NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Aeroporto de Guarulhos é segundo mais pontual do mundo, diz relatório


O aeroporto internacional de Guarulhos é o segundo mais pontual entre os maiores do mundo, segundo levantamento da OAG, empresa que avalia o setor aéreo. A liderança ficou com o aeroporto de Haneda, em Tóquio, no Japão.

O relatório "Pontuality League 2016" analisou o desempenho aeroportos de acordo com seu porte – muito grande, grande, médio e pequeno. O Brasil ainda tem representantes em outras duas categorias: Brasília (grande) e Belo Horizonte (médio), ambos na quarta colocação.

Confira as listas e os índices de pontualidade dos aeroportos campeões.

MUITO GRANDE
1. Haneda, Tóquio (Japão) – 87,49%
2. Guarulhos – 85,28%
3. Detroit Wayne County (EUA) – 84,64%
4. Hartsfield-Jackson, Atlanta (EUA) – 84,57%
5. St. Paul, Minneapolis (EUA) – 84,46%

GRANDE
1. Surubaya (Indonésia) – 90,30%
2. Honolulu, Havaí (EUA) – 87,53%
3. Salt Lake City (EUA) – 87,20%
4. Brasília (DF) – 87,07%
5. Brisbane (Austrália) – 86,71%

MÉDIO
1. Birmingham (Inglaterra) – 91,28%
2. Itami, Osaka (Japão) – 89,68%
3. Tocumen, Cidade do Panamá (Panamá) – 89,56%
4. Trancredo Neves, Belo Horizonte (MG) – 88,49%
5. Colônia-Bonn (Alemanha) – 88,27%

PEQUENO
1. Newcastle (Inglaterra) – 90,94%
2. Ted Stevens, Anchorage, Alasca (EUA) – 89,52%
3. Charleroi, Bruxelas (Bélgica) – 88,65%
4. Trondheim Vaernes (Noruega) – 88%
5. Stavanger, Sola (Noruega) –87,95%

 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Carreiras jurídicas e militares em alta


Algumas carreiras públicas têm atraído cada vez mais interessados. Benefícios como altos salários, previdência complementar e regras mais brandas para a aposentadoria levam muitos candidatos a procurarem uma alternativa às vagas tradicionais do Poder Executivo, o maior empregador do serviço público no Brasil. É o caso do crescente interesse pela investidura em carreiras jurídicas: devido ao crescimento exponencial na quantidade de cursos de direito, muitos bacharéis passaram a procurar a administração pública como opção ao já saturado mercado da advocacia.

Outros setores que se tornaram mais atraentes, principalmente em tempos de reforma da Previdência, foram as Forças Armadas e carreiras militares, como as do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Como elas foram deixadas de fora da reforma, passaram a ter vantagens que outras áreas não oferecem. Uma pessoa que ingresse na Marinha, por exemplo, como terceiro sargento, aos 20 anos, poderá ir para a reserva — a aposentadoria dos militares — aos 50 anos, após contribuir por 30. Quando se compara essas regra com as modificações previstas para um trabalhador celetista comum, a diferença fica mais clara. Pela proposta do governo, um homem só poderá se aposentar aos 65 anos, após contribuir por 35, sendo que o valor integral só seria pago após 49 anos de contribuição.

Sócio de uma das maiores redes de cursos preparatórios para concursos, Gabriel Granjeiro vê nessas mudanças um atrativo para quem ainda não definiu um objetivo e deseja ingressar no serviço público. “A reforma da Previdência, se aprovada, tornará as carreiras de policial militar, bombeiro e membro das Forças Armadas mais atraentes para quem pensa a longo prazo”, estima.

Inspiração de família

Natural do Rio de Janeiro e vinda de uma família de tradição militar, a sargento da Aeronáutica Domitylla de Carvalho, 30 anos, trabalha com aviões desde a época em que era civil. Nutricionista por formação, ela era comissária de bordo em uma empresa aérea antes de ser aprovada no concurso da Força. “Tive muita influência em casa. Meu pai e meu avô são militares”, conta. Domitylla, que atualmente atua como suprimentista de peças de avião, diz que o que a atraiu para a carreira militar foi a estabilidade.

