NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


AGÊNCIA BRASIL


Governo monta esquema especial de segurança para Cúpula do Brics

Risco à segurança durante eventos é mínimo, garante Heleno

Alex Rodrigues | Publicada em 12/11/2019 17:05

Um esquema especial de segurança foi adotado para garantir a integridade dos participantes da 11ª Cúpula do Brics. O encontro será de quarta-feira (13) a quinta-feira (15) em Brasília e reunirá os presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, do Brasil, Jair Bolsonaro, da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Responsável por, entre outras funções, analisar riscos e prevenir a ocorrência de crises, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse hoje (12) que o aparato montado em toda a capital federal se assemelha aos esquemas já usados durante a Copa do Mundo de 2014 e na cerimônia de posse de Jair Bolsonaro.

Além dos chefes de Estado, as comitivas estrangeiras devem contar com ministros, empresários e outras autoridades. De acordo com Heleno, são esperados cerca de 200 representantes dos demais países do grupo. 

Ainda que a reunião de líderes, encontros bilaterais, almoços e demais agendas oficiais ocorram na área central de Brasília – principalmente no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil – foi preciso pensar uma estratégia “discreta, que não crie constrangimentos, mas garanta a segurança”, conforme explicou o ministro em entrevista ao programa Revista Brasil, transmitido pela Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Não tenho grandes preocupações quanto ao êxito nesta área [segurança]. Pretendemos que a cúpula aconteça com muita calma e tranquilidade”, afirmou Heleno. “Mas a vinda [dos chefes de Estado] do Brics tem um componente de segurança bastante sensível. Receberemos quatro chefes de Estado, três deles com problemas sérios nos seus respectivos países, como ações terroristas e conflitos religiosos, e não podemos nos esquivar de colocar isto como uma das condicionantes [para a realização] da reunião”, comentou o ministro, garantindo que o esquema montado garantirá os participantes da cúpula uma “estada tranquila no Brasil”. 

O ministro diz que sua pasta tem conhecimento muito grande na área de segurança, mas também conta com a parceria de alguns países visitantes. “Contamos com a ajuda dos países que trazem alguns equipamentos de segurança que se somam aos nossos. Claro, riscos há sempre, mas eles são mínimos quando você tem equipes competentes e levantamentos de inteligência detalhados que nos permitam antecipar qualquer fato”, afirmou Heleno.

Portaria

Uma portaria ministerial publicada hoje, no Diário Oficial da União, regula o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal. Assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, a Portaria nº 4.490 estabelece que as atividades deverão se ater às medidas necessárias à preservação da segurança dos participantes da cúpula e, ao mesmo tempo, evitar transtornos para a população.

Cabe ao Exército designar o comando da chamada Operação Brics 2019 e solicitar à Marinha e à Aeronáutica os recursos operacionais que julgar necessários. Já os recursos financeiros serão disponibilizados pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A portaria também determina que a Aeronáutica realize o controle do espaço aéreo e estabeleça as medidas de defesa aeroespacial pertinentes. As restrições ao sobrevoo durante os dias 13 e 14 serão detalhadas esta tarde, pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae).

Fluxo de passageiros

Administradora do Aeroporto de Brasília, a Inframerica teve que adotar procedimentos adicionais de segurança às vésperas do feriado da Proclamação da República. Embora o feriado caia na sexta-feira (15), a empresa estima que o maior fluxo de passageiros deverá ser registrado já na quinta-feira, quando cerca de 52 mil usuários do transporte aéreo devem passar pelo aeroporto. Com as medidas de defesa do espaço aéreo ainda em vigor, estão previstos 390 voos apenas para a sexta-feira. Durante os dois dias da Cúpula do Brics, tanto as equipes de segurança patrimonial, quanto as forças policiais e os órgãos de fiscalização que atuam no aeroporto serão reforçadas.

Esplanada dos Ministérios

Também devido à Cúpula, o Ministério da Economia decretou ponto facultativo de dois dias para os servidores públicos federais que trabalham na Esplanada dos Ministérios. Segundo o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, a suspensão do expediente na quarta-feira e na quinta-feira serve para diminuir a movimentação, facilitando o controle de pessoas nas imediações.

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) interromperá o acesso de veículos à Esplanada dos Ministérios entre a 0h de quarta-feira e a meia-noite de quinta-feira, além de interdições pontuais em outros locais.

