CARREIRA

Estagiários de asas rotativas participam de cerimônia para escolher unidade aérea

Durante o evento são apresentadas as unidades aéreas com vagas a serem preenchidas
Publicado: 14/11/2016 13:30
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Fonte: SCS BANT
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Emília Maria

Os futuros pilotos de helicóptero da FAB escolheram sua primeira unidade operacional em cerimônia realizada no dia 10 de novembro no Esquadrão Gavião (1º/11º GAV) em Natal (RN). A escolha marca o início da vida operacional dos aviadores de asas rotativas.

“Essa é a primeira vez em que eles se sentem efetivamente como pilotos de combate. Foi com isso que eles sonharam durante toda a formação”, resume o Comandante do Esquadrão Gavião, Tenente-Coronel Aviador Alexandre Ribeiro de Carvalho, sobre a importância do momento em que os alunos do Curso de Especialização Operacional de Asas Rotativas (CEO-AR) definem qual será a primeira unidade operacional em que servirão. “O resultado da escolha é fruto de um ano inteiro de trabalho e marcará sua vida operacional dentro da FAB”, explica o Comandante.

Durante o evento são apresentadas as unidades aéreas com vagas a serem preenchidas e a escolha ocorre de acordo com a antiguidade dos militares, resultante não só do desempenho durante a especialização, mas de toda a vida na Aeronáutica. “Desde a Academia da Força Aérea (AFA), a gente vem nessa fase de formação e a satisfação é grande por pensar no próximo ano, em que poderemos fazer operações reais e exercer a missão que escolhemos para o resto da vida”, afirmou o Tenente Aviador Luís Fernando Silva Alves, estagiário que escolheu o Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), sediado em Santa Maria (RS).

Dentre as unidades, foram ofertadas 3 vagas para o 2º/8º GAv, sediado em Porto Velho, 6 vagas para o 5º/8º GAv, de Santa Maria, 6 vagas para o 7º/8º GAv, de Manaus e 5 vagas para o 2º/10º GAv, de Campo Grande. O Comandante do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAv), Tenente-Coronel Jorge Marcelo Martins da Silva, saiu de Campo Grande para se apresentar aos estagiários que escolheram ser futuros pilotos de busca e resgate, apresentar a unidade e entregar a bolacha do esquadrão. “Eles fizeram uma escolha do coração, é a primeira deles e mesmo que mudem para outros esquadrões ao longo da carreira, para sempre serão Pelicanos”, disse o Tenente-Coronel Martins.

Além do 1º/11º GAv, os estagiários do 1º/5º GAv e do 2º/5º GAv também farão, nos dias 17 e 24 de novembro, as escolhas das unidades operacionais da II, III e da V Força Aérea, que operam as aviações de patrulha, caça e reconhecimento e transporte, respectivamente.

Programa de Especialização Operacional 

O PESOP tem como objetivo capacitar os estagiários, egressos da Academia da Força Aérea, para exercer as atividades operacionais demandadas aos Oficiais Aviadores. A primeira parte do curso, de instrução teórica, acontece no Grupo de Instrução Tática Especializada (GITE), no Curso de Tática Aérea.

Em seguida, tem início a capacitação prática, necessária para que o estagiário se torne um piloto de combate, especializado em uma das cinco aviações da FAB: caça, transporte, patrulha, reconhecimento ou asas rotativas. Os Cursos de Especialização Operacional são realizados pelos esquadrões de instrução aérea sediados na Base Aéra de Natal, o 2º/5º GAv, o 1º/5º GAv e o 1º/11º GAv.

Dentro do PESOP, o Curso de Especialização Operacional de Asas Rotativas (CEO-AR) é desenvolvido pelo 1º/11º GAv e tem como objetivo formar e especializar os novos pilotos da Força Aérea Brasileira que, após o período de um ano, serão destinados aos efetivos dos esquadrões operacionais de asas rotativas, que operam os helicópteros.

No CEO-AR são ministradas instruções teóricas sobre a aeronave H-50 e os conhecimentos de aerodinâmica e tráfego aéreo específicos para a aviação de asas rotativas. Na fase prática, são realizadas instruções que permitirão ao aluno ter domínio do helicóptero, realizando pairados, voo em área restrita, pouso de assalto, içamento, carga externa, entre outras.

Também são apresentadas as missões desempenhadas pelos esquadrões de asas rotativas da FAB, como busca e resgate, emprego em combate, escape de aeronaves submersas, para que o Aviador em formação possa escolher em qual se engajar durante sua vida operacional.