguel do Araguaia e Uruaçu.

Conforme as informações da agência, o aeródromo da cidade de Santa Helena tem a homologação municipal e a Prefeitura é responsável pela administração da pista que recebeu a notificação de interdição.

Atual presidente da Goinfra, Enio Caiado, afirmou que a agência está comprometida em dar continuidade a todos os processos técnicos para regularizar os funcionamento dos aeródromos. Conforme o titular da pasta, uma nova dinâmica foi implantada para garantir a manutenção e a segurança das operações nos aeródromos.

A agência é responsável pela administração aeroportuária de 26 aeródromos em Goiás, conveniados a Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Aeródromo é toda área para pouso, decolagem ou movimentação de aeronaves. Segundo a Anac, os aeroportos são aeródromos públicos com instalações de apoios para operações das aeronaves de embarque e desembarque de pessoas e cargas.

Em Goiás, existem 168 aeródromos registrados no Sistema Estadual de Estatística e de Informações Geográficas do Estado de Goiás (SIEG).

 

JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO


Em 10 meses de intervenção no Rio, R$ 1,2 bilhão foram investidos


Publicada em 14/02/2019 10:58

Relatório do Observatório da Intervenção, vinculado ao Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (CESeC/Ucam), sobre as ações das forças de segurança no Rio de Janeiro, mostra que R$ 1,2 bilhão foram aplicados nos 10 meses de atuação dos agentes no Rio de Janeiro.

“Durante os dez meses que a gente acompanhou toda a intervenção federal, a gente teve olhar específico para operações que desde o começo se mostraram grandiosas com mais de mil, três mil, quatro mil homens, com resultados pouco expressivos”, disse à Agência Brasil o coordenador de Pesquisa do Observatório da Intervenção, Pablo Nunes.

Para Pablo Nunes, o investimento foi grande, mas sem todos os resultados esperados. Com base em informações do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, o relatório mostra que a letalidade violenta caiu no estado, durante a intervenção federal, de 569 casos, em fevereiro, para 447 casos, em dezembro passado.

Os homicídios dolosos, ou seja, com intenção de matar, caíram de 441 para 341, acumulando no período total pesquisado 4.468 homicídios, queda de 8,2% em comparação a igual período de 2017.

Agentes do Estado

As mortes por ação de agentes do Estado caíram de 102, em fevereiro, para 88, em dezembro. No acumulado dos 320 dias da intervenção, entretanto, somaram 1.375 mortes, mais 33,6% do que o verificado em 2017, no mesmo período.

O monitoramento do Observatório destaca também o elevado nível de mortes de policiais, que subiu de 3, em fevereiro, para 5 em dezembro, com total de 99 entre o início e o fim da intervenção federal no Rio.

Os roubos de rua, que afetam a percepção de segurança da população de forma direta, aumentaram 1% no estado, em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Observatório da Intervenção. O total de roubos de rua, envolvendo pedestres, coletivos e assaltos de aparelho celular, diminuiu de 10.433, em fevereiro, para 9.802, em dezembro de 2018.

Monitoramento

Nos dez meses da  intervenção federal na segurança pública no estado, o observatório do CESeC/UCAM monitorou o Diário Oficial, jornais impressos e na internet, perfis e páginas de redes sociais, bases de dados oficiais, como do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Neste período, foram coletadas informações pelas iniciativas parceiras DefeZap, FogoCruzado e Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ), além de rede de ativistas de diferentes favelas da região metropolitana.

Confrontos

 O documento mostra que as mortes violentas em confrontos caíram 1,7% entre 16 de fevereiro e 31 de dezembro do ano passado, em comparação a igual período de 2017, somando 6.041 pessoas mortas.

O CESeC, no entanto, chama a atenção que, embora tenham sido registradas reduções de 9,4% e de 6,5 % nas mortes violentas na capital e na Baixada Fluminense, respectivamente, houve aumento da violência no interior, da ordem de 15,8%.

Impactos

Segundo o Observatório da Intervenção, os tiroteios e disparos de armas de fogo cresceram 56,6% durante a intervenção federal na segurança pública, contra diminuição de 8,2% na apreensão de armas longas.