Outras carreiras nos Três Poderes da União, dos estados ou no executivo e no legislativo dos municípios também oferecem a mesma estabilidade que levou a sargento para a Aeronáutica.

“Quando eu trabalhava na iniciativa privada, vi muito pai de família ficar desempregado, e não queria passar por todo aquele sofrimento. Então, por incentivo da família, decidi que as Forças Armadas eram uma boa”, relata.

Colega de trabalho de Domitylla de Carvalho, a também terceiro sargento Flávia Souza, 24 anos, entrou para a Aeronáutica aos 18. Natural de Pernambuco, foi deslocada para a Base Aérea de Brasília e não tem planos de voltar. “Mesmo que abra uma vaga por lá, não pretendo sair daqui, gostei de Brasília”, diz Flávia. Formada em logística e encerrando a segunda graduação, em administração, Flávia também teve influência da família. O marido é militar, o pai, policial civil. “Eles, com certeza, me ajudaram muito”, afirma.

As carreiras jurídicas também são o desejo de muitos formados em direito que não conseguiram ser absorvidos pela advocacia. Para Aragonê Fernandes, juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e professor de direito constitucional, o boom na quantidade de faculdades de direito é um dos fatores que levam as pessoas a procurarem a administração pública.

“Não faz muitos anos, o Distrito Federal tinha quatro faculdades de direito. Hoje, são 19. Nem todo mundo que se forma consegue seguir a carreira de advogado, nem passar pelo primeiro passo, que é a prova da OAB, que não é tão difícil como uma prova de concurso para a área. Então, esse enorme contingente vai buscar o serviço público”, analisa Fernandes.

Melhores condições

O advogado e funcionário do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário Marcos Maciel, 30 anos, almeja ingressar na Advocacia-Geral da União ou em procuradorias estaduais e municipais. Para ele, os bons salários e a carga horária reduzida, que às vezes é de apenas 20 horas semanais, são os maiores atrativos. “Estou levando em conta também a questão do tempo que vou ter para aproveitar com minha família, além de benefícios pessoais”, comenta. Maciel se prepara para viajar pelo país em busca de um bom cargo, um estilo de vida mais tranquilo e com um custo menor do que o de Brasília. “Vou me programar para percorrer o Brasil fazendo provas dos editais que saírem a partir de fevereiro”, diz.

A rotina de estudos precisa ser dividida entre as oito horas que cumpre no ministério, as causas que pega como advogado e o tempo que dedica à esposa e às duas filhas. “Como já faz muito tempo que me preparo, aprendi a otimizar meu tempo. Antes, estudava oito horas seguidas, então procurei novos métodos para ver se gastava menos tempo. Hoje, estudo, em média, três horas por dia, o que é suficiente para me manter atualizado”, conta. Entre as técnicas utilizadas, estão os mapas mentais e os mnemônicos, uma maneira simplificada de guardar conceitos presentes na Constituição e outras leis.

Perfil

As carreiras jurídicas envolvem analistas em direito, defensores públicos, promotores e juízes. Os candidatos se dividem em dois grupos, segundo o juiz do TJDFT Aragonê Fernandes. O primeiro é composto por jovens que são direcionados desde cedo para o ingresso no setor público. Muito são filhos de servidores, que cursaram direito orientados pelos pais. O segundo grupo é formado por pessoas na faixa dos 35 anos, muitas vezes já ocupando cargos públicos, que desejam trabalhar em outra função, com melhores condições e salários. Isso os diferencia na concorrência, porque já cumprem requisitos para alguns cargos, como a comprovação de tempo de atividade jurídica.

 

PORTAL G-1


Ministro diz que plano de segurança vai focar homicídios, tráfico e presídios

Alexandre de Moraes, da Justiça, apresentou pontos do plano nacional de segurança após reunião de ministros com o presidente Michel Temer.

