NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Concessionária de Confins vai à Justiça contra reabertura de Pampulha


Joana Cunha

O Grupo CCR, por meio da BH Airport, concessionária do aeroporto internacional de Confins, entrou nesta quarta-feira (8) com um pedido de liminar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão tomada pelo Ministério dos Transportes no mês passado de reativar o aeroporto de Pampulha para a operação de voos comerciais para todo país.

A disputa na Justiça resulta de um plano antigo da Infraero, dona de Pampulha, de retomar os voos comerciais a jato em seu aeroporto, que fica no certo de em Belo Horizonte. Esse plano vinha causando atrito desde o ano passado com seus sócios privados da BH Airport.

Confins foi concedido em 2014 com participação da Infraero de 49%. Os acionistas privados, Grupo CCR e Aeroporto de Zurich, têm 51%.

O terminal da Pampulha, que a partir de 2005 transferiu os voos de longa distância para Confins, ficou atuando apenas com aviação executiva e regional no Estado. Nele, só ficaram autorizados aviões menores.

A liberação de Pampulha é vista como contraditória porque, ao mesmo tempo em que favorece a Infraero no aeroporto central, a prejudica enquanto sócia de Confins.

"A possível operação simultânea dos aeroportos de Confins e Pampulha, além de ser comercialmente inviável, é também prejudicial ao Estado de Minas Gerais, uma vez que traz efeitos como a perda da conectividade aérea, a redução das opções de destinos ou eliminação dos voos internacionais partindo do Aeroporto Internacional", diz a CCR, sócia da BH Airport, em nota.

A empresa também aponta como prováveis resultados da reabertura de Pampulha "o aumento nos preços das passagens pela diminuição da competição entre as companhias aéreas e a consequente degradação na qualidade dos serviços prestados aos usuários".

A recente decisão de reativar Pampulha para voos comerciais contraria uma portaria anunciada pelo governo em maio, que enterrava o plano da Infraero de reabrir o aeroporto da Pampulha para tais voos.

A reviravolta recente foi parte do pacote prometido pelo presidente Michel Temer ao ex-deputado Valdemar Costa Neto em troca de votos do PR para derrubar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente na Câmara dos Deputados.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Contratos sem respeito

Quando será que nossos governantes entenderão que investimento em infraestrutura requer estabilidade de regras e respeito aos contratos?

Raul Velloso

Em novembro de 2013, o governo federal leiloou o Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. A licitação foi vencida pelo consórcio formado pela Zurich Airport e a CCR, que ficaram com 51% de participação no projeto. Os demais 49% pertencem à estatal Infraero. Pretendia-se transformar Confins num aeroporto de grande porte, ampliando significativamente a conectividade de BH.

Para surpresa dos sócios privados do BH Airport, no início deste ano a Infraero solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que o Aeroporto da Pampulha voltasse a receber jatos comerciais de grande porte. Desde 2007, esse aeroporto só recebe aviação executiva e regional, com jatos para até 70 lugares. A Infraero, que administra o Aeroporto da Pampulha, pretendia, com a liberação, reverter os prejuízos que vinha obtendo naquele aeródromo, especialmente após a Azul transferir seus voos regionais para Confins.

A Anac autorizou o pedido, mas portaria assinada pelo ministro dos Transportes em 11/5, com base em parecer técnico da Secretaria de Aviação Civil (SAC), manteve o aeroporto restrito a voos regionais. Agora, em novembro, o Ministério dos Transportes voltou atrás e revogou a portaria de maio, autorizando a Pampulha a receber voos comerciais de grande porte. Diante da liberação, Gol, Azul, Avianca e Latam solicitaram dezenas de voos partindo da Pampulha. A expectativa é de que já em 2018 se amplie em mais de 2 milhões o número de passageiros que utilizam o terminal. Como Confins e Pampulha concorrem praticamente pelo mesmo público, Confins deve perder 2 milhões (ou ainda mais) de passageiros, cerca de 20% de seu fluxo.

A nota da SAC adverte que a volta dos voos comerciais de grande porte para a Pampulha é um erro. BH, ao contrário de Rio e São Paulo, não tem escala para dois aeroportos de grande porte. Confins se credenciou como o segundo hub da Azul, porque há passageiros de voos diretos em número suficiente para garantir a ocupação daqueles que utilizam o voo para conexão. Por exemplo, num voo Brasília-BH com 100 passageiros, 50 poderiam ter BH como destino final e os demais utilizariam Confins como conexão para outros destinos. Sem esses 50 que iriam para BH (pois vão preferir voar diretamente para a Pampulha), o voo para Confins deixa de ser viável.

O resultado final será a queda na oferta de voos, aumento nos preços e menor conectividade. Minas também perde por deixar de contar com um aeroporto de primeira linha. E, paradoxalmente, perde a Infraero, pois, no melhor estilo estatal, a receita adicional gerada pela Pampulha tenderá a ser absorvida com pessoal e outras despesas, não compensando a perda de rentabilidade em Confins (onde detém 49% do capital).

No curto prazo, contudo, o maior prejudicado é a concessionária. Quando o aeroporto foi arrematado no leilão, com base numa determinada expectativa de demanda, ela pagou R$ 1,8 bilhão pelo direito de outorga, valor 66% acima do lance mínimo. Também com base nessa estimativa foram investidos cerca de R$ 750 milhões para a construção de um terminal. Com a transferência de voos para a Pampulha, a queda no faturamento seria brutal: reduziria a receita com taxas de embarque, taxas de pouso e decolagem, aluguéis, estacionamento, etc. O resultado será o desbalanceamento da equação financeira do projeto.