No relatório, há observações sobre como são os impactos desses tiroteios na vida dos cidadãos, afetando escolas, creches, postos de saúde, setor de transportes e, o mais preocupante, acarretando ferimentos e mortes de inocentes por balas perdidas.

 De acordo com Pablo Nunes, quanto maior for o número de operações e de agentes, maior será o total de tiroteios, mortes pela polícia e balas perdidas. “As escolas fecham, as pessoas não conseguem ir trabalhar, acaba a luz. Há transtornos que são violências cotidianas também causadas por esses confrontos e disparos.”

Cargas

Para os integrantes do observatório, o Gabinete da Intervenção Federal (GIF) focou na redução de crimes contra o patrimônio, em especial o roubo de cargas, que registraram queda no estado 17,2% entre fevereiro e dezembro, enquanto teria ocorrido elevação desse tipo de roubo na Grande Niterói (19,1%) e no interior do estado (46,5 %), o que evidenciaria o deslocamento do crime para o interior fluminense.

O Observatório da Intervenção analisa que o movimento de repressão do GIF a roubos de carga registrado a partir de março foi interrompido no final do ano, voltando os números a subir entre outubro e dezembro de 2018.

“[Houve] aumento no roubo de carga em relação ao ano e até em relação a 2017, porque a intervenção investiu em operações ostensivas para coibir roubos de carga nas operações e nas grandes vias do Rio de Janeiro”, disse Pablo Nunes.

O cientista social lembrou que é preciso acompanhar a cadeia que envolve este tipo de crime com “operações de inteligência para entender [não só] quem rouba, mas também quem recebe esse material roubado, quem distribui e quem compra porque roubo de carga é uma cadeia completa”.

GIF

O chefe da Comunicação Social do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, ressaltou que GFI foi desativado e, portanto, concluída a tarefa. “O posicionamento do GIF é que os números da intervenção foram todos informados por ocasião do término da operação. Agora, não caberiam mais comentários, haja vista a intervenção já ter sido concluída”, afirmou.

A coordenadora do Observatório da Intervenção, Silvia Ramos, avaliou que a entrada de generais no comando da segurança pública foi recebida com esperança por boa parte da população.

Advertiu, contudo, que “o uso reiterado de tropas do Exército Brasileiro em crises de segurança produz o risco de desgastar a imagem das Forças Armadas”. Para Silvia, o modelo militar intervencionista foi pouco efetivo diante de instituições policiais do estado que “necessitam de reformas estruturais, combate à corrupção e choque de eficiência em inteligência”.

Para o Observatório da Intervenção, o alerta deve ser que nos 320 dias da intervenção, houve casos que ficaram sem solução, como os crimes na Rocinha, Maré e Cidade de Deus; as mortes e denúncias de tortura em operação no Complexo da Penha, em 20 de agosto de 2018, que resultaram em oito mortos, entre os quais três militares do Exército.

PORTAL IG -ÚLTIMO SEGUNDO


Líder do PCC, Marcola ficará em cela de 12 m² em Porto Velho

Em Porto Velho, líder do PCC passará o dia trancado e terá banho de sol dentro da própria cela; visitas ao criminoso se darão por meio de parlatório

Publicada em 14/02/2019 14:29

O criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chegou à penintenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, na noite dessa quarta-feira (13). Líder máximo da facção criminosa PCC, o Primeiro Comando da Capital, Marcola estava até ontem no Presídio 2 de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, mas  foi transferido juntamente a outros 21 integrantes da organização criminosa para o sistema penitenciário federal.

A transferência de Marcola e dos demais criminosos ligados ao PCC foi cercada por megaoperação com helicópteros, veículos blindados e centenas de agentes de forças federais e também do Governo de São Paulo. O  esquema foi traçado ao longo dos últimos 50 dias e mantido sob sigilo.

Foram mobilizadas equipes da Polícia Militar, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), da Força Aérea Brasileira (FAB), do Exército Brasileiro, da Coordenação de Aviação Operacional e Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Até mesmo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) acompanhou as ações.

Ao chegar a Porto Velho, Marcola foi recebido por um verdadeiro exército composto por cerca de 800 militares. O perímetro da penitenciária onde ele permanecerá será vigiado pelas Forças Armadas até o fim do mês, conforme determinou decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

O texto, publicado nessa quarta-feira (13) no Diário Oficial da União , prevê que as Forças Armadas farão a proteção num raio de dez quilômetros no entorno dos presídios federais em Porto Velho e em Mossoró (RN), que também recebeu integrantes do PCC.

