NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Drone fecha Congonhas por 2h, afeta voos e complica rotina de passageiros


Por Rodrigo Borges Delfim

 A presença de um drone causou o fechamento do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para pousos e decolagens na noite deste domingo (12).

O problema começou por volta das 20h15 e levou ao cancelamento e desvio de voos para outros terminais dentro e fora de São Paulo. As operações foram retomadas às 22h30 e o aeroporto ainda recebeu voos ao longo da madrugada desta segunda-feira (13) - em dias normais as atividades são encerrada às 23h.

A Polícia Militar e Polícia Federal foram acionadas para tentar localizar os responsáveis pelo drone, mas nada foi encontrado até o momento. Quem usar o equipamento de forma indevida pode responder a processo administrativo, civil e penal - em maio deste ano, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou regulamento para a operação de drones no Brasil.

De acordo com a companhia Gol, 15 voos chegaram a ser desviados para outros terminais, mas tiveram mantida a chegada a Congonhas pela extensão do funcionamento do aeroporto ao longo da madrugada. A empresa informa ainda que outros dois voos da companhia que partiriam de Congonhas, para Uberlândia e Presidente Prudente, foram remarcados para partirem de Cumbica, e os passageiros levados para Guarulhos por via terrestre.

A Latam informou por meio de nota que 28 voos foram afetados, sendo 16 cancelados e 12 remetidos a outros terminais, como Guarulhos (Cumbica), Belo Horizonte (Confins), Rio de Janeiro (Galeão) e Ribeirão Preto. "Os passageiros dos voos alternados para São Paulo seguirão para o destino final via terrestre. Os voos alternados para outras localidades, terão as aeronaves reabastecidas para retornarem ao destino final", completou a empresa.

Cansaço e incerteza

Passageiros que estavam em voos afetados falaram à Folha sobre o cansaço e a incerteza geradas pelo fechamento temporário de Congonhas devido ao drone.

O consultor de marketing Leandro Schulai estava no voo 1463 da GOL, que vinha de Brasília com destino a Congonhas, chegou a ser desviado para o Galeão, no Rio de Janeiro, e só chegou a São Paulo na madrugada de segunda-feira.

"Era para chegar às 22h40. Dormi durante o voo e quando acordei eu me assustei porque vi que ninguém deixava a aeronave. Foi quando o comandante comunicou que estávamos no Rio. Outros passageiros disseram que no meio do voo que ele seria realocado para o Galeão devido a um drone na região de Moema [bairro próximo a Congonhas]", contou.

Vindo de Macapá, de onde embarcou ainda na manhã de domingo, ele deveria ter chegado a São Paulo às 22h40, mas só desembarcou em Congonhas por volta da 1h desta segunda, com a extensão do funcionamento do aeroporto. "Tudo por irresponsabilidade de uma pessoa que operou um drone de forma inconsequente", disse Schulai, que vive na região de Vila Prudente, na zona leste, e levanta às 7h para trabalhar na região da avenida Luís Carlos Berrini, na zona sul.

"No avião disseram que precisavam esperar a polícia interceptar o drone ou, pasme, esperar a bateria acabar", contou a psicóloga Verônica Stasiak, que estava no voo 1145, que partiu de Curitiba às 20h45, já com atraso de quase uma hora. A espera de autorização para o pouso em Congonhas também demorou tempo similar, ocorrendo às 22h57.

Quem também teve a programação afetada pela presença do drone foi o relações públicas Fernando Nascii, que vinha de Florianópolis. "Era para termos chegado às 20h15, mas por conta do ocorrido desviaram o voo para Ribeirão Preto [a 313 km de São Paulo, onde o avião foi reabastecido]. Isso após umas duas horas taxiando sem ter certeza do que estava acontecendo. Chegamos em Congonhas apenas às 0h30. Foi extremamente cansativo."

Exército faz exercício de ajuda no AM, mas não têm recursos para ações


Por Luccas Vettorazzo

O Amazonlog 2017, exercício de ajuda humanitária na Amazônia liderado pelo Exército brasileiro em parceria com militares da Colômbia, Peru e Estados Unidos terminou neste domingo (12) com a promessa de definir protocolos de ação das Forças Armadas em situações de desastres naturais na região amazônica.

Após uma semana de ações sociais e simulações de desastres a partir de uma base militar montada em Tabatinga (AM), cidade a 1.100 quilômetros de Manaus e que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, ficou claro que a despeito do aprendizado, cooperação e troca de informações entre nações, a atuação nos moldes treinados não guarda relação com a realidade de tropas e recursos na região amazônica.

Em uma simulação de um acidente em uma balsa no rio Solimões, por exemplo, ocorrida no sábado (11), foram empregadas três lanchas, dois helicópteros, dois navios da Marinha, um dos quais um hospital flutuante, além de equipes do Ibama e viaturas do corpo de bombeiros local e defesa civil. Em questão de minutos, o fogo estava controlado e as vítimas evacuadas.