Temas da Cúpula

Presidida pelo Brasil, a reunião tem como lema “Crescimento Econômico para um Futuro Inovador”. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010.

Juntos, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (cujas iniciais, em inglês, deram nome ao grupo) reúnem uma população de cerca de 3,1 bilhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 41% da população mundial, e responde por 18% do comércio mundial.

A Cúpula conta ainda com uma agenda paralela. Amanhã, por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza um fórum empresarial no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Segundo a entidade, o evento deve receber 800 representantes de governo e do setor privado dos cinco países para debater três temas: comércio, infraestrutura e inovação.

 

Aeronáutica fará esquema de segurança aéreo na Cúpula do Brics

Encontro começa amanhã em Brasília

Jonas Valente | Publicada em 12/11/2019 18:29

A realização da Cúpula do Brics, em Brasília, nos próximos dois dias, não provocará apenas restrições de trânsito nas vias da região central da capital. A Aeronáutica fará uma operação de segurança e estabelecerá limites também para o espaço aéreo.

O encontro, na quarta-feira (13) e quinta-feira (14), reunirá os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Serão criadas “zonas de exclusão” com restrições de acesso para aeronaves no espaço aéreo da capital. As áreas terão diferentes tipos de cuidado, com maior proteção na região da Esplanada dos Ministérios, onde o encontro ocorrerá.

No raio de 7,4 quilômetros da esplanada, onde ficam as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário, a área denominada “vermelha” ficará fechada para o sobrevoo de qualquer aeronave não autorizada pelo Comando da Aeronáutica. Nessa região haverá também um posicionamento de defesa antiaérea.

“Vamos criar um escudo em torno de Brasília, com caças de alta performance, para fazer frente a qualquer tipo de ameaça aérea, algum tráfego desconhecido”, explicou o chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), major-brigadeiro Ricardo Mangrich.

Um raio de 46,3 quilômetros da capital será considerada restrita. Qualquer voo que passe por essa área deverá ter autorização da Força Aérea Brasileira. De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto, as limitações não significarão alterações no movimento de aeronaves comerciais.

“A aviação geral, regular, aquela que nós voamos, das empresas aéreas [privadas], que o usuário utiliza, esta não vai ser de forma alguma afetada. Os horários e os voos vão ser mantidos e não terá qualquer problema”, explicou.

Já no raio de 130 quilômetros da Esplanada dos Ministérios e fora das demais zonas, a área apelidada de "branca", não terá restrição de voo, mas as companhias e responsáveis pelas rotas deverão apresentar um plano de voo.

No total, a operação terá a participação de 1.600 militares, 40 aeronaves da Força Aérea Brasileira. O esquema repete experiências de outros grandes eventos, como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), realizada em 2012, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Cúpula

Presidida pelo Brasil, a reunião tem como tema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. É a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira foi em 2010.

A cúpula conta ainda com uma agenda paralela. Amanhã (13), por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza um fórum empresarial com a participação de 800 representantes de governo e do setor privado dos cinco países para debater comércio, infraestrutura e inovação.

Juntos, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (cujas iniciais, em inglês, deram nome ao grupo) reúnem uma população de cerca de 3,1 bilhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 41% da população mundial, e responde por 18% do comércio mundial.

TV BRASIL - EBC


Operação é montada para defender o espaço aéreo de Brasília durante Cúpula do Brics


Kariane Costa | Publicada em 12/11/2019 21:43

1,6 mil militares vão fazer a segurança do espaço aéreo em Brasília durante a Cúpula do Brics - grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, que começa nesta quarta-feira e encerra na quinta, dia 14.

O uso de drones está proibido na região delimitada, e para sobrevoar áreas específicas será necessário uma autorização especial.

O nível maior de restrição é na região aérea, entre o aeroporto internacional Juscelino Kubitschek e a Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, em que só aeronaves autorizadas poderão sobrevoar.

O chefe do Comando de Operações Aeroespaciais, o major-brigadeiro do ar Ricardo Cesar Mangric, esclarece que a aviação comercial não será afetada pela operação de segurança, e os horários de voos estão mantidos normalmente.

“Vamos criar um escudo em torno de Brasília com caças de alta performance para fazer frente a qualquer tipo de ameaça aérea ou tráfego desconhecido. Dentro dessa área vamos posicionar nossa defesa antiaérea. A aviação geral, aquela que o usuário do sistema utiliza, essa não vai ser de forma alguma afetada”.

