NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 013/2018 - 13/01/2018

Publicado: 13/01/2018 - 08:50h
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Crivella pede militares, mas Jungmann diz que não cabe a prefeitos solicitação


Constança Rezende, Roberta Jansen E Wilson Tosta Publicada Em 11/01 - 19h05

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), vai pedir apoio das Forças Armadas para reforçar a segurança no carnaval da cidade. Mas não cabe, por lei, ao município fazer esse tipo de solicitação, esclareceu o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Ele também informou ao Estado que nenhum pedido nesse sentido chegara, até o fim da tarde, ao órgão.

"Sobre pedidos (de) ajuda das Faz: 1. apenas governadores, em caso de segurança pública (GLO). 2. não pode ser preventivamente. 3. decisão apenas PR", esclareceu, depois, pelo Twitter. GLO significa Garantia da Lei e da Ordem; PR é presidente da República.

Um dos argumentos de Crivella para pedir suporte militar para o carnaval é que a festa reunirá 6,5 milhões de pessoas, entre elas 1,5 milhão de turistas. Os militares agiram na segurança urbana durante a Olimpíada de 2016, lembrou o prefeito, quando a cidade recebeu 800 mil visitantes.

As Forças Armadas participaram, ao longo de 2017, de operações policiais no Rio. As tropas, porém, não fizeram rotineiramente patrulhamento das ruas. Agiram em comunidades, geralmente com as Polícias Militar e Civil. Chegaram a fazer um cerco à Rocinha, na zona sul, durante uma guerra entre facções criminosas. 

O Ministério da Defesa, porém, reflete o humor dos comandos de Marinha, Exército e Aeronáutica. Resiste à proposta de empregar as tropas como forças policiais corriqueiras. Os militares consideram esse tipo de ação um desvio de sua missão legal, que é a defesa externa do País.

O pedido de ajuda das Forças Armadas foi anunciado na manhã desta quinta-feira, 11, durante apresentação da agenda oficial da festa.

A prefeitura também revelou que, pela primeira vez, seguranças privados trabalharão no carnaval, em apoio à Polícia Militar e à Guarda Municipal. Serão 3.375 vigilantes de empresas privadas. Haverá também cinco centros de videomonitoramento, com 70 câmeras.

Festa

O carnaval de rua do Rio, considerado o maior do Brasil, terá, neste ano, 464 blocos e 600 desfiles em diversos bairros da cidade. Os blocos de maior público vão desfilar na Avenida Presidente Antônio Carlos, no centro, como no ano passado. Ao todo, serão oferecidos aos foliões 32.500 banheiros químicos.

A previsão é de que o sambódromo receba meio milhão de pessoas nos dias de desfile. Além disso, 16 palcos serão montados em diferentes pontos para a realização de eventos ligados os festejos.

Uma das novidades do carnaval deste ano é a Arena Carnaval Rio, na Barra da Tijuca, na zona oeste. No local, serão realizadas apresentações de grupos de samba e pagode, além de trios elétricos.

Ao longo dos cinco dias da festa, dez blocos desfilarão na arena - dois por dia. Com entrada gratuita, o espaço tem capacidade para receber até 100 mil pessoas por dia. Segundo Crivella, a arena foi criada para oferecer mais uma área de entretenimento na cidade.

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada pela prefeitura aponta que o evento deverá movimentar cerca de R$ 3,5 bilhões e gerar 1 mil empregos diretos e 2 mil indiretos. A Riotur informou que a ocupação dos hotéis será de 90%.

Para driblar a crise, o prefeito fez um acordo com o setor privado. De acordo com Crivella, o valor de patrocínio em 2018 é o maior da história. Serão R$ 38 milhões vindos de empresas privadas.

"Fizemos um esforço enorme para apresentar um carnaval muito bonito, que a gente espera que seja calmo e sem violência. Não existe essa conversa que o prefeito não apoia o carnaval por razões religiosas, são argumentos que não se sustentam", afirmou o prefeito.

Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e tem sido acusado de, por isso, tomar medidas contra o carnaval. Em 2017, ele não foi à avenida durante os desfiles.

"O prefeito precisa muitas vezes enfrentar dificuldades e priorizar recursos, mesmo tendo que amargurar críticas, e isso eu tive que fazer. Mas isso não tirou o brilho. É na crise que a gente cresce. Vamos fazer um carnaval muito lindo", disse.

E cantou, parafraseando Dorival Caymmi, para convencer os cariocas de que é um entusiasta da folia: "Quem não gosta de samba, bom prefeito não é".

 

PORTAL UOL


Jungmann ironiza pedido de Crivella e veta envio de tropas para Carnaval do Rio


Hanrrikson De Andrade Publicada Em 12/01 - 13h33

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), afirmou nesta sexta-feira (12) que as Forças Armadas não enviarão tropas para o Rio de Janeiro durante o Carnaval. O pedido de reforço na segurança havia sido feito ontem pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB). Na avaliação do governo federal, as forças policiais do Estado têm plenas condições de garantir a ordem no decorrer das festividades.

Jungmann chegou a ironizar o pedido de Crivella. Segundo ele, enviar militares ao Rio em função de um evento festivo abriria um precedente constrangedor, pois outras capitais poderiam fazer o mesmo.

Parafraseando o trocadilho do prefeito do Rio, que ontem (11) afirmou que "quem não gosta de samba bom prefeito não é" (em referência à canção de Dorival Caymmi), o ministro disse que correria o risco de ouvir dos pernambucanos, seus conterrâneos: "quem não gosta de frevo bom ministro não é".

Jungmann participou nesta manhã de uma reunião com outras autoridades do governo federal, como o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Após o encontro, no Palácio Guanabara, eles assinaram um protocolo de intenções que garante a continuidade do Plano Nacional de Segurança e de ações integradas entre as forças policiais e militares até dezembro deste ano.

"Sempre fizemos Carnaval com nossos policiais. Não estamos dando férias e vai precisar do RAS [Regime Adicional de Serviço, quando PMs trabalham no dia de folga]. Já autorizamos o RAS", disse o governador.

 

REVISTA ÉPOCA


Futuro da Embraer é assunto de reunião de emergência entre FAB e fabricante sueco de caças

O encontro ocorreu nesta quinta-feira (11) em Brasília

Mateus Coutinho Publicado Em 12/01/2018 - 18h03

O Comando da Força Aérea Brasileira (FAB) e diretores da empresa sueca Saab se reuniram em Brasília, nesta quinta-feira (11), para tratar das negociações para a compra da Embraer pela americana Boeing. Fontes ouvidas por EXPRESSO revelaram que o clima na FAB e na companhia europeia é de irritação com a empresa americana, que passaria a ter atuação no andamento do projeto FX-2. O projeto prevê a produção de 36 caças suecos Gripen com transferência de tecnologia para o país, além de permitir ao Brasil vender as aeronaves com a nova tecnologia para outros países.

Por parte da Saab também pesam a preocupação de perder espaço nas futuras aquisições de aviões pelo governo federal e até a possibilidade de as instalações criadas para o desenvolvimento dos caças suecos no Brasil ficarem paradas após a entrega das 36 aeronaves, já que não interessaria à Boeing produzir o modelo concorrente.

 

PORTAL G-1


Acordo entre governo federal e RJ prevê apoio no patrulhamento de estradas e monitoramento da Baía de Guanabara

Ministro descartou o envio de tropas para monitorar a capital fluminense durante o carnaval, pedido feito por Marcelo Crivella.

