TRÁFEGO AÉREO

Sala Master gerencia o tráfego aéreo durante o encerramento dos Jogos Paralimpícos

Ações integradas entre defesa aérea e controle de tráfego aéreo atestam bons resultados durante os Jogos Rio 2016
Publicado: 19/09/2016 12:12
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Fonte: DECEA, por Denise Fontes
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini

Cerca de 62 mil passageiros devem embarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (19/09), um dia após o encerramento dos Jogos Paralímpicos. De acordo com a Concessionária RioGaleão, 4,5 mil só da família olímpica– atletas, delegações e voluntários. O número não deve ultrapassar a marca histórica de 85 mil passageiros, mais que o dobro registrado em um dia normal, no dia seguinte aos encerramentos dos Jogos Olímpicos (22/08).

Para garantir a segurança e a fluidez das operações áreas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quando mais de um milhão de atletas, delegações e turistas circularam pelos aeroportos brasileiros durante as competições, a Força Aérea Brasileira (FAB) atuou em várias frentes. Uma delas foi a coordenação da Sala Master de Comando e Controle, onde militares da FAB, representantes de órgãos governamentais e entidades do setor de aviação, coordenaram as demandas de tráfego aéreo durante os Jogos, para evitar impacto na rotina da aviação civil.

Para o coordenador da Sala Master de Comando e Controle, Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, com o término das Paralimpíadas, o ciclo de planejamento, iniciado anos atrás, foi finalizado com sucesso.“Os índices alcançados de pontualidade dos voos e as ações integradas entre defesa aérea e controle de tráfego aéreo atestam bons resultados durante os Jogos Rio 2016”, avalia o oficial-general.

O índice de pontualidade nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont (RJ), Congonhas, Guarulhos e Viracopos (SP), Confins (MG), Salvador (BA), Manaus (AM) e Brasília (DF), durante o evento esportivo, ficou em torno de 95%, segundo o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea(CGNA).

A Sala Master já havia funcionado em outros eventos, como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável(Rio+20), a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo. O número de organizações envolvidas aumentou de 17 instituições em 2014 para 27 nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

O Coronel Aviador Marcos Kentaro Adachi, representante da Divisão de Operações da Sala Master, explica que esse modelo agilizou o processo de decisão.“O resultado foi bastante positivo. No que diz respeito às atuações, ao tempo de resposta, nada melhor do que reunir dentro de uma sala, trabalhando de forma integrada diversos órgãos com um propósito, um objetivo único”, afirmou.

Fotos: DECEA/Luiz Eduardo Perez