TRÁFEGO AÉREO

Brasil é o único país da América do Sul a participar de evento sobre tráfego aéreo

O evento contou com a participação de países dos diversos continenentes
Publicado: 30/05/2016 15:43
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Fonte: ICEA
Edição: Agência Força Aérea, por Ten João Elias

Conferência  Sd CuriO Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) e a empresa brasileira ATECH Negócios em Tecnologia S/A formaram a equipe que representou o Brasil no evento final do Projeto Mini-Global II, realizado na última semana de abril. As ações foram promovidas pela Federal Aviation Administration (FAA), órgão que regulamenta a aviação civil nos Estados Unidos, junto à empresa Embry-Riddle, em Daytona Beach, nos Estados Unidos. Esta foi a primeira participação brasileira efetiva no projeto que almeja a interoperabilidade, harmonização e eficiência dos sistemas e dados globais da aviação.

O Projeto Mini-Global II é um esforço colaborativo entre a FAA, órgão que regulamenta a aviação civil nos Estados Unidos, e outros Prestadores de Serviços de Navegação Aérea (ANSP) localizados ao redor do mundo. O objetivo é aperfeiçoar e simplificar, através de padronização, o fluxo e gerenciamento de informações aeronáuticas, meteorológicas e de voo. O conceito System Wide Information Management (SWIM) proporciona um modelo uniforme de troca de informações pertinentes ao gerenciamento de tráfego aéreo, tornando-as mais ágeis, confiáveis e acessíveis.

Militares do ICEA que participaram do do evento  Sd CuriO Brasil foi o único país da América do Sul no evento. Canadá, Japão, Portugal, Singapura e Tailândia também participaram da demonstração realizada nos dias 26, 27 e 28 de abril. O Tenente Rafael de Araújo Almeida, que acompanhou o projeto por parte do ICEA, comentou sobre o cenário operacional simulado do qual o DECEA participou.

“O cenário do Brasil consistiu em um voo partindo do Rio de Janeiro com destino a Nova York, com o intercâmbio de informações entre os sistemas. Essa rota envolveu Brasil, Trindade e Tobago e Estados Unidos. A FAA teve o intuito de realizar testes envolvendo vários países a fim de verificar tanto a parte técnica quanto operacional de cada ANSP, e também de observar como funcionará essa nova arquitetura proposta de fluxo de informações a nível global”, disse o oficial.

A nova sistemática para a navegação visa atender ao Aviation System Block Upgrades (ASBU), ou seja, às metas globais de aprimoramento estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Promete redução de atrasos de voos, economia de combustível, aperfeiçoamento do controle de tráfego aéreo e também visa proporcionar maior agilidade às aeronaves tanto em solo quanto em voo.