Carlos Brito Publicada Em 12/01 - 13h58

O documento assinado por autoridades dos governos federais e estaduais no Palácio Guanabara no começo da tarde desta sexta-feira (12) prevê que as Forças Armadas auxiliarão o patrulhamento em vias de acesso à Região Metropolitana e que o monitoramento da Baía de Guanabara será intensificado para combater a entrada de drogas e armas.

O protocolo de intenções foi ratificado pelos ministérios da Justiça, Defesa, Desenvolvimento Social, além do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

No último dia 5 de janeiro, o G1 mostrou em uma reportagem especial que a Baía de Guanabara era uma das principais portas de entrada para fuzis no Estado do Rio de Janeiro.

Por meio do documento, o Governo Federal vai se comprometer a oferecer apoio técnico por meio da utilização das Forças Armadas em operações pontuais de cerco e busca e patrulhamento de vias. A intensificação da fiscalização da Baía de Guanabara, portos e aeroportos também está prevista.

O ministro Raul Jungmann afirmou que a relação com o poder estadual será intensificada.

“Na área da Defesa, ao longo de 2017, nós participamos de 15 operações e mobilizamos mais de 31 mil militares. Os recursos investidos foram da ordem de R$ 43 milhões até aqui. A partir de agora essas ações serão intensificadas”, explicou Jungmann.

Ele destacou o uso dos militares na vigilância dos acessos ao Rio e Região Metropolitana.

“As Forças Armadas serão usadas no patrulhamento das vias, em apoio à Polícia Rodoviária Federal. O Ministério do Desenvolvimento Social também vai liberar R$ 41 milhões para que jovens possam praticar atividades esportivas em unidades militares do Rio”, destacou o ministro da Defesa Raul Jungmann.

O ministro também descartou o envio de tropas federais ao Rio durante o Carnaval, contrariando a expectativa do prefeito Marcelo Crivella que pediu a participação dos militares no projeto de segurança da folia carioca.

 

Cerca de 120 mil jovens devem se alistar no Pará

Brasileiros do sexo masculino que completam 18 anos neste ano precisam fazer o alistamento no Exército, na Marinha ou na Força Aérea Brasileira, até 30 de junho.

Publicada Em 12/01 - 12h04

Aproximadamente 120 mil jovens paraenses precisam se alistar, em 2018. Os brasileiros do sexo masculino que nasceram no ano 2000 e que completam 18 anos neste ano precisam fazer o alistamento no Exército, na Marinha ou na Força Aérea Brasileira, até o dia 30 de junho. Os jovens tem a possibilidade de fazer o alistamento via internet, pelo site, além da forma presencial na Junta do Serviço Militar.

Quem optar por fazer o alistamento pela internet deve preencher um formulário e informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para validação dos dados pessoais. Os que não têm CPF devem levar os seguintes documentos à Junta de Serviço Militar: certidão de nascimento ou no caso de brasileiro naturalizado ou por opção, a prova de naturalização ou certidão do termo de opção; comprovante de residência ou declaração assinada. Também é importante levar um documento oficial com fotografia.

Fora do prazo

Os jovens que perderem o prazo devem comparecer à Junta de Serviço Militar para o pagamento de multa em dinheiro e realizar o alistamento. Quem ficar em débito com a obrigação não poderão obter passaporte; nem ingressar como funcionário, empregado ou associado de uma instituição e empresa; tão pouco assinar contrato com os governos Federal, Estadual, dos Territórios ou Municípios; prestar exame ou matricular-se em qualquer estabelecimento de ensino.

O jovem ficará tabém impedido de obter carteira profissional, registro de diploma de profissões liberais, matrícula ou inscrição para o exercício de qualquer função e licença de indústria e profissão; de inscrever-se em concurso para provimento de cargo público, entre outros.

Adiamento

Quem está matriculado em curso superior pode adiar a incorporação até o término do curso, quando concorrerá à seleção para servir como oficial temporário médico, farmacêutico, dentista ou veterinário. O alistamento é obrigatório também para pessoas com deficiência física ou mental, mas mediante apresentação de parecer médico o jovem pode solicitar o Certificado de Isenção (CI) do Serviço Militar. A pessoa com incapacidade deverá ser representado, na Junta de Serviço Militar, pelo tutor ou curador legal. Arrimos de família podem ser dispensados desde que apresentem documentos que comprovem a situação.

Quem está alistado deve consultar o site para saber se foi dispensado ou encaminhado à seleção para servir na Marinha, no Exército ou na Aeronáutica.

Arrimos de família podem ser dispensados do Serviço Militar, desde que apresentem na Junta de Serviço Militar documentos que comprovem essa situação, tais como certidão de nascimento dos filhos, certidão de casamento, comprovante de renda e outras provas que achar necessárias.

 

AGÊNCIA BRASIL


Jungmann se reúne com executivos da Boeing para tratar de negócios com a Embraer


Paulo Victor Chagas Publicado Em 12/01/2018 - 22h17

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, se reuniu nesta sexta-feira (12) com representantes da empresa aérea Boeing, que no final do ano passado manifestou intenção de adquirir a Embraer, fabricante brasileira de aviões. Aos executivos da companhia, ele voltou a dizer que a manutenção do controle acionário da empresa pelo Brasil é uma questão de “soberania nacional”.
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Jungmann, porém, se manifestou favorável a uma parceria entre as duas empresas. Há duas semanas, ele havia concordado com as negociações entre as fabricantes de aeronaves, mas descartou a hipótese de a Embraer ser dividida com o objetivo de se vender apenas uma parte.

“Raul Jungmann se posicionou favorável a uma parceria entre Boeing e Embraer, mas defende que a manutenção do controle acionário da empresa brasileira é uma questão de soberania nacional, e não será transferida, nem irá à mesa de negociação entre as empresas”, informou o ministério da Defesa, por meio das redes sociais.

De acordo com a pasta, participaram do encontro a presidente da Boeing para América Latina, Donna Hrinak, dois vice-presidentes da empresa em nível global e o presidente comercial, Ray Conner. Além de Jungmann, receberam os executivos o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Nivaldo Luiz Rossato, secretários do ministério e o diretor de Economia e Finanças da FAB, Heraldo Luiz Rodrigues.

 

PORTAL DEFESANET


MD e FAB reuniram-se com a BOEING em Brasília


Publicada Em 12/01 - 23h20

Brasília 12/01/2018 - No final da tarde de sexta-feira (12JAN2018), o ministro Raul Jungmann recebeu em seu gabinete, em Brasília (DF), representantes da empresa BOEING para discutir parcerias da empresa com a EMBRAER.

Pelo lado da empresa estiveram presentes Greg Smith, CFO (Chief Financial Officer) e Vice- Ppresidente de desempenho empresarial e estratégico, Travis Sullivan, Vice-Presidente de cooperação estratégica, Ray Conner, presidente comercial, e a presidente da BOEING para América Latina, Donna Hrinak.

Além de Raul Jungmann, também participaram da reunião, o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nivaldo Luiz Rossato, o secretário de Produtos de Defesa (SEPROD), Flávio Basílio, o secretário de Economia e Finanças da FAB, José Magno Araújo, e o diretor de Economia e Finanças da FAB, Heraldo Luiz Rodrigues.

