NOTAER

Até setembro, foram registradas mais de 600 ocorrências com laser em 2015

A distração, ofuscamento da visão e cegueira momentânea do piloto pelo laser colocam vidas em risco
Publicado: 10/10/2015 08:00
Imprimir
Fonte: Agência Força Aérea

  O que para alguns é uma brincadeira – apontar raios laser para a cabine de aeronaves – é um risco para a aviação. A luz intensa pode ofuscar a visão dos pilotos e contribuir para que ocorram acidentes. Em 2015, até o dia 4 de setembro, 625 casos já foram registrados.

A incidência é mais comum na aproximação final para pouso. A consequência do laser é predominantemente a distração, o ofuscamento da visão ou a cegueira momentânea do piloto, justamente quando o tripulante precisa dedicar total atenção à operação da aeronave: no pouso e na decolagem.

O vice-chefe do CENIPA, Coronel Marcelo Marques de Azevedo, alerta: “Temos, na frota nacional, aeronaves que voam com apenas um piloto. Quando atingido diretamente nos olhos, o comandante do avião pode ter dificuldade de interpretar os instrumentos. A cegueira momentânea e a formação de imagens falsas podem se tornar críticas”.

Na lista dos aeroportos com maior número de ocorrências estão os de São Paulo (116 casos), Vitória (75) e Campinas (20). No entanto, os casos ocorrem em todas as regiões do País. Atualmente, o mais preocupante é a facilidade de aquisição da ponteira ou caneta que fez aumentar o número de ocorrências.

Esses reportes não são recentes e, tampouco, exclusividade dos céus brasileiros. Há registros de casos no Canadá, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. O primeiro caso relatado ocorreu em Los Angeles, no ano de 1993. O comandante de um Boeing 737 foi atingido e obrigado a passar o controle dos comandos da aeronave para o copiloto. Ele ficou quatro minutos sem conseguir interpretar os instrumentos.

CRIME - Além de perigoso, apontar laser para aviões e helicópteros também se constitui crime. O artigo 261 do Código Penal Brasileiro prevê sanções para quem expor a perigo ou praticar qualquer ato que possa impedir ou dificultar a navegação aérea. Já existe, também, um projeto de lei (PL 3151/12) para punir quem usar de forma indevida as canetas de raio laser. (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos)

Acesse abaixo a edição completa do Notaer de outubro, leia mais matérias e conheça as novidades da versão digital: os links nas páginas levam a novos conteúdos.