AJUDA HUMANITÁRIA

FAB resgata idoso em comunidade indígena no MS para tratamento médico

Paciente foi transportado para a Santa Casa de Corumbá onde foi operado
Publicado: 17/06/2015 13:14
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Fonte: Agência Força Aérea

  2º/10ºUm helicóptero H-1H do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), da Força Aérea Brasileira (FAB), resgatou, na madrugada desta quarta-feira (17/06), um indígena de 85 anos com obstrução arterial aguda. O transporte aeromédico  foi realizado da Comunidade Uberaba, localizada na fronteira com a Bolívia, para a Santa Casa da cidade de Corumbá (MS). A missão foi recebida no início da noite de terça-feira (16/06) pelo Centro de Coordenação de Salvamento de Curitiba (Salvaero), órgão responsável por coordenar esse tipo de operação naquela região.

O indígena José Marino, que é deficiente visual, precisava de tratamento médico especializado. A aldeia, composta por 55 famílias, fica em local isolado na região do Pantanal. 

"Ele já tinha um histórico bem complicado de saúde em função da idade avançada. Nós solicitamos e conseguimos o apoio aéreo da FAB. Isso foi muito importante, pois da aldeia, onde ele vive sozinho, até Corumbá são aproximadamente 350 quilômetros, o que leva seis horas de barco", explica Paula Victorio Vieira, secretária do Polo Indígena Corumbá, que atende à Comunidade Uberaba.

  Na missão, a FAB utilizou um helicóptero H-1H equipado com UTI aérea e óculos de visão noturna. A aeronave decolou de Campo Grande (MS), pousou em Corumbá (MS) para reabastecer e seguiu para a Comunidade Uberaba. Todas as etapas do voo foram realizadas no período noturno. Além dos dois pilotos, estavam a bordo um mecânico, um operador de equipamentos especiais, um médico e um enfermeiro.

Na Santa Casa de Corumbá, o idoso passou por uma cirurgia de emergência, em que foi realizado um procedimento denominado tromboembolectomia.

"O quadro é grave e a rapidez do resgate foi importante para que ele não perca a perna esquerda. Na idade em que o paciente está e pela gravidade do caso, o tempo foi um fator importante", explica o médico Gabriel Nunes da Cunha, cirurgião vascular responsável pelo procedimento realizado no indígena.

Segundo um dos pilotos da aeronave, Tenente Marcel Felippe Garcia, a missão é complexa, contudo, muito gratificante. “Aquele senhor precisava do nosso apoio, e estamos aqui para servir ao nosso País e à sociedade. Ter a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que treinamos durante anos em uma operação real é algo muito gratificante, ainda mais se isso for para salvar uma vida. O voo com o uso de óculos de visão noturna requer muito preparo e treinamento, mas estamos capacitados para isso”, disse o militar.