NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Embraer apresenta veículo elétrico de decolagem e pouso vertical

Conceito foi mostrado no evento Uber Elevate 2018, em Los Angeles, nos Estados Unidos

Fátima Laranjeira Publicado Em 08/05 - 18h00

A Embraer X mostrou nesta terça-feira, 8, o primeiro conceito do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). A apresentação foi feita no evento Uber Elevate 2018, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A Embraer X está envolvida em vários projetos, incluindo o desenvolvimento de conceitos do eVTOL por meio de cooperação com a Uber e outras empresas.

“A mobilidade urbana está prestes a ser transformada e estamos determinados a ter um papel fundamental nesse importante mercado”, disse, em nota, o presidente & CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza. O conceito do eVTOL apresentado é de uma aeronave com a missão de servir passageiros em um ambiente urbano, "com base em segurança, experiência do passageiro, acessibilidade econômica e com baixo impacto para as comunidades, em termos de emissões e ruído".

“Estamos desenvolvendo soluções para trazer transporte aéreo sob demanda para áreas urbanas e assim melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. Nossa colaboração com as principais partes interessadas irá acelerar a chegada desse novo ecossistema”, afirmou o presidente & CEO da Embraer X, Antônio Campello.

A Embraer X é uma organização da Embraer dedicada ao desenvolvimento de negócios disruptivos que transformem o transporte. "Com uma mentalidade de startup, a Embraer X tem três pilares fundamentais, que são a formação da futura experiência de usuários de transporte aéreo, a aplicação do conhecimento da Embraer e a geração de produtos, serviços e modelos de negócios disruptivos", explica a empresa.

 

Militares se unem para lançar 71 candidatos nas eleições 2018

Grupo pretende eleger deputados e governadores em 25 Estados e no DF

Tânia Monteiro Publicado Em 09/05 - 05h00

BRASÍLIA - Motivados pelo desempenhodo deputado e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) nas pesquisas eleitorais, pelo menos 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica lançaram pré-candidaturas a vagas no Congresso e no Executivo em 25 Estados e no Distrito Federal. Por enquanto, só o Acre não tem candidato nesse grupo. Parte deles se reuniu nesta terça-feira, 8, pela primeira vez, em Brasília para unificar o discurso. 

Os pré-candidatos usaram frases e slogans para afirmar que trabalham com princípios de “honestidade” e “defesa dos interesses do País” cultivados nos quartéis. Bem ao estilo militar, a reunião começou pontualmente no horário marcado, com pouco mais de 30 participantes. A mesa foi composta apenas por generais, hierarquicamente superiores aos demais nas Forças. Cada presente se apresentou e os discursos, feitos sem interrupção, tinham como tema principal o combate à corrupção e o direito de militares de se candidatarem a cargos eletivos.

Mesmo ausente, Bolsonaro foi lembrado no evento, realizado em uma sala da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), na área central de Brasília. O presidenciável foi convidado, mas não compareceu – o que rendeu crítica de um dos presentes, que preferiu não se identificar. Nesta quarta-feira, o grupo pretende ir ao Congresso para se encontrar com o deputado.

O discurso mais contundente da reunião foi o do general de Exército da reserva, Augusto Heleno, que não se coloca como candidato, mas está sendo pressionado por seus pares a entrar para a política. General Heleno primeiro rejeitou a tese de que se esteja tentando formar uma “bancada militar”, justificando que não pode existir divisão entre sociedade civil e militar, e disse que considera isso “um preconceito” e “uma invenção da esquerda”.

O general disse ainda que Bolsonaro “não é o candidato dos seus sonhos”, mas que “é o único com possibilidade de mudar o que está aí porque todos querem que se faça uma faxina no País”. Depois de recomendar que o momento não é de “olhar pelo retrovisor e ficar elogiando o regime militar, mas de olhar para frente e buscar mudanças no País”, o general Heleno saiu em defesa do pré-candidato do PSL.

“Exigem do Bolsonaro o que nunca exigiram dos outros candidatos. Querem que o Bolsonaro seja a mistura de Churchill, Margareth Thatcher, Ronald Reagan, o Papa Pio XII. Essa cobrança nunca foi feita antes aos outros”, disse o general. “Bolsoraro tem defeito? Tem defeitos. Mas é o único que se apresenta hoje, pelo menos com a intenção e a possibilidade de mudar o que está aí. Daí essa grande reação ao nome dele, que está sendo até chamado de fascista, o que é um absurdo, porque quem não é de esquerda é tachado de fascista, o que ele não é, sem direito de defesa”, afirmou. Neste momento, foi aplaudido pelos colegas. Heleno disse ainda que, “ao contrário do que alguns entendem, Bolsonaro não vai poder governar sozinho e vai ter de montar uma equipe conjunta”.

A mesa de discussão foi conduzida pelo general Girão Monteiro, pré-candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Norte – que está atuando como organizador dos candidatos militares no País. Ele defendeu a tese que os militares “têm direito de votar e ser votado, como qualquer outro segmento da sociedade.” Segundo ele, “temos de funcionar como agentes de mudança do País”. Para o general, os militares, com esta mobilização, “estão dobrando a esquina e a dobrada é para o lado direito”.

PARTIDO DE BOLSONARO ATRAI PRÉ-CANDIDATOS

É da legenda de Bolsonaro, o PSL, que vem a maior parte dos pré-candidatos ligados às Forças Armadas – 60 deles são filiados a legenda. Dos 71 postulantes, entre militares da reserva e da ativa, há uma única mulher. A coronel da reserva do Exército Regina Moézia, de 54 anos, quer ser deputada distrital em Brasília.