Já na penitenciária federal de Brasília, que também recebeu detentos que estavam em São Paulo, o Planalto autorizou que a Força Nacional de Segurança Pública atue dentro das próprias dependências da cadeia pelo período de 90 dias.

Como será a rotina de Marcola no sistema penitenciário federal

Marcola passará seus primeiros 60 dias no sistema penitenciário federal no chamado RDD, o regime disciplinar diferenciado. Esse regime prevê isolamento total, em cela individual de 12 metros quadrados, onde Marcola passará todas as horas de seu dia trancado. É dentro dessa própria cela que ele fará o banho de sol, através de um solário.

De acordo com o Ministério da Justiça, de dentro de uma cela do RDD só se sai para atendimento médico, audiência com juiz ou advogado e visita no parlatório. Ficam suspensas as visitas sociais e os banhos de sol coletivos.

Quando deixar o RDD, Marcola irá para outra cela individual, com apenas 7 metros quadrados. Apesar de menor, o recinto é equipado com sanitário, pia, chuveiro, mesa e um assento. As regras no local são rígidas: o chuveiro liga em hora determinada, e esse é o único horário disponível para o banho do dia. A comida chega através de uma portinhola e a bandeja e o lixo são inspecionados após seu recolhimento.

Marcola chega ao sistema federal justamente no momento em que o governo torna mais rigorosas as regras para visitas nas penitenciárias . Portaria publicada ontem pelo ministro Sérgio Moro passou a autorizar que os presos falem com visitantes apenas em parlatórios (separados por vidro) ou por videoconferência.

Condenado já a 330 anos, 6 meses e 24 dias de prisão, Marcola não terá direito a visitas íntimas, já que não se enquadra em nenhum dos dois requisitos para isso: não integrar uma facção criminosa e não ter tentado fugir da polícia ou de penintenciárias (o criminoso já fugiu em cinco ocasiões).

A penitenciária de Porto Velho opera abaixo de sua capacidade máxima. Balanço do primeiro semestre do ano passado indica que há 125 detentos nessa prisão, que alcançou conceito "bom" entre os responsáveis pelas inspeções judiciais, conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apenas 10% dos presídios estaduais alcançam esse conceito.

Segundo o Ministério da Justiça, nenhum aparelho celular conseguiu driblar os quatro níveis de revista nos presídios federais, onde os detectores de metal são capazes de alertar até mesmo para a presença de um alfinete. Também nunca foi registrada fuga desse sistema, que conta com o mais rigoroso controle de segurança do País.

Qualquer movimentação para fora da cela é realizada com as mãos algemadas e é totalmente vedado aos presos acesso a jornais, televisão, rádio ou qualquer meio de comunicação externa.

A transferência de Marcola e dos demais integrantes do PCC foi determinada após decisão da Justiça atendendo a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Um dos fatores que motivaram a medida foi a descoberta de um plano de fuga que pretendia se valer de um exército de mercenários para o resgate de Marcola e de parte da cúpula da facção. Cartas interceptadas na saída da cadeia de Presidente Venceslau também revelaram planos de ataques da facção a autoridades paulistas.

 

PORTAL GLOBO ESPORTE


Zagueiro do Bangu deixa UTI após incêndio em alojamento

Matheus Rocha foi hospitalizado na última segunda-feira após ter inalado uma grande quantidade de fumaça

Publicada em 14/02/2019 12:14 | Atualizado em 14/02/2019 12:14

O Bangu divulgou nesta quinta-feira que o zagueiro do sub-20 Matheus Rocha, de 18 anos, recebeu alta e deixou o Hospital da Aeronáutica dos Afonsos. Pela manhã, o clube da Zona Oeste já tinha informado que o jogador havia deixado a UTI e ido para o quarto. O jogador foi um dos dois atletas internados após o incêndio no alojamento do CDA (Comissão de Desportos da Aeronáutica) na última segunda.