Na vida real, contudo, em um acidente das mesmas proporções muitas vezes leva horas para a chegada do socorro. O Exército atua na Amazônia em ações humanitárias, mas os recursos destacados para as operações da última semana superam em muito os disponíveis na região.

O Exército não divulga a extensão de seus recursos na Amazônia, mas segundo o comandante logístico da força e o oficial número dois no Amazonlog, general Antônio Manoel de Barros, os meios empregados superam os disponíveis no momento.

De acordo com ele, o objetivo era desenvolver protocolos de ação em momentos de crise. Os veículos e equipamentos levados a Tabatinga voltarão para suas bases de origem.

"É evidente que foi um exercício. Sabemos que em um acidente da magnitude como o que foi simulado com a balsa, todos aqueles recursos não estariam ali", disse. "Nesse caso, o planejamento foi mais importante que a execução".

Em uma outra situação, foi simulada operação de evacuação e recebimento de vítimas da seca na região da tríplice fronteira. Como muitas cidade da área só são acessadas por barco, a seca impede a navegação nos rios deixando cidades e povoados inteiros inacessíveis. O ano de 2016 registrou uma das piores secas na região.

O Exército montou em uma escola em Tabatinga estrutura para receber, cadastrar, dar atendimento médico e catalogar os evacuados, numa ação coordenada com militares, médicos e Polícia Federal. A ação simulada foi elogiada pelos observadores internacionais, já que além de cadastrar, identifica informações sensíveis no momento da chegada, como pedidos de refúgio, doenças ou tentativas de atravessar a fronteira com drogas.

"Se tivéssemos cadastrado e identificado todos os refugiados que entraram na Alemanha no ano passado, certamente estaríamos melhores preparados para ajudar essa população", disse o tenente coronel do exército alemão, Peter Becker. Ele lembrou que no auge da crise de refugiados para a Europa, a Alemanha chegou a registrar a passagem de 10 mil pessoas em uma hora pela fronteira, todos sem registro.

Apesar disso, tais ações só podem ser colocadas em prática no Brasil por meio de ordem do Executivo, algo que não ocorre, por exemplo, com os refugiados venezuelanos que atravessam a fronteira em Roraima. Segundo a OAB de Manaus, há na capital amazônica cerca de 700 famílias que desembarcaram em Boa Vista (RO) que estão em situação irregular na cidade.

"Seria interessante que essa estrutura de ajuda humanitária pudesse ser usada para crises já em curso no país, mas isso depende de vontade política", disse a presidente da comissão de relações exteriores da OAB em Manaus, Denise Couto, que participou como observadora dos exercícios do Amazonlog.

Segundo o general Barros, após o Amazonlog, o Exército estaria capacitado para atuar de imediato. "Estamos prontos, basta nos chamarem", disse.

Além das simulações, o Exército enviou médicos e remédios para índios isolados na selva. O repórter fotográfico da Folha Danilo Verpa pode acompanhar uma das ações em uma aldeia indígena na fronteira com o Peru. Quando chegou ao local, ouviu de locais que há dois anos que médicos não visitam a região.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Para ministro da Defesa, aparelhamento do MST explica declínio

Raul Jungmann diz que grupo deixou de ser novidade e passou a ser "chapa-branca" após governo do PT

Por Pablo Pereira

A queda no número das invasões de propriedades pelo Movimento Sem Terra (MST) é, para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicada pela conjunção de três fatores: o grupo deixou de ser “novidade”, foi “aparelhado” pelo PT e passou a ser “chapa-branca”. Jungmann fala com a experiência de quem, à frente do Incra (1996-1999) e ministro do Desenvolvimento Agrário (1999-2002), enfrentou a “era de ouro” do movimento. Para o ministro da Defesa, não “há a menor chance” de haver, hoje, o reflexo político registrado pelas ações do MST no passado.

“O contexto histórico mudou. O MST também mudou”, disse Jungmann. Para ele, “o MST nunca foi um movimento de massas”. “O MST pode até fazer uma manifestação aqui, outra lá, mas o que esse tipo de ação revela mais é uma situação de fraqueza. Não vai reproduzir aquele contexto dos anos 1990”, disse o ministro da Defesa.

Durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998, a política, segundo Jungmann, ajudou a manter o MST e a aumentar o seu poder de capilaridade e mobilização.

As barracas de lonas pretas e as bandeiras vermelhas fincadas à beira de estradas rurais pelo País evidenciavam o tamanho do fenômeno. A tensão no campo era retratada nas telas da TV e grupos religiosos apoiavam a política de invasões. O Brasil vivia uma disputa fundiária agravada pela decisão do movimento de enfrentar a questão com invasões sistemáticas de áreas que, alegavam, improdutivas. Em reação ao aumento de tensão no campo, fazendeiros e proprietários rurais se uniram e criaram a União Democrática Rural (UDR).

