ESPORTE

Clube da Aeronáutica premia os vencedores da 27ª Regata 24h Santos-Dumont

No último fim de semana, 25 veleiros e mais de 100 participantes participaram da competição
Publicado: 24/07/2015 13:48
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Fonte: Agência Força Aérea

  Sargento Batista / CECOMSAERNa noite de quinta-feira (23/07), o Clube da Aeronáutica de Brasília realizou a cerimônia de premiação dos vencedores da 27ª Regata 24h Santos-Dumont. A competição, que aconteceu no último fim de semana, envolveu mais de 100 velejadores e 25 embarcações que fizeram uma travessia de 24h no Lago Paranoá.

A premiação foi dividida em cinco categorias (Regata A, Flotilha Dela 26, Flotilha Fast 23, Flotilha Ranger e Cruzeiro) para abarcar as especificidades e os tamanhos das embarcações competidoras. Além disso, foram entregues os prêmios principais: RGS-DF e Fita Azul.

O veleiro Fita Azul é aquele que primeiro cruza a linha de chegada da regata. Nesta edição, o vencedor foi o veleiro Adrenalina, comandado por Flávio Martins Pimentel, que percorreu 105,5 milhas náuticas (aproximadamente 170km) e levava a bordo mais cinco pessoas.   Sargento Batista / CECOMSAER

“É a primeira vez que participamos dessa regata, embora eu já veleje há 40 anos. É uma regata que exige muito da tripulação. Metade da equipe era composta pelo pessoal da velha guarda, mais experiente, e o restante, de jovens velejadores. O bom desempenho depende de um pouco de tudo: planejamento, um bom veleiro, técnica e uma equipe bem preparada”, explica Flávio.

Já o prêmio na classe RGS-DF ficou com o veleiro Cirrus, comandado por Darcílio Veloso Júnior. A sigla significa Regra Geral Simplificada e trata-se de um método usado para calcular o desempenho dos velejadores a partir de um fator ou, no inglês, rating. Os equipamentos da embarcação também entram na composição da fórmula, como bonificação ou penalidade: os itens considerados para a bonificação são aqueles que a regra interpreta que prejudicam o desempenho do veleiro; já os itens que sofrem penalidade são aqueles que aumentam o desempenho.

Ou seja, embora o Cirrus não tenha sido o primeiro a cruzar a linha de chegada, foi o que desenvolveu maior velocidade média na prova: 4,62 nós (8,56km/h).   Sargento Batista / CECOMSAER

O Comandante do veleiro explica que a grande dificuldade foi a pequena tripulação, de apenas três pessoas - composição mínima para conduzir uma embarcação daquele porte. “O vento estava muito forte, então ninguém conseguiu dormir. Precisávamos todo o tempo de um timoneiro, ou seja, a pessoa que cuida do leme e dá direção ao veleiro, e dois proeiros – responsáveis pela vela grande, a genoa, e o balão”, afirma Darcílio.