O incêndio ocorreu no quarto em que os jogadores descansavam após o treino da manhã e durou cerca de dez minutos antes de ser controlado pelos Bombeiros. Além de Matheus, o lateral-esquerdo paraguaio Diego Casco também foi hospitalizado, ambos por conta da fumaça inalada. Casco, no entanto, teve alta na mesma noite.

As causas do incêndio estão sendo investigadas pela Aeronáutica e ainda não foram reveladas. O Bangu segue sua preparação para a Taça Rio e no momento é o sexto colocado na classificação geral do Campeonato Carioca.

PORTAL TERRA


Militares agem para estancar crise e evitar demissão de Bebianno

Preocupados com ação dos filhos do presidente, militares agem para tentar evitar que saída do ministro aprofunde a crise e se espalhe para outros setores

Tânia Monteiro | Publicada em 14/02/2019 16:22 | Atualizado em 14/02/2019 16:56

Diante da crise instalada no Palácio do Planalto envolvendo o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), interlocutores do presidente Jair Bolsonaro, principalmente militares, estão agindo para tentar conter o imenso problema criado no dia em que o governo quer anunciar qual a proposta da reforma da Previdência vai encaminhar ao Congresso.

A temperatura da crise se elevou após a TV Record exibir na noite de quarta-feira, 13, uma entrevista com o presidente, a primeira após receber alta do hospital Albert Einstein. À emissora, Bolsonaro praticamente rifou Bebianno ao dizer que ele poderá "voltar às origens" caso fique comprovado seu envolvimento em suspeitas de desvio de recursos eleitorais. O ministro, que foi presidente do PSL, disse a interlocutores que está "muito magoado". Só que Bebianno já avisou que não pede demissão e que só sai demitido pelo presidente. Ninguém duvida também que ele pode deixar o governo atirando.

Preocupados com a ação dos filhos, que em vários momentos têm trazido diferentes crises para o governo e com a proteção que eles têm recebido do pai, os 'bombeiros' do Planalto estão agindo para tentar evitar que a saída de Bebianno possa aprofundar a crise e espalhá-la para outros setores.

Mais do que proteger Bebianno, esses interlocutores do presidente estão convencidos de que "é preciso estancar" essa ação dos filhos de Bolsonaro, que estariam prejudicando o País. Lembram que misturar família e governo nunca deu bons resultados e isso, mais uma vez, está sendo provado com seguidos episódios nestes menos de dois meses de nova administração.

Nesta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão, e os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, estão agindo para conter essa tempestade que tomou conta de Brasília. Eles, no entanto, não são os únicos.

Outros ministros e outras pessoas próximas da Bolsonaro estavam buscando o presidente nesta quinta-feira, 14, para tentar lhe mostrar as implicações desses atos, com sérias consequências para o País e a governabilidade. Os desajustes do Executivo imediatamente atravessam a rua levam problemas à já desarrumada e conflituosa base aliada.

Trump

Os auxiliares do presidente entendem que não é possível governar com ímpetos pelo Twitter, repetindo até um pouco do comportamento do norte-americano Donald Trump. Advertem que isso tem consequências, normalmente, desastrosas.

A publicação por Carlos Bolsonaro do áudio enviado pelo presidente a Bebianno pelo WhatsApp foi considerada "inadmissível" porque está ligado à violação da segurança das comunicações do presidente da República. Os interlocutores do presidente vão tentar mostrar a ele que existe uma liturgia do cargo e que ela precisa ser respeitada.

O sentimento comum é de que Carlos Bolsonaro ultrapassou os limites possíveis e o papel das pessoas que estão tentando contornar a crise é de descontaminar o presidente do que chamam de ação tóxica de Carlos Bolsonaro.

O entendimento é de que o vereador pelo Rio de Janeiro voltou suas baterias para Bebiano, de quem é desafeto desde a campanha, e conseguiu o aval do presidente para isso, por conta da sua presença dia e noite no hospital, durante a sua internação.

Os bombeiros vão tentar mostrar ao presidente que Carlos só forçou que se abrisse fogo neste caso porque era contra seu desafeto direto. Prova disso, lembram, é que o vereador não fez o mesmo contra o ministro do Turismo, Álvaro Antônio, que também foi alvo de denúncia semelhante, de que teria montado esquema de candidatos laranja no seu Estado, Minas Gerais.

