GESTÃO

FAB capacita militares que atuam em execuções contratuais

De acordo com palestrantes, objetivo é melhorar os processos de prestação de contas, transparência e responsabilização em relação aos contratos
Publicado: 20/10/2015 08:00
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Fonte: Agência Força Aérea

  Uma equipe de profissionais da Secretaria de Economia e Finanças da Aeronáutica (SEFA) percorreu todos os Comandos Aéreos Regionais para capacitar militares que atuam na fiscalização e no controle de contratos celebrados entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e empresas privadas para compra de produtos ou prestação de serviços.

A última palestra aconteceu na quinta-feira (15/10) para os militares do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR). Ao todo, mais de 700 profissionais foram orientados sobre boas práticas para execução contratual. Segundo o Coronel Marco Aurélio Souza, essa é a etapa mais sensível na contratação. As auditorias apontam que a gestão dos contratos gera mais problemas que o processo licitatório em si. “Como podemos alcançar melhores resultados no gasto do dinheiro da FAB, que, em última instância, é o dinheiro de toda sociedade brasileira? Acreditamos que com informações de qualidade”, afirma o Coronel Marco Aurélio.

As informações a que o oficial se refere dizem respeito a um dos principais tópicos da palestra: o Cadastro Técnico de Fornecedores (CADTEC), um software desenvolvido pela FAB que reúne bancos de dados de diversas instituições federais, além de conter informações sobre 2.532 empresas, até o momento, que são ou que podem vir a ser fornecedoras da FAB. Dessas, 300 já foram diligenciadas, ou seja, passaram por processos semelhantes a vistorias, em que é feita a verificação dos dados prestados pelas empresas.

  Um dos aspectos mais interessantes do sistema, que está em uso desde 1º de janeiro deste ano, é a possibilidade de reunir um grande volume de dados sobre empresas contratadas e compartilhá-los online. “A partir da avaliação das empresas que nos fornecem, podemos fazer uma gestão de risco, para que falhas verificadas em contratos anteriores não se repitam e, assim, o fiscal tenha ferramentas para fazer um acompanhamento mais eficaz desse contrato”, explica o Coronel Marco Aurélio.

Segundo um dos responsáveis pelo sistema, Tenente-Coronel Kennedy Fernandes Ferreira, o CADTEC vai ao encontro das diretrizes de governança promovidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU): prestação de contas, transparência e responsabilização. “Um bom contrato celebrado com uma empresa idônea significa a contratação de um bom objeto, e é isso que estamos buscando”, finaliza o Tenente-Coronel Kennedy.