OPERAÇÃO COVID-19

FAB realiza apoio de transporte de pessoal e insumos para comunidades indígenas

Aeronave C-105 Amazonas realizou a ação iniciando em São Gabriel da Cachoeira (AM) para três comunidades indígenas na região da Cabeça do Cachorro
Publicado: 10/06/2020 11:32
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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Cristiane
Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Tenente-Coronel Denys

A Força Aérea Brasileira (FAB) mantém o apoio no Transporte Aéreo Logístico de profissionais da área de saúde que realizam Ação Cívico-Social em comunidades indígenas do município São Gabriel da Cachoeira (AM), região conhecida como "Cabeça do Cachorro". Médicos e enfermeiros das três Forças Armadas realizaram, até o momento, 283 atendimentos. Também ocorreu vacinação de 61 adultos e crianças para prevenção de diversas doenças. A ação, deflagrada pelos Ministérios da Defesa e da Saúde, começou no último domingo (7), e atenderá as comunidades de Maturacá, Querari e Iauaretê.

O deslocamento do pessoal se dá por meio do apoio da FAB, com a aeronave C-105 Amazonas, operada pelo Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1°/15° GAV) - Esquadrão Onça. Na terça-feira (9),  o apoio logístico foi para Querari, e nos dias 7 e 8 de junho para Maturacá. E, nesta quarta (10), a ação aconteceu na comunidade de Iauaretê.

Além do transporte de pessoal, também são levadas máscaras, macacões de proteção, luvas, álcool em gel, kits de teste para malária e COVID-19, medicamentos e cestas básicas. Em quatro dias de missão foram transportados cerca de 4 mil quilos de insumos. 

Um dos desafios da região são as características das pistas, como explica o Tenente Aviador Matheus Cerutti Martins. "As pistas na região Norte se diferem daquelas do Centro-Sul do país, com características completamente diferentes, como estrutura e tamanho delas. Além disso, em alguns lugares há picos de montanhas muito próximos. Tudo isso exige um treinamento constante por parte dos pilotos", explica.

Comunidades indígenas

A Comunidade indígena de Querari fica localizada na fronteira com a Colômbia, separada apenas pelo Rio Uaupés, sendo uma margem brasileira e a outra colombiana. Já Maturacá fica a 140 quilômetros em linha reta a partir de São Gabriel da Cachoeira, próximo ao Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil.

Para se ter uma ideia do isolamento das regiões atendidas, o percurso, de embarcação, de São Gabriel da Cachoeira até Maturaca, pode levar dois dias e, se o trajeto for o inverso, até oito dias. Em Querari a logística é ainda mais complexa, pois a única opção de acesso é por meios aéreos.

A população de Querari conta com 250 moradores da etnia Kubeo e 50 não-indígenas. Até o momento, não existe registro de populares contaminados ou suspeitos com COVID-19. O Agente Indígena de Saúde e morador da comunidade de Querari, Eduardo Martinho Gonçalves Paidano, realizou o curso à distância, promovido pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, e hoje promove a informação sobre a doença. "Estamos prevenindo para não ter a doença aqui", afirma.

A equipe de saúde conta com profissionais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica que atuam no Hospital das Forças Armadas (HFA) e no Hospital Militar de Área de Manaus (HMAN), além da SESAI.

 

Fotos: Tenente Cristiane/CECOMSAER

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