Mais um ingrediente nesse caldo é que, no caso do ministro do Turismo, ele era o responsável pelo diretório do PSL em Minas e o coordenador da campanha no Estado, o que lhe deixava mais próximo das denúncias. Nem por isso ele foi alvo da metralhadora de Carlos.

Operação

Toda a operação seguirá ao longo do dia. O ministro Bebiano, pela manhã, preferiu ficar em casa, mas na hora do almoço já estava no Palácio do Planalto, para se reunir com seus assessores. Permanecia, no entanto, com a agenda suspensa. Bebiano aguarda um chamado do presidente para uma conversa e teme que, com a agenda da tarde voltada para as questões da Previdência, ele possa ficar no banco de espera, o que não é bom, nem para ele, nem para o próprio Planalto, porque passa um recado ruim aos demais aliados.

A pressão é para que o presidente faça um gesto em favor de Bebiano, não por ele exatamente, mas porque ele pode sair atirando pelo papel preponderante que teve na campanha e porque consideram que não se pode mais ficar gastando capital político com o que não é essencial para o Brasil.

Interferir em questões familiares era uma barreira que os militares não queriam ultrapassar. Mas, diante da elevação da crise e da necessidade de conter as ações dos seus filhos, os militares decidiram deixar as barreiras de lado para ajudar a diminuir a temperatura, tentando mostrar a Bolsonaro que ele é presidente do País e tem de separar as coisas. O problema é que todos sabem como Bolsonaro é muito próximo aos filhos, principalmente de Carlos.

Juros oscilam e esperam por definição para Previdência e leilão do Tesouro


Silvana Rocha | Publicada em 14/02/2019 10:22

Os juros futuros oscilam perto da estabilidade em meio à volatilidade do dólar ante o real. A reforma da Previdência segue no foco do investidor, em meio a expectativas de que o presidente Jair Bolsonaro poderá fechar um texto final da proposta ainda nesta quinta-feira, 14, em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes (15h00). No fim da manhã, é esperado também o leilão do Tesouro de venda de LTN E NTN-F (11h30).

Na quarta, as taxas futuras fecharam em queda, refletindo o fraco desempenho das vendas no varejo e a sinalização do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que um corte da Selic este ano não pode ser descartado. Com isso, a curva de juro a termo passou a apontar de 10% a 15% de chance de corte da Selic nas reuniões do Copom em maio e junho, segundo cálculos do Haitong Banco.

Em entrevista na quarta, o presidente Jair Bolsonaro garantiu que baterá o martelo nesta quinta sobre a proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso. "Lógico que haverá consenso (sobre a idade mínima) (...) a grande dúvida na idade é se passaria para 62 ou 65 (anos) para homens e para mulheres, para 57 ou 60 (anos). Isso será decidido amanhã", declarou, em entrevista ao Jornal da Record, horas depois de ter tido alta hospitalar.

Bolsonaro reiterou que todas as categorias precisarão abrir mão para que a reforma previdenciária seja efetiva. "Pode ter certeza que o que for colocado aos militares das Forças Armadas será colocado de forma parecida a policiais estaduais, bombeiros e policiais civis. Será parecida a proposta que chegará à Câmara em um segundo tempo", disse.

No radar deve ficar o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, por seu suposto envolvimento em esquema de candidatura laranja do PSL na última eleição. Bolsonaro disse que se as acusações forem comprovadas o destino de Bebianno será "voltar às suas origens". O ministro, por sua vez, disse à GloboNews que não pedirá demissão.

Mais cedo, o IBGE divulgou uma queda de 0,1% no setor de serviços em 2018, pelo quarto ano consecutivo. Nos quatro anos de resultados negativos, o setor de serviços acumula uma perda de 11,1%. Em 2017, o volume de serviços prestados encolheu 2,8%; em 2016, -5,0%; em 2015, -3,6%. O último avanço ocorreu em 2014, quando os serviços tinham crescido 2,5%.

Às 9h55, o DI para janeiro de 2020 estava em 6,420%, ante 6,415% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 caía a 7,02%, de 7,06% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 estava em 8,17%, de 8,18%do ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2025 cedia a 8,71, de 8,72% do ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista subia 0,18%, a R$ 3,760. O dólar futuro para março ganhava 0,11%%, a R$ 3,7625.