Terceira geração de militares de sua família e integrante da primeira turma de mulheres do Exército, coronel Regina diz estar acostumada a lidar com grupos majoritariamente masculinos. Mãe de um aluno da Escola Preparatória para o Exército, a coronel Regina está apostando nas mídias sociais para se eleger. Este tem sido o principal meio de comunicação dos candidatos militares – que veem na falta de recursos e na filiação a partidos pequenos e sem dinheiro um dos principais obstáculos para se elegerem.

Além do PSL, outros militares vão lançar candidaturas opr 13 partidos – PSDB, PSC, PR, PEN, PRP, PRTB, Novo, Patriotas, DEM, PHS, PROS, PTB e PSD. Várias patentes têm representantes – desde candidatos generais até coronéis, sargentos e capitães.

 

JORNAL O GLOBO


Coluna Ancelmo Gois


Ancelmo Gois Publicado Em 08/05/2018

A grana de Jungmann

Assim que Temer chegar ao Palácio do Planalto, hoje, vai encontrar a minuta final, preparada pela equipe econômica, da Medida Provisória que altera o sistema de loterias e cria a Lotex, a loteria instantânea.

PORTAL G1


MPT notifica Embraer sobre manutenção dos empregos em acordo de fusão com Boeing

Fabricantes de aeronaves negociam parceria. Promotoria demonstra em documento preocupação quanto à manutenção dos postos de trabalho no Brasil. Embraer tem cerca de 18 mil empregados no país.

G1 Vale Do Paraíba E Região Publicado Em 08/05 - 17h30

As fabricantes de aeronaves Boeing e Embraer, que negociam uma fusão desde dezembro do ano passado, foram notificadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para que incluam questões trabalhistas no acordo comercial. O órgão manifesta preocupação quanto à manutenção do patamar de empregos no Brasil, caso a parceria seja fechada. A preocupação com a possibilidade de demissões já havia sido manifestada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. (leia abaixo)

A recomendação da promotoria é para que as empresas prestem informações aos sindicatos que representam os empregados e tenham transparência sobre os possíveis impactos do acordo para os níveis de emprego no Brasil.

A companhia tem mais de 10 mil empregados em São José dos Campos e é uma das maiores empregadoras do município. A empresa tem cerca de 18 mil funcionários no país, segundo o sindicato.

Um prazo de 15 dias, a partir da notificação, foi dado ás empresas para informarem sobre o atendimento da recomendação e prestação de informações adicionais que avaliarem pertinentes ao assunto. O MPT disse que deu início à atuação durante a negociação no último mês.

A norte americana Boeing concentra as atividades nos EUA, com plantas industriais no país. A companhia é uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo.

O sindicato em São José avalia que a possível fusão entre as empresas é uma ameaça aos empregos no país. "O principal projeto da Embraer hoje é a família do avião regional E2 e, daqui 10 anos, 8 anos, ele não vai mais ser o que é hoje, então novos projetos virão. Especialistas aqui e lá fora acham que quando fechar o ciclo dele, a Boeing jamais vai trazer um novo projeto para cá e isso vai impactar os empregos", disse o diretor Herbert Claros.

O MPT encerra o documento, assinado por um grupo de promotores, sinzalizando que caso as recomendações não sejam adotadas, as empresas podem ser submetidas à medidas administrativas e judiciais - não foram informadas quais.

Outro lado

A Boeing informou, por email, apenas que recebeu a notificação e está analisando o assunto. A Embraer também foi procurada e a reportagem aguardava retorno.

 

Vídeo mostra como ficou pneu de avião que estourou durante pouso em Brasília

Uma das rodas aparece parcialmente destruída. Latam diz que aterrissagem ocorreu em ´completa segurança´.

Marília Marques Publicado Em 08/05 - 20h07

ImagemUm vídeo feito logo depois do estouro do pneu de um avião da Latam durante o pouso no aeroporto de Brasília, na manhã desta terça-feira (8), mostra como ficou o trem de pouso da aeronave. Nas imagens é possível ver que uma das rodas – feita de borracha e malha de aço – está bastante destruída (veja acima).

O voo JJ 3814 decolou às 9h do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Brasília. De acordo com a Latam, ninguém se feriu e a aterrissagem ocorreu em "completa segurança". A companhia caracterizou os problemas como "questões técnicas".

Segundo a Inframerica, concessionária que administra o Aeroporto JK, a pista onde ocorreu o acidente seguiu funcionando normalmente durante a terça-feira.

´Falha previsível´, diz especialista

Para entender o que poderia ter causado o rompimento da roda, o G1 ouviu o engenheiro mecânico e ex-presidente da Infraero – antiga administradora do aeroporto –, Adyr da Silva. De acordo com o especialista, esse tipo problema é considerado uma "falha previsível".

"Tanto é previsível que não se usa apenas roda simples em aviões de maior peso, são sempre duplas."

"São duas rodas porque tem que haver uma distribuição de carga nos dois pneus, por questão de segurança. Se estoura um pneu, o avião consegue se segurar e ter sustentação", explicou Silva.

Com mais de 50 anos de experiência na aviação civil, o engenheiro afirmou que é preciso investigar as causas da falha na resistência do pneu. Segundo Silva, trens de pouso de aviões de médio porte, como é o caso do A321 da Latam, são projetados para suportar mais de 70 toneladas.

Apesar da Latam não ter informado de forma explícita o que houve – a companhia falou apenas em "questões técnicas" –, o engenheiro disse que pode ter havido falha na fabricação dos pneus. "É preciso investigar", afirmou.

