ESPORTE

Forças Armadas iniciam projeto de inclusão para militares reformados

O objetivo é valorizar e integrar profissionais que possuem limitações físicas por meio de atividades sócio-esportivas
Publicado: 05/05/2015 17:05
Imprimir
Fonte: CDA

  1º Sgt Xavier/CDAA caminho do trabalho, no extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), no Rio de Janeiro (RJ), o Soldado Rodrigo Santos Araújo, então com 21 anos, sofreu um acidente de carro que lhe causou tetraplegia parcial. Rodrigo foi reformado e, após 13 anos, retorna à caserna como um dos participantes do Projeto para Valorização Pessoal e Integração Social através do Esporte, que foi lançado no último dia 30 de abril e prevê uma parceria entre Marinha, Exército e Aeronáutica. O projeto é coordenada pelos Ministérios da Defesa e do Esporte.

O objetivo é reunir militares reformados por terem sofrido algum tipo de acidente ou enfermidade que limitou suas condições físicas, mas que ainda estão aptos para praticar esportes. “Duas vezes por semana, irei à Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) para participar de atividades físicas orientadas. Estou muito animado, gostava muito de ser militar e vou poder voltar a viver um pouco da rotina do quartel”, explica Rodrigo.

O primeiro encontro do projeto ocorreu nesta terça-feira (05/05). "Iniciamos com 16 militares voluntários das três Forças Armadas e profissionais capacitados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Durante duas vezes por semana, quatro núcleos, localizados no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) e no Colégio Militar de Brasília (CMB) estarão recebendo esses militares”, disse o Diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira.

Segundo o coordenador do projeto na FAB, Coronel Rubens Chaves Martins, um estudo preliminar demonstrou que existem, apenas na cidade do Rio de Janeiro, 12 militares reformados da Aeronáutica em condições de serem atendidos. De acordo com ele, além da inclusão e da valorização pessoal, a ideia é que os militares desenvolvam suas aptidões esportivas, podendo se tornarem atletas paralímpicos. Os profissionais que vão receber essas pessoas com deficiência, 32 fisioterapeutas e educadores físicos, participaram de um curso de Educação Física Adaptada nas modalidades de natação, vôlei sentado e atletismo.Maj Brig do Ar Carlos Augusto AMARAL Oliveira  1º Sgt Xavier/CDA

Outro aspecto é a integração com o Programa Forças no Esporte (PROFESP), que atende crianças e adolescentes. “O exemplo de superação desses militares pode ser muito rico, pedagogicamente, para os jovens do PROFESP. Estamos trabalhando em atividades integradas entre os participantes dos dois projetos”, afirma o Coronel Martins.

Ele destaca, ainda, as potencialidades futuras, como a extensão ao atendimento de militares das Forças Auxiliares - Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. "O que estamos começando agora representa uma quebra de paradigmas nas Forças Armadas, pois é uma oportunidade inédita de nossos militares reformados por deficiência voltarem ao nosso convívio e se descobrirem esportivamente", ressalta.