Jungmann se posicionou favorável a uma parceria entre Boeing e Embraer, mas defende que a manutenção do controle acionário da empresa brasileira é uma questão de soberania nacional, e não será transferida, nem irá à mesa de negociação entre as empresas.

 

PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Boing & Embraer: una negociación con bemoles


Javier Bonilla Publicado Em 11/01/2018

"Esa historia que Boeing puede acabar con las fábricas de Embraer en Brasil no tiene sentido. Cualquiera que sea la negociación con Boeing, la cadena productiva brasileña sólo puede ganar", dijo Francílio Graciano, presidente del grupo Troya (proveedor de herramientas , sistemas y procesos industriales de Embraer) y representante del cluster aéreo paulista- que reúne cerca de 100 empresas y emplea a cerca de 6.000 trabajadores- en el Consejo del Parque Tecnológico de São José dos Campos.

El gobierno de Brasil posee una "golden share", que le otorga poder de veto sobre una posible venta, por lo que el presidente Michel Temer puede negarse a entregar el control de la principal empresa de defensa del país a una entidad extranjera, como el propio ministro de Defensa Raúl Jungmann y el Comandante en Jefe de la FAB, Tte. Brigadier Nivaldo Rossato, han aclarado. Cada acción de Embraer llegó a subir un 39 por ciento en Sao Paulo tras la noticia de que el fabricante de aeronaves estaba negociando una posible venta, el Wall Street Journal informó que un acuerdo implicaría un beneficio sustancial.

El presidente Temer subrayó que es "bienvenida" la inyección de capital extranjero, aunque "no está en cuestión la transferencia del control accionario". "Embraer es brasileña y representa muy bien a Brasil en el exterior", recalcó Temer.bEl mandatario dijo que el asunto está siendo monitoreado por el Ministerio de Defensa y, seguidamente, pidió al ministro Raúl Jungmann que fuese él quien proporcionase más explicaciones sobre la transacción.

Según Jungmann, hay un proceso de "reestructuración global de la industria aeronáutica" en curso y esas negociaciones entre Boeing y Embraer ocurren en esa coyuntura. Confirmó apenas que Boeing está en tratativas con Embraer para abrir negociaciones (de las que ellos fueron informados por la misma Boeing). "Nuestra posición es favorable a esa y otras alianzas comerciales", dijo Jungmann. "Sin embargo, tenemos una comprensión exacta de que Embraer, por tener un fuerte componente de defensa, de innovación tecnológica , o sea, de conocimiento decisivos para la defensa y la soberanía nacional”, no puede tener el control accionario transferido. Además del aval del gobierno brasileño, la negociación también necesitaría ser aprobada por los consejos en pleno de las dos empresas y por los órganos reguladores de la competencia de Brasil y Estados Unidos.

En cualquier caso, la eventual unión entre las empresas puede crear un gigante de la aviación mundial, con actuación tanto en la aviación regional, como el segmento de larga distancia y la defensa, concentrando a nivel industrial aún más el sector. Surgiría, de alguna forma, una gran cadena productiva de valor en la industria aeroespacial, que hoy ya cuenta con China y el conglomerado europeo (Airbus) ahora reforzado con los acuerdos con Bombardier, además de los diversos emprendimientos rusos en la materia, con aeronaves cada vez más occidentalizadas.

Inicialmente, el negocio se considera como una cooperación entre los fabricantes, y no una adquisición de una por la otra, para potenciar a ambas empresas, que usualmente no compiten en mercados comunes. El ingeniero Ozires Silva, el respetado fundador de Embraer en 1969, estima que un eventual acuerdo con Boeing será benéfico para el fabricante brasileño, y también para el país. "No se trata de una compra de Embraer por Boeing, que están proponiendo una asociación, no es una cosa mala, al contrario, es una propuesta muy honorable para la empresa", afirmó como columnista del diario "O Valle", de San José de los Campos, sede principal de Embraer.

Aunque el aumento en la demanda de aeronaves de tamaño medio en todos los continentes está detrás de las tratativas entre Embraer y Boeing anunciadas este jueves, como factor fundamental, también existe una cierta complementariedad a nivel militar. La propia Boeing mantiene un acuerdo con el grupo brasileño para aprovechar las ventas del futuro KC-390, modelo que no produce, y puede ayudar a vender el Súper Tucano-categoría donde la competencia es mucho más fuerte- en otros mercados, así como la exitosa línea de aeronaves ejecutivas de Embraer, Legacy y Phenom, esta última líder de ventas estadounidense. Una subsidiaria de Embraer, Bradar, además, está certificando junto al Ejército a sus radares antiaéreos "SABER" para exportarlos. Embraer también es líder sudamericano en el segmento de Aviación Agrícola, con su fumigador Ipanema, de casi 1.400 unidades vendidas y posibilidades deser porpulsado por alcohol o biocombustibles.

La transacción- hasta su difusión en el Wall Street Journal- comenzó discretamente, especialmente después de la compra del programa CSeries de Bombardier por el gigante europeo Airbus, siendo el montaje de jets regionales y especialmente ejecutivos, la línea productiva más rentable de Embraer, empresa que también pretende regresar al sector de los turbohélices próximamente, compitiendo con el virtual duopolio hoy representado por ATR y los Bombardier Dash. Uno de los mercados que demostró más interés fue el de Estados Unidos, que pretende actualizar una gran parte de su flota actual, integrada, en el sector de menos 50 lugares, casi mayoritariamente por viejas aeronaves Brasilia y Dash -300, serie, que esta última, que cuando pertenecía a De Havilland, Boeing había comprado, no consiguiendo éxito, quedando finalmente en las manos de Bombardier, que sólo mantuvo la línea Dash 400 (80 plazas) activa. En ese entonces, el Embraer 120 Brasilia- de 30 lugares- era absolutamente exitoso en los Estados Unidos

En lo que tiene que ver con los reactores regionales, Boeing, si el negocio con Embraer no es posible, aún puede negociar con Mitsubishi, cuyo programa MRJ /Mitsubishi Regional Jet, algo retrasado y que cubre capacidades entre 70 y 90 asientos ya registraría unos 350 pedidos u opciones, abriendo buena parte del mercado asiático.

Además del pasado fracaso regional de Boeing con la línea Dash 8 ,tampoco fue exitosa la incorporación de la línea MD-95/ 717, un excelente avión que, sin embargo, podía competir con su Boeing 737/600 en la época, así como la continuación de la producción de los MD-90, especialmente en versión ER, hubiera rivalizado con el resto de la línea 737.

A nivel militar, tampoco fueron fructíferos los acuerdos de Boeing con los checos para comercializar y sostener al L-159, que de hecho no se vendió jamás en las Américas, lo que a la postre no hizo prosperar los contactos para hacer lo propio en el continente ,entonces, con el turbohélice regional Let 410/420, cuyo principal mercado sudamericano ,en esos años fue, precisamente Brasil.

 

JORNAL TRIBUNA DO NORTE (RN)


Parte das Forças Armadas pode permanecer no Estado


Publicada Em 12/01 - 0h00

Mesmo após o fim da paralisação da Polícia Civil, Militar e dos Bombeiros Militares no Rio Grande do Norte, o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (11) em uma rede social que caso seja necessário e o Presidente Michel Temer determine, mil militares poderão permanecer no Estado. A Operação Potiguar III está prevista para encerrar nesta sexta-feira (12), com a retirada de todos os 2.800 militares enviados pelas Forças Armadas ao RN.