Outra hipótese levantada pelo especialista, é de que as rodas do avião tenham passado por cima de algum obstáculo deixado na pista de pouso. "Mesmo que os pneus da aeronave tenham o dobro da largura e resistência das rodas usadas em um carro de passeio, isso pode causar problema".

"Às vezes um avião pode deixar um dejeto na pista, como a tampa de alimentação de óleo, ou uma peça mais substancial, mesmo que pequena, e isso estourar os pneus."

Outros casos

O estouro de pneus durante o pouso é razoavelmente frequente na aviação, e os passageiros e tripulantes não costumam se ferir.

Em janeiro de 2012, os pneus traseiros de um avião da Latam romperam no Aeroporto de Belém (PA). Na época, a companhia afirmou que o dano foi causado pela chuva. A pista de pousos e decolagens ficou interditada por mais de cinco horas.

Uma outra aeronave da mesma companhia perdeu o controle após o rompimento do pneu, e só freou no fim da pista. O avião fazia a rota São Paulo–São José do Rio Preto e, na ocasião, o aeroporto foi fechado. O caso foi em maio de 2014.

O incidente não ocorre apenas com aviões comerciais: em um período de apenas quatro dias, duas aeronaves da Força Aérea Brasileira estouraram o pneu quando chegavam ao Aeroporto de Brasília. Os incidentes aconteceram em setembro de 2016.

 

Queda de avião da Varig na selva em 1989 ´só ocorreu por prepotência´, diz copiloto

Nilson de Souza Zille faz palestra em Brasília nesta quarta. Acidente deixou 12 mortos e 42 feridos; ele estava na cabine e diz que tentou alertar comandante.

Letícia Carvalho Publicado Em 09/05 - 06h10

Quem tem mais de 40 anos hoje deve se lembrar do acidente com o avião da Varig em 1989. O Boeing 737-200 responsável pelo voo 254 entre São Paulo e Belém caiu no Mato Grosso, após escala em Marabá (PA), matando 12 pessoas e ferindo outros 42, entre passageiros e tripulação.

O copiloto da aeronave, Nilson de Souza Zille, sobreviveu à queda e estará em Brasília, nesta quarta-feira (9), para uma palestra a estudantes de aviação civil. Em entrevista ao G1, Zille disse que o acidente – ocorrido há 29 anos – “só ocorreu por ignorância e prepotência”.

Zille e o piloto do Boeing, Cezar Augusto Pádula Garcez, foram condenados em 2006 a quatro anos de prisão. No entendimento da Justiça, eles agiram com desatenção. A pena foi convertida em multa e punição alternativa.

Segundo Zille, a palestra não é focada nos detalhes da tragédia, e sim, na necessidade de "reconhecer os próprios erros".

"Estarei à frente de aspirantes a comandantes. Algum dia, eles vão se sentar à esquerda de uma cabine, com o poder da decisão. É importante que eles possam ver que quando alguém aceita o erro pode reverter uma situação", diz.

O comentário é direcionado ao piloto Garcez. De acordo com o copiloto do Boeing, o comandante nunca assumiu publicamente a responsabilidade pelo acidente e, na época, culpou o sistema de controle aéreo brasileiro.

O G1 tentou contato com Garcez desde o início da semana, mas não foi possível localizá-lo. Desde a época do acidente, o comandante do voo deu raras entrevistas à imprensa. Nelas, ele negou responsabilidade sobre a queda e disse que seguiu o plano de voo recebido.

Elogios e críticas

Entre o acidente e as primeiras conclusões dos investigadores, Garcez chegou a ser elogiado pela ajuda prestada aos passageiros, e por conseguir aterrisar o Boeing na copa das árvores, com baixa visibilidade.

À medida em que as responsabilidades eram apuradas, no entanto, evidências de erro na pilotagem começaram a aparecer. Os relatórios indicaram que a equipe na cabine pode ter passado informações incorretas ao controle aéreo.

Zille tinha 28 anos à época, e afirma que tentou dissuadir o piloto do erro. O medo, no entanto, o teria "paralisado".

“Ele passou uma informação para o controle de Belém dizendo que teve uma desorientação cartográfica. Quando olhei, vi que não tinha pane nos instrumentos. Tinha acabado de completar 1 ano de Varig. Tive medo.”

A apuração, a cargo da Aeronáutica, concluiu que comandante e copiloto inseriram uma rota no sistema de navegação do avião diferente da real – "270", em vez de "027". O avião voou até acabar o combustível e fez o pouso forçado.

Após a condenação

Na Justiça, os dois tentaram recorrer. O copiloto alegou que não estava no comando da aeronave, que tentou alertar o piloto. Para Zille, a pena aplicada a ambos não poderia ser a mesma. "Maior fiasco que já vi na minha vida", critica.

As justificativas não convenceram, e ele teve de prestar serviço comunitário com adolescentes infratores e pacientes com transtorno mental. Após a tragédia, ele diz que chegou a enviar currículos para outras companhias. Quando descobriam a ligação dele com o voo, relata, "as portas se fechavam".

Hoje, Zille mora em João Pessoa ao lado da família. Em 2015, escreveu o livro “Voo sem volta” – que ainda não foi lançado. Desde o ano passado, percorre o Brasil e outros países ministrando palestras para estudantes de aviação civil.

 

AGÊNCIA BRASIL


Acordo entre Embraer e Boeing pode sair neste ano, diz ministro


Vinícius Lisboa Publicado Em 08/05 - 15h31

O ministro interino da Defesa, Joaquim Silva e Luna, disse hoje (8) estar otimista com as negociações para uma possível associação entre as empresas Embraer e Boeing e estimou que um acordo pode sair ainda neste ano. O ministro afirmou que as empresas buscam um "caminho de ganha-ganha" e que as conversas estão avançadas.

