LAAD 2017

FAB apresenta experiência de contratos que incluem compensações

Temática fez parte da programação de seminários de defesa que ocorrem paralelos à feira
Publicado: 06/04/2017 14:48
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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Jussara Peccini

A experiência de 30 anos de uso de acordos de compensação (offset) em contratos de aquisição de produtos de defesa foi tema de seminário nesta quarta-feira (05/04), durante a 11ª edição da LAAD. O Chefe da Sexta Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, setor responsável pela área de ciência e tecnologia e de acordos de offset, expôs os desafios para a concretização dos projetos dessa natureza e as oportunidades que o modelo pode oferecer a outros setores da economia do País.

Brigadeiro Paulo Vasconcellos apresentou experiência em projetos com offset

“Nossa busca é fortalecer e capacitar a indústria nacional”, afirmou o Brigadeiro do Ar Paulo Eduardo Vasconcellos.

Segundo o oficial-general, a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) do Ministério da Defesa está estudando uma nova política nacional de compensação para fortalecer e ampliar o uso da ferramenta.

O Brigadeiro também informou que o Comando da Aeronáutica é considerado uma referência neste assunto. Desde o primeiro projeto envolvendo offset, realizado pela instituição na década de 1950 - ao adquirir o avião Gloster Meteor do Reino Unido - a instituição aprimorou o modelo. Hoje, a FAB requisita compensações de até 100% do valor do contrato e direciona os investimentos para a área aeroespacial. Entre as organizações da FAB que atuam com o modelo estão a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea) e o Comando-Geral de Apoio (Comgap).

Um dos exemplos mais recentes de contratos de aquisição envolvendo offset efetuados pela FAB é o do Gripen. A proposta da Suécia envolveu compensações na ordem de 149% do valor contratado. O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), instalado em Gavião Peixoto (SP) é o primeiro de um lista de cerca de 60 projetos de offset avaliados em US$ 9 bilhões.

Desafios e oportunidades – Na avaliação do oficial-general, o modelo amplamente utilizado no segmento de defesa em todo o mundo poderia ser adotado por outros setores da economia brasileira. “O offset torna a oferta mais atrativa”, avalia sobre as potencialidades para o comprador e vendedor.

No entanto, enfatiza que as empresas dispostas a entrar em projetos dessa natureza devem elaborar um plano de negócios para melhor aproveitar o conhecimento advindo nesses processos. Uma alternativa é ampliar a possibilidade de uso da tecnologia em questão, por exemplo, para outras áreas, reduzindo a dependência da empresa com um único projeto de defesa. “É importante que a empresa identifique oportunidades de negócios e como poderá usar em outras áreas”, afirma.