NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


AGÊNCIA BRASIL


Navio Almirante Maximiano transporta pesquisadores na Antártica


Mauricio De Almeida | Publicada em 08/11/2019 20:26

Um laboratório flutuante. Esta é a melhor maneira de definir o Navio Polar brasileiro Almirante Maximiano. A embarcação circula pela Antártica transportando pesquisadores que estudam a região. Durante a navegação eles coletam dados oceanográficos que servem para atualizar as cartas náuticas da Antártica.

O trabalho é fundamental para o deslocamento de navios, afinal o mar sofre alterações constantes devido o aparecimento ou derretimento de geleiras dependendo da época do ano. As imensas pedras de gelo que flutuam pela Antártica também precisam ser mapeadas regularmente. Além da atualização das cartas náuticas, os pesquisadores podem fazer estudos nas áreas de glaciologia, meteorologia e biologia. Atualmente duas pesquisas sobre os efeitos das mudanças climáticas estão sendo realizadas no Almirante Maximiano.

Diariamente os líderes dos grupos de cientistas se reúnem com o comandante do navio e definem o roteiro do dia seguinte. Isto é necessário para atender as diferentes demandas. Para algumas pesquisas o navio precisa ficar parado, já em outras ele tem que navegar bem devagar ou rapidamente. As regiões analisadas também mudam dependendo do estudo.

Repórter a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano

No dia em que eu estava a bordo, o navio polar fez uma parada na praia da base chilena onde cientistas das universidades federais de Pernambuco e da Bahia instalaram uma estação meteorológica. Na manhã seguinte, eles iriam lançar um balão meteorológico no mar. O objetivo é comparar os resultados dos dois pontos de coleta para descobrir quais são as diferenças de temperatura e de que forma isso pode influenciar o clima brasileiro. Outras pesquisas feitas no Almirante Maximiano já revelaram que uma mudança climática na Antártica, distante mais de 5 mil quilômetros do Brasil, pode provocar, por exemplo, chuvas intensas na região centro-oeste.

O vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Moacyr Araújo, elogia a parceria da Marinha que é fundamental para a realização do trabalho. “Sem o Navio Almirante Comandante Ferraz seria impossível desenvolver qualquer tipo de pesquisa na Antártica, e os estudos aqui são muito valiosos porque o continente é considerado o grande regulador térmico da Terra”, explica.

Cerca de 40% das pesquisas brasileiras realizadas na Antártica são produzidas a bordo dos cinco laboratórios do navio. Além da estrutura para trabalhar, os cientistas ficam hospedados em quartos, e toda a refeição a bordo está incluída. Uma comida farta e saborosa. Nos dias em que eu naveguei teve medalhão de carne com molho madeira, bobó de camarão, costela de porco e feijoada. As refeições de qualidade são uma tradição da Marinha e representam um momento de lazer para aliviar as pressões psicológicas, já que algumas pessoas ficam mais de seis meses embarcadas longe da família e dos amigos.

Na área de lazer, o navio conta com uma academia de ginástica para quem deseja manter a forma e uma sala de vídeos para quem não tem muita disposição para o esporte.

O navio polar também é responsável por levar mantimentos e passageiros para a Estação Brasileira Comandante Ferraz, que fica na ilha de Rei George, na Antártica. Todos os mantimentos chegam pelo Almirante Maximiano, e o transporte precisa ser realizado na época em que o mar não está congelado, entre outubro e março.

O transporte de pesquisadores, de mantimentos e de militares até o navio polar é realizado numa parceria entre a Marinha e a Aeronáutica. Durante os meses de outubro e março, o chamado verão polar, aviões da Força Aérea Brasileira pousam na pista que fica na Base Chilena Antártica, onde o Almirante Maximiano fica ancorado esperando pelos passageiros.