"[A negociação] está em fase avançada. É coisa para este ano", disse o ministro, no Rio de Janeiro, durante a solenidade de entrega da Medalha da Vitória, que faz parte das comemorações pelo triunfo das nações aliadas contra o nazismo, na Segunda Guerra Mundial.

Silva e Luna garantiu que não houve recuo nas tratativas, que tiveram início no ano passado. Ele ressaltou a necessidade de se preservar o braço estratégico da fabricante nacional, que tem acordos com as Forças Armadas.

No final do ano passado, a empresa aérea Boeing manifestou intenção de adquirir a Embraer, fabricante brasileira de aviões. À época, o presidente Michel Temer afastou a possibilidade de venda da empresa por uma questão de soberania nacional. “Toda parceria é bem-vinda. O que não está em cogitação é a transferência do controle”, disse.

Segurança

O ministro também avaliou a situação da segurança pública no Rio de Janeiro durante a intervenção federal. Segundo ele, já era esperada uma reação do crime organizado às ações de fiscalização nas fronteiras.

"Isso [a fiscalização nas fronteiras] não é muito visível porque não está acontecendo no Rio, mas sufoca o crime. Por isso, talvez, esse aumento momentâneo de enfrentamentos, assalto a caixa de bancos, enfrentamento entre quadrilhas ocorram porque está secando um pouco a sua fonte".

 

JORNAL O DIA


Proposta para priorizar jovens de baixa renda em recrutamento militar divide opiniões

Projeto de Lei do Senado quer que rapazes entre 16 e 18 anos com renda familiar de até dois salários mínimos tenham prioridade na convocação

Beatriz Perez Publicado Em 09/05 - 06h00

Brasília - Um projeto de lei que tramita no Senado Federal divide opiniões nas redes sociais. A proposta do senador Thieres Pinto (PTB-RR), suplente do senador Telmário Mota (PTB-RR), sugere que jovens de 16 a 18 anos com renda familiar de até dois salários mínimos tenham prioridade no recrutamento para o serviço militar.

Thieres Pinto justifica o projeto alegando "a situação preocupante dos jovens" e o "valor do Serviço Militar". Segundo o parlamentar, a mudança permitiria aos jovens de baixa renda aprenderem, além de uma profissão, "valores que lhes serão fundamentais ao longo da vida".

No entanto, a proposta não ganhou adesão popular, pelo menos no ambiente virtual. Submetida a uma consulta online no site do Senado Federal, até a publicação desta matéria o "não" ganhava com 69,40% dos 6,2 mil votos.

Internautas também participaram do debate no Facebook: "Essa seria uma ótima medida. Filho de rico não quer servir ao Exército. Em compensação, temos muitos jovens de baixa renda dispostos", disse Helô Scoti. Já, Raniere Aciole manifestou preocupação com a proposta: "Eu sou pobre e não quis (servir) porque tinha outros ramos pra seguir, se isso começar a valer, o pobre não terá direito a outros ramos porque ele será "prioritário" no Exército", disse.

A assessoria do gabinete do senador Thieres Pinto (PTB-RR) informou que o Projeto se encontra na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, aguardando designação de relator.

O Serviço Militar consiste no exercício de atividades específicas desempenhadas pelas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e compreende, na mobilização, todos os encargos com a Defesa Nacional.

O alistamento deve ser realizado por todo jovem brasileiro, do sexo masculino, no período de 1º de janeiro ao último dia útil do mês de junho do ano em que o cidadão completar dezoito anos, na Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima de sua residência. Caso esteja residindo no Exterior, deverá procurar os Consulados ou as Embaixadas do Brasil.

 

REVISTA MILITAR DIÁLOGO (EUA)


Brazil-U.S. Interoperability Builds Trust

For the first time, Brazil and the United States met to promote interoperability between the two countries.

Geraldine Cook/diálogo Publicado Em 08/05

The complexity of security threats demand deeper collaboration between partner nations in the Western Hemisphere. As security cooperation becomes increasingly important, Brazil and the United States integrate their capabilities into more secure structures to protect communication.

For the first time, Brazil and the United States held the Command and Control Interoperability Board (CCIB), in Salvador, Brazil, April 9–12, 2018. More than 40 members of Brazilian military and U.S. government representatives, led by U.S. Southern Command (SOUTHCOM), met to discuss joint initiatives to validate command, control, communications, computers, intelligence, and operational requirements to meet cooperation goals and strategies.

“This forum is the first step in increasing interoperability between both countries. I’m sure we’ll continue to strengthen interoperability initiatives between our armed forces,” said Brazilian Army Major General Jayme Octávio de Alexandre Queiroz, deputy chief of Command and Control of the Armed Forces Joint Staff. “We have a long relationship with the United States, more so now as we participate in different activities, operations, and training events—the increase of technology and equipment makes it necessary to have this interoperability.”

CCIB is a bilateral, multi-agency, and multidisciplinary forum to address combined interoperability initiatives on a mutually agreeable basis. The Brazil-U.S. CCIB allows key military and civilian leaders of agencies including SOUTHCOM, the U.S. Command and Control Interoperability Program (C2IP), the Defense Information System Agency, and their Brazilian counterparts to talk about the implementation of critical information standards to support coalition interoperability, among other topics. The first CCIB in Brazil allows the nation to be part of 56 nations across the globe to participate in C2IP.

“This forum is setting the groundwork for our future relationship with the Brazilians as far as command, control, and interoperability,” said Michael Droz, deputy director of Operations at SOUTHCOM. “It’s very important, because we can learn how to communicate and collaborate with each other and be interoperable.”

