AEDES AEGYPTI

Militares da FAB iniciam combate ao mosquito no Rio Grande do Norte

Expectativa é dobrar número de domicílios vistoriados em Parnamirim
Publicado: 14/01/2016 16:39
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Fonte: BANT

  Sob chuva, iniciou na manhã desta quinta-feira (14/01) a força-tarefa da Força Aérea Brasileira para combater os focos de reprodução do mosquito Aedes Aegypti em Parnamirim (RN). Até o final de janeiro, os 156 militares da Base Aérea de Natal ajudarão a cumprir a meta da Secretaria Municipal de Saúde de realizar uma varredura em todos os bairros de Parnamirim (RN) para evitar que o surto de dengue e zika vírus aumente com as chuvas, que já começaram na região.

Diariamente, 40 soldados e um sargento supervisor irão para as ruas, acompanhados dos agentes de endemias da prefeitura. Nesta quinta-feira, os militares foram divididos entre os bairros Parque Industrial e Centro para reforçar a ação dos agentes nas visitas domiciliares. Com isso, pretende-se diminuir o tempo gasto em cada região, possibilitando que todos os imóveis da cidade sejam vistoriados a cada dois meses.

De acordo com a agente de endemias Rita de Fátima Dantas de Araújo, que atua em Parnamirim há 11 anos, a cidade teve um crescimento acelerado nos últimos anos e o efetivo da Secretaria de Saúde se tornou insuficiente para atender a todos os imóveis. "Creio que esse apoio traz uma melhoria muito grande, porque além de alcançar a meta e eliminar mais focos, também teremos menos dificuldade de entrar nos imóveis e os moradores se sentirão mais seguros em deixar a gente entrar", afirmou a agente, que passou a atuar com dois soldados da FAB como auxiliares.

De acordo com Rita, um agente vistoria, em média, vinte imóveis por dia. Segundo ela, com a parceria com a FAB, a expectativa é que esse número dobre. Nas visitas, os dois militares e o agente cobrem uma mesma área, mas a vistoria aos imóveis é individual. "É muito legal ver como as pessoas estão gostando da nossa participação, nos deixam entrar na casa delas, procurar os depósitos de larva e escutam as orientações que passamos", conta o Soldado Rodolfo da Silva Mulato, de 19 anos, que está participando da campanha. Para ele, mais importante do que aplicar as técnicas aprendidas para eliminação dos focos é saber orientar as pessoas. "A gente vê que o principal é ajudar o morador a ter consciência de como é importante que ele cuide do terreno dele, do imóvel dele, porque é ele que está lá todo dia. Depois que a gente elimina os depósitos, outro
s novos podem aparecer", reforça o militar da BANT.

Uma segunda fase da campanha terá início em fevereiro e tem previsão de duração de 60 dias.