Na sua conta no Twitter, Jungmann escreveu que “Com o fim das greves das polícias do RN, a ação das FAs (GLO) se encerrará dia 12”. “Porém, 1.000 militares permanecerão lá, em condições de pronto emprego, caso se faça necessário e o presidente determine. Missão cumprida”, completou. De acordo com o Gabinete Civil do Estado e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, não existe nenhum pedido oficializado para a permanência do Exército Brasileiro no RN.

A polícia do RN entrou em acordo com o Governo do Estado no dia 9 de janeiro, quando o Governador Robinson Faria (PSD), assumiu o compromisso de não abrir processos administrativos contra a categoria e efetuar o pagamento do mês de dezembro no próximo dia 12. O governo assinou um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) com 25 cláusulas.

Em Natal, o Centro de Operações Interagência, uma espécie de centro de comando existente no interior da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, contra o controle da Operação Potiguar III. Da sala com representantes de todos os órgãos integrados na força-tarefa, como Exército, Marinha, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros, partem as ações vistas pela população nas ruas de Natal e região metropolitana. Há monitores onde os operadores monitoram as ocorrências registradas no Ciosp, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, e também o chamado Sistema “Pacificador”, das Forças Armadas.

As forças de segurança federal possuem o apoio aéreo de dois helicópteros, tendo um deles equipamento de captação de imagens aéreas, até mesmo noturnas. Segundo o comando operacional, um dos sucessos da força-tarefa foi ter aumentado a quantidade de ocorrências registradas no Ciosp atendidas. Houve um salto de 4% para até 50% o número de ocorrências atendidas pelas equipes nas ruas.

Essa é a primeira operação interagências (ou seja, entre diversos órgãos de segurança pública) coordenada diretamente pelo Ministério da Defesa na história da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Esta é uma política implantada pelo governo federal que concede às Forças Armadas o poder de polícia, quando há o esgotamento das forças de segurança pública estadual. Essa é a terceira vez que a medida é imposta no estado desde o início da gestão Robinson Faria.

 

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Grandes terminais valorizam a participação de concorrentes


Publicada Em 13/01 - 00h00

A entrada definitiva de Fraport (Fortaleza e Porto Alegre), Vinci (Salvador) e Zurich (Florianópolis) no mercado brasileiro no início deste ano não gerou ameaça para as empresas que gerenciam os grandes aeroportos brasileiros. Representantes da GRU Airport (Guarulhos), RIOgaleão (Rio de Janeiro) e Inframerica (Brasília e Natal) reconhecem a competição por rotas, mas garantem que os novos concessionários irão ajudá-los em uma tarefa que deve beneficiar a todos: divulgar o Brasil no exterior.

"Tudo tem a ver com a estratégia de turismo do Brasil. Como o País se coloca lá fora e não aos seus olhos, ou seja, aos olhos do estrangeiro. Quem não é do Brasil, como vê? Acho que essa imagem é que todos os concessionários têm que tentar, de certa forma, mudar", afirma o gerente de Negócios Aéreos do GRU Airport, João Pita, indicando como todos devem crescer com mais estrangeiros chegando ao País.

A ideia é compartilhada pelo diretor de Desenvolvimento Estratégico e Cargas do RIOgaleão, Patrick Fehring. O executivo dá como exemplo a movimentação no terminal fluminense, no qual 80% são demandados por brasileiros e apenas 20% são internacionais. "Então, acho que tem muita oportunidade de melhorar a imagem do Brasil lá fora e, claro, Fraport, Vinci e Zurich vão fazer esse trabalho na Europa e todo mundo se beneficia", afirma.

In loco

O Diário do Nordeste esteve no GRU Airport e no RIOgaleão, quando conferiu a estrutura que as empresas preparam para competir no mercado nacional. "Precisamos de aeroportos bem estruturados e uma malha aérea consistente para colaborar no desenvolvimento econômico e atrair mais turistas para o País", arremata a Inframerica, observando que "um aeroporto depende do outro para criar a malha aérea" e "as concessões criaram uma concorrência positiva no setor aéreo brasileiro que não existia".

Ajuda ou ameaça

O reconhecimento de um trabalho conjunto na divulgação do Brasil, no entanto, não anula a competitividade e todos têm objetivos concretos para alcançar no mercado, os quais, de certa forma, podem fortalecer ou ameaçar os planos de novos players como a Fraport, em Fortaleza. A GRU Airport, segundo Pita, definiu a meta de ser um hub para os turistas que vêm do Sul do Brasil e de países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, e vão para o Nordeste. "Essa é nossa estratégia fundamental, de servir de ponto de passagem para a parte de cima do País. Obviamente, temos muitos passageiros locais, mas nosso foco é captar turistas de passeio e de negócios dessas regiões da América do Sul indo lá para o Nordeste e apanhar qualquer outro passageiro europeu que ainda venha para cá", diz, reconhecendo que a parceria da Fraport com o Grupo Air France-KLM e Gol Linhas Aéreas deve captar a maioria dos viajantes da Europa que venham ao Brasil de olho no Nordeste. "Estou muito satisfeito com a parceria da Air France-KLM. É bom para Fortaleza, bom para o Nordeste e é bom para São Paulo também. Pois mais mercado em Fortaleza é melhor para São Paulo. Estou absolutamente tranquilo com isso. Obviamente, competição nos faz trabalhar mais, mas trabalhar mais também é bom", avalia Pita. Já Fehring considera que o trabalho na RIOGaleão é para que o Aeroporto seja a primeira opção do estrangeiro que vem para o País. "Eu vejo assim: a gente (Rio e as novas concessionárias) vai ser concorrente, vamos competir por novas rotas, vai ter empresas avaliando a porta de entrada, mas Rio é Rio. Não posso ser arrogante, mas somos a segunda maior porta de entrada no País e temos um mercado muito forte", diz.

A Inframerica também demarca espaço ao apontar Brasília como hub aéreo de todas as companhias que atuam no País e conta sobre o plano de ser "um dos primeiros aeroportos do País a se tornar uma cidade-aeroporto", a partir de "um projeto avançado de expansão do sítio aeroportuário e a construção de um novo píer internacional". "O Aeroporto fica na Capital do País e temos uma capacidade gigantesca de capilaridade para todas as regiões brasileiras. E isso é essencial para a aviação. Esta capacidade de ligação é importantíssima para atrair novas rotas e destinos. Nosso objetivo é ligar ainda mais a América Latina e o mundo através de nosso hub", destaca a empresa ao ser perguntada sobre a meta para o terminal.

Player mais próximo

Quanto ao primeiro aeroporto do Nordeste a ser concedido à iniciativa privada, o cenário parece não ser tão positivo. Mesmo compartilhando a mesma vantagem competitiva que Fortaleza possui, pela localização geográfica, e sendo o maior exportador de frutas do País, o Aeroporto Internacional de Natal teve a pista recuperada em setembro de 2017 e, já no fim do ano, após a Latam confirmar o congelamento do projeto de instalação de um hub no Nordeste - equipamento que Natal disputava com Fortaleza e Recife - , o secretário do Turismo do Rio Grande do Norte, Ruy Gaspar, declarou que iria recomendar ao governador Robinson Faria a retirada dos incentivos fiscais para as companhias aéreas. No Estado, a alíquota do ICMS sobre o querosene de avião foi reduzida de 17% para 12% e pode chegar a 0,3%.