A consolidação dos dois grupos agravou as disputas, gerando o aumento de violência no campo. O clima desembocou na tragédia ocorrida em Eldorado dos Carajás, no interior do Pará, em abril de 1996, quando 22 pessoas foram mortas e quase 70 ficaram feridas. Depois de tomar parte da Fazenda Macaxeira, um mês antes, um grupo de sem-terra foi morto durante um confronto com a Polícia Militar na estrada.

Jungmann era presidente do Incra na época e, no auge da crise, foi chamado por FHC para assumir o então recém-criado Ministério Extraordinário do Desenvolvimento Agrário. “O MST era o aríete para arranhar, erodir, a imagem do governo”, explicou o ministro, lembrando que o conflito pela terra era a pauta do dia.

O atual ministro da Defesa afirmou que, naqueles dias, “o MST foi instrumentalizado pelo PT”. Ele afirmou que Carajás “deflagrou uma onda de apoio nacional e internacional ao movimento”. Porém, emendou: “Hoje não é mais assim”. De acordo com Jungmann, “a reforma agrária não é mais um tema colocado na agenda do País e o MST não tem mais a ressonância que teve.”
Assassinatos.

Segundo números da Comissão Pastoral da Terra (CPT), os assassinatos voltaram a crescer no campo, passando de 36 casos em 2014 para 61 mortes em 2016. O Estado com o maior número de homicídios, segundo a CTP, é o Pará.

 

REVISTA ISTO É


Todos querem se aposentar


Por Gustavo Roth

Que delírio é esse que toma conta do País? Imaginam os senhores parlamentares e mesmo o povo em geral que conseguiremos seguir adiante sem uma reforma previdenciária convincente? Acabou o caixa disponível. É fato. Todos sabem e fazem de conta que não. Idealizam o Estado como uma mãe de benevolência e fartura irrestritas. Há de se cair na realidade. Deixemos de lado as promessas populistas, a resistência politiqueira de arautos farsantes, meros candidatos à eleição que ludibriam a opinião pública. Não há mais recurso extra para engordar o orçamento vinculado a essa rubrica. E ponto final. Portugal e Grécia, que chegaram ao limite da irresponsabilidade e levaram o assunto com a barriga enquanto puderam, acabaram por cortar de vez a aposentadoria. Encerraram o benefício e a população de idosos ficou a ver navios por absoluta incapacidade financeira dos dois países em honrar com o compromisso. O Brasil, em três anos – o prazo é esse mesmo! – pode chegar lá, nas mesmas circunstâncias de insolvência previdenciária, se nada for feito.

Um pouco de sensatez e engajamento ao projeto de reforma é aconselhável aos brasileiros. Especialmente àqueles responsáveis por votar o tema. É preciso rever o sistema, cortar benefícios, colocar travas, criar as tais escalas de contribuição mais rígidas, estabelecer tetos realistas de idade mínima, arrancar os privilégios, demover os lobbies classistas daqueles que levam mais que a média em prejuízo da esmagadora maioria. Pode-se discutir como e em que áreas, estratégicas ou não, a mexida na fórmula deve ser mais acentuada. O coerente, decerto, seria atacar primordialmente as chamadas gordas pensões dadas a militares e a seus familiares, servidores públicos de vários matizes e naturezas funcionais, e mesmo a regra que contempla os excelentíssimos senhores parlamentares, que possuem privilégios de encher os olhos nesse tocante.

As castas previdenciárias deveriam simplesmente sumir, em prol do interesse geral. O governo tergiversou na questão. Recuou diante de eventuais adversários de porte e deu assim fôlego aos que gritam mais alto. Os privilegiados fizeram valer a vontade junto ao Executivo, que é em ultima instância quem elabora e encaminha a proposta final. Mas a briga foi apenas adiada. Terá de ocorrer de uma maneira ou de outra, o quanto antes. Nada disso tira da frente a urgência de se produzir alguma solução, por menor que seja, nesse campo. Não dá mais para adiar. Os simpatizantes da ideia do deixa como está para ver no que vai dar querem tão somente o caos. Sabem que a previdência não aguenta seguir nessa toada indefinidamente.

Políticos jogam com a tática de empurrar o tema – amargo por natureza – para depois da eleição. Imprudência absoluta. Em um ano a situação de penúria será mais aguda e o grau de intervenção também. Vivemos tempos de um governo de transição e, por isso mesmo, criou-se o ambiente ideal para o ajuste antes que a nova gestão tome posse e dê continuidade à retomada do desenvolvimento, sem amarras como essa para desatar. Do contrário, o País perderá o bonde e despenderá uma energia enorme para resolver a questão mais adiante. Será bem mais complexo e custoso fazer passar qualquer proposta de envergadura na temporada de início de novo governo, normalmente voltado para a costura de composições e dedicado a garantir prestígio com os eleitores. Muitos, no passado, tentaram e não conseguiram – de FHC a Lula, com ensaios de mobilização tímidos nos mandatos de Collor, Itamar e Dilma. Em síntese: há décadas uma necessária reforma previdenciária aguarda na fila. A maioria dos congressistas e políticos de calibre fazem proselitismo inconsequente sobre o assunto para angariar simpatizantes.

