TREINAMENTO

Brasil sedia evento de proteção contra armas químicas com a participação de 18 países

Na abertura do encontro foi oficializada a criação do Centro Regional de Assistência e Proteção de Armas Químicas
Publicado: 29/08/2017 15:00
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Fonte: ASCOM Ministério da Defesa
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

A Força Aérea Brasileira (FAB) participa, até a próxima sexta-feira (01/09), do Quarto Exercício em Assistência e Proteção para América Latina e Caribe (EXBRALC II 2017), que começou no Rio de Janeiro (RJ) nessa segunda-feira (28/08). O treinamento reúne representantes de agências de resposta a emergências químicas, de defesa civil ou de segurança de 18 países e tem como objetivo preparar militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com cooperação internacional, para ações de descontaminação em caso de ataque.

Na abertura do encontro foi oficializada a criação do Centro Regional de Assistência e Proteção de Armas Químicas (CAPAQ-BRASIL), com a finalidade de permitir que o Brasil, como estado-parte integrante da Convenção para a Proibição de Armas Químicas (CPAQ), crie mecanismos para a formação e qualificação de pessoal em cooperação com outros países da América Latina e do Caribe. Tal medida atende à solicitação da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em um trabalho feito em coordenação com a Autoridade Nacional, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O Chefe de Operações Conjuntas do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas, General César Augusto Nardi, explicou que o centro reunirá as expertises das três Forças Singulares – Marinha, Exército e Aeronáutica – para contribuir com nações amigas com relação à proteção contra ameaças químicas.

“Com a criação do CAPAQ, o Brasil espera ter dado um grande passo, a fim de somar a outros países, contribuindo significativamente, para a assistência e proteção contra as armas químicas”, ressaltou o General. “A atividade do segmento de defesa, atinente à área de defesa química, biológica, radiológica e nuclear tem sido intensa, no que se refere a grandes eventos”, complementou.

A representante da OPAQ, Ditta Ciganikova, elogiou o envolvimento das autoridades brasileiras com o assunto. “Gostaria de agradecer ao governo brasileiro, não só pela generosidade em propiciar adestramentos conjuntos, como também, em compartilhar treinamentos de ações médicas e gestão de feridos”, disse.

Já o Chefe do Escritório de Representação do MRE no Rio de Janeiro, Embaixador Eduardo Prisco Paraíso Ramos, reforçou a importância do encontro. “O contínuo e firme apoio do Brasil ao fortalecimento do regime de desarmamento e não proliferação da OPAQ é a busca do ideal de um mundo livre de armas de destruição em massa”, afirmou.

E o Chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTIC, Ministro Luís Felipe Fortuna, falou sobre a importância da cooperação do Brasil com os demais países da América Latina. “A iniciativa fortalece a inserção do governo brasileiro nos esforços para a integração regional, e no estreitamento das relações entre o Brasil e a comunidade latino-americana e caribenha. Nesse caso, em especial para o desarmamento e para a não proliferação das armas químicas, bem como assistência e proteção nas emergências", concluiu.