The inaugural Brazil-U.S. CCIB strengthened relations between both nations’ militaries as well as allowed participants to discuss different ways to be interoperable to confront common challenges. “There are a lot of threats we are facing in this region. If we can communicate and be interoperable with our partners, we can be better prepared to fight those threats,” said Droz. “It doesn’t matter what the mission is—if it is a combat mission with NATO [North Atlantic Treaty Organization], or humanitarian assistance disaster relief. If we can be interoperable—talk to each other, and share information on a real time basis—it makes the mission more successful.”

This idea is shared by the Brazilian military. “Interoperability helps counter security threats,” said Maj. Gen. Jayme. “In situations where the use of multinational forces is needed [to support] partner nations, interoperability is strictly necessary; without it, it’s impossible to conduct combined and joint operations.”

New front of communications

“CCIB brings an opportunity to strengthen the relationship with the United States to build interoperability between our systems and cultures. People focus on the security between the two nations and their populations,” said Brazilian Air Force Colonel André Luís Maia Baruffaldi, Command and Control advisor at the Ministry of Defense. “The future is promising for interoperability as we look for ways to continue to improve our capabilities.”

“The purpose of the engagement was to discuss operational requirements for weapons platforms and data link systems in U.S and Brazil joint and combined operations,” said Marlon Atherton, C2IP and Cyber Operations Exercise Planner at SOUTHCOM. “CCIB gives us the ability to act together coherently, effectively, and efficiently to achieve tactical, operational, and strategic mission objectives.”

History

The U.S. and Brazilian governments signed a Communications and Information Security Memorandum of Agreement (CISMOA) in 2014 to promote their mutual security interests. CISMOA includes legal framework and mechanisms to promote interoperability among communications systems, commands, and tactical control of both nations’ armed forces.

The Brazil-U.S. CCIB became a reality after three years of bilateral conversations and joint efforts between the joint planning directorate of the Brazilian Armed Forces and SOUTHCOM. The first pre-CCIB was held in Brasilia, Brazil, in July 2017. SOUTHCOM will host the second CCIB in 2019.

“Interoperability with partner nations is very important for the Navy,” said Commander Felippe José Macieira Ramos, advisor of Command and Control at the Brazilian Navy. “CCIB allows us to better learn U.S. and NATO naval command and control systems, as well as to help find solutions for interoperability with partner nations.”

For Maj. Gen. Jayme, the future of U.S.-Brazil interoperability is encouraging. “This is our first step in [achieving] perfect integration between the armed forces of Brazil and the United States,” he concluded.

 

PORTAL DEFESANET


Operação Acolhida em Roraima: ação de solidariedade


Agência Verde-oliva Publicado Em 08/05 - 09h50

Instrumento de ação do Estado brasileiro, a Operação Acolhida destina-se a apoiar - com pessoal, material e instalações - a montagem de estruturas e a organização das atividades necessárias ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Tal conjuntura é decorrente do fluxo migratório para o Estado de Roraima, provocado pela crise humanitária na República Bolivariana da Venezuela.

Por meio da Medida Provisória (MP) nº 820, de 15 de fevereiro de 2018, o Brasil instituiu o Comitê Federal de Assistência Emergencial, que decreta emergência social e dispõe de medidas de assistência para acolhimento a esse segmento-alvo. As medidas desempenhadas pelos governos federal, estaduais e municipais acontecerão pela adesão a instrumento de cooperação federativa.

Os Decretos nº 9285 e nº 9286, da mesma data da MP, constituem parte da legalidade e da amplitude impostas aos atores comprometidos com essa ação. Ao todo, são 12 ministérios que integram o Comitê Interministerial. O primeiro decreto reconhece a situação crítica, enquanto que o segundo define a composição, as competências e as normas de funcionamento do Comitê Federal de Assistência Emergencial.

Destaca-se, nesse último, que a presidência do Comitê cabe à Casa Civil e que a secretaria-executiva é de responsabilidade do Ministério da Defesa.

Nesse contexto, depois de visualizado e demandado o emprego do Exército Brasileiro, o Comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, no mesmo dia 15 de fevereiro, nomeou o General de Divisão Eduardo Pazuello coordenador da Força-Tarefa Logística Humanitária no Estado de Roraima. A designação foi oficializada pela primeira resolução do Comitê, chancelada pelo Ministro da Casa Civil em 21 de fevereiro.

A partir daí, o Comitê identificou a necessidade de estabelecer, inicialmente, estruturas de recebimento de pessoal, triagem e áreas de abrigo e acolhimento; e de reforçar as estruturas de saúde, alimentação, recursos humanos e coordenação-geral das operações.

Diante desse trabalho, foram informados os créditos disponibilizados pela Presidência da República, por meio da MP 823/2018, de 9 de março de 2018, criando-se a Ação Orçamentária 219C. Esta Ação não é exclusiva do Ministério da Defesa (MD), considerando que este é um dos 12 ministérios componentes do Comitê Interministerial.

Na geração da força militar empregada pelo MD na Operação Acolhida, no terreno das operações no Estado de Roraima, estabeleceu-se a Base de Apoio Logístico do Exército, no Rio de Janeiro (RJ), como a organização de suporte para essa finalidade. A Base, responsável pela execução da logística nacional no Exército, compõe as Forças de Emprego Estratégico do Exército e tem como missões planejar, coordenar e empenhar recursos em operações logísticas.

A Unidade conta com expertise acumulada recentemente em grandes eventos, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016 e o Exercício de Logística Humanitária Amazonlog17 em novembro do ano passado, na região da tríplice fronteira amazônica – Brasil, Colômbia e Peru.