Trata-se, pois, de clara situação que requer o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Mas, infelizmente, as agências de regulação têm se mostrado refratárias a isso, a exemplo da ANTT em relação às concessões de rodovias de 2013. Provavelmente, esse imbróglio será judicializado, havendo risco de devolução da concessão. No longo prazo, contudo, a consequência mais grave será afugentar investidores. Afinal, quem desejará investir numa concessão sabendo que o sócio estatal age para afundar o projeto e, mais grave, a Anac toma decisões que deterioram significativamente sua equação financeira? Quando será que nossos governantes entenderão que investimento em infraestrutura requer estabilidade de regras e respeito aos contratos?

 

PORTAL G-1


Apesar do risco, incidente com KC-390 vai torná-lo mais seguro, diz professor da USP

No último dia 12 de outubro, em Gavião Peixoto (SP), maior avião militar produzido no país teve uma perda de altitude durante um voo de teste. Embraer apura as causas.

G1 São Carlos E Araraquara

O chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, Fernando Martini Catalano, explicou nesta quinta-feira (9) ao G1 que o incidente ocorrido durante um voo de teste do Embraer KC-390, maior avião militar já construído no Brasil, vai torná-lo mais seguro. "Apesar do risco, vai melhorar o produto", ressaltou.

No último dia 12 de outubro, em Gavião Peixoto, a aeronave teve uma perda de altitude durante um voo de teste de certificação para avaliar as qualidades de voo em baixa velocidade, com simulação de formação de gelo. A empresa apura as causas.

Riscos em testes

Segundo Catalano, o KC-390 ainda está em fase de certificação e, portanto tem que passar por testes que simulam muitas situações críticas, que eventualmente possam acontecer quando ele estiver em operação.

"Os riscos nessa fase existem, mas fazem parte dessas atividades de ensaio em voo. Nesse caso a aeronave estava em configuração de existência de formação gelo, isso pode acontecer na vida real numa pane do sistema anti-gelo, e as características de voo nessa situação tem que ser avaliadas para que quando o avião estiver operacional, se acontecer a pane, quais procedimentos o piloto deve executar para manter a segurança", explicou.

Problema inesperado

Ele ainda explicou que nesse caso houve algum problema inesperado e a aeronave ultrapassou seus limites de carga em manobras. "Mas felizmente conseguiram trazer os tripulantes e a aeronave em segurança. Acredito que esse caso, apesar do risco, vai melhorar o produto pois o tornará mais seguro", afirmou.

Entenda o caso

Em comunicado enviado nesta quarta-feira (8) ao G1, a Embraer informou que o incidente aconteceu durante um voo de teste de certificação para avaliar as qualidades de voo em baixa velocidade com simulação de formação de gelo.

Segundo a Embraer, a tripulação fez os procedimentos de recuperação recomendados e conseguiu retornar ao ângulo de ataque normal de voo, porém, as características e a duração das manobras resultaram em uma perda de altitude, "excedendo limites operacionais tanto de velocidade como de fator de carga". O G1 questionou, mas e empresa não informou o número de tripulantes e se houve risco de queda.

Ainda no comunicado, a Embraer informou que o teste foi interrompido e a aeronave pousou normalmente na área de teste da Embraer de Gavião Peixoto.

"Todos os sistemas da aeronave se comportaram conforme o esperado durante todo o voo. Após inspeções detalhadas, nenhum dano à estrutura principal da aeronave foi encontrado. Algumas carenagens externas e janelas de inspeção foram danificadas e precisarão ser reparadas antes que a aeronave retorne aos voos", explicou.

A Embraer informou ainda que o cronograma de certificação do Embraer KC-390 não foi afetado e a entrada em serviço está confirmada para 2018, com a entrega da primeira aeronave de produção para a Força Aérea Brasileira (FAB), que adquiriu um total de 28 aviões.

 

AGÊNCIA BRASIL


Índios aproveitam exercícios militares e pedem segurança para Tabatinga


Luciano Nascimento

Em meio as atividades do exercício de simulação de ajuda humanitária, denominado AmazonLog, os Ticuna, o mais numeroso povo indígena na Amazônia brasileira, reclamam da violência nas duas comunidades que ficam nos arredores de Tabatinga, no Amazonas, na fronteira com o Peru e Colômbia. Nas comunidades de Umariaçu I e II, onde os militares realizaram nesta quarta-feira (8) atividades de atendimento de saúde, vivem cerca de oito mil habitantes. Alcoolismo, drogas, brigas e assaltos fazem parte da rotina dos índios que pedem uma solução para o problema.

As duas comunidades ficam localizadas nos arredores de Tabatinga. O acesso é feito por estradas de barro e, quando chove, tudo fica coberto de barro. Casas de madeira dividem com outras de alvenaria as ruas da localidade, considerada uma das maiores do povo Ticuna na região. Uma ponte sobre um igarapé, que serve como um pequeno porto, divide as duas populações ticuna no município.

De acordo com o cacique de Umariaçu II, João Pedro, apesar da proibição, é comum os jovens acabarem envolvidos com álcool e outras drogas. Um dos principais problemas são as frequentes brigas entre grupos de jovens de Umariaçu I e II. Um dos locais para o confronto é uma escola abandonada em Umariaçu II, que serve para o uso drogas. “De noite as pessoas vêm para cá, gente da comunidade mesmo, é muita droga, álcool, papelote, cocaína e muito barulho. Precisamos da força das autoridades porque nós hoje estamos esquecidos”, o cacique.

O problema não vem de hoje. Em dezembro de 2015, a Justiça Federal em Tabatinga atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas e determinou que o estado levasse policiamento ostensivo para as comunidades. Mas, de acordo com o cacique, isso não foi feito.