Ao ser perguntada se a questão foi tratada com o governo potiguar, a Inframerica afirmou que "mantém diálogo constante e positivo com o governo do Rio Grande do Norte", "mas não comentamos posicionamentos políticos". A assessoria do governo potiguar não respondeu até o fechamento desta edição.

 

RADIO  FRANÇA INTERNACIONAL - RFI


Voo Rio-Paris: laudo reforça responsabilidade da tripulação e causa indignação de familiares das vítimas

Mais de oito anos após a tragédia do voo Rio-Paris da Air France, em junho de 2009, um novo laudo reforça a responsabilidade da tripulação da Air France, segundo uma fonte da AFP que teve acesso ao dossiê. Essa contraprova provocou "a indignação" das famílias das vítimas que temem que a Airbus, fabricante da aeronave, seja isentada do processo.

Publicada Em 11/01 - 19h21

O acidente da aeronave AF 447, ocorrido em 1 de junho de 2009, na costa brasileira, causou a morte de 228 passageiros e membros da tripulação. A Air France e a Airbus foram indiciadas em 2011 por "homicídio involuntário" na investigação criminal aberta em Paris.

Julgamento tendencioso

Em meio a batalhas entre a empresa aérea e o fabricante tentando evitar um processo, a investigação, que terminou em 2014, teve que ser relançada após o cancelamento, um ano depois, da primeira contraprova. Parentes das vítimas e a Air France haviam recorrido da sentença, por considerar que a decisão favorecia a Airbus.

Em 20 de dezembro do ano passado, peritos apresentaram um relatório preliminar aos juízes do centro coletivo de acidentes em Paris. Nas suas conclusões, às quais a AFP teve acesso, os especialistas estabelecem, como "causa direta" do acidente, a "perda de controle" da aeronave que "resultou em ações inadequadas no voo manual" por parte da tripulação.

"O controle manual da aeronave foi imposto pela desconexão do piloto automático após a crosta de gelo das sondas Pitot”. Esse acúmulo de gelo foi o ponto de partida do desastre e um elemento-chave da investigação, porque levou a uma incoerência nas medidas de velocidade do Airbus A330.

Nas "causas indiretas", os peritos listam, entre outras coisas, "treinamento insuficiente da tripulação em voo em alta altitude", falta de treinamento e ausência inicial do comandante da aeronave. Nessas conclusões, a única alegação da Airbus é "a ambiguidade do ranking do procedimento Stall" (aviso de parada), na documentação do fabricante como na da Air France.

O primeiro laudo, em 2012, apontou para falhas da tripulação, problemas técnicos e falta de informações para os pilotos no caso de gelo nessas sondas, apesar dos incidentes anteriores.

Indignação

"Sentimos a maior indignação, à beira do desgosto", disse Danièle Lamy, presidente da “Associação de Vítimas de Ajuda Mútua e Solidariedade AF447”.

"O problema das sondas de Pitot é uma balela, temos a impressão de que a Airbus é intocável", disse o representante de cerca de 360 ​​familiares das vítimas, franceses, brasileiras e alemães. "É sempre culpa dos pilotos que não estão lá para se defender", acrescentou.

De acordo com uma fonte que teve acesso ao documento de defesa, essas descobertas certamente despertarão uma forte emoção entre os pilotos da aviação civil.

"A perícia aponta particularmente a falta de treinamento dos pilotos, bem como as falhas técnicas do aparelho", reagiu Yassine Bouzrou, advogado das famílias das vítimas. Para ele, "esses elementos são suficientes para justificar o retorno ao tribunal criminal contra a Air France e a Airbus".

As partes, que foram notificadas nos últimos dias, agora têm um período de dois meses para comentar e, eventualmente, serem ouvidas pelos peritos, antes da apresentação do relatório final.

 

OUTRAS MÍDIAS


DIÁRIO DO VALE (RJ) - O jatinho esquecido e enferrujando na praça

Embraer Xavante só precisa de manutenção e de uma nova pintura

Jorge Calife Publicada Em 12/01 - 12h23

Todo dia, quando vou para o trabalho, passo por aquela praça que fica ali no bairro Niterói, na curva da Radial Oeste, em Volta Redonda. Talvez pela proximidade com o Aeroclube, a praça ostenta um antigo avião a jato Embraer Xavante, do tipo que foi usado pela Força Aérea Brasileira entre as décadas de 1970 e 2000. Não é uma réplica, trata-se de um avião real que já teve dias melhores. Atualmente encontra-se em um estado lamentável de abandono, com a pintura descascando e marcas de oxidação em vários pontos da fuselagem e das asas.

Em anos passados a prefeitura costumava colocar um Papai Noel inflável montado em cima da cauda, no mês de dezembro. Este ano o estado de abandono do avião chegou a tal ponto que nem o Papai Noel apareceu para montar nele. A única coisa que ainda mantém aquele avião em pé é o fato de ser feito de alumínio, material que resiste mais a corrosão. Deviam doá-lo para algum museu aeronáutico já que o poder público se revela incapaz de cuidar dele.

No Rio de Janeiro teve um caso semelhante, de um Gloster Meteor, que foi abandonado e depredado em uma praça. Até que perceberam o valor histórico da aeronave – o primeiro jato usado no Brasil – e o levaram para um repouso merecido no Museu Aeroespacial, que fica na zona oeste da cidade. No museu o Gloster recebeu nova pintura e uma nova capota, já que a antiga tinha sido destruída.

O Xavante aqui de Niterói também tem sua importância. Ele foi o primeiro jato fabricado no Brasil pela Embraer. Trata-se de um projeto italiano, o Aermacchi MB-326, desenvolvido na década de 1950 para servir como treinador para os pilotos de caças supersônicos. Na época as principais forças aéreas da Europa estavam montando esquadrões com os novos caças supersônicos como o Mirage francês e o Lightning britânico. Havia um mercado para um jato subsônico que pudesse servir de aeronave de transição entre os aviões a hélice e os supersônicos.

A empresa italiana também percebeu que um avião desse tipo poderia ser adaptado para ataque ao solo. No final dos anos cinquenta existiam conflitos envolvendo guerrilhas pipocando em várias partes do mundo. Um jato de treinamento como o MB-326 podia receber armamento para atacar bases de guerrilheiros nas florestas da África e da América Latina. Os americanos tinham um projeto semelhante, o Cesna T-37, que também virou avião de ataque ao solo.

O primeiro MB-326 voou em 1957 e foi um sucesso. Além de adotado pela Força Aérea Italiana o jatinho foi exportado para países como Argentina, África do Sul, Emirados Árabes, Zaire e Austrália. Fez mais sucesso do que o seu rival americano, T-37. No Brasil ele atendeu a uma necessidade da FAB, que precisava de um jato subsônico bem manobrável para treinamento e ataque ao solo. O governo militar queria um jato onde seus pilotos poderiam se preparar para voar nos Mirage III adquiridos na França no início da década de 1970. Para os italianos o avião já era obsoleto em 1970 e eles deram a permissão para que a nascente Embraer o produzisse no Brasil.