OUTRAS MÍDIAS


RENOVA MÍDIA - Falta pouco para o primeiro caça Gripen NG do Brasil

Voo inaugural da aeronave destinada à Força Aérea Brasileira (FAB) está programado para este ano na Suécia.

Publicada em 14/02/2019 10:55

Em contrato avaliado em US$ 5,4 bilhões, a FAB acertou a compra de um total de 36 caças Gripen, sendo 28 modelos Gripen E monopostos e mais oito modelos “F”, para dois pilotos.

A negociação também inclui transferência de tecnologia da empresa Saab que permite construir a aeronave no Brasil, tarefa que será realizada pela Embraer e outras empresas brasileiras.

O novo Gripen é uma aeronave que pode atuar em diferentes funções. Além de caça de interceptação, também pode ser utilizado como bombardeiro e avião de reconhecimento armado, registra o site AirWay.

A Saab informou neste mês que a aeronave entrou na “segunda fase de montagem final”. O avião de combate da FAB está sendo construído na unidade da fabricante em Linköping, na Suécia.

A próxima etapa de produção é a verificação completa da aeronave, a instalação dos softwares de controle do caça e seus equipamentos e a simulação dos sistemas em solo. Após a conclusão desta etapa, o primeiro Gripen do Brasil estará liberado para os voos de teste.

Segundo a programação da Saab, o primeiro voo do modelo destinado à FAB está programado para julho deste ano.

DEFESA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - Presidente da AEB visita instalações do Instituto de Aeronáutica e Espaço

O IAE também recebeu o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Tenente-Brigadeiro Aguiar

Publicada em 14/02/2019 21:29

O Diretor do IAE, Brigadeiro Engenheiro Augusto Luiz de Castro Otero, fez uma apresentação institucional sobre a missão e a infraestrutura do Instituto.

O Presidente da AEB e sua comitiva visitaram o Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação (LINCS) e o Laboratório de Ensaios de Vibração (LEVI). Ao final do encontro, o IAE e a AEB reforçaram a importância do relacionamento entre os órgãos para a promoção das atividades espaciais brasileiras por meio do Programa Espacial Brasileiro.

O Coronel Moura, que fez carreira na FAB, assumiu o cargo na AEB em janeiro de 2019, nomeado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Tenente-Coronel da Reserva e astronauta Marcos Pontes. No discurso de posse, o oficial da FAB destacou as principais prioridades para a sua gestão e assumiu o compromisso de alavancar o setor. “A meta é elevarmos o nosso programa espacial à verdadeira condição de programa de Estado. Por isso, precisamos unir a nossa ciência aplicada à tecnologia, ou seja, a toda a base tecnológica que temos de forma que possamos utilizar as aplicações possíveis para atender às necessidades da sociedade brasileira”, destacou na ocasião.

DCTA

No dia 7 de fevereiro, o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, também esteve nas instalações do IAE. O oficial-general visitou o LINCS, o LEVI, o Laboratório de Ensaios de Propulsão, o Túnel Balístico, o projeto Turborreator 5000N, o Túnel de Vento, o Laboratório de Análises de Falhas e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e o Laboratório de Ensaios Estruturais.

O Tenente-Brigadeiro Aguiar destacou a importância e a excelência do IAE para o DCTA e para a FAB. Explicou, também, como os projetos e pesquisas desenvolvidas pelo Instituto podem contribuir para a sociedade. “A dualidade dos projetos é fundamental para o país em que vivemos, mesmo com carência na ciência e tecnologia. Os motores que desenvolvemos aqui podem ser usados em aeronaves civis e até para agricultura, e a parte de propulsão pode ser usada em lançamentos de foguetes”, concluiu.

JUSTIÇA EM FOCO - Pedido de pensão por morte negado por não comprovar dependência econômica


Publicada em 14/02/2019

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou pedido de concessão do benefício de pensão por morte a sobrinho de servidora falecida. A sentença originaria prolatada pela 7ª Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais havia julgado improcedente o pedido. Logo após a decisão, o apelante, representado pelo seu irmão, recorreu da decisão.

O relator, desembargador federal Francisco de Assis Betti, observou em seu voto que a concessão de pensão por morte rege-se pela lei vigente na data de falecimento do instituidor, e pressupõe o seu óbito e qualidade de beneficiário.