O major acrescenta que, se alguma aeronave descumprir as ordens da FAB, Força Aérea Brasileira, integrantes da defesa antiaérea munidos de mísseis que estarão ao redor da Esplanada dos Ministérios podem ser acionados, caso esteja em risco a segurança da reunião.

Em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, o General Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, afirmou que o Brasil está preparado para receber a cúpula. E que providências foram tomadas para que o risco de haver qualquer contratempo durante o evento seja mínimo.

“O nosso gabinete é altamente competente nesse tipo de organização. Nós temos capacidade de atuar em vários lugares, e garantir plenamente essa segurança. Temos um conhecimento muito grande, material moderno, então essas atividades são perfeitamente acompanhadas”.

Esta é a segunda vez que Brasília sedia a reunião de Cúpula do Brics.

OUTRAS MÍDIAS


AEROFLAP - FAB faz coletiva de imprensa e explica a jornalistas os planos de defesa aérea para a XI Cúpula do BRICS


André Magalhães | Publicada em 13/11/2019 07:18

A FAB apresentou por meio de uma coletiva de imprensa, ontem dia 12/11 os planos estratégicos para a XI Cúpula do BRICS que acontece hoje e amanhã na capital federal.O BRICS reúne as seguintes nações Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante o encontro os líderes de ambas nações debatem vários temas, dentre eles segurança.

Por reunir algumas autoridades muito visadas como o presidente russo Vladimir Putin e o chinês, XI Jinping a segurança é desses e das demais autoridades e prioridade e a FAB terá grande participação nisso empregando a Defesa Aérea.

Durante a coletiva de imprensa para jornalistas, o Major Brigadeiro Mangrich responsável pelo COMAE (Comando de Operações Aeroespaciais), disse que durante os dois dias de evento irão existir áreas de segurança. Ao todo serão três áreas, a branca, a amarela e a vermelha, algo parecido com o que foi feito no dia 1º de Janeiro na posse do Presidente Jair Bolsonaro.

Na área vermelha, que compreende um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km), será posicionada a defesa antiaérea e o sobrevoo será proibido.Já na área amarela cobre um raio de 25 Milhas Náuticas (46,3 km), abrangendo, inclusive, o Aeroporto Internacional de Brasília, é considerada restrita. Para sobrevoá-la, é preciso coordenar autorizações junto à FAB, independentemente de as aeronaves estarem envolvidas em atividades operacionais relacionadas ao evento.

Por fim a branca, é considerada reservada, abrange um raio de 70 Milhas Náuticas (129,6 km). Para sobrevoá-la não é necessário requerer autorização, mas a apresentação do plano de voo é obrigatória. O uso de drones está proibido durante a operação. Em relação ao tráfego de aeronaves no Aeroporto da capital federal, todos os voos operarão normalmente.

Como dito as áreas vermelhas e amarelas requer um grande controle da FAB que deixará em pontos estratégicos defesa antiaérea (área vermelha), bem como aeronaves de alta performance como os F-5EM que estão de pronto alerta, podendo estar em voo ou na ALA 2 , em Anápolis-GO podendo chegar o mais rápido possível a capital federal.

O bem estar das autoridades é o valor máximo e se qualquer aeronave que “invadir uma área estrita e passar por todas as fases de defesa aérea, ela será engajada”, comenta o Maj. Brigadeiro Mangrich.

Brasília é uma grande cidade e toda grande cidade existem casos de aeronaves que cumprem o papel de segurança pública, como os helicópteros de resgate do Corpo de Bombeiros que podem ser acionadas para uma missão de resgate. Questionado por nossa equipe a respeito destas aeronave e dos voos, o Maj. Brigadeiro Mangrich, disse que estas específicas poderão fazer voos para tais missões, com tudo tanto a equipe da FAB que está coordenado os voos, quanto as equipes de resgate, por exemplo dos bombeiros, irão atuar juntas e tudo a respeito da missão será repassado a FAB e checado.

A FAB tem uma sala especializada no controle de Defesa Aérea, que pode identificar qualquer aeronave que esteja voando pelo espaço aéreo brasileiro e engajar o E-99 (avião-radar), para auxiliar o trabalho ou até mesmo a caças de alta performance. Na bancada do COAME existem setores específicos para cada tipo de voo e missão, o que facilitar o trabalho dos militares e o deixa mais preciso.