RIO 2016

Arbitragem dos Jogos Olímpicos contou com militares da FAB no tiro esportivo e badminton

No total, seis militares atuaram em Deodoro e no Pavilhão 4 do Riocentro
Publicado: 24/08/2016 11:00
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Fonte: CDA
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Jussara Peccini

A arbitragem das competições dos Jogos Olímpicos Rio 2016 também contou com a participação de seis militares da Força Aérea Brasileira (FAB) nas provas de tiro esportivo e nas competições de badminton.

A Capitão Raquel Teresa de Souza Gomes, o Suboficial da Reserva Edmilson Oliveira e o Sargento Marcelo Machado atuaram nas provas de tiro, realizadas em Deodoro. “Eu e os outros árbitros fomos chamados à sede do Comitê Rio 2016. Lá estavam o Secretário-geral e o Vice-presidente da ISSF (Federação Internacional de Tiro Esportivo), e recebemos a informação de que havíamos sido escolhidos como árbitros das Olimpíadas. Perguntaram se nós aceitávamos e respondemos que seria uma honra”, revelou o Sargento Marcelo. “Participar dos Jogos foi pura emoção”, avalia.

O árbitro na prova de tiro é responsável pelo cumprimento das regras da prova, além de dirimir dúvidas acerca de qualquer situação que afete a segurança e também gerenciar o estande de tiro para a realização da prova. O processo de escolha para a equipe que formaria o time de arbitragem da Olimpíada iniciou em 2014. Desde então, eles participaram de vários eventos preparatórios.

A experiência acumulada em duas Copas Mundiais, nos Jogos Panamericanos de 2007 e nos Jogos Mundiais Militares fundamentou o passaporte do Suboficial Oliveira para a Olimpíada. “Mas tudo começou nas competições de tiro realizadas nas escolas militares”, conta sobre seu início no esporte.

“Uma experiência única, de aprendizado com árbitros que já participaram de várias competições importantes”, expressa a Capitão Raquel. A oficial foi campeã de tiro das Forças Armadas em 2012 e representante do Time Brasil da modalidade nos Jogos Panamericanos de Toronto e nos Jogos Mundiais Militares na Coreia do Sul, competições realizadas em 2015.

Nas quadras de Badminton, no Pavilhão 4 do Riocentro, quatro militares da FAB atuaram como juízes de linha. Cada partida exige dez juízes. “Muitos árbitros brasileiros participaram da seleção. Nós éramos avaliados em cada competição que atuávamos como árbitros. Quando saiu a convocação para atuar na Olimpíada eu fiquei muito feliz. Foi o resultado de uma grande dedicação que iniciou em 2012”, revelou o Suboficial da Reserva Adolfo Gomes Maia, que não escondeu a emoção de participar do maior evento esportivo do mundo.

Além dele, participaram o Suboficial Armando Luiz de Souza Guimarães, o Sargento Anderson Colman Chaves e o Sargento Marcelo Rodrigo da Silva. “Senti-me muito orgulhoso ao ser escolhido para representar o Brasil, como juiz de linha no principal evento do esporte. O convívio com árbitros internacionais experientes foi um dos fatores importantes nessa minha participação nos Jogos”, declarou o Sargento Colman.