TECNOLOGIA

Presidenta Dilma conhece estrutura de monitoramento do Satélite Geoestacionário

Ela recebeu explicações sobre o projeto e ressaltou sua importância para o avanço tecnológico no setor
Publicado: 23/03/2016 16:45
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Flávio Nishimori

A presidenta Dilma Rousseff conheceu, nesta quarta-feira (23/03), uma parte da infraestrutura de solo a ser utilizada para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Ela recebeu explicações sobre a antena de comando e controle, com 13 metros de diâmetro e 18 de altura, responsável por controlar o satélite assim que entrar em órbita. No evento, ela esteve acompanhada dos ministros da Defesa, Aldo Rebelo; das Comunicações, André Figueiredo; e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

“O satélite vai ser lançado numa parceria com a França. E não é só lançar o satélite, mas num segundo momento, temos que ser capazes de produzi-los no Brasil. Aqui será um dos centros onde nós teremos todo o controle do satélite tanto para fins de defesa quanto para uso de comunicação. Isso é muito importante”, ressaltou a presidenta.

O Centro de Operações Principal, que ficará em Brasília dentro da área do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR), será aparelhado, além da antena de comando e controle, com estações de trabalho de radiofrequência e de monitoramento.

“A antena é apenas uma parte visível de todo esse projeto de telecomunicações e de defesa. Nós vamos colocar daqui  a poucos meses um satélite em órbita, que vai melhorar significativamente as comunicações no Brasil, incluindo as comunicações militares. E tudo isso faz parte de um sistema maior que estamos organizando denominado de Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE). Ele será gerenciado pelo Centro de Operações Espaciais, que já está criado e contará com militares das três Forças, além de civis”, explicou o Comandante da Aeronáutica.

O ministro das Comunicações destacou que o lançamento do SGDC deve beneficiar a população brasileira em dois aspectos.

“No aspecto da defesa, utilizando a banda X, é um satélite estratégico para o Brasil que vai cobrir todo o território nacional e o mar territorial. Já na área de telecomunicações, através da banda Ka, vai propiciar levarmos internet de forma rápida aos locais mais longínquos onde nós não conseguimos chegar com fibra óptica”, disse André Figueiredo. “É um avanço tecnológico indispensável para toda nossa programação de fazermos com que o Brasil possa ter a internet chegando de forma rápida, eficiente, consequentemente propiciando não apenas a integração da população brasileira, mas também o acesso ao conhecimento”, complementou.

O Satélite deve ser lançado entre dezembro deste ano e fevereiro de 2017. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD), das Comunicações (MC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e envolve investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão. 

O Coronel Hélcio Vieira Júnior, comandante do Centro de Operações Espaciais do Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), explicou que o SGDC é apenas um dos satélites de um programa mais amplo.

“Os demais vão envolver, por exemplo, satélites de sensoreamento remoto, que vão possibilitar o monitoramento de toda a nossa fronteira seca e molhada”, afirmou. O militar explicou, ainda, como o satélite vai proporcionar maior segurança na comunicação militar. “Primeiro pela quantidade de informação que ele vai permitir trafegar; segundo pelo fato do controle do satélite ser nacional; e terceiro pelo fato de termos técnicos trabalhando na França que vão trazer um conhecimento tecnológico que vai permitir aos próximos satélites terem um conteúdo nacional muito maior”, finalizou.  

 
Assista ao vídeo com a visita da Presidenta Dilma Rousseff