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Em cinco anos, houve um aumento de mais de 60% de temporários na FAB

Vagas são oportunidades para profissionais com formação
Publicado: 21/12/2015 08:00
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Fonte: Agência Força Aérea

  O Sargento Edney Coelho de Souza, da Base Aérea de Campo Grande (BACG), é motorista e militar temporário da FAB há um ano. “Vi este emprego como uma oportunidade de ampliar meus conhecimentos. Como sei que vou ter um tempo específico para sair, resolvi fazer faculdade de Educação Física para depois trabalhar nisso”, explica.

Ele é um dos atuais 8.328 militares de quadros temporários da FAB. Em 2010, esse número era 4.986, ou seja, houve um aumento de 67% em cinco anos.

“Existe uma orientação do Comando para aumentar o número de temporários. Assim, aproveitamos profissionais já formados, damos oportunidade de emprego e, futuramente, ocorrerá a desoneração da folha de pagamento, já que esses profissionais vão para a reserva não remunerada”, afirma o Chefe da 1ª Subchefia do Estado-Maior do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), Coronel Lélio Walter Pinheiro da Silva Júnior.

O Quadro de Oficiais Convocados (QOCon) iniciou abrangendo apenas especialidades da área da saúde, depois passou a aceitar também engenheiros e, hoje, engloba outras profissões, inclusive as do Quadro Complementar de Oficiais da Aeronáutica (QCOA), que formou a última turma em 2013. Em janeiro do ano passado foi criado o QSCon, que recebe atletas de alto rendimento e profissionais de nível técnico de diversas áreas.

Para ser militar temporário, o interessado não pode ter completado 45 anos (em 31 de dezembro do ano da incorporação) e ter formação em áreas de interesse da FAB. O processo seletivo tem etapas como análise de currículo e inspeção de saúde.

O contrato é renovado anualmente, podendo chegar a nove anos. Esse foi o tempo que a Relações Públicas Clarissa Oliveira de Carvalho trabalhou na Assessoria de Comunicação Social do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), em Canoas (RS).

“Trabalhar na FAB contribuiu muito profissional e pessoalmente. Desenvolvi várias atividades, participei de missões em outros lugares, conheci pessoas de todos os cantos e de várias especialidades. Isso tudo me fez evoluir e contribuiu para o meu currículo e para que eu conseguisse uma vaga na iniciativa privada, onde trabalho hoje em dia”, ressalta.

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