A Operação Acolhida é oportunidade ímpar para que as Forças Armadas exercitem e demonstrem suas capacidades logísticas, em um cenário interagências e com caráter humanitário. Isso, por si só, ratifica o potencial do Brasil em empregar sua expressão militar e, por que não, governamental, em problemáticas dessa natureza.

Desse modo, observou-se a capacidade da Força-Tarefa no Estado de Roraima em aglutinar esforços e conduzir, em todos os níveis (político, estratégico, operacional e tático), pessoas, autoridades, instituições, organismos internacionais, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), as ONG de ajuda humanitária e os órgãos de segurança pública.

Em tudo isso prevaleceu um ambiente de cooperação, materializado em ações que melhoraram a situação dos imigrantes desassistidos, com reflexos diretos no cotidiano de Boa Vista e de Pacaraima.

A cobertura pela imprensa nacional e internacional e a interação com esse meio resultaram em angulação positiva da pauta. Entre os assuntos de maior interesse, os jornalistas, com o apoio dos agentes de comunicação social, deram destaque a fatos, dados, números da operação, ações e necessidades humanitárias dos imigrantes nas praças e ruas, enfim, às notícias que expressaram acertos, erros, dificuldades e a atuação dos militares brasileiros na missão.

Quanto aos abrigos humanitários, temporários ou de maior permanência, os ambientes possuem instalações semipermanentes, como barracas coletivas e individuais, contêineres sanitários, escritórios, depósitos e cobertura para áreas de convivência e alimentação. Nesses locais, os imigrantes recebem a atualização da situação migratória; são imunizados contra as doenças mais comuns e outras que têm surgido na área, como o sarampo; são cadastrados para o trato humanitário pelo ACNUR e pelas ONG parceiras; e recebem alimentação e visitas médicas diárias.

Os imigrantes têm três destinos: absorção pelo mercado de trabalho local, interiorização no Brasil ou retorno ao país de origem. Para a interiorização, o imigrante precisa estar em um abrigo sob a administração de órgãos estatais, em conjunto com o ACNUR e as ONG parceiras; estar com sua situação migratória regularizada; estar vacinado e imunizado; ser voluntário ao processo e ter destino certo na localidade para onde migrará.

A interiorização está sob a responsabilidade de um subcomitê específico, no qual a Casa Civil trabalha diretamente com a Organização Internacional para as Migrações - órgão da ONU com experiência mundial no assessoramento a governos, no que tange à realocação geográfica de grandes efetivos populacionais. As primeiras interiorizações ocorreram em 5 e 6 de abril, com cerca de 250 imigrantes interiorizados para São Paulo (SP) e Cuiabá (MT). A terceira interiorização ocorreu em 4 de maio, com cerca de 240 imigrantes para Manaus (AM) e São Paulo (SP).

A Operação Acolhida tem duração prevista de 12 meses. Pretende-se que outros estados e municípios cooperem e realizem adesão a esse esforço humanitário, necessário não só para retirar os imigrantes da situação de vulnerabilidade, mas também para auxiliar o Estado de Roraima a superar tamanho desafio social. Como legado, a Operação é mais uma referência da forma conjunta de atuação das Forças Armadas, em que cada Força está adjudicando seus meios, em pessoal e material, para a correta execução da missão, aproveitando-se daquilo que cada uma tem de capacidade, vocação e dever.

No cumprimento das atividades de comunicação social, foi possível exercitar a compreensão interna da Operação e seus reflexos na mídia, além de poder contar com equipe de militares dedicados e competentes da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Foi uma oportunidade de atestar a crença em nossa capacidade, em nosso valor e no propósito maior de servir à Nação.

 

JORNAL DO BRASIL


Temer promete R$ 1,2 bilhão para a intervenção e entrega zero

Verba de R$ 1,2 bi anunciada esbarra em burocracia e falta de planejamento

Maria Luisa De Melo Publicado Em 08/05 - 09h17

Anunciada como a medida que iria “restabelecer a ordem” na segurança pública do Rio de Janeiro, a intervenção federal já dura quase três meses e ainda não recebeu nenhum centavo de apoio do governo. Publicada no Diário Oficial no dia 28 de março, a Medida Provisória (MP) 825/2018 determinou a cessão de crédito extraordinário do Orçamento Fiscal da União no valor de R$ 1,2 bilhão, para custear as ações da intervenção. De acordo com o texto, os recursos são oriundos de cortes no orçamento de ministérios e órgãos do Executivo (R$ 1 bilhão) e da Câmara dos Deputados (R$ 200 milhões). Mais de 40 dias após a publicação da medida, no entanto, o montante ainda não foi sequer empenhado. É o que revela um extrato do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). A mesma informação é confirmada por meio de consulta ao Tesouro Gerencial, sistema informatizado da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. 

Segundo aponta o economista Gil Castelo Branco, criador da ONG Contas Abertas, uma busca no site do Tesouro Gerencial revela que, por enquanto, só existe a dotação orçamentária de R$ 1,2 bilhão. Não há o chamado empenho do montante, que efetivamente libera o dinheiro. A análise é corroborada pelo também economista professor da Universidade Federal Fluminense Paulo Corval.

No trâmite para aplicação orçamentária, o empenho é o primeiro estágio da despesa e precede sua realização, estando restrito ao limite do crédito do orçamento. Depois, vem a fase da liquidação, que consiste em verificar se há condição de cumprir com o direito do credor, registrado no empenho. Só depois o pagamento é efetivado.

