AEDES AEGYPTI

Veja como você pode ajudar a combater o mosquito

Inseto transmite dengue, chikungunya e zika vírus
Publicado: 25/01/2016 14:30
Imprimir
Fonte: Agência Força Aérea/Min. Saúde/Fiocruz

  A responsabilidade de combater o mosquito Aedes Aegypti é de todos. Cada um pode ser um multiplicador de informações de como prevenir a proliferação do vetor responsável por transmitir dengue, chikungunya e zika. Manter as cidades livres de criadouros é hoje a maior preocupação no País, e a Força Aérea Brasileira (FAB) participa dessa missão. 

“O Comando da Aeronáutica está engajado nesta guerra contra o mosquito. Estamos reforçando as equipes de saúde para ajudar a população. Todos podemos fazer diferença na difusão de informações de prevenção  e na vigilância para eliminar os criadouros”, afirma o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar, Nivaldo Luiz Rossato.

De acordo com o Ministério da Saúde, a situação é grave e requer o esforço de toda a população. Entre as doenças transmitidas pelo mosquito está o Zika, que tem causado a microcefalia. Ainda não há remédio ou  vacina contra o vírus Zika, por isso, a principal forma de controlar a epidemia é eliminar os criadouros do mosquito. Segundo o Ministério da Saúde, o informe epidemiológico de quarta-feira (20/01) indica que até 16 de janeiro foram registrados 3.893 casos suspeitos de microcefalia, em 764 municípios de 21 unidades da federação. 

  Ministério da Saúde
O boletim aponta o detalhamento dos casos confirmados e descartados. Do total notificado, 224 tiveram confirmação de microcefalia e outros 282 foram descartados. Continuam em investigação 3.381 casos suspeitos de microcefalia. No total, foram notificados 49 óbitos por malformação congênita, cinco deles confirmados para a relação com o vírus Zika, todos na região Nordeste.

Entenda como o mosquito se prolifera - De acordo com Instituto Oswaldo Cruz, o mosquito Aedes Aegypti deposita seus ovos preferencialmente em águas limpas, não necessariamente potável. As larvas não conseguem sobreviver em reservatórios poluídos, com dejetos e muita matéria orgânica.

O Aedes aegypti coloca os ovos na parte úmida próxima à lâmina d’água  (paredes, por exemplo) e não diretamente na água. Pequenos armazenamentos de água, como calhas, coletores de ar condicionado e de geladeira já são suficiente para o mosquito depositar os ovos. 

Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Inicialmente, os ovos possuem cor branca e, com o passar do tempo, escurecem devido ao contato com o oxigênio. O ovo do A. aegypti mede aproximadamente 0,4 mm de comprimento e é difícil de ser observado.

Os ovos adquirem resistência ao ressecamento muito rapidamente, em apenas 15h após a postura.  Por isso, os ovos do mosquito transmissor da dengue podem ficar mais de um ano no seco (450 dias) e ainda assim serem capazes de originar novos mosquitos e encontrarem condições propícias para eclodir. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado. Todo o ciclo de vida do Aedes Aegypti, o acasalamento e a postura dos ovos, se dá dentro ou próximo de domicílios.

Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana: assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

Os ovos, inclusive, podem ser carregados para outras regiões pela ação humana e resistir até as chuvas do próximo verão, dificultando as ações de controle.

Para reconhecer o mosquito Aedes aegypti é fácil. Ele é mais escuro e possui marcações brancas no corpo e nas pernas. Além disso, o Aedes aegypti costuma ser mais ativo durante o dia, em especial no início da manhã e no fim da tarde, alimentando-se de sangue, geralmente de partes baixas do corpo, como pés e canelas.

  Ministério da SaúdeSeja um soldado da saúde e ajude a evitar e eliminar focos do mosquito -  De acordo com o Ministério da Saúde, dois terços dos criadouros estão dentro das residências. Por isso, a necessidade de mobilização. Cuidados básicos são fundamentais para o controle do vetor da dengue: tampar caixas e tonéis de água, desentupir ralos que possam acumular água, jogar fora pneus velhos, evitar deixar garrafas e recipientes que possam acumular água da chuva em área descoberta e virá-los de cabeça para baixo, eliminar pratinhos com água embaixo dos vasos de planta. Veja o que fazer:

• Evitar água parada, limpa ou suja;
• Mantenha caixas d’água vedadas;
• Mantenha calhas totalmente limpas;
• Galões, tonéis, poços e tambores bem vedados;
• Pneus sem água e em lugares cobertos;
• Ralos limpos e com tela;
• Bandejas de geladeira sem água;
• Pratos de va
so de planta com areia até a borda;
• Bromélias e outras plantas sem acúmulo de água;

 • Vasos sanitários sem uso fechados;
• Lonas de cobertura esticadas para não formar poças;

 • Piscinas e fontes sempre tratadas;
 • Retirar latas, garrafas e outros recipientes de áreas externas para que não acumulem água da chuva;
• Não jogar ou acumular lixo nas áreas externas;
• Após secar recipientes que continham água parada, limpar com uma esponja para retirar todos os ovos do mosquito;
• Higienizar o pote de água de seu animal de estimação sempre que trocar a água.

Veja o filme oficial do Ministério da Saúde sobre o combate ao mosquito: