OPERAÇÃO TESEU

Cadetes da Academia da Força Aérea realizam treinamento de evasão

Exercício coloca em prática procedimentos para a situação de sobrevivência em combate e abandono de área hostil
Publicado: 24/11/2017 14:19h
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Fonte: AFA, por Tenente Vanessa Ortolan
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

O objetivo dos cadetes era alcançar um ponto seguro para serem resgatadosOs 144 cadetes do 4º Esquadrão da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), realizaram a Operação Teseu, exercício de Busca e Salvamento em Combate (CSAR) - Módulo Evasor, no período de 13 a 21 de novembro. Trata-se de uma simulação de resgate de qualquer militar após uma ejeção ou pouso forçado em território hostil.

O exercício ocorreu em uma área de 65 km². Os cadetes têm por objetivo alcançar um ponto seguro para serem resgatados. Para isso, é necessário colocar em prática táticas e procedimentos pautados em resoluções internacionais para a situação de sobrevivência em combate e abandono de área hostil.

“O responsável por apresentar a doutrina CSAR é o 2º/10º GAV, Esquadrão Pelicano. São realizadas palestras e oficinas em que se ensina qual deve ser a conduta do evasor, sinais e gestos adotados nessa situação e eliminação de vestígios para evitar um possível rastreamento”, explicou o Major de Infantaria Marcelo Ferreira dos Santos, Chefe da Seção de Instrução Militar e um dos coordenadores da operação.

Preparação para infiltraçãoBuscando um maior realismo, algumas alterações foram realizadas este ano. “A principal mudança é o maior tempo na área. Eles foram infiltrados durante a madrugada e resgatados durante a noite, sempre com a utilização do óculos de visão noturna”, disse o Major Aviador Daniel Galvão de França, oficial de operações do exercício. “Se você cair em um território inimigo, a maneira mais furtiva para o deslocamento será à noite, é esse comportamento que esperamos do cadete. A ideia é que, a cada ano, a instrução fique mais próxima do real”, complementou.

Ao todo são mais de 150 militares envolvidos, procedentes das unidades da Força Aérea Brasileira (FAB) espalhadas por todo o País, entre esquadrões de asas rotativas, busca e resgate e unidades de infantaria. Cada grupo de cadetes é acompanhado por dois homens de resgate, responsáveis por avaliarem a aplicação da teoria, bem como proporcionar segurança ao exercício. A área também recebe um grupo fictício de militares realizando o papel de inimigos, na intenção de encontrar os evasores, de modo a trazerem mais realismo à atividade, aumentando o nível de estresse dos cadetes, que caso capturados poderiam até ser afastados do exercício.

A missão também mantém o treinamentos dos homens de resgateA missão não tem por objetivo apenas ensinar os cadetes, mas também manter o treinamento de homens de resgate, infantes e pilotos da própria Força Aérea. Durante o exercício foram utilizadas duas aeronaves H-60 Black Hawk dos Esquadrões Pantera (5°/8°GAV) e Harpia (7º/8º), uma aeronave H-50 Esquilo e um T-27 Tucano da própria AFA.

“O Esquadrão apoiou a operação com uma aeronave H-60 Black Hawk. Paralelo a isso, estávamos com uma tripulação preparada para apoio aeromédico”, ressaltou o Capitão Aviador Gabriel Amaro dos Reis Junior, do 5º/8º GAV. “O benefício para a nossa unidade é proporcionar essa proximidade dos cadetes com unidades operacionais, bem como a nossa elevação operacional, tendo em vista que os helicópteros estão aptos a realizar esse tipo de missão: a infiltração em um território inimigo e o resgate de um evasor em território hostil”, concluiu.

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