“Semana passada o presidente Michel Temer disse que o dinheiro seria liberado. Mas é necessário um planejamento de como o dinheiro será usado para que isso aconteça. A ausência de empenho do valor prometido só confirma que essa intervenção foi anunciada precipitadamente. Não acredito que se trata apenas de um problema burocrático. No que serão usados esse R$ 1,2 bilhão? Talvez ainda não haja destinação para o dinheiro”, avalia Castelo Branco.

Integrante da Comissão Externa da Câmara, criada para acompanhar a intervenção, a deputada federal (PCdoB-RJ) Jandira Feghali diz que o fato traduz o real objetivo da medida à qual o Rio foi submetido. “Esta situação mostra que a decisão do governo em intervir não estava relacionada à preocupação com a vida das pessoas e, sim, com uma jogada política na busca de uma popularidade irrecuperável”, critica.

Presente na última reunião da Comissão com o interventor general Walter Braga Netto, no dia 10 de abril, o deputado federal Alexandre Molon (PSB) diz que a falta de verba compromete a principal prioridade do interventor: limpar e equipar as polícias. “Todos os elementos mostram que a intervenção se trata de uma jogada de marketing de um governo impopular. Decretar a medida foi como se apoiar numa tábua de salvação para tentar sobreviver”, diz.

Quase três meses depois do decreto da intervenção, o trabalho dos militares não foi capaz de aumentar a segurança dos cariocas e fluminenses. As ações se limitaram a vistorias nas instalações de alguns batalhões da Polícia Militar e em algumas delegacias, além de rondas da Polícia do Exército em alguns bairros da Zona Sul, como Copacabana e Botafogo, e no Centro. A operação mais ostensiva dos militares foram as investidas de pouco mais de um mês na Vila Kennedy, na Zona Oeste da cidade. A favela foi considerada um laboratório da intervenção e contou com reforço de patrulhamento militar apenas durante o dia.

Procurado para explicar por que o montante ainda não foi liberado, o Ministério do Planejamento informou que os recursos foram direcionados à Presidência da República, responsável pelo empenho, no mesmo dia da publicação da medida provisória. O crédito, segundo a pasta, estaria pronto para execução.

Também questionadas, a Presidência da República e a Casa Civil não responderam até o fechamento desta edição.

O Gabinete da Intervenção Federal, por sua vez, informou que “os recursos estão disponíveis” para o gabinete e “serão empregados obedecendo a processos administrativos legais, alguns dos quais já foram iniciados”. Nenhum prazo para que isso de fato aconteça, porém, foi informado.

O grande problema para o deputado federal Glauber Braga (PSOL) está na total ausência de planejamento da medida. “Em reunião com o Ministério do Planejamento, questionei qual seria o prazo para ser formulado um plano de ação. Só me responderam que isso seria feito. Mas não há compromisso com prazos. Sobre os recursos, disseram que ainda estavam procurando instrumentos para fazer a liberação devida. Não há planejamento público, tamanho o improviso”, afirma.

Para Sílvia Ramos, coordenadora do Observatório da Intervenção, criado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania para fiscalizar a ação dos militares e coibir eventuais abusos, “é inaceitável que ainda não tenhamos um programa de segurança e que continuemos sem metas, sem resultados e sem orçamento”. “Será que o governo federal pensa que a população, as polícias e as forças militares vão aceitar calados a situação vergonhosa de uma intervenção, decretada em fevereiro, por razões políticas, e até agora nem mesmo um orçamento mínimo foi liberado?”, critica.

Fim da intervenção em setembro

Em entrevista à rádio CBN, o presidente Michel Temer voltou a afirmar que, se a intervenção conseguir “todos os resultados” antes de dezembro, o decreto poderá ser suspenso entre setembro e outubro. Assim, o governo tentará votar, no Congresso, a reforma da Previdência.

 

OUTRAS MÍDIAS


PODER AÉREO - USAF inicia segunda fase do Light Attack Experiment


Publicado Em 08/05

ARLINGTON, Virgínia (AFNS) – Os voos começaram em 7 de maio de 2018, para a segunda fase do Light Attack Experiment da USAF na Base Aérea Holloman, Novo México.

Os pilotos estão voando o Sierra Nevada/Embraer A-29 Super Tucano e o Textron Aviation AT-6B Wolverine durante um experimento de três meses para coletar informações adicionais sobre a capacidade da aeronave, bem como a interoperabilidade do país parceiro, antes de uma potencial compra de aeronaves ataque leve.

“Esta segunda fase de experimentação é sobre como informar o rápido processo de aquisição à medida que nos aproximamos de investir em aeronaves de ataque leve”, disse o tenente-general Arnie Bunch, assistente militar do Gabinete do Subsecretário da Força Aérea para Aquisição. “Se pudermos ter aeronaves de ataque leve operando em ambientes de combate permissivos, poderemos aliviar a demanda em nossas aeronaves de 4ª e 5ª geração, para que elas possam estar treinando para a luta de ponta para a qual foram feitas.”

A Força Aérea dos EUA também está avaliando a interoperabilidade e os recursos de rede para, um dia, realizar operações de ataque leve lado a lado com os parceiros da coalizão. De acordo com a Declaração de Postura da Força Aérea de 2018, “Manter a guerra irregular como uma competência central a um custo menor e fortalecer nossas alianças são elementos-chave da nossa Estratégia de Defesa Nacional”.

O chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, David Goldfein, disse a membros do Comitê de Serviços Armados do Senado: “Estamos olhando para uma aeronave de ataque leve através das lentes dos aliados e parceiros. Uma grande parte do Light Attack Experiment é uma arquitetura comum e uma rede de compartilhamento de inteligência, para que aqueles que se juntarem a nós façam parte da campanha contra o extremismo violento”.

