SEGURANÇA DE VOO

Futura base do Gripen estuda perigo aviário e de fauna

O objetivo é diminuir ocorrências envolvendo aves e animais por meio do manejo de espécies
Publicado: 26/04/2015 08:26
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Fonte: BAAN

  A Base Aérea de Anápolis (BAAN) iniciou a catalogação das espécies de fauna nativas em suas imediações, com o objetivo de criar planos de manejo e diminuir ocorrências envolvendo aves e animais na pista. Essa foi a primeira medida adotada pela Comissão de Estudos do Risco da Fauna e Perigo Aviário, criada em abril.

A unidade militar, futura sede dos caças Gripen NG e atual base das aeronaves E-99 e R-99, tem observado um crescimento no número de aves nos arredores da área operacional. Nos últimos 30 anos, a BAAN registrou dois acidentes envolvendo a fauna local. Segundo o Presidente da Comissão, Major Aviador Jorge Petrola Ferreira, além de aves, já foram registrados casos de lobo-guará e tamanduá-bandeira na pista de pousos e decolagens.

A catalogação está sendo realizada por estudantes de duas instituições de ensino superior de Anápolis. “Nossa frente de trabalho vai se dividir em três etapas. Após a verificação das espécies nativas que possam interferir em nossa atividade, vamos realizar o manejo dessas espécies, a partir de parcerias com o IBAMA e a Prefeitura. Nessa fase estão previstas ações contra lixões e matadouros que estão na vizinhança. Por último, realizaremos um estudo de impacto para verificar os resultados das ações”, explica o Major Petrola. CURSO  Cv Juarez

Além de melhorar as condições de segurança de operação da BAAN, a comissão objetiva envolver instituições e pesquisadores para que as ações gerem conhecimento sem causar danos à fauna local. “As pesquisas executadas a partir da nossa iniciativa podem apontar soluções que sirvam também para outras unidades da  FAB”, diz o Oficial. Entre os estudiosos envolvidos estão biólogos, engenheiros ambientais, médico veterinário e engenheiro agrícola.

Na história da aviação, pelo menos 441 pessoas no mundo já morreram nesse tipo de acidente. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), as aeronaves menores são menos resistentes às colisões com animais. E ao redor dos aeródromos regionais, onde esses aviões geralmente pousam e decolam, há ainda a falta  de saneamento básico. Sem ter um aterro sanitário adequado nas cidades, muitas vezes a população joga lixo nas proximidades da pista, o que atrai animais e pode ocasionar acidentes.