O presidenciável Ciro Gomes, para ficar em um exemplo, optou pelo alarmismo tolo e fora de hora ao reverberar que alguns querem tirar a aposentadoria do trabalhador. Na verdade, se nada for feito, ela será mesmo eliminada – independentemente de quem esteja no comando da Nação – por insuficiência de recursos. Seria um despropósito. Cada um de nós quer e possui o direito a se aposentar. É só zelar por ele, assegurando a saúde financeira do sistema. Reforma já, antes que seja tarde!

 

Fake News e TSE


Fake News em campanha eleitoral deve ser reprimido. Mas há exagero na inclusão do Exército, da Abin e da PF nesse combate. Com razão entidades da sociedade civil temem que a liberdade de expressão fique cerceada. Acertou o ministro da Defesa, Raul Jungmann: “o controle das ações tem de ser da Justiça Eleitoral”.

 

PORTAL G-1


Drone desvia pousos, cancela voos e adia fechamento de Congonhas

Aeroporto de São Paulo ficou fechado para pousos por mais de 2 horas e desviou dezenas de voos. PM e PF procuram operador de aeronave não-tripulada, mas ninguém foi encontrado.

Por G1 Sp

Um drone desviou pousos, cancelou voos e atrapalhou conexões de centenas de passageiros no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na noite deste domingo (12). O problema afetou o funcionamento do terminal por mais de duas horas, entre as 20h15 e as 22h40.

A Infraero disse que acionou a Polícia Militar para tentar localizar a aeronave remotamente pilotada e quem a controlava. A PM usou o helicóptero Águia e a Polícia Federal (PF) tentou localizá-lo pelo chão, segundo a Força Aérea Brasileira, sem sucesso.

Devido ao fechamento temporário, o horário de funcionamento do aeroporto foi ampliado até a 1h (o terminal normalmente recebe pousos e decolagens das 6h às 23h).

Cerca de 35 voos que aterrissariam em Congonhas foram desviados para outros aeroportos, como Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Ribeirão Preto e até outros estados, mas as decolagens não chegaram a ser interrompidas.

Pilotos de dois aviões da Latam informaram por rádio o drone, que estava próximo à cabeceira sul da pista (Jabaquara) e sobrevoou a região por cerca de 30 minutos, segundo informações de um oficial da Aeronáutica.

Regras

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou em maio o regulamento para o uso de drones. Segundo o órgão, quem for flagrado usando drones em desacordo com as normas pode responder a processo administrativo, civil e penal.

No caso deste domingo, o operador pode ser preso quando localizado. Uma das normas prevê detenção em casos em que o equipamento coloca embarcações ou aeronaves em perigo, ou que traz risco direto à vida ou à saúde de outras pessoas.

Latam

Em nota, a Latam afirmou que 9 voos da companhia com origem/destino a Congonhas foram cancelados e 13, desviados para Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Ribeirão Preto, Confins (BH) e Galeão (Rio).

Segundo a empresa, os passageiros dos voos desviados para aeroportos de São Paulo serão encaminhados para a capital paulista por terra e os para BH e Rio, terão as aeronaves reabastecidas e retornarão a Congonhas.

 

AGÊNCIA BRASIL


Marinha informa que buscas a desaparecidos de naufrágio em Angra dos Reis continuam


Por Fabiana Sampaio

A Marinha do Brasil informou que as buscas aos cinco desaparecidos no naufrágio da embarcação pesqueira Nossa Senhora do Carmo I, na noite de quarta-feira (8), na região de Angra dos Reis, costa verde do Rio de janeiro, permanecem de forma ininterrupta desde quinta-feira (9).

O navio-Patrulha Macaé continua realizando buscas no local, inclusive durante a madrugada, utilizando radares e busca visual. Aeronaves da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB) também participam dos esforços além de embarcações que estão transitando na região. A Marinha emitiu aviso aos navegantes para que outras embarcações que se encontrem na região do naufrágio possam apoiar as buscas.

Vinte e três pessoas estavam a bordo no momento do acidente, 18 foram resgatadas e tiveram apenas ferimentos leves. A Marinha informou que instaurou inquérito para apurar as causas e responsabilidades do acidente.

