HABITAÇÃO

Defesa, Cidades e Caixa assinam cooperação técnica para financiamento da casa própria

Cerca de 75 mil militares devem ser beneficiados com programa de habitação no âmbito do Minha Casa, Minha Vida
Publicado: 17/11/2016 15:45
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini

O Suboficial Adilson Faria está prestes a completar 30 anos de serviço militar no Comando da Aeronáutica. Nesta fase que antecede a passagem para a reserva, uma das preocupações dele é onde a família vai morar. “Minha preocupação é ter uma casa própria”, afirma o militar, pai de dois filhos, que vê a residência como parte integrante da família e considera o valor dos aluguéis residenciais de Brasília caros.

Foi pensando em casos como este que os ministérios da Defesa e das Cidades e a Caixa Econômica Federal assinaram, nesta terça-feira (17/11), um termo de cooperação com objetivo de criar um Programa de Habitação que viabilize financiamentos para militares das Forças Armadas no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

“O sonho da casa própria, sobretudo para o militar, é extremamente importante. Depois da comida, depois do emprego, a dignidade de um homem está muito relacionada com a sua família, com ter uma casa”, afirmou Raul Jungmann.

O ministro também destacou que em virtude das características da profissão, os militares estão sujeitos a deslocamentos a qualquer lugar e a qualquer hora, incluindo regiões de fronteira e locais isolados, e a sacrifícios da carreira para prestar serviço de forma absolutamente compromissada com o País.

De acordo com os cálculos do ministério da Defesa, a demanda é de 75 mil militares, especialmente dos chamados “Praças”, sargentos, cabos e soldados de carreira ou estabilizados, que representam cerca de 60%. “Estamos preocupados com aqueles que formam a base”, afirmou Jungmann no discurso.

Nas próximas semanas, técnicos das pastas integrarão um grupo de trabalho para identificar as necessidades e peculiaridades habitacionais. O cronograma de trabalho prevê apresentar uma proposta até maio de 2017. De acordo com o ministro da Defesa, a expectativa é de que o programa entre em funcionamento já no próximo ano e tenha duração de cinco anos, prorrogável por mais cinco.

“Nossa prioridade é atender a brasileiros que precisam ter habitação, que se enquadram dentro das faixas [do Programa Minha Casa, Minha Vida]. Não há nenhum privilégio para as Forças [Armadas], elas têm o mesmo sistema de financiamento, não há nenhum tipo de subsídio adicional”, explicou o ministro Raul Jungmann.

Recursos - De acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, os recursos deste programa são do Tesouro Nacional, ou seja, são os mesmos do programa Minha Casa Minha Vida, ao qual os militares já tem acesso como todos os brasileiros. O programa propõe compreender qual é a necessidade das Forças Armadas brasileiras, não apenas de forma quantitativa, mas o modelo que se encaixa no padrão e na rotina de vida do militar.

“Isso será feito a diversas mãos, [envolvendo] quem formula e quem executa, para atender a uma necessidade final: que é atender as famílias militares”, destacou Araújo sobre o trabalho conjunto dos técnicos das três instituições.