“A gente queria conseguir uma patrulha para a comunidade, mas a polícia não está vindo. Eles dizem que não vêm porque aqui é terra indígena e eles não poderiam entrar. Mas a Funai autorizou. Daí a gente vai lá e eles dizem que a questão é com a Funai”, reclamou o cacique.

Enquanto isso, os líderes de cada rua tentam conversar com os moradores para resolver as diferenças. “O problema não é entre os jovens de uma mesma comunidade, mas quando se encontram os de lá (Umariaçu I) com os daqui”, disse à Agência Brasil o ticuna Elias Grande.

“Acho que, por conta das bebidas, drogas, essas coisas que eles usam, eles acabam se enfrentando com outros grupos da comunidade. Uma vez por mês, a gente reúne as pessoas toda da rua e tenta incentivar a não ter brigas”, disse.

Por conta da insegurança, os índios pensam em promover a própria patrulha. O mesmo expediente já havia sido utilizado em 2009, quando foi montado um esquema de ronda nas comunidades, envolvendo cerca de 50 pessoas. Inclusive com local para detenção de quem praticava algum delito. “Fizemos uma reunião aqui da comunidade e pensamos em fazer a nossa segurança”, comentou João Pedro. “Antes de a gente ter feito essa segurança, aqui era pesado”, contou João Pedro.

A proximidade com a cidade não é vista como um problema para os ticuna. Segundo o cacique, a isso facilita a venda de mandioca, abacaxi, banana, feijão. “É bom porque se a pessoa tiver abacaxi e cacho de banana ela vai vender, é perto. Mas tem gente do outro lado da cidade que traz algumas coisas e ninguém vê e isso é ruim (drogas)”, disse o cacique.

Os ticuna afirmam que, apesar das vendas, ainda falta trabalho, o que contribui para a onda de violência. Sem ter trabalho, os mais jovens acabam se envolvendo com o álcool e outras drogas. “Não tem emprego, a prefeitura não contrata. Só contrata quem está do mesmo lado da política e a maioria aqui segue abandonada”, disse.

Enquanto a questão da segurança não encontra uma solução, os índios cobram a reforma da escola abandonada. “Essa escola aqui tem mais de seis anos abandonada. Fizeram outra escola e deixaram essa aqui. A gente quer que se construa novamente a escola, para dar um espaço para as pessoas da comunidade estudar”, reivindicou.

De acordo com a chefe da divisão técnica da unidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), Doroteia Fernandes, a falta de infraestrutura e de segurança representa problema crônico da comunidade. Doroteia disse à Agência Brasil que o quadro fica mais complexo diante da falta de profissionais da Funai para fazer a fiscalização. “Atendemos comunidades espalhadas ao longo de 15 municípios e temos pouca gente para fazer isso. Temos três viaturas, mas uma está parada por falta de manutenção”, disse.

Na sexta-feira (10), está prevista uma reunião dos índios com o presidente interino da Funai, general Franklimberg Ribeiro de Freitas. De origem indígena, Freitas, que é militar da reserva, já atuou no combate a crimes ambientais, tráfico nas fronteiras e apoio às comunidades indígenas.

População tem consultas médicas e vacinação

Durante o dia de ontem (8), as duas comunidades receberam atendimento de saúde levado por militares que participam do AmazonLog17, em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e universidades. Houve consultas médicas e vacinação para crianças de zero a quatro anos.

“A ação está dentro do exercício na parte em que nos compete fazer um levantamento epidemiológico e sociológico da região e essa área foi levantada como muito carente, por isso demos prioridade”, disse o general Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, comandante-geral do AmazonLog.

Com dores no estômago, Fernando Alexandre Benedito, morador da comunidade há 43 anos, conseguiu uma consulta. “O problema aqui é que não temos remédio no posto, não tem nada. Estou com um problema e toda vez que trabalho sinto dor na barriga. Para isso está sendo bom o atendimento, consegui consultar e teve remédio. Gostaria que voltassem mais para fazer atendimento na comunidade”, afirmou o ticuna.

Montada em conjunto com o exército da Colômbia, uma estrutura recreativa dá um pouco de lazer às crianças. De acordo com o tenente Marcelo Melo, coordenador do atendimento na comunidade, a previsão era de que dois mil atendimentos fossem realizados. Além de Umariaçu, também houve ações de atendimento de saúde nos quatro pelotões de fronteira do Exército na região: Ipiranga, Estirão do Equador, Palmeiras do Javari e Vila Bitencourt, e nas comunidades indígenas Vila Mormes e Aldeia Lobo.

“A gente trouxe para cá médicos, dentistas, farmacêuticos. A Defesa Civil e estudantes de medicina da Universidade Federal do Amazonas também participam. A intenção é conseguir promover alguma melhoria nas condições de saúde da população. Não resolve tudo, mas é uma ajuda”, disse o tenente.

Asfalto é recuperado

Uma operação para tapar buracos foi realizada pelos militares nas proximidades da área central de Tabatinga. Com maquinário e material trazidos de Manaus, eles recuperaram algumas pista da cidade. A equipe foi a mesma que trabalhou na construção da base logística utilizada pelas tropas que fazem parte do exercício militar.

Segundo o general Guilherme Cals, para os trabalhos do exercício de simulação foram trazidos de Manaus quase 2,5 mil toneladas de materiais, numa ação que envolveu 90 pessoas. “Tivemos todo um trabalho de acondicionamento para não ter vazamentos. No contexto da Amazônia isso envolve um planejamento de no mínimo seis meses. Aqui a gente tem que trabalhar por verão: são seis meses de verão e seis de inverno, se o material não estiver aqui no pé da obra, no verão não vamos ter como trabalhar em razão das chuvas e do regime de cheia dos rios”, explicou.