Como era costume o MB-326 feito no Brasil recebeu um nome bem nacional, o da tribo de índios Xavantes. Quase duzentos Xavantes foram fabricados pela Embraer, sendo 166 destinados a FAB e os demais exportados para Togo e o Paraguai. Depois da Guerra das Malvinas onze Xavantes foram doados para substituir as perdas dos argentinos naquela guerra.

E os Xavantes prestaram bons serviços na Escola de Aviação da FAB, até que os últimos foram desativados pela FAB em 2013. Sendo substituídos pelo turbo hélice Super Tucano. Um deles, coitado, veio apodrecer em Volta Redonda.

 

24 HORAS NEWS (MT) - PF espera concluir inquéritos da Lava Jato neste ano, diz Segóvia a Cármen Lúcia

Diretor-geral da Polícia Federal e presidente do STF se reuniram hoje para tratar das apurações sobre a morte de Teori Zavascki; em relatório parcial, investigação descarta sabotagem e suspeita de falha humana em acidente

Publicada Em 12/01 - 12h35

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, afirmou em reunião realizada nesta quarta-feira (10) com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, que a PF pretende concluir em até oito meses as investigações contra agentes políticos com prerrogativa de foro privilegiado – entre elas as que têm origem na Operação Lava Jato .

De acordo com Segóvia, a Polícia Federal cuida atualmente de cerca de 200 inquéritos que se enquadram nesse perfil, sendo que a metade deles se refere a processos da Lava Jato. O diretor-geral da PF disse que a equipe de delegados que cuida desses trabalhos foi reforçada para agilizar a conclusão dos inquéritos em tramitação no STF.

O encontro entre Segóvia e Cármen Lúcia nesta manhã teve como objetivo a apresentação do relatório parcial das investigações da PF sobre o acidente aéreo que resultou na morte do ministro Teori Zavascki , em janeiro do ano passado.

O delegado responsável pelo caso, Rubens Maleiner, acompanhou o diretor-geral na reunião e disse a jornalistas que a principal linha de investigação leva a crer em falha humana nas manobras de aproximação da aeronave da pista de pouso em Paraty.

“A possibilidade de um ato intencional contra aquele voo foi bastante explorada, com diversos exames periciais e atos investigatórios diversos, e nenhum elemento nesse sentido foi encontrado, pelo contrário, os elementos que atingimos até agora, todos conduzem a um desfecho não intencional e trágico, infelizmente, naquele voo”, disse Maleiner, acrescentando que os trabalhos da PF sobre o caso estão em fase de conclusão.

A morte de Teori

O avião bimotor que transportava Teori Zavascki e mais quatro pessoas (conta que inclui o piloto), caiu no mar próximo a Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, em 19 de janeiro do ano passado. Todos os ocupantes morreram.

À época do acidente, Teori era o relator dos processos da Lava Jato no Supremo e está em vias de homologar os acordos de delação premiada de executivos da construtora Odebrecht – o que acabou sendo feito pela presidente Cármen Lúcia. O ministro Edson Fachin assumiu a relatoria do caso após a morte de Zavascki e o até então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi o indicado pelo presidente Michel Temer para assumir a cadeira vaga na Corte.

Foram abertas três investigações sobre morte do ministro: uma pela Força Aérea Brasileira (FAB), uma segunda pelo Ministério Público Federal (MPF) e a terceira pela Polícia Federal (PF). Nenhuma foi concluída até o momento.

 

PORTAL NEXO - Como Temer alterou o rito de nomeação de ministros no Brasil

Ainda como interino, em julho de 2016, presidente agiu para acelerar trâmite de nomeações. Dispensa de checagem biográfica favorece casos como o de Cristiane Brasil

João Paulo Charleaux Publicado Em 12/01/2018

O governo do presidente Michel Temer afrouxou os mecanismos de investigação que vinham sendo seguidos por sua antecessora, a ex-presidente Dilma Rousseff, no processo de nomeação de ministros e de outros cargos de confiança no Brasil. Antes, órgãos do governo investigavam o passado das pessoas indicadas para esses cargos e informavam a Presidência da República sob aspectos biográficos do nomeado que pudessem render problemas jurídicos ou políticos ao governo.

Após a mudança, o trâmite foi abreviado e o presidente passou a decidir sozinho ou com a participação de poucos assessores mais próximos, assumindo o risco de nomear ministros com passivos incompatíveis com a função. Ao ‘Nexo’, em 2016, chefe da Casa Civil defendeu mudanças nas regras de nomeações de ministros. Em 2018, Pasta deixou sem respostas 9 perguntas sobre o assunto A mudança criou condições para que o governo Temer nomeasse para o Ministério do Trabalho uma deputada federal que tem processos trabalhistas milionários contra si. Cristiane Brasil (PTB-RJ) foi indicada para o cargo pelo próprio pai, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. O político foi condenado em novembro de 2012 a mais de 7 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro no caso apelidado de “mensalão”.

A indicação de Cristiane por Jefferson foi uma retribuição de Temer ao apoio do PTB a pautas de interesse do governo no Congresso – a principal delas, a pretendida reforma da Previdência. A posse da deputada federal está suspensa por ordem da Justiça. Na quarta-feira (10), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve a decisão que havia sido tomada em primeira instância, de impedir a posse de Cristiane sob argumento de que a nomeação fere o princípio da moralidade administrativa. O governo não aceita a decisão do Tribunal Regional Federal. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, anunciou que irá recorrer, enquanto Jefferson, o pai da nomeada, reforçou na quinta-feira (11), ao jornal Folha de S.Paulo: “Nós manteremos a indicação.” O que pesa contra Cristiane Juridicamente A deputada teve dois processos trabalhistas. Num deles, foi condenada a pagar R$ 60 mil a um de seus motoristas. No outro, fez acordo e pagou R$ 14 mil para evitar uma condenação. Ambos motoristas dizem que trabalhavam sem registro em carteira, cumprindo carga horária superior ao determinado na legislação trabalhista.

Alguns especialistas em direito, no entanto, vêm dizem que, a despeito dos aspectos políticos e de imagem pública, o fato não impede legalmente Cristiane de assumir o cargo. Politicamente Cristiane passou o Ano Novo hospedada junto com mais três amigas num hotel da Força Aérea em Fernando de Noronha, que é mantido com dinheiro público. Numa foto, ela aparece sentada sobre um logotipo da Força Aérea na faixada do hotel. A instituição disse que a hospedagem não fere a lei. Além disso, a deputada foi mencionada na delação da Odebrecht na Lava Jato. Leandro Andrade, executivo da empreiteira, disse ter pago R$ 200 mil em espécie, o que ela nega. Não há qualquer investigação aberta contra Cristiane neste caso. Os casos trabalhistas de Cristiane não são sigilosos. A delação da Odebrecht e a hospedagem dela no hotel da Força Aérea em Fernando de Noronha, tampouco. Todas essas informações foram consultadas, por exemplo, pela imprensa, que passou a publicar detalhes negativos sobre a biografia da deputada.

 

METRÓPOLES (DF) - UnB quer usar drones para reforçar segurança de estudantes

Projeto é um dos pontos estudados pela prefeitura para aumentar a fiscalização no local. Medida é vista por especialistas como controversa

Ian Ferraz Publicada Em 12/01 - 20h17

A vigilância na Universidade de Brasília (UnB) deve parar nos ares. Para tentar reduzir a quantidade de crimes nas dependências da instituição de ensino, a prefeitura local estuda comprar drones. Outras medidas, como a aquisição de 350 novas câmeras, a criação de corredores de iluminação e a reorganização do efetivo de vigilantes e porteiros, também são planejadas para 2018.

