CULTURA

Documentário e livro de fotografia retratam a missão da FAB na Antártica

Os desafios do Esquadrão Gordo no continente gelado são contados no projeto Asas Antárticas – a história do Brasil no continente gelado
Publicado: 10/07/2015 08:00
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Fonte: INCAER/Agência Força Aérea

  Oswaldo ClaroDesde 1983, ano de criação da Base Antártica Comandante Ferraz, no Polo Sul, o Esquadrão Gordo (1º/1º GT) realiza, dez vezes ao ano, missões de apoio aerologístico aos militares e pesquisadores brasileiros do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Para contar os desafios dessa atividade, foram lançados, no fim de junho, um livro e um documentário intitulados Asas Antárticas – a história do Brasil no continente gelado, em uma cerimônia no Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro.

O projeto foi executado durante quatro anos (2011 a 2015) e envolveu, só na captação de imagens, uma equipe de sete pessoas. Coordenador do projeto, o fotógrafo Oswaldo Claro explica que, ao todo, foram realizados sete voos até o continente, sempre a bordo do C-130 Hércules do Esquadrão.

"Existem duas boas razões para mostrar à sociedade o trabalho da Força Aérea Brasileira (FAB) na Antártica: a primeira é dar conhecimento ao grande público de que o Brasil está engajado em pesquisas de âmbito global em um tema tão sensível como o meio ambiente. E a outra, que mexe com o imaginário das pessoas, é apresentar a complexidade e o desafio de realizar uma operação militar no ambiente mais hostil do nosso planeta", afirma Oswaldo.   Oswaldo Claro

O documentário de 49 minutos e o livro composto por 45 fotos contam, entre outras histórias, os desafios do voo Antártico, como a grande incidência de nevoeiros, vento forte e acúmulo de neve na pista. O fotógrafo conta que as tripulações precisam pousar em uma pista de 1.290m na base chilena Eduardo Frei, que é menor que a pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro - a única do Brasil onde apenas o comandante do voo pode aterrissar a aeronave. Outra questão complexa e sensível das missões é o lançamento de carga com mantimentos sobre a estação brasileira, visto que não há espaço físico para construção de uma pista. 

"Ao retornar de minha primeira viagem a Antártica, em 2009, muitos conhecidos se impressionaram pelo fato de ter ido até lá de avião. A pergunta mais comum era  - mas existe avião que pousa lá?, em um misto de perplexidade e encantamento. Acho que isso dá uma boa ideia das dificuldades em operar uma aeronave de dezenas de toneladas em um ambiente como a Antártica", diz Oswaldo.

Assista aqui ao trailer do documentário. 

Veja os desafios do voo antártico