 

REVISTA ISTO É DINHEIRO


Robert Muggah, diretor do Instituto Igarapé. O Brasil precisa de mais transparência no comércio de armas


Por Rodrigo Caetano

O Brasil é um dos cinco maiores exportadores de armas leves do mundo. Apesar da posição relevante no setor, esse é um mercado relativamente pequeno para o País. Estima-se que as exportações brasileiras somem, por ano, cerca de US$ 500 milhões em rifles, pistolas, munições e armamentos não letais. Não obstante, o lobby da indústria armamentista no Congresso é forte e tem conseguido algumas vitórias, como subsídios e afrouxamento das regulamentações. Para o canadense Robert Muggah, diretor de pesquisas do Instituto Igarapé, organização dedicada ao estudo da violência, esse é um caminho perigoso. “Há fortes evidências de que mais armas resultam em mais violência”, diz Muggah, um dos maiores especialistas no mercado bélico, do mundo. A força política dessa indústria vem de um intenso financiamento de candidatos, que chegou a US$ 500 mil nas eleições de 2014. Ao mesmo tempo, a possibilidade de receber investimentos de empresas estrangeiras de armas tem atraído as atenções de Estados, como Goiás. “Toda arma começa sua vida útil de forma legal. Em algum ponto da cadeia, elas são desviadas e vão parar no mercado ilegal”, afirma Muggah. Mais transparência e controle pode evitar que isso aconteça. Confira a entrevista:

DINHEIRO – Qual é o papel do Brasil no mercado global de armamentos?

ROBERT MUGGAH – Armas são um grande negócio e o Brasil tem mercados interessantes globalmente. Se você olhar para os dados de exportações, verá que, desde o ano 2000, o Brasil vendeu armamentos para mais de 100 países, incluindo os Estados Unidos, boa parte do Leste Europeu e mais de 30 países da África. É interessante notar que o País enxerga a indústria armamentista como estratégica e promove o seu crescimento. Tem havido esforços para a assinatura de acordos comerciais no setor e de parcerias para a produção em solo brasileiro, como no caso do caça Gripen, dos mísseis da Avibras, entre outros. E com subsídios do BNDES. Agora, o Brasil precisa de mais transparência no comércio de armas.

DINHEIRO – O que configura essa falta de transparência?

MUGGAH – É difícil ter clara noção do tamanho desse negócio no Brasil. Não há informações sobre o que é produzido ou exportado. As autoridades não exigem relatórios muito precisos, então, Taurus e CBC, as maiores fabricantes de armas e munições brasileiras, muitas vezes não informam quem são seus clientes.

DINHEIRO – Qual é o potencial desse mercado para o Brasil?

MUGGAH – Na última década, o Brasil tem ficado entre os cinco maiores exportadores de armas leves do mundo. Isso se deve muito à Taurus, que, embora sofrendo alguns reveses, continua aumentando sua produção, tendo como seu maior mercado os Estados Unidos. Em relação a outros produtos militares, o País tem se mantido entre os 30 maiores exportadores, sendo mais conhecido nos segmentos de aeronaves, veículos leves e lançadores de foguetes. Nesses segmentos, o Brasil não chega a ser um grande fornecedor, mas não é irrelevante. Vale notar que houve um grande esforço em montar essa capacidade durante a ditadura, mas também durante o governo do PT.

DINHEIRO – Em termos de política externa, o Brasil utiliza sua indústria armamentista para fazer acordos mais abrangentes?

MUGGAH – Essa foi uma expectativa das administrações anteriores, particularmente no governo Lula. A ideia era levar esse conhecimento brasileiro para outros países, notadamente do Cone Sul. Acredito que a esperança era de, com o setor de defesa, facilitar as negociações em outras áreas, como construção e mineração. Em especial na África, onde o Brasil tem instalações militares na Namíbia e em Cabo Verde, realiza uma série de exercícios e faz parcerias para pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, há um míssil sendo desenvolvido pela Avibras em parceria com a África do Sul. Há, também, acordos com a França para desenvolver submarinos, um deles nuclear, além do Gripen. Mas isso é em termos de armamentos pesados. No campo das armas leves, o Brasil é conhecido pela facilidade em se negociar, pois não exige os mesmo níveis de conformidade com os direitos humanos do que outras nações. Nesse âmbito, não há ambições de parcerias mais abrangentes, já que são produtos de baixo valor agregado. Agora, francamente, se o Brasil parar de exportar armas leves amanhã, será facilmente substituído por outro fornecedor. E trata-se de um mercado pequeno. O Brasil comercializa cerca de US$ 500 milhões por ano em armas leves, ainda que seja um dos cinco maiores exportadores.

DINHEIRO – Apesar de ser um negócio pequeno em termos de exportações, comparando com setores como indústria e agronegócio, o lobby do setor armamentista é forte. Por que?