O magistrado pontuou que a instituidora era servidora aposentada no cargo de Agente Administrativo do Comando da Aeronáutica e que houve prévia designação administrativa. O relator observou também que a Administração reconheceu a invalidez do autor, vez que a Junta Superior de Saúde do Comando da Aeronáutica atestou a sua impossibilidade total e permanente para qualquer trabalho e não pode prover meios de subsistência.

No entanto, o magistrado destacou que é necessário comprovar não só com início de prova material, como também com prova testemunhal, a alegada dependência econômica do autor em relação à instituidora do benefício de pensão por morte.

Concluindo seu voto seu voto o relator ressaltou que a ausência de comprovação dos requisitos legais da pensão por morte estatutária impede a concessão do benefício de pensão por morte pleiteada.
A decisão foi unânime.
Nº do Processo: 618337520154013800

A TRIBUNA (SP) - Governo Federal apresenta estudo para ampliar fronteira marítima

Pesquisa discutida com peritos em reunião da ONU busca provar capacidade de expansão. Decisão final deve ser anunciada em julho

Publicada em 14/02/2019 19:53

O Governo Federal apresentou aos peritos da 49ª sessão da Comissão de Limites da Plataforma Continental Brasileira (CLPC) uma descrição geral da Submissão Brasileira Revista da Região Sul. O estudo tem como objetivo mostrar dados técnicos científicos que comprovem a capacidade do país de expandir sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas (390 quilômetros) que já possui, ganhando uma área batizada como Amazônia Azul.

O encontro foi realizado na última semana, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a Marinha do Brasil, a decisão final deve ser anunciada em julho deste ano, quando ocorrerá a 50ª sessão da CLPC. Caso o pedido seja aprovado, o Brasil terá permissão para explorar recursos naturais do leito e subsolo marinho da área delimitada. 

Dos integrantes da delegação do país, estavam presentes representantes diplomáticos e militares da missão brasileira em Nova Iorque - o diretor-geral de Navegação da Marinha, almirante de esquadra Leonardo Puntel, o titular da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), vice-almirante Antônio Fernando Garcez Faria, e professores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), além de um consultor especializado em Geologia e Geofísica.

REVISTA PIAUÍ - É falso que sargento tenha apagado registros sonoros do acidente de Teori


Chico Marés | Publicada em 14/02/2019 19:55

Voltou a circular nas redes sociais a “informação” de que um “Sargento Marcondes”, filiado ao PT, teria apagado registros sonoros do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, em 2017. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Morte de Teori Zavascki: Sargento Marcondes, filiado ao PT, apagou fitas da torre de comando e está foragido”
Publicação no Facebook com cerca de mil compartilhamentos às 19h do dia 14 de fevereiro de 2019

A “informação” analisada pela Lupa já circulava dias depois do acidente que matou Zavascki, e foi desmentida pela Força Aérea Brasileira (FAB) na época. Em nota publicada em 23 de janeiro de 2017, quatro dias depois da morte do ministro, a FAB esclareceu que não havia um “sargento Marcondes” e tampouco havia torre de comunicação no aeródromo onde o acidente ocorreu, em Paraty (RJ).

“Não existe militar com esse nome na equipe de serviço responsável por aquela área de controle, nem havia qualquer comunicação com o piloto da aeronave matrícula PR-SOM durante a aproximação para o pouso em Paraty, porque o aeródromo não possui órgão de controle de tráfego aéreo”, diz a nota da FAB.

Além disso, o Cockpit Voice Recorder (CVR), popularmente conhecido como “caixa-preta”, foi localizado “sem danos físicos”, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). As gravações foram utilizadas na investigação realizada pelo Cenipa, concluída em janeiro de 2018 e disponível publicamente para leitura. O relatório conclui que houve “desorientação espacial” do piloto por causa das más condições climáticas.

O Ministério Público Federal também investigou o caso e concluiu, em janeiro de 2019, que “as causas do acidente decorreram de imperfeições de condução do voo, por parte do piloto, o qual, desprovido de qualquer intenção de causar o sinistro, violou, não obstante, deveres objetivos de cuidado”.

A informação também foi verificada, em 2017, pelo site Boatos.org.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Natália Leal