No entanto, antes de sair do papel, o projeto de fiscalização aérea tem gerado polêmica entre especialistas. “Chama atenção a UnB estar com dificuldades financeiras e pensar no uso de drones. Quais recursos estão baseando e pensando? Por ser área pública, eles devem fazer divulgação, dando ciência às pessoas que estão sendo monitoradas. Precisam consultar também as autoridades competentes”, enumera Manuel Martínez, experto e consultor em drones.

A reportagem apurou que o custo para adquirir quatro aparelhos, baterias extras, câmeras noturnas e manutenção demandaria aproximadamente R$ 300 mil. O pagamento dos profissionais para operá-los não está incluso nesse valor.

Porém, antes de fazer o projeto sair do papel, a universidade precisa consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) – órgão da Aeronáutica – e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e detalhar como pretende operar os drones. “Não podem simplesmente sair voando. Se forem filmar de noite, precisam de câmera térmica e, para tê-la, é necessário autorização das Forças Armadas. Há uma série de itens para serem resolvidos”, aponta Martínez.

O uso desses dispositivos como instrumento de fiscalização foi adotado recentemente pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). A tecnologia visa flagrar principalmente condutores que falam ao celular enquanto dirigem.

“Não funciona se não estiver integrado a sistemas clássicos, como botão de pânico. Se não houver um plano, será apenas uma pipa voando”, aponta George Felipe Dantas, especialista em segurança pública. “Estamos na infância disso. Até a literatura sobre drones é bastante restrita, tanto no exterior como aqui. É um grande instrumento, mas seu uso precisa ser muito bem regulamentado para que se evite questões de direitos e garantias individuais”, complementa.

A reportagem procurou o Diretório Central dos Estudantes (DCE) para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Segurança

Segundo a Universidade de Brasília, o furto de itens da própria instituição e de bens de usuários lideram a lista de ocorrências registradas. O tráfico de drogas e a depredação do patrimônio público também aparecem em destaque.

Os pontos mais vulneráveis são os estacionamentos, principalmente no ICC Sul, no ICC Norte e na Faculdade de Direito. A região que liga o Campus Darcy Ribeiro à L2 Sul também concentra uma quantidade elevada de delitos.

Atualmente, a UnB conta com 206 vigilantes de empresas privadas, 108 do quadro efetivo e 406 porteiros. A ideia é repensar os locais de trabalho e reorganizar os trabalhadores da segurança. As festas e happy hours também são motivos de preocupação. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) oficiou a reitoria da universidade sobre os eventos e a falta de alvará e de aviso sobre as datas.

De acordo com a Universidade de Brasília, a ideia de recorrer a drones é uma demanda da comunidade e abraçada pela direção. A formatação de como o dispositivo será utilizado, o preço e demais itens serão discutidos em reuniões do Conselho de Segurança da UnB. O tema também será debatido com representantes da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF).

"O que nós mais precisamos é de uma nova proposta de segurança pública, pois não pode caber apenas à UnB zelar pelo que acontece em um espaço que é público, de todos" - Valdeci Reis, prefeito do Campus Darcy Ribeiro

A estudante de psicologia Natália Assunção, 25 anos, entende que é importante a reitoria se preocupar com a segurança da comunidade acadêmica, mas defende o uso racional dos equipamentos. “Acho interessante para o bem-estar dos alunos. O que me preocupa é a forma como eles vão trabalhar e de que forma vão usar essas imagens”, pondera.

Se a medida for efetivada, a Universidade de Brasília se unirá a outras entidades e órgãos públicos que têm lançado mão da tecnologia para as atividades diárias. Desde o ano passado, o Departamento de Trânsito (Detran) tem usado drones para, principalmente, monitorar condutores que usam o celular enquanto dirigem.

Segundo o Detran, os drones não estão aptos a multar. Porém, a operação dos equipamentos é feita por agentes de trânsito que ​atuam em duplas ou trios e ​podem realizar a abordagem e a notificação de condutores infratores.

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) também comprou um drone, que será usado para auxiliar os trabalhos, como monitorar invasões de terra e a ação de grileiros.

Segurança no campus

Problemas relacionados à segurança pública são recorrentes na maior instituição de ensino do DF. Em abril, o delegado Rodrigo Bonach, da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), acusou a universidade de ser “tolerante” com o consumo de drogas no campus. A declaração foi dada após a PCDF encontrar uma plantação de maconha próxima ao Centro Olímpico.

À época, a reitora Márcia Abrahão disse ao Metrópoles que a universidade não era “nem leniente nem tolerante”. “A UnB é uma instituição educadora, que deve coibir, sim, o uso de drogas em suas dependências”, frisou na ocasião. Um mês depois, a Polícia Militar prendeu um traficante em Taguatinga, o qual pretendia vender R$ 100 mil em drogas na localidade de ensino.

Os próprios alunos têm se esforçado para fiscalizar a segurança. Um aplicativo batizado de UnB Alerta permite denunciar situações suspeitas no Campus Darcy Ribeiro. Outra medida, adotada desde março de 2017, é o controle de acesso ao Instituto Central de Ciências (ICC), o Minhocão. A reitoria determinou a identificação para entrada no prédio a partir das 23h dos dias úteis, das 18h, aos sábados, e durante todo o dia, aos domingos.

 

SPUTNIK - Boeing a la caza de Embraer


Raúl Zibechi Publicada Em 13/01 - 02h45

La principal empresa aeronáutica del mundo, la estadounidense Boeing, pretende comprar la tercera del sector, la brasileña Embraer, que es la empresa clave del incipiente complejo industrial-militar del Brasil. El gobierno posee una acción de oro (Golden share) que puede bloquear la venta, lo que ha abierto un fuerte debate en el país.

Uno de los momentos más críticos surgió el 26 de diciembre, cuando el CEO de Embraer, Paulo Cesar Silva, difundió un mensaje a la directiva de la empresa en el que pretendía tranquilizar a los brasileños. "Cualquiera sea el formato del acuerdo, el objetivo será el éxito y el crecimiento de la compañía y la preservación de los puestos de trabajo". 

El directivo no despejó las principales dudas. Si habrá fusión con la Boeing, si se producirá la absorción de la empresa brasileña por la estadounidense o si se llegará a algún tipo de acuerdo menor que involucre aspectos secundarios, como la fabricación conjunta de algunos modelos. El futuro de Embraer es, de alguna manera, el futuro de la industria brasileña, la más poderosa del sur del planeta y de América Latina.

El tema central en debate es quién controlará la empresa. Embraer, siglas de Empresa Brasileña de Aeronáutica, fue fundada en 1969 por el Ministerio de Aeronáutica del gobierno militar de la época, con el objetivo de conseguir autonomía en la producción de aviones comerciales y dominar las tecnologías de vanguardia. En la década de 1990 sufrió una crisis que redujo su capacidad de producción y fue privatizada en 1994.

El gobierno brasileño conservó la "acción de oro" que equivale al 1%, con capacidad para vetar decisiones, sobre todo las relacionadas con secretos tecnológicos. El control de Embraer pasó a tres grupos brasileños, los fondos de pensiones Previ y Sistel, y el grupo de inversiones Bozano.