Durante esta fase de experimentação, os tripulantes são pilotos de caça, ataque ou operações especiais, além de pilotos de testes e engenheiros de voo da Força Aérea dos EUA, da Guarda Aérea Nacional e da Reserva da Força Aérea. Coletivamente, eles têm mais de 1.000 horas de voo e mais de 100 missões de combate, e todos os pilotos foram instrutores em uma ou mais aeronaves.

Os cenários de voo consistirão em missões diurnas e noturnas em interdição aérea, apoio aéreo aproximado, vigilância armada e busca e salvamento de combate. Os observadores de manutenção se concentrarão na manutenção em linha de voo e em oficinas, para informar sobre os requisitos de manutenção e suporte ao produto.

O experimento faz parte de um esforço mais amplo da Força Aérea dos EUA para explorar opções de plataformas de ataque econômicas sob a Campanha de Experimentação Light Attack liderada pelo Escritório de Planejamento e Experimentação Estratégica da Força Aérea dos EUA na Base Aérea Wright-Patterson, Ohio.

A primeira fase do Light Attack Experiment aconteceu em agosto de 2017 na Holloman AFB, com quatro modelos de aeronaves de ataque leve.

 

GAÚCHA ZH - Tratamento aéreo

A Força Aérea Brasileira (FAB), prestativa, realizou centenas de “voos de coqueluche” nas décadas de 1940 e de 1950

Ricardo Chaves Publicado Em 09/05 - 00h15

ImagemNo passado, lá pela década de 1950, quando uma moda “pegava” (sim, naquela época, quando uma coisa bombava, era porque havia “pegado”), dizia-se que tal costume (ou mania) se tornara “uma coqueluche”. Tipo: a “coqueluche” do momento é o cantor fulano, ou a música tal. A adaptação semântica se devia à rápida propagação da doença infecciosa (de laringe, traqueia e brônquios) de mesmo nome, que, por ser altamente contagiosa, transformou-se em preocupante epidemia por diversos anos. A enfermidade, que provoca tosse incontrolável e violenta, é também conhecida por tosse comprida. Segundo a história da medicina, na década de 1920, um médico aviador francês, que teve dois filhos afetados pela coqueluche, ouviu falar sobre os benefícios do ar rarefeito para os doentes dessa moléstia. Para comprovar, ele teria levado um dos filhos para voar e percebido sensível melhora em comparação ao outro, que não voou. Desta forma, escreveu sobre os benefícios do ar rarefeito, entre mil e 3 mil metros, no combate ao bacilo causador da doença. Como os antibióticos e vacinas ainda eram pouco disseminados na metade do século 20, a coqueluche era uma ameaça para as crianças e o tratamento era precário, uma solução passou a ser, então, realizar um voo em grandes altitudes. Acreditava-se que, submetendo os portadores de coqueluche a uma variação da pressão atmosférica, criavam-se condições desfavoráveis ao desenvolvimento do bacilo causador da doença.

A Força Aérea Brasileira (FAB), prestativa, realizou centenas de “voos de coqueluche” nas décadas de 1940 e de 1950. Nesse período, a indicação médica de voos para o tratamento da coqueluche estava espalhada pelo mundo, e a FAB começou a levar pacientes para “respirar ar puro” desde o ano da sua criação, em 1941. Um dado estatístico de 1949 informava que, no primeiro semestre daquele ano, o Correio Aéreo Nacional (CAN) havia realizado 20 voos especiais, levando 365 crianças e 247 acompanhantes, totalizando 21 horas e 40 minutos de voo. Nestas fotos do Arquivo Histórico Nacional, pode-se ver o Douglas C-47 (FAB 2062) sendo usado num desses voos. Segundo o Correio da Manhã do dia 23 de outubro de 1957, para conseguir uma vaga, os responsáveis pelas crianças deveriam comparecer ao Serviço da Coqueluche no aeroporto, apresentando a receita médica que prescrevia o “tratamento aéreo”. Os voos tinham duração aproximada de duas horas em altitude média de 3,5 mil metros e, conforme orientação médica, a subida deveria ser rápida e a descida lenta até o pouso. A bordo, sempre havia médicos e enfermeiros da FAB, que muitas vezes auxiliavam os pequenos com máscaras de oxigênio, devido aos enjoos e eventuais desmaios. Pilotos privados também realizaram voos para o tratamento, muitos de maneira voluntária, em seus próprios aviões. No início dos anos 1960, com o desenvolvimento de medicamentos e a maior produção de vacinas, os voos acabaram.

 

PORTAL AEROFLAP - FAB usa novamente o Boeing 767 para transportar carga em missão humanitária


Nesta terça-feira (08/05), o boeing 767-300ER, do Esquadrão Corsário (2°/2° GT) da Força Aérea Brasileira (FAB), aterrissou na ALA 7, localizada em Boa Vista (RR), levando 107 m3 de material para apoio ao trabalho da Força-Tarefa Logística Humanitária no Estado de Roraima.

A aeronave decolou do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A missão foi dedicada ao transporte de material, sendo mais de 200 colchões, cabeceiras e suportes de cama, itens para higiene pessoal, materiais de limpeza, medicamentos variados e infraestrutura para o hospital de campanha.

O comandante da aeronave, Major Aviador Marcos Fassarella Olivieri, ressaltou a experiência de contribuir com a Operação Acolhida. “É uma satisfação pessoal e profissional em poder participar de uma missão que permite ajudar diretamente centenas de pessoas”, afirmou.

O material soma-se aos demais esforços aplicados pela FAB para a construção de novos abrigos, que contribuirão para a melhoria da qualidade de vida dos venezuelanos e permitirão condições mais dignas para a população transferida.

Via – Força Aérea Brasileira