Como é o exercício militar

Marcado para o período de 6 a 13 de novembro, o Guilherme Cals multinacional de simulação de ações de ajuda humanitária na Amazônia visa criar diretrizes para socorro a vítimas em caso de catástrofes na região da tríplice fronteira. Serão realizadas simulações atendimento em casos de incêndios florestais, terremotos, secas, enchentes, acidentes com embarcações e também de medidas humanitárias para casos de grande contingente de deslocamentos humanos, como de refugiados.

No total, devem participar da simulação cerca de duas mil pessoas, dos quais, cerca de quinhentas são estrangeiras. Além de militares do Brasil (cerca de 1.550), Colômbia (150), Peru (120) e Estados Unidos (30), observadores de mais de 20 países devem acompanhar as ações, entre eles, da Alemanha, Argentina, Chile, Equador, México, França, Reino Unido, Espanha, Rússia e Venezuela.

Também participam funcionários de órgãos federais e estaduais como a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Polícia Federal, a Receita Federal, entre outros.

(*) O repórter viajou a convite do Exército brasileiro

Edição: Kleber Sampaio

 

Barco naufraga em Angra dos Reis e cinco pessoas estão desaparecidas


Ana Cristina Campos

Um barco pesqueiro naufragou na noite desta quarta-feira (8) nas proximidades de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, e deixou cinco pessoas desaparecidas.

O Comando do 1º Distrito Naval, da Marinha do Brasil, informou que a embarcação Nossa Senhora do Carmo I tinha 23 tripulantes a bordo e 18 foram resgatados pelo barco pesqueiro Costa Amêndola, que estava perto do local do naufrágio.

Segundo a Marinha, foram enviados ao local do naufrágio um navio-patrulha e uma aeronave da Força Aérea Brasileira para realizar as buscas pelos cinco desaparecidos. O Salvamar Sueste, estrutura responsável por operações de busca e salvamento no mar, emitiu aviso aos navegantes para que outras embarcações que se encontrem na região do naufrágio possam apoiar as buscas.

As causas e responsabilidades do naufrágio serão apuradas em inquérito instaurado pela Marinha.

Edição: Amanda Cieglinski

 

MINISTÉRIO DA DEFESA


Primeira rodada de vitórias do Brasil no 2º Mundial Militar de Vôlei de Praia


Brasília, 08/11/2017 - O Brasil dominou a primeira rodada do 2 º Campeonato Mundial Militar de Vôlei de Praia, nas areias das quadras do Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), nesta quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. Foram disputadas as primeiras partidas da fase de classificação.

As duplas brasileiras foram invictas e ganharam as duas partidas pelo placar de 2x0. Evandro e André venceram a Holanda por 21-7 e 21-9; Álvaro e Saymon venceram a Letônia por 21-13 e 21-15; e Hevaldo e George ganharam do Irã por 21-16 e 21-13.

O jogador Saymon levou três pontos na sobrancelha, após uma bolada que acertou seus óculos, mas o atleta já está recuperado e continuará na competição usando uma faixa para proteger o local.

Abrindo os confrontos femininos, a dupla Duda e Ágatha superaram as alemãs Frank-Mierswa, e Larissa e Ana Patrícia ganharam das atletas Kostorz-Winkler, também da Alemanha.

Na sexta-feira (9) se inicia a fase eliminatória do campeonato.

Cerimônia de Abertura

Na noite da terça-feira (7) foi a abertura do Campeonato, também no Centro de Capacitação Física do Exército (CCfEx), onde estiveram todas as nove delegações participantes (Alemanha, Brasil, China, Holanda, Irã, Letônia, Palestina, Burkina Faso e Sri Lanka).

A ocasião reuniu o chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), general Mauro César Lourena Cid; o comandante Militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto; comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), general Décio Luís Schons; o secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, brigadeiro Ricardo Machado Vieira; o comandante do 1º Distrito Naval, almirante Cláudio Portugal de Viveiros; o diretor do Departamento do Desporto Militar, almirante Paulo Martino Zuccaro; o comandante do CCFEx, general Jorge Antonio Smicelato; entre outras autoridades.

 

PORTAL TERRA


Nos ares do campo

A Embraer ajudou a escrever a história da agricultura nacional com o avião Ipanema. Agora, repete o feito com um banho de renovação

Béth Mélo - Revista Dinheiro Rural

ImagemO inventor do primeiro balão dirigível com motor a gasolina, o mineiro Alberto Santos Dumont, sequer imaginava, nos idos de 1898, que um dia as suas máquinas voadoras cruzariam pelos céus transportando toneladas de cargas e centenas de pessoas de uma só vez. Muito menos que elas serviriam para aplicar defensivos para combater pragas e doenças em imensas lavouras, ou semear extensas áreas de pastagens. “Foi um ataque de gafanhotos na região gaúcha de Pelotas que levou os agricultores a utilizarem, pela primeira vez no País, um avião para combater pragas no campo”, diz Marcelo Gerulaitis, gerente comercial do Ipanema, modelo de avião agrícola lançado há 45 anos pela Embraer, gigante com faturamento anual de R$ 6,7 bilhões. Ele conta que, com o apoio de um engenheiro agrônomo, um monomotor de fabricação nacional foi adaptado para a tarefa de exterminar os insetos.