MUGGAH – Parte disso se deve ao fato de que há um número relevante de políticos que falam em nome das empresas de armas. Na última eleição, cerca de 30 candidatos ao congresso receberam um total de US$ 530 mil em financiamento de fabricantes de armas, sendo que 21 foram eleitos. A CBC, sozinha, doou US$ 200 mil para 16 candidatos. O que eles buscam é um ambiente favorável, tanto para exportações, quanto para o mercado doméstico.

DINHEIRO – É a chamada bancada da bala…

MUGGAH – Sim. Essa bancada tem interesse em expandir o consumo local e aumentar os subsídios para a indústria. Eles têm tido algum sucesso, nos últimos tempos. A Taurus e algumas outras companhias receberam subsídios, na forma de créditos do BNDES, por exemplo. No campo da política externa, a bancada da bala tem sido bem sucedida em impedir que o Brasil participe de tratados internacionais. Em 2013, o País assinou o Tratado sobre Comércio de Armas (acordo que regula o comércio mundial de armas convencionais, ratificado por 50 países e em vigor desde 2014). Sua ratificação, no entanto, está parada no Congresso. Mais recentemente, surgiu no Brasil uma tendência de conectar a posse de armas com liberdades individuais. Isso é algo novo por aqui, onde a posse é considerada um privilégio, não um direito constitucional, como nos Estados Unidos. Agora, claramente há interesses econômicos por trás disso.

DINHEIRO – Empresas estrangeiras têm procurado entrar no mercado brasileiro. A austríaca Glock fez várias tentativas. Mais recentemente, a Caracal, dos Emirados Árabes, firmou um acordo com o Estado de Goiás para construir uma fábrica. O que elas veem no Brasil? Ao mesmo tempo, a bancada da bala é financiada por empresas como a CBC, que tem o governo brasileiro como acionista. Isso pode gerar conflitos?

MUGGAH – Acredito que sim. A bancada da bala tem, naturalmente, instintos de proteção nacionalistas. Uma das questões é que o Brasil está estimulando investimentos estrangeiros, num momento em que o País passa por uma crise econômica. Mas há outro fator, que considero interessante, que é certa frustração com produtos nacionais, especialmente da Taurus. Alguns Estados reclamaram que as armas da empresa eram inferiores e houve casos de disparos acidentais. Isso criou um movimento a favor da importação de produtos, ou da criação de um ambiente favorável a empresas estrangeiras se instalarem no País.

DINHEIRO – O sr. disse que o Brasil é visto como uma país onde é mais fácil negociar armas. Essas empresas estrangeiras podem estar interessadas em usar o País para atingir mercados que atualmente não conseguem?

MUGGAH – É possível. Há outros motivos para o interesse delas, como o fato de o País já ter uma capacidade instalada para fabricação. Mas a Caracal vê no Brasil uma possibilidade de exportar para outros países na América Latina. O problema está no baixo nível de transparência. Quando o Brasil vende armas para mercados estrangeiros, não há um sistema robusto que garanta que a entrega foi feita ao destinatário certo. Como consequência, armas brasileiras acabam aparecendo em zonas de conflito. Agora, é interessante como o Brasil, que sempre se mostrou protecionista, vem permitindo e incentivando a chegada de novos competidores.

DINHEIRO – No caso da Caracal, trata-se de uma iniciativa do governo de Goiás…

MUGGAH – De alguma forma, acredito que é uma resposta à baixa qualidade do produto nacional. Isso deve mexer com o mercado.

DINHEIRO – Sobre o mercado ilegal de armas: como rifles e pistolas vão parar nas mãos de bandidos?

MUGGAH – Existem alguns caminhos. O primeiro são as chamadas sobras de conflitos. É um número relativamente pequeno, mas relevante. Uma boa parte dos AK-47 em circulação no mercado negro foi utilizada em conflitos há 30 ou 40 anos. Outro caminho são as pessoas que compram armas legalmente, nos Estados Unidos ou outros lugares, e as vendem no mercado negro. A grande maioria das armas compradas pelo crime organizado no México e na América Central vem dos Estados Unidos. Elas são adquiridas, inicialmente, de forma legal. Existem 64 mil lojas de armas nos EUA, mais do que Starbucks. No México, só existe uma loja de armas. Então, obviamente, há uma demanda que está sendo atendida por empresas americanas. Nossa estimativa é de que mais de 200 mil armas cruzem a fronteira, por ano. Um terceiro caminho são os desvios de estoques militares e policiais. Esse é um grande problema na América Central e do Sul. Por último, existem os grandes traficantes de armas, que movimentam contêineres por todo o mundo.

DINHEIRO – E qual é a origem dessas armas?

MUGGAH – Toda arma começa sua vida útil de forma legal, produzida por algum fabricante legítimo. Em algum ponto da cadeia, elas são desviadas e vão parar no mercado ilegal. Não é incomum fabricantes perderem de vista lotes inteiros.

DINHEIRO – Mais transparência pode evitar que essas armas caiam nas mãos do crime?

