PARALIMPÍADA 2016

Militares da FAB atuarão como juízes no Tiro Esportivo

As provas ocorrem entre os dias 5 e 15 de setembro em Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro
Publicado: 05/09/2016 09:15
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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Flávio Nishimori

Três militares da Força Aérea Brasileira (FAB) participam como árbitros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. A competição, primeira edição a ser realizada na América do Sul, deve reunir, entre os dias 7 e 18 de setembro, mais de quatro mil atletas em 23 modalidades. A Capitão Raquel Teresa de Souza Gomes, o Suboficial da reserva Edmilson Carneiro de Oliveira e o Sargento Marcelo Rodrigues Machado serão juízes no tiro esportivo. Os três militares trazem na bagagem a experiência de terem participado da Rio 2016.

A modalidade de tiro esportivo estreou nos Jogos Paralímpicos em Toronto 1976. Na Rio 2016, os atletas miram o pódio em 12 provas – todas individuais, usando quatro tipos de armas esportivas. As disputas são masculinas, femininas e mistas.

Árbitro internacional de tiro esportivo paralímpico desde 2013, o Sargento Marcelo vê nas Paralimpíadas um novo desafio, pois a competição possui várias particularidades.

“Nós precisamos ficar muito atentos, pois devemos seguir tanto as regras da Federação Internacional de Tiro como as do comitê paralímpico”, explica. “Além disso, cada atleta, dependendo de sua deficiência, precisa de um tipo de adaptação para competir”, complementa o militar.

Atletas com diferentes tipos de deficiência podem competir juntos em três classes: SH1 pistol – atletas com deficiência nos membros inferiores e/ou braço não usado para atirar; SH1 rifle – atletas com deficiência nos membros inferiores; e SH2 rifle – atletas com deficiência nos membros superiores e que precisam de suporte para a arma, pois não conseguem segurá-la com os braços.

O árbitro na prova é responsável pelo cumprimento das regras da prova, além de dirimir dúvidas acerca de qualquer situação relativa à segurança. Também gerencia o estande de tiro para a realização da prova. A Capitão Raquel deve atuar nas competições de tiro 10m e em todas as finais da modalidade no Centro Olímpico de Tiro em Deodoro, zona oeste do Rio de Janeiro.

“Vai ser bem gratificante poder desenvolver esse trabalho e constatar a superação desses atletas. Assim como nas Olimpíadas, será uma experiência única”, ressalta a Capitão Raquel, árbitra desde 2014.

Na competição existem equipamentos de apoio para os atletas, como mesas e cadeiras de tiro, além de suportes para as armas. Como na disputa do tiro convencional, as regras variam de acordo com a prova, a distância, o tipo do alvo, a posição de tiro, o número de disparos e o tempo para atirar.

O alvo tem 10 circunferências, com pontuações diferentes, e o círculo do meio, o menor de todos, vale 10 pontos. Os oito melhores atletas na qualificação avançam para a final, sendo campeão quem atingir a maior pontuação entre os finalistas.