A façanha aconteceu em 19 de agosto de 1947, data que anos mais tarde acabou virando o Dia Nacional da Aviação Agrícola. “Esta foi a primeira iniciativa brasileira de uso de uma aeronave no campo”, afirma Gerulaitis. Hoje, os aviões agrícolas estão por toda a parte.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há exatas 2.083 aeronaves no campo, das quais 1.238 unidades pertencem a empresas aeroagrícolas, 727 a agricultores ou cooperativas e 28 ao governo, além de aparelhos de instrução, experimental ou protótipo. E elas em nada lembram os acanhados primeiros modelos que saíram das fábricas. O Ipanema 203, por exemplo, colocado no mercado no ano passado, tem tecnologias avançadíssimas, como altímetro a laser, controle de vazão de produtos, abertura e fechamento automático dos bicos de pulverização por meio do sistema de GPS, o que resulta em uma aplicação de precisão nas lavouras. O avião também tem ar condicionado, cinto de segurança com air bag e cabine mais alta do que o modelo anterior. “Essa nova geração possui 13,5 metros de envergadura de asa, dois metros a mais que a anterior, o que dá mais sustentação aerodinâmica à aeronave”, afirma Gerulaitis. “As melhorias atendem as demandas dos usuários e permitem o desempenho do trabalho com mais conforto e eficiência.”

Enquanto um avião agrícola faz a aplicação em mil hectares por dia, a terrestre faz somente 400 hectares – Marcelo Gerulaitis, diretor comercial do Ipanema

Não por acaso, por causa da super safra que acaba de sair do campo, neste ano a companhia espera vender cerca de 20 aeronaves agrícolas. No ano passado foram apenas duas. A atual previsão é puxada pelo aumento da demanda do Matopiba, região formada pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) estima que 72 milhões de hectares de grãos, algodão, citros, cana, café, fruticultura e outras culturas são pulverizados por aeronaves. De acordo com Eduardo Cordeiro de Araújo, engenheiro agrônomo e consultor do Sindag, o Brasil é o segundo país que mais utiliza aviões agrícolas na aplicação de defensivos, atrás somente dos Estados Unidos. “A frota brasileira cresceu 44% em quase dez anos, a uma média de 5,5% ao ano desde 2008”, diz Araújo. “O Mato Grosso é o primeiro do ranking, com 462 aeronaves, seguido do Rio Grande do Sul, com 418, e por São Paulo, com 311 aviões agrícolas registrados.”

A frota cresceu por um motivo simples: custa menos tratar da lavoura voando. O custo médio de operação do avião Ipanema, por exemplo, é de até R$ 9 por hectare, dependendo da cultura. “Enquanto um avião agrícola faz a aplicação em mil hectares por dia, a terrestre faz somente 400 hectares”, diz Gerulaitis. “Também há economia de tempo e um aumento da produtividade em relação à operação terreste.” Um bom exemplo é o da Siderúrgica Gafanhoto, de Serrana (MG). Desde 2008, a adubação foliar da floresta de eucalipto da empresa é feita com aviões agrícolas. A madeira é utilizada como carvão vegetal para a produção de ferro gusa. “O custo fica bem mais barato, cerca de 30% menor comparado com a aplicação terrestre”, diz Antonio Kleber Álvares, presidente da empresa. “A aplicação é mais uniforme, mais homogênea e mais rápida.” De acordo com o executivo da Embraer, em média a economia é até 20% maior, mas há casos de até 50%. Mas, para ser dono de uma máquina voadora, a conta não é pequena. Cada unidade é vendida por R$ 1,5 milhão, o que deve representar neste ano uma receita de cerca de R$ 30 milhões para a empresa.

Embora haja modelos importados dos Estados Unidos, por empresas como a Thrush Aircraft do Brasil, com sede em Anápolis (GO), é a Embraer que domina esse setor no País. E história é o que não falta. Isso porque foi lá na década de 1960 que o Ministério Agricultura firmou um convênio com a então estatal Embraer, para produzir aviões agrícolas. Foi assim que os engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica projetaram uma aeronave e a testaram na fazenda Ipanema, em Sorocaba, no interior de São Paulo, dando nome à série de máquinas. “Em 1972, a empresa entregou o primeiro agrícola fabricado no Brasil, o Ipanema EMB 20, para uma fazenda de café em Catanduva (SP)”, diz Gerulaitis. Hoje, o modelo é o mais popular entre os aviões agrícolas utilizados Brasil. Desde que a empresa foi criada, cerca de 1,4 mil unidades já foram vendidas, das quais 1,1 mil ainda estão em uso. “Nós trabalhamos para manter 60% do mercado brasileiro”, afirma ele. “E vamos continuar crescendo.”

 

PORTAL DEFESANET


Min Jungmann garante que não faltarão verbas para simuladores em Santa Maria

Acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen

Uma cerimônia militar, com apresentação de blindados e até com tiros de festim, no 1º Regimento de Carros de Combate, deu as boas-vindas aos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, General-de-Exército Sérgio Etchegoyen, que ficarão na cidade até o meio-dia desta quinta-feira.

Jungmann veio conhecer em detalhes qual a estrutura da 3ª Divisão de Exército, que ele mesmo reconheceu ter a maior concentração de blindados da América do Sul, e também verificar o andamento de projetos de investimento das Forças Armadas na cidade. Um dos principais é o Centro de Adestramento e Avaliação Sul (CAA-Sul), que receberá só em 2018 investimentos de mais de R$ 25 milhões na construção de mais um pavilhão e na compra de novos simuladores para treinamentos de militares de todo o país. Ele garantiu que esses investimentos em Santa Maria são prioridades e serão mantidos, apesar dos cortes orçamentários.