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL AEROFLAP - Ala 7 comemora 35 anos da Força Aérea Brasileira em Roraima


André Magalhães | Publicada em 08/11/2019 10:01

A Guarnição de Aeronáutica de Boa Vista (GUARNAE-BV) promoveu, na sexta-feira (1º), uma solenidade alusiva ao 2º aniversário de ativação da Ala 7 e ao 35º ano da Força Aérea Brasileira (FAB) no Estado de Roraima. Homenagens foram prestadas aos militares, sendo entregues medalhas e certificados por tempo de serviço. O evento foi presidido pelo Comandante da Ala 7, Coronel Aviador Newton de Abreu Fonseca Filho, e contou com a presença de autoridades civis e militares do Estado.  

Homenagens 

A Prefeita de Boa Vista, Maria Teresa Saenz Surita Guimarães, recebeu a Menção Honrosa de Louvor pelas ações de apoio à GUARNAE-BV. Cerca de 40 militares foram contemplados com medalhas por tempo de serviço, com 10 e 30 anos de atuação prestados à FAB. Militares temporários, que integravam a Banda de Música, se despediram do serviço e foram homenageados.

O Sargento Elias Abrahão Caldas Alves e o Cabo Renato Cesar da Silva receberam certificado de Graduado e Praça Padrão. “A distinção tem um significado muito grande, remetendo ao reconhecimento pelo tempo que se dedica à FAB e nos motiva a manter o entusiasmo e inspiração para desempenhar nossas atribuições com esforço e afinco nos próximos anos”, afirmou o Tenente Aviador Diego de Almeida, contemplado com a medalha de bronze durante a cerimônia.

Escorpião

A Ala 7 comemorou, em setembro, o 24º aniversário do Esquadrão Escorpião (1º/3º GAV), que atualmente é comandado pelo Tenente-Coronel Aviador João Paulo Gomez Lima da Silva. Na oportunidade, foi realizada a entrega de distintivo de condição especial alusivo ao tempo de serviço em Unidade de Caça a militares do seu efetivo.

A-29 Super Tucano

O Esquadrão prestou também homenagem e reconhecimento aos militares agraciados com o Título de Escorpião Honorário, entre eles o Comandante da Ala 7.

“A missão do Esquadrão é formar líderes de esquadrilha da Aviação de Caça e capacitar o seu efetivo em ações de ataque, apoio aéreo aproximado, reconhecimento armado, defesa aérea e controle aéreo avançado”, ressaltou o Comandante da Ala 7, Coronel Newton.

PORTAL MUNDO EDUCAÇÃO - ITA libera locais de prova do Vestibular 2020

Primeira fase está marcada para o dia 1º de dezembro. Candidatos disputam 120 vagas nos cursos de Engenharia do instituto.

Adriano Lesme | Publicada em 08/11/2019 14:46

Nesta sexta-feira, 8 de novembro, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) liberou o acesso ao cartão de inscrição que contém os locais de prova da primeira fase do Vestibular 2020. O cartão deve ser impresso e levado no dia da prova.

A primeira fase será realizada no dia 1º de dezembro, das 9h às 14h, em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juiz de Fora, Londrina, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Salvador, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória. 

Os candidatos terão que responder 70 questões objetivas de cada uma das seguintes disciplinas: matemática (15 questões), física (15), química (15), português (15) e inglês (10). 

Para as provas será preciso levar documento de identidade original com foto, caneta preta de tubo transparente, lápis ou lapiseira e borracha. Em cada local de prova terá um espaço para os candidatos guardarem objetos pessoais, como o celular.

Próximas etapas

Os gabaritos da primeira fase e a relação de classificados para a segunda serão divulgados no dia 5 de dezembro, até as 16h.

Os candidatos classificados para a segunda fase farão as provas nos dias 12 e 13 de dezembro, das 9h às 13h, nas mesmas cidades. Na segunda etapa as provas são discursivas.

Dia 12/12: 10 questões Matemática e 10 de Química
Dia 13/12: 10 questões de Física e Redação

O resultado do Vestibular 2020 do ITA será divulgado no dia 24 de dezembro, véspera do Natal. Os aprovados deverão se apresentar ao ITA, em São José dos Campos, no dia 12 de janeiro para a Inspeção de Saúde. As matrículas serão no dia 3 de fevereiro.