Luciana Amaral E Bernardo Caram

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o plano nacional de segurança, previsto para ser anunciado pelo governo federal ainda nesta quinta-feira (5), vai se concentrar em três pontos principais: a redução do número de homicídios, combate ao tráfico de drogas e armas e modernização dos presídios.

Moraes apresentou pontos do plano após reunião de ministros da área de segurança com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. A rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim de Manaus, que culminou com a morte de 56 presos, foi um dos temas tratados.

O primeiro [objetivo do plano de segurança] é a redução de homicídios dolosos, feminicídio. O segundo é o combate integrado à criminalidade organizada transnacional, em especial combate ao tráfico de drogas e de armas, criminalidade organizada tanto dentro quanto fora dos presídios. O terceiro ponto se liga ao segundo, é a racionalização e modernização do sistema penitenciário, afirmou o ministro.

Moraes afirmou que detalhes do programa serão apresentados na cerimônia de anúncio do plano. No entanto, ele adiantou que as ações do programa vão envolver cooperação entre União, estados e municípios.

"São três palavras que regem a aplicação do plano: integração, cooperação e colaboração", disse o ministro.

Ele afirmou que haverá também parceria com os países vizinhos, em especial para combater o tráfico de armas e de drogas.

Segundo Moraes, cada capital do país terá um núcleo de inteligência para levantar dados sobre o narcotráfico e crime organizado.

"Nós vamos criar um núcleo de inteligência de policiais em cada uma das capitais. Ele vai contar com agentes da inteligência da PF, PRF, PM, Polícia Civil, da Abin e do sistema penitenciária para levantarem dados, especialmente em relação ao narcotráfico e ao crime organizado dentro e fora dos presídios", disse o ministro.

Penas alternativas

Durante a declaração à imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça defendeu que pessoas que praticaram crimes sem violência ou grave ameaça sejam punidas com penas alternativas, restrição de direitos e uso de tornozeleira eletrônica. Segundo ele, essa seria uma maneira de tornar o sistema prisional mais eficiente.

"A pessoa que, numa cidade do interior, pula um muro e furta um botijão de gás, isso é furto qualificado, prisão. A pessoa que, com um fuzil, estoura um caixa eletrônico, atira na polícia, é roubo qualificado, prisão (...) Precisamos tentar abandonar essa ideia", defendeu. Para o ministro, o Brasil "prende muito e prende mal".

O ministro citou, como exemplo, os casos de mulheres que são presas por terem cometido o chamado ´tráfico privilegiado´ – rés primárias que não fazem parte de organização criminosa e traficaram pequena quantidade de entorpecentes.

Ele informou que cerca de 72% das mulheres presas atualmente são por tráfico de drogas. Destas, cerca de 1,8 mil em todo o país como presas provisórias por tráfico privilegiado.

Segundo o ministro, o governo pretende aplicar penas alternativas a elas, com a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras eletrônicas e a participação de cursos de capacitação.

´Falha´ da administração do presídio

O ministro também afirmou que, no episódio do massacre em Manaus, houve falha da empresa que administra o Complexo Penitenciário Anísio Jobim. Segundo Moraes, a empresa tinha a responsabilidade de verificar a entrada de armas e celulares.

´A responsabilidade vai ser analisada pela força tarefa que está fazendo a investigação. O presídio é terceirizado. Não é uma PPP. É uma terceirização dos serviços. De cara, óbvio, houve falha da empresa. Não é possível que entre armas brancas, facões, pedaços de metal, armas de fogo inclusive escopeta´, declarou o ministro.

Moraes destacou ainda que relatórios de inteligência elaborados em outubro de 2016 indicavam que havia possibilidade de fuga na penitenciária da capital amazonense entre o Natal e o Ano-Novo.

´As autoridades locais disseram que tomaram todas as medidas para evitar isso. Isso vai ser apurado pela Polícia Civil´, enfatizou.

Censo nos presídios

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, também presente à reunião no Palácio do Planalto, afirmou que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, solicitou às Forças Armadas apoio para a realização de um censo nos presídios.

