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Esquadrão Arara forma primeira mulher mestre de carga na Amazônia

Função tradicionalmente executada por homens envolve gerenciamento de até sete toneladas de carga do C-105 Amazonas
Publicado: 09/07/2015 08:00
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Fonte: Agência Força Aérea

  A Sargento Luana Eiterer deu um novo passo na carreira: tornou-se mestre de carga (loadmaster) da Força Aérea Brasileira. A função, normalmente executada por homens, prevê o controle da carga e do pessoal transportados no avião. “Qualquer um que tem amor pelo que faz conquista seus objetivos”, afirma.

O processo de formação foi de um ano e quatro meses no Esquadrão Arara (1°/9°GAV), sediado em Manaus (AM), onde trabalha na manutenção da aeronave C-105 Amazonas. A militar teve aulas teóricas sobre configuração da aeronave, procedimentos empregados nas missões, entre outros assuntos. Entendeu todos os sistemas da aeronave e participou de instruções práticas. Todas as missões foram avaliadas.

Para se formar, passou por duas provas: uma em solo e outra em voo. A nova função a fez perceber a importância de cada militar do efetivo da unidade aérea. “Quando comecei a viajar na nova função, ficou ainda mais claro para mim o valor de cada um do grupo, desde aqueles da manutenção até os que participam do cumprimento da missão”, disse.

Desafio – De acordo com o Tenente Aviador Andrey Franklin Lima, o trabalho do mestre de carga influencia no desempenho do voo. “Eles são responsáveis pelo centro de gravidade da aeronave. Dependendo da forma como colocam a carga, interferem na performance e na segurança”, disse.

Há sete anos na função de load master do C-105 Amazonas, o Suboficial Jorge Otávio Oliveira da Silva explica que é responsabilidade destes profissionais a liberação da quantidade de carga e pessoal que pode ser transportada. “Tudo é feito em função desses limites. Depende do percurso e da quantidade de combustível”, exemplifica.

Os colegas demonstraram muita satisfação em receber uma mulher nesta função, principalmente considerando o esforço necessário na execução das tarefas. “O C-105 é de médio porte e pode transportar cerca de sete toneladas. Geralmente, manuseamos material pesado e grande. O trabalho exige energia do tripulante. Para nós, é muito bom ter uma  mulher fazendo trabalho normalmente feito por homens”, explica o suboficial.

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