Bajo el gobierno de Lula, en 2006, hubo una nueva distribución de acciones a favor del capital brasileño, de modo que el estatal BNDES controla alrededor del 20%, el fondo del sindicato de la banca estatal Previ el 16,4% y un grupo privado el 11%, aunque actualmente la presencia estatal sigue siendo minoritaria.

En 2016 Embraer facturó siete billones de dólares, casi el 60% en aviación comercial y el 15% en el área de Defensa. Tiene dos fábricas en Sao Paulo, 18.000 empleados y figura entre las tres principales exportadoras del país desde hace dos décadas. Es vanguardia mundial en aviones ejecutivos y en aviones de hasta 150 asientos. En los últimos cinco años, invirtió cinco mil millones de dólares en el avión comercial E-2 y en el carguero KC-390 destinado a sustituir a los míticos Hércules de EEUU.

Las razones para la fusión de ambas empresas o la compra por Boeing de Embraer se relacionan con los cambios en el mercado de aviones regionales. Tiempo atrás el fundador y ex presidente de Embraer, Osiris Silva, dijo a la revista Istoé que aunque Embraer está bien situada, están ingresando otras empresas en el mismo segmento, lo que la llevará a realizar enormes inversiones si pretende mantener su lugar.

Boeing tiene interés en el mercado de aviones regionales, el que crece con mayor velocidad. Pero allí debe competir con las empresas que están ingresando, como la rusa United Aircraft, la japonesa Mitsubishi y la china Comec. El avión más pequeño de Boeing, el 737-700 con más de 140 asientos, "no consigue aprovechar el crecimiento de la demanda entre compañías aéreas de bajo costo y el incremento del número de aeropuertos menores que no reciben aviones de gran tamaño", como acaba de señalar el diario empresarial Valor.

La europea Airbus está mejor posicionada en ese segmento, pero además acaba de llegar a un acuerdo con la canadiense Bombardier, la cuarta empresa de aviones comerciales del mundo y competidora directa de Embraer. En esta coyuntura la opción de Boeing era desarrollar un avión regional nuevo, ya que en 2006 cerró la línea de producción del 717 con cien asientos, precisamente porque había perdido espacio en el mercado por la pujanza de Embraer.

Lo que Boeing pretende es hacerse con la capacidad de innovación y el conocimiento de Embraer de los aviones regionales. "La brasileña partió de una participación cero en 2000, para alcanzar los 1.700 aviones en operación apenas 17 años después". Boeing tiene interés en el dominio de software de Embraer y en su equipo de ingenieros que es mucho más joven que los suyos.

Pero el gran tema es cuál será el papel de EEUU en la Embraer. Entre 2001 y 2016 la empresa recibió préstamos de 30.000 millones de dólares (85.000 millones de reales) para ampliar su producción, exportar más y destinar a innovación. Es la segunda empresa brasileña que más dinero recibió del BNDES, el banco estatal de fomento.

El problema es que Embraer empezó a trasladar su producción a EEUU, con la instalación de un centro de ingeniería avanzado en Florida y la fabricación de la totalidad de aviones ejecutivos. En paralelo, casi todas de las exportaciones de productos manufacturados de Brasil a EEUU son aviones de Embraer, con un 60% del valor total producido en EEUU (turbinas y otras partes). Por eso la página militar Defesanet asegura que Brasil exporta "productos norteamericanos financiados por el contribuyente brasileño".

Por otro lado, el centro de desarrollo Uber-Embraer, que desarrollará alternativas al transporte urbano, se quedará en EEUU con financiación brasileña, pero para emplear jóvenes ingenieros norteamericanos.

El especialista polaco Tomasz Hypki, de la Agencia del Aire Altair, sostiene que el ministerio de Defensa está "alimentando un cáncer que destruye las industrias aeroespaciales y de defensa polacas, al promover la cooperación militar con EEUU".

Hypki se pregunta: "¿Porqué los funcionarios del ministerio no extraen conclusiones sobre lo que sucedió en Canadá, Turquía, Argentina, República Checa o Gran Bretaña? En todos esos lugares, las empresas locales tuvieron que ser salvadas después de su bancarrota luego de un período de estrecha cooperación con EEUU, y sus presupuestos tuvieron grandes pérdidas de billones de dólares".

Al parecer el futuro de Embraer puede ser muy similar al de las empresas de esos países. Si así fuera, décadas de empeño en el desarrollo de una gran empresa nacional serían echados por la borda.

 

RUFFPOST - Luciano Huck apoia construção de Super Tucano, brinquedo da Lego

Empresa quer montar réplica do avião da Esquadrilha da Fumaça com 400 peças.

Marcella Fernandes Publicada Em 12/01 - 18h38

O apresentador da rede Globo e possível candidato à Presidência Luciano Huck pode até ter apagado as fotos com o senador Aécio Neves (PSDB), mas uma coincidência fez o apresentador voltar a declarar apoio a um tucano. Dessa vez é a construção do Super Tucano, um brinquedo da Lego que é uma réplica do avião da Esquadrilha da Fumaça.

Em seu perfil no Twitter, Huck respondeu ao Brigadeiro do Ar Antonio Ramirez Lorenzo, responsável pela comunicação da FAB (Força Aérea Brasileira). O aviador pede o apoio do apresentador ao projeto.

No site da proposta, a empresa afirma que a Esquadrilha da Fumaça "enche nossos olhos de alegria quando faz suas manobras e escritas desenhadas com a fumaça". O modelo está em escala aproximada de um para 39 e conta com aproximadamente 400 peças.

A proposta conta com mais de sete mil apoios e tem 336 dias para conseguir o número suficiente para sair do papel. A ideia foi proposta por uma pessoa identificada pela Lego como Alex Paschoaletto, em outubro de 2016.

https://youtu.be/nD94ndqzLzk

O Super Tucano e Huck já estiveram juntos. Em agosto de 2016, o programa de TV exibiu o voo do o Sargento Thiago Braz, militar da FAB, medalha de ouro na final de salto com vara e recordista olímpico.

https://youtu.be/e47KNaWbFeQ

Huck e os tucanos

Huck é conhecido por sua relação com o senador Aécio Neves, de quem diz ser amigo há 17 anos. Após a delação da JBS revelar que o tucano pediu R$ 2 milhões para sua defesa na Operação Lava Jato, o apresentador virou alvo de piadas por ter deletado as fotos com o tucano no Instagram.

À Folha de São Paulo, Huck negou ter deletado as fotos. "De coração, não sei te responder", disse o apresentador sobre a ausência de registros da amizade.

Huck é enteado de um tucano velha guarda, Andrea Calabi, ex-secretário da Fazenda de São Paulo. Seu irmão, Fernando Grostein Andrade, dirigiu o documentário Quebrando o Tabu, que conta com entrevistas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, filiado do PSDB.
Candidatura à presidência

Em novembro, o apresentador negou que iria se candidatar à Presidência da República. "Contem comigo. Mas não como candidato a presidente", disse o apresentador em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

A participação do apresentador do Domingão do Faustão, no último domingo (7), contudo, reforço as especulações sobre uma possível candidatura. Huck disse que a sociedade está "envergonhada da classe política" e disse que jamais será o "salvador da pátria".

Na terça-feira (9), a Rede Globo negou, por meio de nota, que esteja promovendo uma possível candidatura do apresentador.