– Aqui não tem como descontinuar, aqui não tem como alongar o cronograma, porque como eu disse, aqui é o coração da capacidade de dissuasão do Exército Brasileiro – disse Jungmann.

A visita foi acompanhada pelo General-de-Exército Edson Leal Pujol, Comandante Militar do Sul, e o general-de-divisão Marcos Antonio Amaro dos Santos, comandante da 3ª DE.

– A Divisão Encouraçada é o mais poderoso núcleo de dissuasão às ameaças do Brasil. Aqui nós temos tecnologia de ponta e a mais poderosa das nossas unidades, tanto blindadas quanto mecanizadas. Eu poderia dizer que, em termos de todo o Sul do país, aqui é o coração do Exército Brasileiro – afirmou Jungmann.

Apesar das declarações do ministro, o projeto de expansão do CAA-Sul acabou tendo uma pequena prorrogação nos prazos. Mesmo assim, será construído um novo pavilhão para dobrar a área do CAA-Sul, que deve ficar pronto em 2019, ao custo de R$ 10 milhões. Também será concluída em dezembro, na unidade do Exército em Washington, nos EUA, a licitação internacional para compra de novos simuladores, que devem chegar ao centro de adestramento de Santa Maria no segundo semestre de 2018.

A primeira etapa deve custar 1,5 milhão de dólares, mas toda a compra contabilizará R$ 5 milhões de dólares. Esse novo sistema terá o que há de mais moderno na área, que é a chamada simulação viva, em que são colocados sensores de tiro nos fuzis, canhões e nos militares (que terão GPS), permitindo que uma batalha seja toda simulada em campo, mas sem a necessidade de dar um tiro real sequer – os disparos são feitos com raio laser, e o software permitirá detectar se um tiro acertou ou não o inimigo.

– Já economizamos só este ano R$ 150 milhões em munição (que deixa de ser disparada) com os treinamentos de militares do Brasil nos nossos simuladores. Com a nova tecnologia vamos conseguir uma economia de mais de R$ 200 milhões por ano a partir de 2019 – diz o comandante do CAA-Sul, coronel de cavalaria Rickmann Schmidt.

Na tarde desta quarta-feira, Jungmann conheceu simuladores e a estrutura do Centro de Instrução de Blindados, também no Bairro Boi Morto, que é um centro de ensino que prepara militares para operação de blindados e mecanizados, entre eles o Guarani. O cruz-altense Etchegoyen, que já comandou a 3ª DE em Santa Maria e conhece bem a estrutura da cidade, acompanhou a visita.

No final da tarde desta quarta, os dois ministros foram ao Recanto Maestro, em Restinga Seca, para palestras no 3º Seminário Internacional de Defesa (SEMINDE). Nesta quinta-feira, às 9h, Jungmann e Etchegoyen visitam o CAA-Sul.

Diário de Santa Maria – A alemã KMW, que fabrica os blindados Leopard comprados pelo Exército, instalou uma unidade aqui em Santa Maria. Como a vinda da KMW pode ser um atrativo para novas indústrias para Santa Maria, dentro dessa visão do Exército, nos últimos 10 anos, de tentar nacionalizar a produção?

Raul Jungmann – Santa Maria já tem um polo importante em termos de base industrial de defesa, de metalúrgica de precisão, de tecnologia e uma forte relação com a academia, com as universidades. A vinda de empresas tanto nacionais quanto estrangeiras para cá adensa a capacidade produtiva da região, lembrando sempre que a base industrial de defesa no Brasil é responsável, sozinha, por 3,7% do nosso PIB, ou seja, de toda a riqueza que nosso país produz ao longo de um ano.

Essa vinda é importante para adensar essa capacidade produtiva, tecnológica e de informação, e a nossa disposição é continuar motivando a nossa base industrial de defesa, porque ela gera empregos, impostos e também tem aplicações para toda a parte civil. Porque é bom lembrar, a indústria de defesa tem um papel dual. A internet que todos nós usamos foi concebida originalmente com a finalidade militar, e hoje ela eleva e multiplica a produtividade e gera a comunicação de praticamente todos os que vivem no planeta.

"Aqui está a nossa mais potente e poderosa unidade de blindados, inclusive da América do Sul"

Diário – Como a queda da arrecadação e os cortes orçamentários estão afetando os projetos das Forças Armadas, principalmente de entrega de novos blindados como o Guarani (de transporte de tropas), fabricado no Brasil pela Iveco? A entrega dos caças suecos Gripen da Saab também pode ser afetada por esses cortes ou ter a entrega atrasada?

Jungmann – Inequivocamente, problemas econômicos terminam se refletindo sobre impostos, que bancam os projetos estratégicos. Mas no caso específico dos blindados que estão sendo repostos, como o Guarani, nós vamos ter de empurrar mais para a frente, digamos assim, a obtenção da totalidade das encomendas, mas elas continuam acontecendo. No caso do caça, estamos já em fase de modelagem de ter um projeto piloto, que eu assisti voando lá em Estocolmo, na Suécia, mas caminha. E no caso do projeto estratégico de fronteira, o Sisfron, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira, nós temos recursos não como nós gostaríamos, não o que eu considero que seria o ideal, mas ele continua sendo desenvolvido.

Recentemente foi customizado, ou seja, você reduziu o seu custo de 20 para 12 bilhões (de reais), e é decisivo para a fronteira. Assim como também o projeto de submarino de propulsão nuclear da Marinha, e em 2018 nós ainda estaremos entregando o primeiro submarino totalmente produzido no Brasil, que é diesel e elétrico, de um total de quatro submarinos. Em que pese não ser o ideal, que o ritmo não seja aquele que nós gostaríamos, mas nenhum desses projetos foi descontinuado e eles seguem operantes.