MUGGAH – Certamente. Existem esforços para melhorar a marcação e o rastreamento de armas. Qualquer produto tem algum tipo de número de série. Na maioria das indústrias, esse código é padronizado. No mercado de armas, no entanto, há uma resistência em criar padrões. O motivo para isso é a possibilidade de litigação, no caso de o produto cair em mãos erradas. É extraordinário pensar nisso. Televisões, carros, escovas de dente, enfim, quase tudo pode ser rastreado. Armas não. Até foram criados sistemas de marcação embutidos, ou mesmo dispositivos de biometria, que bloqueiam outras pessoas, que não o dono, de usar a arma. Mas a resistência das fabricantes, incluindo as brasileiras, é enorme. É um aspecto muito frustrante.

DINHEIRO – Como a política irrestrita de venda de armas dos EUA afeta a América Latina?

MUGGAH – Historicamente, a América Latina, o Brasil inclusive, é um grande cliente dos americanos. Vemos armas compradas legalmente nos EUA indo parar no México e na América Central. Agora, sem querer amenizar o impacto que o mercado americano tem no mundo, acredito que subestimamos outras fontes de fornecimento, em especial os desvios de estoques militares e policiais. Há também a questão das empresas de segurança privada. Na América Latina, para cada policial, há dois seguranças particulares. Trata-se de um mercado enorme, que não é bem regulado. Ao mesmo tempo, vários países latino-americanos estão produzindo. É o caso do Brasil, da Colômbia e, também, da Venezuela, que fabrica AK-47. No fundo, apesar de não estar errado, é conveniente apontar o dedo para os EUA.

DINHEIRO – Agora, há a questão da liberdade individual e do direito de se defender. Podemos considerar que, se tivermos mais armas nas mãos das pessoas certas, estaremos mais seguros?

MUGGAH – Esse é a posição de grupos como a National Rifle Association (associação americana que defende a indústria armamentista). Todo mundo tem a necessidade e o direito de se proteger. A questão é: se armar é a maneira mais eficiente de se defender? As evidências não mostram isso. A maioria dos crimes violentos na América do Norte, e, de certa maneira, também no Brasil, envolve parceiros íntimos. Homens matando mulheres. Nos EUA, a maior parte das mortes por arma de fogo é resultado de crimes passionais ou suicídios. Estatisticamente, é mais provável morrer em uma briga ou por suicídio do que num assalto. Ao mesmo tempo, ter uma arma em casa aumenta em até dez vezes as chances de ser morto por um bandido. A presença da arma amplia a chance de um encontro violento, que geralmente resulta na morte do dono dela. Há fortes evidências de que mais armas resultam em mais violência. Não estou argumentando que devemos nos livrar totalmente das armas. No Brasil, hoje, isso seria impossível. Agora, precisamos balancear seu uso legítimo com o dano social que elas causam. Para isso, é preciso mais regulação.

 

O voo sem turbulência da Azul

A companhia aérea presidida desde julho por John Rodgerson chegou ao lucro antes do que as concorrentes. Agora, para garantir os resultados, vai substituir a frota destinada a trajetos longos até 2020. A ideia é operar com aviões mais eficientes e voar para 30 novas cidades brasileiras

Por Carlos Eduardo Valim

A primeira parte da missão já foi completada. A Azul fez jus ao seu nome e se tornou, no último ano, a primeira companhia aérea brasileira a deixar no passado os resultados vermelhos da última linha do balanço, após a turbulenta travessia do setor pela crise econômica brasileira que causou seguidos prejuízos, desde 2011, às representantes do setor. Terceira maior companhia aérea do País em faturamento, ela reforçou essa retomada ao anunciar um lucro líquido de R$ 204 milhões no terceiro trimestre de 2017, um valor 21 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2016.

Contribuíram para isso fatores como o aumento da receita em 15%, de um ano a outro, atingindo R$ 2 bilhões no trimestre, além do crescimento de 6,7% nos passageiros embarcados e de 1,3% na receita média por viajante a cada assento disponível. São números para animar executivos e investidores da empresa, que passa por um 2017 agitado, mas não turbulento. Ao mesmo tempo que garante a chegada da lucratividade, a companhia abriu o seu capital na B3 em abril deste ano e promoveu uma dança das cadeiras em sua administração.

O fundador e controlador David Neeleman deixou o cargo de presidente da holding Azul, dona da Azul Linhas Aéreas, permanecendo na presidência do conselho de administração. No seu lugar, John Rodgerson, também um dos fundadores, assumiu a posição de principal executivo das duas empresas. Já o ex-presidente da Azul Linhas Aéreas, Antonoaldo Neves, foi para o conselho da portuguesa TAP, comprada por Neeleman. “O mercado está melhorando. Em julho, percebemos um aumento de demanda”, diz Rodgerson. “E, a partir de setembro, houve uma boa demanda corporativa.”

