AJUDA HUMANITÁRIA

Após decreto, FAB já realizou 15 missões de transporte de órgãos

Desde a assinatura do documento que regulamentou o uso de aeronaves da FAB para esse fim, já foram transportados 17 órgãos
Publicado: 30/06/2016 16:26
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Gabrielli

 | Após 24 dias, desde a assinatura do decreto presidencial que regulamentou a disposição de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para transporte de órgãos, já foram realizadas 15 missões com esse objetivo. Até o momento, foram nove corações, seis fígados e dois pâncreas transportados.

Apenas nessa semana, foram quatro transportes. Na segunda-feira (27/06), o Esquadrão Pégaso (5º ETA) decolou de Canoas (RS) com destino a Curitiba (PR), para embarque da equipe médica, e seguiu até Lajes, no interior de Santa Catarina, onde se encontrava o doador de órgãos. De lá, retornaram à capital paranaense, onde o paciente aguardava o transplante. Na terça-feira (28/06), houve acionamento do Esquadrão Carajá (4º ETA), que saiu de Guarulhos (SP) para São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Taubaté - todas as cidades no interior de São Paulo. No mesmo dia, o Esquadrão Guará (6º ETA) transportou um fígado de Porto Velho (RO) para Fortaleza (CE). Já na quarta-feira (29/06), a missão de transporte de um coração foi realizada, novamente, pelo Esquadrão Guará, que decolou de Brasília (DF) rumo a Vitória (ES) e Uberlândia (MG).

 | O Tenente Fábio Rodrigues Neves foi um dos pilotos dessa última missão, que saiu da capital federal. Ele conta que esse tipo de operação possui prioridade absoluta em relação aos procedimentos de tráfego aéreo, pois o tempo é um fator essencial no sucesso do transporte. O aviador também explica que, necessariamente, o responsável pelo transplante é quem precisa fazer a retirada do órgão, portanto, a primeira etapa da missão é o embarque da equipe médica. "Quando fazemos esse tipo de transporte é que vejo como minha escolha profissional valeu a pena. Contribuir para salvar uma vida humana é uma situação indescritível e essa é a terceira vez que pude ajudar alguém", conta o Tenente Fábio.

Segundo o médico responsável pelo transplante, Heber Souza Melo Silva, o paciente que recebeu o coração tem 79 anos e passa bem. A isquemia do órgão é de quatro horas - um tempo curto, já que se trata de um músculo cuja fibra é muito dependente de oxigênio. O médico explica que, quanto mais o tempo passa, maior a chance de lesões no órgão, diminuindo as possibilidades de sucesso do transplante. Cada minuto faz a diferença e, por isso, o apoio das aeronaves da FAB é imprescindível.

"Aqui no Espírito Santo, frequentemente temos ofertas de doadores de outros estados. Mas, devido à logística de transporte, não conseguimos buscar órgãos a distâncias mais longas. O apoio da FAB foi de grande importância, nós estamos muito agradecidos. Sem esse auxílio, seria inviável. Simplesmente, não teria acontecido", diz o médico.