Diário – O senhor acha que vai ser possível manter o mesmo ritmo de investimentos no Centro de Simulação CAA-Sul? E qual a importância desse projeto em termos de economia futura de recursos a partir desses treinamentos em simulação?

Jungmann – Aqui não tem como descontinuar, não tem como alongar o cronograma, porque como eu disse, aqui é o coração da capacidade dissuasória do Exército Brasileiro. Aqui está a nossa mais potente e poderosa unidade de blindados, inclusive da América do Sul, e nós não podemos perder capacidade operacional. Então, não vai haver nenhuma descontinuidade, e o atendimento e o abastecimento desse polo vão continuar.

Diário – Qual a importância em termos de redução de custos para treinamentos?

Jungmann – É decisivo. Hoje, em dia, mesmo tanques mais antigos têm um alto teor tecnológico, tudo isso é levado adiante com computadores, laser, GPS, em suma, com tecnologia de ponta. Então, ter aqui um centro de preparação de todo o Sul, que aqui está instalado, é decisivo para reduzir custos e simular condições de emprego de tropa e de blindados. Por isso mesmo a gente não pode descontinuar.
 

Diário – Na sociedade, existe um questionamento sobre os gastos que se tem para manter as Forças Armadas e a utilidade desses gastos. O que a presença das Forças Armadas acaba evitando?

Jungmann – É muito simples entender isso. Nós não temos nenhuma guerra entre Brasil e outro país há 147 anos. Agora, reduz a capacidade operacional das Forças Armadas, reduz a nossa capacidade de dissuasão, que quer dizer inibir qualquer tipo de ataque, reduza ela e as ameaças e os inimigos vão acontecer e vão ameaçar a nossa soberania e o nosso território. Por isso, defesa é dar condições de vida e de sobrevivência do Brasil.

 

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL IT FORUM 365 (RN)


Com pouco investimento, Parnamirim quer ser polo de tecnologia

Por André Spera

Infraestrutura liga cidade em fibra ótica, e permite planos mais altos

Talvez você não saiba localizar a cidade de Parnamirim no mapa, não sem antes saber que é parte da região metropolitana de Natal (RN). Se esse é o caso, você talvez não saiba, também, que a cidade de pouco mais de 200 mil habitantes é referência em ações de inclusão digital e infraestrutura de TI.

A transformação surpreendente da cidade foi apresentada por Dario Medeiros, secretário adjunto de Ciência & Tecnologia da Informação do município. “Há seis anos, não havia nada de tecnologia. Os órgãos da prefeitura tinham link de 512 Kbps. Então, o primeiro marco em 2011, foi regulamentar o setor de C&TI. Nossa missão e organização é enxuta, o que permite que as coisas aconteçam. A primeira ação foi implantar um data center, que converge todos os serviços da rede própria de dados”, ressaltou ele.

Segundo o secretário, um investimento inicial de R$ 1 milhão deu retorno de mais de R$ 10 milhões em benefícios. Atualmente, os servidores da prefeitura são baseados em tecnologias livres, como Linux.

Outro passo foi criar uma rede de fibra óptica, além de rede sem fio para locais mais distantes. “Na área metropolitana de Natal agora existe um modelo para o País, que interliga todos os órgãos públicos e as cidades da região metropolitana com 35 mil Km de fibra, conectando escolas, hospitais, e vagas de emprego, entre outros órgãos”, destacou.

A UFRN também entrou no projeto para transferência de tecnologia para mais sistemas próprios. “Temos um módulo de matrícula on-line que aponta qual é a escola mais próxima do aluno, gerando economia com transportes e comodidade. Outro sistema é o prontuário eletrônico que junto com o sistema de educação, por exemplo, gera informação sobre por que o aluno pode estar faltando às aulas, facilitando ações de saúde no município.”
Avanços

“É preciso trazer a população para planejar junto os destinos da cidade” acredita o secretário – uma das medidas trabalhadas foi a interação com a comunidade a partir de conselhos. “Temos vários programas de interação, com internet livre em toda área territorial do município, câmeras de vigilância (260 câmeras) e telecentros comunitários espalhados nos bairros mais carentes da cidade. É possível utilizá-los para resolver problemas diários, imprimir um documento, fazer um pagamento.”

Os investimentos geraram economia, já que a prefeitura deixa de pagar terceirizados. Entre os próximos passos está a implantação de robótica baseada em sucata, a Semana Municipal de C&TI, um centro de reciclagem de eletrônicos, entre outras medidas. Na Barreira do Inferno, centro de lançamento de foguetes, será inaugurado o Centro de Vocação Aeroespacial que já prevê mil alunos da rede municipal em 2018.

“Na Campus Party de Natal, lançaremos o Parque Tecnológico de Parnamirim. Ofereceremos toda estrutura para empresas de tecnologia se instalarem lá para campos como satélites de baixa órbita, drones, entre outros. A Prefeitura de Parnamirim está em entendimento com a Aeronáutica para verificar a possibilidade de cessão da área onde funcionava o antigo aeroporto de Natal, mediante contrapartidas”, adianta o secretário.

Para Parnamirim, literalmente, o céu é o limite.

 

PORTAL AERO MAGAZINE


Novo avião de caça da FAB quebra barreira do som pela primeira vez

Protótipo do modelo Gripen E, encomendado pela Força Aérea Brasileira, mantém velocidade supersônica durante testes em voo na Europa

Por Edmundo Ubiratan e Ernesto Klotzel

Com apenas três meses após seu voo inaugural, o caça Gripen E ultrapassou pela primeria vez a barreira da do som. O avião sustentou uma velocidade supersônica por diversos minutos durante a campanha de ensaios em voo na Europa. O protótipo, que decolou pela primeira vez em 15 de junho, soma agora pouco mais de 20 horas de voo.