 Para que o momento positivo não se dissipe, a filosofia Neeleman de baixos custos de operação e de busca de rotas mais rentáveis vai continuar norteando as ações. Afinal, até as escadas de desembarque dos aeroportos de Viracopos (SP), Recife e Confins (MG), os hubs da companhia, sabem que o fundador, de origem americana e cidadania brasileira, é quem continua sendo o maestro das operações. “Ele é o nosso chefe e mantemos o mesmo estilo”, diz Alex Malfitani, vice-presidente de Finanças. “A Azul possui uma produtividade de 80 tripulantes por aeronave. Os nossos concorrentes têm índice de 140 a 180 funcionários.”

A principal missão do novo corpo executivo, liderado por Rodgerson, será acelerar as estratégias de ganhos de rentabilidade. Um dos pontos-chave do plano é a substituição em rotas mais longas das aeronaves Embraer por modelos Airbus A320neo, que permitem embarcar mais passageiros e operar com menos custos do que as aeronaves atuais, fornecidas pela Embraer (ver tabela ao lado). Esse valor inclui os gastos com manutenção. O modelo ainda permite consumo 15% menor de combustível. A expectativa é a de introduzir três aeronaves A320neo durante o quarto trimestre, totalizando 11 ao fim do ano. Com isso, haverá um aumento de 11% a 13% na oferta medida por assentos-quilômetro (ASK) em 2017. “Vamos receber, até 2022, de seis a oito novos aviões Airbus por ano”, afirma Malfitani. “Não estamos aumentando frota, mas fazendo substituições.” A empresa tem atualmente 118 aeronaves.

A parceria com a TAP deve também ajudar nas compras. À medida que ficar pronta uma joint venture entre as duas empresas, elas deverão fazer aquisições em conjunto. Afinal, ambas possuem frota que combinam Airbus, Embraer e ATR, fabricante de turbohélices. As fornecedoras de aviões dão descontos a quem compra com mais volume. “E, com a TAP, também nos beneficiamos do compartilhamento de código”, diz Rodgerson. “Ela já voa para 10 cidades brasileiras e estamos as integrando com as rotas da Azul.” A empresa portuguesa possui um terço do mercado de voos para a Europa.

A Azul espera ainda ganhar mais rentabilidade abrindo novas rotas domésticas. Em especial, de cidades não atendidas por nenhuma empresa aérea. Nos últimos doze meses, 11 locais passaram a receber voos da companhia. A última delas foi Caruaru (PE). A Azul possui agora uma lista de 30 outras cidades que contam com aeroportos, mas estão sem voos comerciais. Nos próximos anos, a empresa chegará a elas. “Só esperamos a infraestrutura ficar pronta e termos capacidade de treinar pilotos”, diz Malfitani. A estratégia é começar de forma controlada, com ATRs de 70 lugares, em até quatro voos por semana, até chegar a uma maturidade de oferta, com saídas diárias. Mas uma forma de ganhar dinheiro não está no horizonte tão próximo: a venda ou a abertura de capital da TudoAzul, o programa de milhagens da empresa. “O mercado não pagaria 100% do potencial de crescimento desse negócio”, diz Malfitani.

Dessa forma, a empresa espera fazer o programa ganhar mais relevância nos próximos anos. No terceiro trimestre de 2016, ele representava 11% do faturamento bruto combinado entre o Multiplus, o Smiles e o próprio TudoAzul. Agora, esse índice já está em 15%. “O programa vai dobrar de tamanho em cinco anos”, diz Malfitani. A meta é fazer ele atingir uma presença de 25% entre esses três cartões de fidelidade brasileiros, para espelhar a fatia de mercado que a Azul possui em relação ao faturamento conjunto com a Latam e a Gol. Com tudo isso, o azul do balanço deve estar mais garantido para um voo sem as turbulências do passado recente.

 

AGÊNCIA ESTADO


Temer recebe ministros e discute chances de aprovação da reforma da Previdência


Por Lu Aiko Otta E Renan Truffi

O presidente Michel Temer recebeu na tarde de hoje os ministros da Secretaria-Geral, Wellington Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, e discutiu com eles as chances de aprovação da reforma da Previdência. "São boas", disse Moreira Franco à reportagem.

"Há empenho em se tocar a reforma da Previdência", afirmou o ministro, acrescentando que ela é fundamental para dar tranquilidade ao processo de recuperação da economia. "O esforço tem sido e vai ser grande para que possamos votar o mais rápido possível."

Outro tema da reunião foram medidas no campo tributário para melhorar o ambiente de negócios. "Não é reforma", afirmou Moreira Franco. "São medidas pontuais, com o objetivo de simplificar e agilizar." Segundo o ministro, já há várias propostas nesse campo em tramitação no Congresso e o governo pretende enviar outras ainda este ano, mas ele não disse quais.