SEMANA DA CAÇA

Piloto de caça começa a atuar

Conheça a história do Tenente Villordo, do Esquadrão Escorpião, que já faz parte do time de caçadores da FAB
Publicado: 23/04/2015 10:26
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Fonte: Agência Força Aérea

A importâ  ncia do piloto de caça para o Brasil é grande, especialmente no combate ao tráfico de drogas nas fronteiras”. Essa afirmação é do Tenente Aviador Carlos Eduardo Villordo, integrante do Esquadrão Escorpião, sediado em Boa Vista (RR). A unidade aérea opera as aeronaves de caça leve A-29 Super Tucano e tem a missão de dar continuidade à formação dos pilotos de caça da Força Aérea, além de defender a soberania do espaço aéreo brasileiro, principalmente na fronteira noroeste do país. “Nós somos a ponta da lança”, complementa o aviador. 

Inspirado pela paixão por aviões do pai, o Tenente Villordo já sabia bem cedo qual caminho queria seguir. “Conhecendo as missões das aviações, identifiquei-me com a caça aos meus 13 anos. Desde então, defini que meu futuro era ser caçador”, afirmou. Hoje, com 27 anos, o militar de Curitiba (PR) explica que o caminho não foi fácil.

A primeira etapa foi a Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), onde ele ganhou mais um motivo de incentivo na carreira. “Ainda como cadete, conheci o nosso herói de guerra, Major-Brigadeiro do Ar José Rebelo Meira de Vasconcelos, um exemplo de humildade, coragem, amor ao Brasil e à aviação de caça. Ele também foi minha inspiração”, declarou.

A segunda etapa foi o período como Aspirante no Esquadrão Joker, em Natal (RN). “Lá, a aviação de caça já começava a ser uma realidade”, explica.

Operacional

Após a passagem por Natal, os aspirantes são declarados tenentes e destinados aos esquadrões Grifo (Porto Velho - RO), Flecha (Campo Grande - MS) e  o Escorpião. Todos com funções semelhantes. Segundo o Tenente, o piloto de caça deve reunir algumas características, como determinação, preparo, dedicação e coragem.

“Nosso esquadrão já foi utilizado em missões reais para a destruição de pistas clandestinas na Amazônia". Ele se refere à operação Ágata 4, do Governo Federal, para combater crimes praticados em pontos estratégicos do território nacional.  

Os aviadores participam também do Curso de Formação de Líderes de Esquadrilha da Aviação de Caça, que engloba várias missões em diversos cenários simulados. Após dois anos, o piloto reúne os requisitos necessários para liderar quatro aeronaves de caça em uma situação de conflito. Essa é a base consolidada para a carreira do caçador. 
  “Minha próxima meta é ser operacional em um esquadrão de primeira linha. Para isso é necessário mais comprometimento e dedicação, já que as aeronaves e as missões não permitem margens de erro. Minha vontade é pilotar o F-5EM e, se possível, ainda chegar ao Gripen”, ressalta.

Para isso, ele conta com a ajuda dos companheiros de esquadrão. “A parceria entre os pilotos de caça do esquadrão está sempre presente. Uns auxiliam os outros nas dificuldades e dividem as conquistas”, conclui.   
 

Veja no programa Fab em Ação o treinamento com armamentos reais dos pilotos do 3° Grupo de Aviação :