Vagas

O Vestibular 2020 do ITA oferece 120 vagas para as graduações em Engenharia, sendo 25 vagas para optantes à carreira militar e 95 para não optantes. A instituição reserva 20% das vagas para candidatos negros.

Saiba mais sobre a carreira militar

O ITA oferece os seguintes cursos de Engenharia: Aeroespacial; Aeronáutica; Civil-Aeronáutica; Computação; Eletrônica; Mecânica-Aeronáutica.

Mais informações no Edital do Vestibular, pelo e-mail vestita@ita.br e telefone (12) 3947-5813.

PORTAL AEROFLAP - FAB somou cerca de 900 horas de voo em ações de combate a incêndios na Amazônia


André Magalhães | Publicada em 08/11/2019 19:40

A Força Aérea Brasileira (FAB) participou da Operação Verde Brasil para combater os focos de incêndio na região da Floresta Amazônica desde o dia 24 de agosto. Com o envolvimento de 15 Unidades Aéreas, a FAB realizou missões de Combate a Incêndio em Voo e Transporte Aéreo Logístico, dentre outras, somando 875 horas de voo.

Na Ala 6, Organização da FAB em Porto Velho (RO), o Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT) – Esquadrão Gordo – empregou duas aeronaves C-130 Hércules no combate às chamas. Em mais de dois meses de operação, 147 militares foram envolvidos nas missões do C-130, que conta com o sistema MAFFS (do inglês Modular Airborne Fire Fighting System), capaz de despejar água sobre áreas atingidas por incêndios. A cada voo, o Hércules lança 12 mil litros sobre o terreno, de modo que foram contabilizados mais de 600 mil litros lançados. O Esquadrão Gordo somou mais de 140 horas de voo, empregadas para mobilização, transporte aéreo logístico e atuação direta contra o fogo.

As áreas onde os militares das Forças Armadas atuaram foram indicadas pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), pertencente à estrutura do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). “A aeronave do IBAMA realiza sobrevoo de reconhecimento das áreas com focos de incêndio e repassa as coordenadas para os aviões da FAB que executam o lançamento de água. Essa cooperação é muito importante para que possamos combater os focos de incêndio”, explicou a Coordenadora do Núcleo de Operações e Combate do Prevfogo, Ana Canuto, durante as operações.

O Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV) – Esquadrão Guardião, sediado em Anápolis (GO), atuou no reconhecimento aéreo para identificar áreas atingidas por incêndios. Uma tripulação de 33 militares cumpriu cinco missões, somando 20h35 de voo.

A Força Aérea participou, ainda, do transporte aéreo logístico da operação. O Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAv) – Esquadrão Arara – transportou, em agosto, 30 bombeiros da Força Nacional do Distrito Federal para Rondônia, para serem incorporados ao grupo de militares da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro, com o objetivo de realizar os trabalhos de combate às chamas no solo. A bordo do C-105A Amazonas, a equipe foi formada por cinco tripulantes, que cumpriram 12h35 de voo (2h30 para mobilização e 10h05 efetivamente transportando pessoal). O Esquadrão cumpriu mais duas missões de transporte, somando, no total, 71 passageiros e mais de quatro toneladas de carga transportados em 27h55 de voo. Também com o C-105A Amazonas, o Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1º/15º GAV) – Esquadrão Onça – transportou 104 passageiros, entre militares e civis para atuar no combate às chamas em 20 horas de voo. Já o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV) – Esquadrão Pelicano – cumpriu 17h25 de voo para transporte de carga em apoio à Operação.

