OPERACIONAL

Tripulações de helicóptero exercitam resgate em convés de navio

Além da manutenção operacional, a FAB forma novos profissionais de busca e salvamento durante o Exercício Carranca V
Publicado: 17/03/2016 16:30
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Fonte: Exercício Carranca V, por Ten. Jussara Peccini

  Agência Forçca Aérea/Sargento Johnson   5/8 GAV"Por incrível que pareça, esse tipo de ação é frequente", avisa o Major Ivan Fernandes Faria, oficial de operações do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV). Somente em dezembro do ano passado, o Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), localizado em Belém (PA), realizou dois resgates em navio em alto-mar. Em um deles, a vítima havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC); no outro, um tripulante filipino apresentava infecção abdominal.

No domingo (13/03), antes de iniciar a segunda fase do Exercício Carranca V, realizado a partir da Base Aérea de Florianópolis (BAFL), a unidade unidade aérea, sediada em Santa Maria (RS), finalizou mais uma etapa na formação operacional de cinco pilotos, sete tripulantes e dois resgateiros. A bordo do helicóptero H-60 Black Hawk, cada profissional executou ao menos cinco missões de resgate em convés (incluindo a execução de hi-line, técnica que permite manter navio e helicóptero em alinho para remoção de várias vítimas mais rápido).

  5/8 GAVAo longo de quatro dias, a técnica foi treinada com apoio do navio patrulha Babitonga, da Marinha do Brasil, localizado até 36km da costa (20 milhas náuticas). O resgate em convés de embarcações faz parte do cronograma de treinamento de novas tripulações. "É importante não apenas para a FAB, mas para o Brasil, para quem precisa ser socorrido", explica o major sobre a necessidade de ter profissionais atualizados. O país tem mais de 7 mil km de costa e estão sob sua responsabilidade operações de busca e salvamento até o meridiano 10 W (no meio do Oceano Atlântico).

O procedimento não é simples e requer total integração entre piloto, operador de guincho e resgateiro. "É um procedimento trabalhoso. A dificuldade está em realizar o procedimento de guincho em um local onde tudo se move", explica o major. "Na terra, há referências fixas", compara. Por isso, quem indica a direção, velocidade e altura ao piloto é o operador do guincho, profissional que também acompanha visualmente a localização da vítima, que normalmente está abaixo da aeronave, e o içamento de descida e subida do resgateiro.

O piloto também precisa manter o helicóptero pairando sobre a embarcação com distância de pelos menos dois metros do obstáculo mais alto. Ao descer, o resgateiro fica "pedalando" no ar para não girar e conseguir manter a direção visual do alvo a atingir.

  Agência Forçca Aérea/Sargento Johnson