De acordo com Jungmann, o pedido está sendo analisado e discutido com a Presidência da República e com a Abin.

´A senhora presidente do STF solicitou o apoio das Forças Armadas para a realização de um censo nos presídios. Estamos em discussão e aguardamos que o senhor presidente da República assim determine para que a gente possa apoiar a realização desse censo´, disse Jungmann.

 

Avião que saiu do PR cai em Mato Grosso e duas pessoas morrem

Avião que decolou de Cascavel caiu em Tangará da Serra durante pouso. Suspeita é de que avião tenha atingido fios de alta tensão.

André Souza

Duas pessoas morreram em um acidente de avião no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (5), segundo o Corpo de Bombeiros. A aeronave havia decolado de Cascavel(PR) e caiu antes de pousar em uma pista normalmente usada por aviões agrícolas, no perímetro urbano do município.

A bordo da aeronave estavam um empresário, que pilotava o avião, a mulher dele, a filha e o genro do casal. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as duas vítimas que morreram na queda ainda não foram identificadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para resgatar as duas pessoas que sobreviveram ao acidente. Elas foram resgatadas e encaminhadas a um hospital daquela cidade. Já os corpos das outras vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML).

As causas da queda ainda devem ser apuradas. A suspeita, no entanto, é de que o avião tenha atingido fios de alta tensão durante o pouso. A família viajava para participar de reuniões de negócio, de acordo com o empresário Valdir Soares, que aguardava as vítimas na pista de pouso.

 

Avião de pulverização agrícola cai na área rural de Guarapuava

Piloto teve fraturas e foi encaminhado para UTI; ele está em observação. Acidente ocorreu no fim da manhã desta quinta-feira (5).

Um avião de pulverização agrícola caiu no final da manhã desta quinta-feira (5) na área rural de Guarapuava, região central do Paraná. A queda foi a 11 quilômetros da BR- 277.

O piloto Daniel Kovishiski, de 47 anos, ficou gravemente ferido e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Vicente. Segundo a equipe médica, ele teve fraturas na perna, na clavícula e no punho. O quadro de saúde é considerado estável.

A causa do acidente será investigada.

 

PORTAL PALÁCIO DO PLANALTO


Plano Nacional prevê núcleo de inteligência em cada Estado

Programa anunciado pelo Ministério da Justiça e Cidadania vai criar grupos entre as várias polícias para tornar ações mais estratégicas

Cada unidade da federação passará a ter um núcleo integrado de inteligência formado pelas polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar, Civil e por integrantes do Sistema Penitenciário. A criação desse grupo é parte das medidas que serão implementadas pelo novo Plano Nacional de Segurança Pública.

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, apresentou o plano nesta quinta-feira (5). Segundo ele, o grupo vai captar e compartilhar informações entre si para uma atuação mais precisa e eficaz contra o crime organizado.

“Esse grupo vai indicar quais os melhores momentos e locais para as operações”, afirmou durante entrevista à imprensa. “Esse núcleo será importantíssimo para o País”, disse. No Rio de Janeiro e em São Paulo, explicou o ministro, esses grupos já estão em operação.

Moraes relatou ainda que o governo vai agir em parceria com as Forças Armadas na realização e apoio de algumas operações. “Principalmente na Região Amazônica, onde há dificuldade de locomoção”, relatou.

Uso de satélite

O Ministério da Defesa também terá participação no plano com várias ações. Entre elas, o lançamento de um satélite construído por Brasil e França vai prover internet de banda larga para todo o País, com um feixe destinado exclusivamente para o Ministério da Defesa, o que vai permitir coordenar e operacionalizar as ações em área de fronteira.

 

AGÊNCIA ESTADO


Governo irá investir R$ 450 mi para monitoramento de fronteiras, diz Jungmann


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou nesta quinta-feira, 5, que o governo irá investir R$ 450 milhões para a realização do monitoramento de fronteiras. O anúncio foi feito após reunião do núcleo institucional do governo comandada mais cedo pelo presidente Michel Temer.