Os testes conduzidos sobre o Mar Báltico tinham como objetivo validar a performance e a manobrabilidade da aeronave em velocidades supersônicas durante a realização de diversas manobras. O avião manteve voo acima de Mach 1 por diversos minutos, demonstrando tanto a integração do design refinado em relação ao modelo anterior como a capacidade do novo motor.

Parceria com Embraer

O programa Gripen NG, que inclui os modelos Gripen E e Gripen F (biposto), foi escolhido pela Força Aérea Brasileira para reequipar a aviação de caça nacional. O projeto conta com ampla parceria da indústria aeronáutica brasileira, incluindo da Embraer.

O acordo prevê que parte dos aviões sejam montados no Brasil, na unidade da Saab que será construída em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, enquanto a montagem final ocorrerá na unidade da Embraer, em Gavião Peixoto, onde também será produzido o KC-390.

O primeiro modelo destinado ao Brasil deve realizar seu primeiro voo em 2019, contando com algumas diferenças pontuais em relação ao Gripen sueco. A maior delas é a adoção do WAD (Wide Area Display), similar ao painel utilizado no F-35 Lightning II. O sistema que será incorporado ao Gripen da FAB é fornecido pela brasileira AEL, responsável por fornecer também o HUD (Head-Up Display) e o HMD (Helmet Mounted Display).

 

PORTAL INFODEFENSA (ESPANHA)


Polônia lança simulador C295 que CAE havia encomendado

A Força Aérea Polaca já tem disponível o simulador de vôo completo que encomendou a empresa canadense CAE para treinar as tripulações de sua frota de 16 aviões de transporte C295. O novo equipamento foi desenvolvido pela empresa em colaboração com a fabricante de aviões, Airbus Defesa e Espaço Airbus DS ). Este é um simulador de FFS (sistemas de designação Inglês acrónimo de simulação de vôo completo) "equivalente a do nível D , a mais alta qualificação para simuladores de vôo, " relata CAE em um comunicado.

O simulador CAE 7000 adquirida pela Polónia tem uma arquitetura de padrão internacional OGC CBD (um banco de dados comum de consórcio geoespacial aberto), o que lhe permite interagir com o helicóptero simulador de SW-4 com o qual já Polônia e a aeronave de treinamento M-346 , atualmente em desenvolvimento.

O contrato inclui o fornecimento de manutenção e apoio da CAE durante os próximos dois anos.

A empresa canadense "é a plataforma preferida Airbus Defesa e Espaço C295 para simulação e provedor de treinamento, "explica a fonte. As duas empresas têm colaborado para desenvolver sistemas de formação esta aeronave localizado no do centro de treinamento próprio Airbus DS tem em Sevilha, para a Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Real de Omã. Hoje ele também está desenvolvendo um segundo C295 FFS para o referido centro de treinamento em Sevilha.

Em adição CAE foi contratada pela Airbus a desenvolver uma solução completa para as equipes de treinamento e pessoal de manutenção do C295 adquiridos pela Força Aérea canadense . Estes programa de aeronaves irá equipar o canadense Busca e Salvamento Asa fixa ( FWSAR , por sua sigla em Inglês).

 

PORTAL TELESÍNTESE (SP)


Satélite: Telebras estuda alternativas e pode até descartar parceiro privado

A exploração do SGDC não está definida. Pode ser lançado outro leilão, com outras condições; a Telebras pode contratar diretamente os equipamentos e explorar a sua faixa; ou ainda pode ficar com toda a capacidade do satélite. 

Gilson Euzébio, de Brasília

O presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão, disse hoje, 9, que a empresa estuda diversas opções para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em órbita desde maio, depois da fracassada tentativa de leilão de capacidade no último dia 31. Segundo ele, uma hipótese é relançar o edital “com outras condições”. Mas também há a possibilidade de a Telebras contratar diretamente os equipamentos necessários para prestar o serviço; ou, ainda, assumir todo o projeto de expansão da banda larga sem um parceiro privado.

Pelas regras do leilão que terminou deserto, o vencedor do lote A estaria obrigado a fornecer os equipamentos para a Telebras prestar o serviço usando a capacidade a ela reservada. Com essa regra, a Telebras ficou amarrada ao parceiro privado. Como nenhuma empresa se interessou pelo leilão, hoje ela não tem como explorar nem a banda a ela reservada (caso de mantenha a decisão de vender capacidade para terceiros), porque não licitou nem equipamentos nem serviços. Daí a hipótese, levantada por Martinhão, de ela vir a contratar diretamente os serviços necessários para que possa explorar o satélite.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a falta de interessados no leilão do satélite é compreensível: “Foi a primeira etapa do processo”. Martinhão atribuiu o fato a “diversas circunstâncias econômicas”. Os dois participaram hoje, em Brasília, da comemoração dos 45 anos da Telebras.

“O Projeto Satélite está andando, a gente não parou o projeto satélite. A parte da banda X está operando, a defesa da fronteira brasileira, atividades de operações das Forças Armadas, o projeto de acesso a internet continua andando”, disse o presidente da Telebras.

Embora tenha ressaltado que a Telebras existe para servir infraestrutura de redes para operadores, e não para atender o usuário final, Martinhão disse que ela “pode atender o usuário final em áreas onde a prestação de serviço de internet seja ineficaz”. Caberá MCTIC definir os locais com deficiência de cobertura para atuação da Telebras.