FORMAÇÃO

Cadetes da Academia da Força Aérea realizam estágio de sobrevivência na selva

Objetivo é proporcionar ao futuro oficial conhecimentos inerentes aos procedimentos a serem adotados por um militar sobrevivente em áreas de selva
Publicado: 28/06/2018 16:30
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Fonte: AFA, por Tenente Vanessa Ortolan
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias - Revisão: Cap Oliveira

Os 143 Cadetes do Esquadrão Asterion, do 3º ano da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), realizaram o exercício de sobrevivência na selva entre os dias 11 e 24 de junho, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso, no sul do Pará. Os cadetes foram divididos em três grupos. Cada um passou quatro dias no local. O exercício tem por finalidade proporcionar ao futuro oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) conhecimentos teóricos e práticos inerentes às técnicas e procedimentos a serem adotados por um militar sobrevivente, especificamente, em áreas de selva.

Para os quatro dias de sobrevivência, os cadetes recebem um kit semelhante ao encontrado nas aeronaves da FAB, além de um pouco de sal e alguns facões. Durante o período, eles precisaram cumprir uma série de tarefas, como a construção de um local de abrigo, um porto, armadilhas para captura de alimento, além de uma fogueira para sinalização e resgate aéreo. “A gente dormia pouco e tinha sempre muito trabalho. Então, dividíamos as tarefas porque não dá pra fazer as coisas sozinho, sempre é preciso de ajuda”, explica o Cadete Aviador João Gabriel Guimarães Lobato.

O acampamento é construído à beira do rio e apresenta desafios naturais a serem superados como o intenso calor e a chuva característica da região. Mas, para os cadetes, a principal dificuldade enfrentada é outra, a fome. “Vendo na teoria não imaginamos o quão difícil é: a gente sabe que vai passar fome, aprende a caçar os animais, mas acha que será mais fácil. Na prática é realmente complicado, tem que construir as armadilhas como realmente nos ensinam, tem que disfarçar o cheiro, saber canalizar o animal para a armadilha e ter bastante paciência”, recorda o cadete Lobato.

A preparação teórica para o período em ambiente amazônico é realizada ainda na AFA, quando os cadetes recebem orientações sobre o preparo da área de sobrevivência, forma de obtenção de alimentos por meio da construção de armadilhas para caça e pesca e aulas sobre a flora, aprendendo a identificar os vegetais comestíveis da região.

As áreas de estágio foram vistoriadas pelo Diretor de Ensino da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita e pelo Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Mário Augusto Baccarin. Todas as fases do exercício são acompanhadas por uma equipe de instrutores, garantindo que a atividade se aproxime o máximo da realidade.

Fotos: Major Lourival / Tenente Conte