TREINAMENTO

Cadetes da Academia da Força Aérea realizam salto de emergência

Atividade envolveu militares de outras Forças
Publicado: 25/03/2016 09:00
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Fonte: Academia da Força Aérea
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Cynthia Fernandes

  A sensação de queda livre durou apenas alguns segundos, mas a preparação dos 203 cadetes do Primeiro Esquadrão da Academia da Força Aérea (AFA) para o salto de emergência foi um pouco mais extensa. Foram cinco dias de um intenso treinamento para o curto momento do salto. A instrução, que tem por objetivo preparar os futuros oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) a abandonar uma aeronave em situação de risco, ocorreu entre os dias 28 de fevereiro e 20 de março.

Os cadetes foram instruídos por militares do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR). Foram realizadas atividades teóricas e práticas sobre manuseio do equipamento de paraquedismo, aulas de aterragem de plataforma, técnicas de controle do paraquedas, além uma intensa rotina de preparo físico. Uma aeronave C-115 Buffalo transformada em monumento na AFA também foi utilizada como auxilio ao treinamento.

Esse foi um momento bastante aguardado pela Cadete Aviadora Marinha Krawulski. “Eu já sabia que realizaria o salto de emergência no primeiro ano, então, estava bastante ansiosa”, conta. Apesar de tranquila, os momentos na rampa foram de bastante apreensão. “A hora que a rampa abriu fiquei um pouco nervosa, mas quando coloquei o pé pra fora não consegui pensar em mais nada. Foi um dos melhores momentos da minha vida!”, declara.

Pai e filho realizam salto de emergência juntos  A missão também reforça a parceria da FAB com o Exército e a Marinha. Em uma ação de interoperabilidade entre as três Forças Armadas, sete cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras e cinco aspirantes da Escola Naval também realizaram o salto. Além de ensinar as técnicas para o abandono de uma aeronave, a atividade permite a integração e o conhecimento mútuo, que é necessário para futuras missões reais conjuntas.

Para o Cadete de Infantaria João Pedro Topan, a missão foi revestida de uma emoção especial. Ele realizou o salto ao lado do seu pai, Brigadeiro de Infantaria Luiz Claudio Topan. “Meu filho nasceu no Hospital da Academia da Força Aérea, quando eu era Instrutor desta escola. Saiu daqui aos quatro anos de idade e sempre acompanhou de perto minha vida profissional”, conta o Brigadeiro Topan. O modelo dentro de casa foi decisivo para a escolha profissional do cadete: “Ele é um exemplo para mim. Este momento foi único na minha vida e ter o meu pai ao meu lado me deixou mais tranquilo”, conta o Cadete Topan.

A oportunidade de pai e filho saltarem juntos foi possível porque a atividade também é utilizada para promover treinamento aos Paraquedistas Militares do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR).

Ao todo, mais de 30 militares de diversas unidades espalhadas do Brasil mantiveram-se atualizados e preparados para missões reais. Segundo os coordenadores da missão, ao todo, foram realizados 460 saltos.