No Estado do Pará, o Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo (1º ETA) – Esquadrão Tracajá – sediado na Ala 9, em Belém, realizou diversas missões desde o dia 27 de agosto. Somente no dia 28 de agosto, realizou o transporte de 16 bombeiros militares para regiões afetadas pelo fogo. A aeronave C-97 Brasília se deslocou da capital paraense para as cidades de Altamira e Itaituba, a cerca de 500 km e 900 km de distância do ponto de origem, respectivamente. No mesmo dia, com o C-98A Grand Caravan, a Unidade Aérea realizou duas missões com o objetivo de realizar reconhecimento de Área Operacional (AOP) nas regiões de Novo Progresso, Castelo dos Sonhos e Itaituba, cidades do Estado do Pará. A terceira aeronave empregada pelo Esquadrão foi o C-95 Bandeirante, que realizou missões de transporte das equipes especializadas para reconhecimento das áreas. Foram 27 missões realizadas pelo Esquadrão Tracajá, completando quase 190 horas de voo e mais de 200 passageiros transportados.

O Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA) – Esquadrão Guará -, sediado em Brasília (DF), também participou da Operação. Engajado desde o dia 01/09, voou 80h50 com o C-98 Caravan, o C-97 Brasília e o U-35 Learjet para o transporte de agentes de órgãos federais. Já o Segundo Esquadrão de Transporte Aéreo (2º ETA) – Esquadrão Pastor -, sediado em Natal (RN), transportou 33 passageiros, incluindo 11 bombeiros israelenses e dois tradutores até a Região Norte, acumulando 24h50 de voo e 11 militares envolvidos. Sediado em Manaus (AM), o Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7º ETA) – Esquadrão Cobra – transportou 84 passageiros em dez missões cumpridas,  somando 61h30 de voo. O Terceiro Esquadrão de Transporte Aéreo (3º ETA) – Esquadrão Pioneiro somou 16h10 de voo e 14 passageiros transportados. E o Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (1º/2º GT) – Esquadrão Condor -, sediado no Rio de Janeiro (RJ), cumpriu cinco missões com suas aeronaves C-99 e C-97 Brasília, engajando 21 militares e somando 240 pessoas transportadas, a maioria bombeiros, em 38 horas de voo.

Asas Rotativas

O Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1°/8° GAV) – Esquadrão Falcão – também foi engajado nas ações de combate aos focos de incêndio na região da Floresta Amazônica. No total, foram 70h15 de voo com a aeronave H-36 Caracal, com envolvimento de 110 tripulantes e 243 passageiros transportados, em sua maioria bombeiros militares. O Esquadrão Falcão realiza missões de transporte aéreo logístico, infiltração e exfiltração, em apoio às equipes envolvida com a preparação e organização da operação.

O Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7°/8° GAV) – Esquadrão Harpia –, sediado em Manaus, chegou a Porto Velho ainda em agosto para somar os esforços de combate aos focos de incêndio e ao Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, no Pará. Pela capacidade de atuar em áreas de difícil acesso, as duas aeronaves H-60L Black Hawk transportaram militares e civis para focos de incêndio, totalizando 97 horas de voo e mais de 900 passageiros transportados.

A Área de Exercícios do Campo de Provas Brigadeiro Velloso ( CPBV), na Serra do Cachimbo, Sul do Pará, serviu de base de desdobramento na Operação Verde Brasil. Militares da FAB e do Exército e agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do  IBAMA atuaram a partir do CPBV. Além disso, aeronaves AT 802, do acervo da Corporação Nacional Florestal do Chile e militares do Corpo de Bombeiros de diversos Estados brasileiros integraram o esforço conjunto coordenado pelo Ministério da Defesa no combate aos incêndios que atingiram a região Amazônica.

As atividades aéreas são coordenadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), a partir de Brasília (DF), de onde é conduzido o emprego operacional das aeronaves, seja no transporte de pessoal ou na ação de Combate a Incêndio em Voo.

Operação Verde Brasil

Em 23 de agosto de 2019, o Presidente da República assinou o Decreto Nº 9.985, autorizando o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem e para ações subsidiárias, no período de 24 de agosto a 24 de setembro de 2019, nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos Estados da Amazônia Legal que requererem ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais; e levantamento e combate a focos de incêndio.

Em 20 de setembro, foi editado o Decreto 10.022, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) e para ações subsidiárias, no período de 24 de agosto a 24 de outubro de 2019.