“Vamos dobrar os recursos que foram expedidos no ano anterior. Vamos adquirir ferramentas tecnológicas, como radares móveis e sensores”, afirmou Jungmann após mencionar a cifra de R$ 450 milhões.

Segundo ele, também será mantida a operação Ágata, por tempo indeterminado. A operação integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) do governo federal, criado para prevenir e reprimir a ação de criminosos na divisa do Brasil com dez países sul-americanos.

Desde 2011, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) coordena uma ação de grande escala com o objetivo de fortalecer a segurança dos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil. Ao longo da operação, militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira realizam missões táticas destinadas a coibir delitos como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, imigração e garimpo ilegais.

“A operação Ágata será contínua, não vai ter um período só. Vamos atuar de forma imprevisível, operação vai explorar o elemento surpresa”, ressaltou.

Plano

Antes das declarações de Jungmann, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, detalhou as principais ações que deverão integrar o plano nacional de segurança pública elaborado pela equipe do governo. Inicialmente, o anúncio do plano estava previsto para ocorrer apenas no final deste mês, mas após os desdobramentos do massacre ocorrido em Manaus no último domingo, a cúpula do governo decidiu antecipar a divulgação das propostas.

Segundo Moraes, o plano terá três eixos centrais. “O primeiro objetivo do plano é reduzir homicídios dolosos e de violência contra mulher. O segundo é o combate integrado à criminalidade. E o terceiro é a racionalização e modernização do sistema penitenciário”, afirmou Moraes em coletiva à imprensa.

 

JORNAL O TEMPO (MG)


Aeronáutica da Bolívia autorizou voo da LaMia

"O que se quer aqui é confundir a população e buscar responsáveis", afirmou advogado de funcionária da empresa que administra os aeroportos do país; provas já estariam com autoridades brasileiras

A Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) da Bolívia foi quem autorizou o fatídico voo da companhia LaMia de Santa Cruz para Medellín, na Colômbia, revelou nesta quinta-feira (5) um advogado, que informou que o documento que prova esta informação está nas mãos das autoridades brasileiras.

"A DGAC aprovou a entrada e saída do voo da LaMia. O que se quer aqui é confundir a população e buscar responsáveis", afirmou Guido Colque, advogado de uma funcionária da empresa que administra os aeroportos da Bolívia que fugiu do país para o Brasil.

O jornal El Deber informou que uma cópia dessa autorização está nas mãos da polícia federal brasileira.

A técnica da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares da Navegação Aérea (AASANA), Celia Castedo, assegurou que fez cinco observações à tripulação no dia do voo fatídico, mas que não foi ouvida, e que só a DGAC tinha o poder para impedir a decolagem.

Uma investigação das autoridades aeronáuticas colombianas estabeleceu que a aeronave tinha combustível insuficiente para cobrir a rota entre a cidade boliviana de Santa Cruz e o aeroporto Jose María Córdova em Rionegro, que serve a Medellín.

De acordo com o inquérito, "até o momento temos provas de que nenhum fator técnico influenciou no acidente, tudo está ligado a um fator humano e gerencial".

Até à data, o governo boliviano estabeleceu que a responsabilidade pelo incidente era da empresa LaMia e do piloto Miguel Quiroga, por planejar uma viagem sem cumprir os requisitos de segurança, além da funcionária Castedo da AASANA.

Ao mesmo tempo, a aeromoça boliviana Ximena Suarez, uma das seis sobreviventes do acidente, citada pelo promotor local designado para o caso, Gomer Padilla, declarou no inquérito que o proprietário da empresa LaMia é o venezuelano-espanhol Ricardo Albacete, que sempre negou qualquer vínculo.

Em 29 de novembro, um BA-146 modelo RJ85 da LaMia caiu perto de Medellín, na Colômbia, matando 71 das 77 pessoas a bordo, incluindo o piloto, 19 jogadores da Chapecoense, bem como dirigentes do clube brasileiro e jornalistas.