SOCORRO

Black Hawk resgata crianças em aldeia indígena no Pará para tratamento médico

Evacuação Aeromédica aconteceu na aldeia de Cuxaré, no estado do Pará, a 900km de Belém
Publicado: 07/11/2016 11:55
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Gabrielli Dala Vechia

Um helicóptero H-60 Black Hawk, do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), decolou às 22h do último sábado com destino à aldeia de Cuxaré, no noroeste do Pará, para resgatar duas crianças que necessitavam de atendimento médico emergencial. De Manaus (AM), onde está sediado o esquadrão, foram seis horas de voo até a reserva indígena, com uma parada em Santarém (PA) para aguardar a luz do dia. Os oito militares que estavam a bordo - tripulantes, resgateiros, um médico e um enfermeiro - levaram as crianças, de 1 e 8 anos, para serem atendidas em um hospital de Macapá (PA).

Segundo o médico, Tenente André Cavalcante Saraiva, o menino, de apenas um ano de idade, estava com queimaduras de 2º e 3º graus após ter caído, acidentalmente, dentro de uma fogueira, dois dias atrás. A área corporal queimada era de 12% a 15% e o risco maior é o de infecção. A queimadura estava sendo tratada pela técnica de enfermagem da aldeia apenas com pasta de água que, segundo o médico, não alivia a dor, tampouco trata os ferimentos. "Nossa maior preocupação com ele não é a queimadura em si, mas sem a proteção da pele o corpo fica sensível a infecções, especialmente para crianças. Avalio que, mais dois dias sem socorro, e ele poderia desenvolver septisemia, que é uma infecção generalizada grave", explica o Tenente André. Já a menina, de oito anos, estava com uma possível fratura ou luxação no tornozelo.

Um dos pilotos do helicóptero, Tenente Pedro Thiago da Silva Parra, afirma que essa foi a primeira Evacuação Aeromédica (EVAM) de que ele participou. O oficial conta que poder ajudar as pessoas foi uma das motivações para que optasse por servir no Esquadrão Harpia e explica que a aldeia indígena fica em um local isolado, sendo que a única forma rápida de chegar até lá é por via aérea. "Posso dizer que ajudar a prestar socorro a essas crianças foi a realização de um sonho", afirma o Tenente Parra.

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